<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602</id><updated>2012-02-14T22:37:27.021Z</updated><category term='Canção do cuco'/><category term='Eduardo Prado Coelho: Precisa-se de matéria-prima para construir um País'/><category term='Ser Homossexual é uma Questão de Opção?'/><category term='Cavalo'/><category term='Portugal'/><category term='10 maiores dúvidas sobre a cerveja'/><category term='Radioteatro'/><category term='Astrologia'/><category term='Curiosidades'/><category term='António Lobo Antunes'/><category term='O Significado e a Origem dos Nomes'/><category term='Práticas discriminatórias por parte do Instituto Português do Sangue'/><category term='Telenovelas'/><category term='Notícias'/><category term='Tamanho médio do pênis'/><category term='Religião'/><category term='Ouvir rádio'/><category term='Como é que uma pessoa se torna homossexual?'/><category term='Contos'/><category term='PARECE ANEDOTA - Vodafone EM GRANDE'/><category term='Astronomia'/><category term='Pedido de demissão'/><category term='Jorge Sampaio e Filhotes...'/><category term='Textos diversos'/><category term='ANTES DA POSSE E DEPOIS DA POSSE'/><category term='E há cada nome exótico'/><category term='Eurovisão'/><category term='Língua Portuguesa'/><category term='Ser Português é'/><category term='Putos'/><category term='Igreja Adventista do Sétimo Dia'/><category term='Miguel Sousa Tavares'/><category term='Divulgação'/><category term='MISTÉRIO DA HISTÓRIA'/><category term='Visita do Papa a Portugal'/><category term='Hora de Verão'/><category term='Petição à Ordem dos Médicos sobre &quot;reconversão&quot; da orientação sexual'/><category term='Morte'/><category term='Deus e homossexualidade'/><category term='Desenrascanço; a palavra que a língua inglesa queria ter'/><category term='Música'/><category term='Páscoa'/><category term='qavalo recomenda-lhe este artigo - Festa ajuda gémeas com doença rara'/><category term='Natal'/><category term='O contrário do amor'/><category term='GRIPE A (H1N1)'/><category term='O segredo das Mulheres no banheiro'/><category term='A ANEDOTA em que se transformou o nosso País'/><category term='Curiosidades sobre o corpo humano'/><category term='O que todo cristão deve saber sobre homossexualidade'/><category term='QUANTAS VEZES FAZ SEXO POR SEMANA?'/><category term='Troca-troca'/><category term='Professores'/><category term='Lerparaver'/><category term='Porque os padres não podem se casar?'/><category term='Lixo mental'/><category term='Obras Completas de António Botto'/><category term='COMO MANTER-SE JOVEM'/><category term='Pedido de Colaboração'/><category term='Aprovada a Lei que equipara a homofobia ao racismo como crimes puníveis'/><category term='6 Verdades da vida:)'/><category term='A Arca de Noé'/><category term='Giuseppe Verdi'/><category term='Piadas'/><category term='Será apenas o destino?'/><category term='Matemática'/><category term='Isabel Leal - O orgasmo pode não ser especialmente bom'/><category term='O teste do filtro triplo - Sócrates'/><category term='Acordo Ortográfico'/><category term='Quem elege os políticos?'/><category term='Casamento homossexual'/><category term='Alice Vieira'/><category term='Relatividade cultural'/><category term='Magalhães... Errar é humano'/><category term='O Mito do Centésimo Macaco'/><category term='Bach'/><category term='Numerologia'/><category term='Para refletir'/><category term='Call Center..eles sofrem'/><category term='Luiz Fernando Veríssimo'/><category term='Divulgação] Livro Infantil: A Princesa e a Andorinha'/><category term='sexta-feira 13'/><category term='Saboreando um Whisky'/><category term='Pensamentos'/><category term='10 dicas para livrar-se do telemarketing'/><category term='Ddiário de um médico'/><category term='Bíblia'/><category term='Beethoven'/><category term='666 - O Número da Besta'/><category term='Saúde'/><category term='Para quem diz mal do ensino...'/><category term='TGV - Reflexão'/><category term='Fazer um download é roubar?'/><category term='Avós'/><category term='Homossexualidade'/><category term='Adopção por homossexuais'/><category term='amisade feminina versos amisade masculina'/><category term='Tabela das estações do ano'/><title type='text'>qavalo</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>233</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-8156819324345322608</id><published>2012-02-08T02:31:00.002Z</published><updated>2012-02-08T02:38:43.707Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Piadas'/><title type='text'>LOJA DE MARIDO</title><content type='html'>Foi inaugurada em New York , The Husband Store, uma  nova e incrível loja, onde as damas vão escolher um marido.&lt;BR&gt;Na entrada, as  clientes recebem instruções de como a loja funciona:&lt;BR&gt;Você pode visitar a loja  APENAS UMA VEZ!&lt;BR&gt;São seis andares e os atributos dos maridos à venda melhoram  à medida que você sobe os andares.&lt;BR&gt;Mas há uma restrição: pode comprar o  marido de sua escolha em um andar ou subir mais um.&lt;BR&gt;MAS NÃO PODE DESCER, a  não ser para sair da loja, diretamente para a rua.&lt;BR&gt;Assim, uma dama foi até a  loja para escolher um marido.&lt;BR&gt;No primeiro andar, um cartaz na porta:&lt;BR&gt;Andar  1 - Aqui todos os homens têm bons empregos.&lt;BR&gt;Não se contentando, subiu mais um  andar...&lt;BR&gt;No segundo andar, o cartaz dizia:&lt;BR&gt;Andar 2 - Aqui os homens têm  bons empregos e gostam de crianças.&lt;BR&gt;No terceiro andar, o aviso  dizia:&lt;BR&gt;Andar 3 - Aqui os homens têm ótimos empregos, gostam de crianças e são  todos bonitões.&lt;BR&gt;"Uau!", ela disse, mas foi tentada e subiu mais um  andar.&lt;BR&gt;No andar seguinte, o aviso:&lt;BR&gt;Andar 4 - Aqui os homens têm ótimos  empregos, gostam de crianças, são bonitos e gostam de ajudar nos trabalhos  domésticos.&lt;BR&gt;"Ai, meu Deus", disse a mulher, mas continuou subindo.&lt;BR&gt;No  andar seguinte, o aviso:&lt;BR&gt;Andar 5 - Aqui os homens têm ótimos empregos, gostam  de crianças, são bonitões, gostam de ajudar nos trabalhos domésticos, e ainda  são extremamente românticos.&lt;BR&gt;Ela insistiu, subiu até o 6º andar e encontrou o  seguinte aviso:&lt;BR&gt;Andar 6 - Você é a visitante número 31.456.012 neste  andar.&lt;BR&gt;Não existem homens à venda aqui.&lt;BR&gt;Este andar existe apenas para  provar que as mulheres são impossíveis de agradar.&lt;BR&gt;Obrigado por visitar a  Loja de Maridos.&lt;H3&gt;LOJA DE ESPOSAS&lt;/H3&gt;&lt;BR&gt;Posteriormente, abriu uma loja do outro lado da  rua, a Loja de Esposas, também com seis andares e idêntico regulamento para os  compradores masculinos.&lt;BR&gt;No 1º andar, mulheres que adoram fazer sexo.&lt;BR&gt;No 2º  andar, mulheres que a doram fazer sexo e são muito bonitas.&lt;BR&gt;Os andares 3, 4,  5 e 6 nunca foram visitados.&lt;BR&gt;Ô raça pra se contentar com tão  pouco!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-8156819324345322608?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/8156819324345322608/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=8156819324345322608' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/8156819324345322608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/8156819324345322608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2012/02/loja-de-marido.html' title='LOJA DE MARIDO'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-2556453360591863611</id><published>2012-02-03T10:54:00.002Z</published><updated>2012-02-08T02:39:29.452Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Piadas'/><title type='text'></title><content type='html'>O cara chega com sua amante a um motel e lá encontra o carro de seu sogro  estacionado. Indignado com a leviandade do sogro resolveu aplicar-lhe uma lição.  Rouba o som de seu carro e ainda faz alguns riscos na lataria.&lt;BR&gt;No dia  seguinte vai visitar o sogro, que se mostra muito enraivecido.&lt;BR&gt;- Está triste,  sogro? Aconteceu alguma coisa? Porque está tão bravo?&lt;BR&gt;Ao que o sogro  esclarece:&lt;BR&gt;Como não vou estar bravo, se emprestei meu carro para a descuidada  de sua mulher ir à igreja e lhe roubaram o rádio e ainda riscaram a  lataria!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-2556453360591863611?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/2556453360591863611/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=2556453360591863611' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/2556453360591863611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/2556453360591863611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2012/02/o-sogro.html' title=''/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-6284532215879397862</id><published>2012-01-31T10:16:00.002Z</published><updated>2012-02-08T02:40:28.052Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Piadas'/><title type='text'>animais</title><content type='html'>&lt;DIV&gt;Estavam perdidos na floresta um hindu, um judeu e José Sócrates (que estava  num retiro espiritual). &lt;/DIV&gt; &lt;DIV class=gmail_quote&gt; &lt;DIV class=gmail_quote&gt; &lt;P&gt;Ao cair da tarde os três encontraram uma casinha modesta perdida por ali.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;Aproximaram-se e bateram à porta.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;Atendeu um senhor de certa idade:&lt;/P&gt; &lt;P&gt;- Pois não?&lt;/P&gt; &lt;P&gt;O judeu, adiantando-se começou a explicar o caso:&lt;/P&gt; &lt;P&gt;- Sabe o que é: estamos perdidos e a noite está a chegar!&lt;/P&gt; &lt;P&gt;Seria possível passarmos a noite por aqui e de manhã continuamos a procurar a  saída desta floresta?&lt;/P&gt; &lt;P&gt;- Tudo bem! Só tem um problema: o espaço aqui na casa só dá para dois. Um de  vocês terá de dormir no celeiro.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;O hindu prontificou-se logo:&lt;/P&gt; &lt;P&gt;- Eu vou. Não há problema algum.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;E foi-se. E os outros entraram… Dai a dez minutos:&lt;/P&gt; &lt;P&gt;- Toc! Toc! Toc!&lt;/P&gt; &lt;P&gt;Batem à porta. Foram atender e encontraram o hindu:&lt;/P&gt; &lt;P&gt;- Sabe o que é, meu amigo: não haveria nenhum problema em eu dormir no  celeiro, mas é que lá há uma vaca que para mim é um animal sagrado.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;Eu não posso dividir o mesmo local com a vaca, pois considero isto um  desrespeito.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;O judeu respondeu:&lt;/P&gt; &lt;P&gt;- Tudo bem! Vou eu, não me importo de dormir no celeiro.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;E foi-se. E os outros entraram… Dai a dez minutos:&lt;/P&gt; &lt;P&gt;- Toc! Toc! Toc!&lt;/P&gt; &lt;P&gt;Batem à porta. Foram atender e…era o judeu:&lt;/P&gt; &lt;P&gt;- Sabe o que é, amigo: eu não tinha nenhum problema em dormir no celeiro, mas  é que lá há um porco que para mim é um animal impuro. Eu não posso dividir o  mesmo local com o porco, pois considero isso um desrespeito às minhas  convicções.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;Então, José Sócrates manifestou-se logo de seguida:&lt;/P&gt; &lt;P&gt;- Não há problema nenhum! Eu durmo no celeiro.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;E lá foi, entrando os outros na casa… Dai a dez minutos:&lt;/P&gt; &lt;P&gt;- Toc! Toc! Toc!&lt;/P&gt; &lt;P&gt;Batem à porta.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;Eram o porco e a vaca!&lt;/P&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-6284532215879397862?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/6284532215879397862/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=6284532215879397862' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/6284532215879397862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/6284532215879397862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2012/01/animais.html' title='animais'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-5207008907898648403</id><published>2012-01-15T09:15:00.002Z</published><updated>2012-02-08T02:42:54.986Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pensamentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Piadas'/><title type='text'>Frase do dia</title><content type='html'>"A AMIZADE É COMO AS MAMAS: há as pequenas... há as grandes... e há as  falsas."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-5207008907898648403?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/5207008907898648403/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=5207008907898648403' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/5207008907898648403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/5207008907898648403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2012/01/frase-do-dia.html' title='Frase do dia'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-5622324340071849892</id><published>2012-01-12T06:53:00.001Z</published><updated>2012-02-08T02:42:27.482Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pensamentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Piadas'/><title type='text'>A FRASE DO SÉCULO XXI</title><content type='html'>"Deus fez o Céu e a Terra...&lt;BR&gt;...o resto é feito na China"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-5622324340071849892?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/5622324340071849892/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=5622324340071849892' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/5622324340071849892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/5622324340071849892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2012/01/frase-do-seculo-xxi.html' title='A FRASE DO SÉCULO XXI'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-4051683361142246328</id><published>2012-01-12T06:49:00.001Z</published><updated>2012-02-08T02:43:28.592Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Piadas'/><title type='text'>Calendário chinês em Portugal: O Ano do Preservativo</title><content type='html'>"Este vai ser o ano do preservativo:  &lt;P&gt;temos que ter muito CONTROL,  &lt;P&gt;viver com HARMONY,  &lt;P&gt;porque 2012 vai ser... DUREX !"&lt;/P&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-4051683361142246328?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/4051683361142246328/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=4051683361142246328' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/4051683361142246328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/4051683361142246328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2012/01/calendario-chines-em-portugal-o-ano-do.html' title='Calendário chinês em Portugal: O Ano do Preservativo'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-8926273075669154477</id><published>2012-01-12T06:44:00.001Z</published><updated>2012-02-08T02:44:39.907Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Professores'/><title type='text'>Curiosa esta definição de PROFESSOR</title><content type='html'>&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Para mim, para ti, para ele, para nós, para vós e  porque não, para eles que são professores?????&amp;nbsp; &lt;BR&gt;Afinal, o que somos? Ou  melhor, como somos aos olhos dos outros?&lt;BR&gt;Talvez este texto te ajude a  compreenderes melhor. A mim ajudou.&lt;BR&gt;Até breve... ou não.&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;&lt;/FONT&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;O material escolar mais barato que existe na praça  é o professor!&lt;BR&gt;É jovem, não tem experiência.&lt;BR&gt;É velho, está  superado.&lt;BR&gt;Não tem automóvel, é um pobre coitado.&lt;BR&gt;Tem automóvel, chora de  "barriga cheia".&lt;BR&gt;Fala em voz alta, vive gritando.&lt;BR&gt;Fala em tom normal,  ninguém escuta.&lt;BR&gt;Não falta ao colégio, é um "Adesivo".&lt;BR&gt;Precisa faltar, é um  "turista".&lt;BR&gt;Conversa com os outros professores, está "malhando" nos  alunos.&lt;BR&gt;Não conversa, é um desligado.&lt;BR&gt;Dá muita matéria, não tem dó do  aluno.&lt;BR&gt;Dá pouca matéria, não prepara os alunos.&lt;BR&gt;Brinca com a turma, é  metido a engraçado.&lt;BR&gt;Não brinca com a turma, é um chato.&lt;BR&gt;Chama a atenção, é  um grosso.&lt;BR&gt;Não chama a atenção, não se sabe impor.&lt;BR&gt;A prova é longa, não dá  tempo.&lt;BR&gt;A prova é curta, tira as hipóteses do aluno.&lt;BR&gt;Escreve muito, não  explica.&lt;BR&gt;Explica muito, o caderno não tem nada.&lt;BR&gt;Fala correctamente,  ninguém entende.&lt;BR&gt;Fala a "língua" do aluno, não tem vocabulário.&lt;BR&gt;Exige, é  rude.&lt;BR&gt;Elogia, é debochado.&lt;BR&gt;O aluno é retido, é perseguição.&lt;BR&gt;O aluno é  aprovado, deitou "água-benta".&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;É! O professor está sempre errado, mas, se  conseguiu ler até aqui, agradeça-lhe... a ele.&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-8926273075669154477?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/8926273075669154477/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=8926273075669154477' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/8926273075669154477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/8926273075669154477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2012/01/curiosa-esta-definicao-de-professor.html' title='Curiosa esta definição de PROFESSOR'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-14290219565543814</id><published>2012-01-06T12:51:00.003Z</published><updated>2012-02-08T02:46:09.945Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><title type='text'>IVA 23%</title><content type='html'>Diz o Sr Ministro das Finanças que o aumento da taxa do IVA para 23% na  factura do gás e electricidade é o que se pratica na maioria dos países  europeus.&lt;BR&gt;Claro que isto acontece porque todos os nossos governantes nos  olham como uma cambada de imbecis, anormais e idiotas que não sabem fazer  contas, por isso sempre fazem comparações com o resto da Europa, escamoteando  precisamente este indicador...&lt;BR&gt;Então comparemos:&lt;H3&gt;SALÁRIOS MÍNIMOS NA EUROPA:&lt;/H3&gt;Suíça - 2.916€ &lt;BR&gt;Luxemburgo -  1.757,56€ &lt;BR&gt;Irlanda - 1.653€ &lt;BR&gt;Bélgica - 1.415,24 € &lt;BR&gt;Holanda - 1.400 €  &lt;BR&gt;França - 1.377,70 € &lt;BR&gt;Reino Unido - 1.035 € &lt;BR&gt;Espanha - 748,30€  &lt;BR&gt;Portugal - 485 €......... &lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Que comparação É ESTA?????? SE ÉS  PORTUGUÊS REENCAMINHA. AS ATITUDES QUE TOMAMOS FAZEM O PAÍS QUE  QUEREMOS!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-14290219565543814?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/14290219565543814/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=14290219565543814' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/14290219565543814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/14290219565543814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2012/01/iva-23-por-cento.html' title='IVA 23%'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-8907330826970301070</id><published>2011-12-25T23:58:00.000Z</published><updated>2011-12-15T00:57:04.837Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Natal'/><title type='text'>NATAL DE QUEM?</title><content type='html'>Mulheres atarefadas&lt;br&gt;Tratam do bacalhau,&lt;br&gt;Do peru, das rabanadas.&lt;br&gt;- N&amp;#227;o esque&amp;#231;as o colorau,&lt;br&gt;O azeite e o bolo-rei!&lt;br&gt;- Est&amp;#225; bem, eu sei!&lt;br&gt;- E as garrafas de vinho?&lt;br&gt;- J&amp;#225; v&amp;#227;o a caminho!&lt;br&gt;- Oh m&amp;#227;e, estou pr&amp;#39;a ver&lt;br&gt;Que prendas vou ter.&lt;br&gt;Que prendas terei?&lt;br&gt;- N&amp;#227;o sei, n&amp;#227;o sei...&lt;br&gt;Num qualquer lado,&lt;br&gt;Esquecido, abandonado,&lt;br&gt;O Deus-Menino&lt;br&gt;Murmura baixinho:&lt;br&gt;- Ent&amp;#227;o e Eu,&lt;br&gt;Toda a gente Me esqueceu?&lt;br&gt;Senta-se a fam&amp;#237;lia&lt;br&gt;&amp;#192; volta da mesa.&lt;br&gt;N&amp;#227;o h&amp;#225; sinal da cruz,&lt;br&gt;Nem ora&amp;#231;&amp;#227;o ou reza.&lt;br&gt;Tilintam copos e talheres.&lt;br&gt;Crian&amp;#231;as, homens e mulheres&lt;br&gt;Em euf&amp;#243;rico ambiente.&lt;br&gt;L&amp;#225; fora t&amp;#227;o frio,&lt;br&gt;C&amp;#225; dentro t&amp;#227;o quente!&lt;br&gt;Algures esquecido,&lt;br&gt;Ouve-se Jesus dorido:&lt;br&gt;- Ent&amp;#227;o e Eu,&lt;br&gt;Toda a gente Me esqueceu?&lt;br&gt;Rasgam-se embrulhos,&lt;br&gt;Admiram-se as prendas,&lt;br&gt;Aumentam os barulhos&lt;br&gt;Com mais oferendas.&lt;br&gt;Amontoam-se sacos e papeis&lt;br&gt;Sem regras nem leis.&lt;br&gt;E Cristo Menino&lt;br&gt;A fazer beicinho:&lt;br&gt;- Ent&amp;#227;o e Eu,&lt;br&gt;Toda a gente Me esqueceu?&lt;br&gt;O sono est&amp;#225; a chegar.&lt;br&gt;Tantos restos por mesa e ch&amp;#227;o!&lt;br&gt;Cada um vai transportar&lt;br&gt;Bem-estar no cora&amp;#231;&amp;#227;o.&lt;br&gt;A noite vai terminar&lt;br&gt;E o Menino, quase a chorar:&lt;br&gt;- Ent&amp;#227;o e Eu,&lt;br&gt;Toda a gente Me esqueceu?&lt;br&gt;Foi a festa do Meu Natal&lt;br&gt;E, do princ&amp;#237;pio ao fim,&lt;br&gt;Quem se lembrou de Mim?&lt;br&gt;N&amp;#227;o tive tecto nem afecto!&lt;br&gt;Em tudo, tudo, eu medito&lt;br&gt;E pergunto no fechar da luz:&lt;br&gt;- Foi este o Natal de Jesus?!!!&lt;p&gt;Jo&amp;#227;o Coelho dos Santos in L&amp;#225;grima do Mar - 1996&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-8907330826970301070?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/8907330826970301070/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=8907330826970301070' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/8907330826970301070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/8907330826970301070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2009/12/natal-de-quem.html' title='NATAL DE QUEM?'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-8569304823863230761</id><published>2011-12-25T23:56:00.000Z</published><updated>2011-12-15T00:57:49.249Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Natal'/><title type='text'>Poema do Menino Jesus</title><content type='html'>&lt;pre&gt;Num meio-dia de fim de Primavera
Tive um sonho como uma fotografia.
Vi Jesus Cristo descer à terra.
Veio pela encosta de um monte
Tornado outra vez menino,
A correr e a rolar-se pela erva
E a arrancar flores para as deitar fora
E a rir de modo a ouvir-se de longe.
Tinha fugido do céu.
Era nosso demais para fingir
De segunda pessoa da Trindade.
No céu tudo era falso, tudo em desacordo
Com flores e árvores e pedras.
No céu tinha que estar sempre sérioE de vez em quando de se tornar outra vez homem
E subir para a cruz, e estar sempre a morrer
Com uma coroa toda à roda de espinhos
E os pés espetados por um prego com cabeça,
E até com um trapo à roda da cintura
Como os pretos nas ilustrações.
Nem sequer o deixavam ter pai e mãe
Como as outras crianças.
O seu pai era duas pessoas -
Um velho chamado José, que era carpinteiro,
E que não era pai dele;
E o outro pai era uma pomba estúpida,
A única pomba feia do mundo
Porque nem era do mundo nem era pomba.
E a sua mãe não tinha amado antes de o ter.
Não era mulher: era uma mala
Em que ele tinha vindo do céu.
E queriam que ele, que só nascera da mãe,
E que nunca tivera pai para amar com respeito,
Pregasse a bondade e a justiça!
Um dia que Deus estava a dormir
E o Espírito Santo andava a voar,
Ele foi à caixa dos milagres e roubou três.
Com o primeiro fez que ninguém soubesse que ele tinha fugido.
Com o segundo criou-se eternamente humano e menino.
Com o terceiro criou um Cristo eternamente na cruz
E deixou-o pregado na cruz que há no céu
E serve de modelo às outras.Depois fugiu para o Sol
E desceu no primeiro raio que apanhou.
Hoje vive na minha aldeia comigo.
(...) A mim ensinou-me tudo.
Ensinou-me a olhar para as coisas.
Aponta-me todas as coisas que há nas flores.
Mostra-me como as pedras são engraçadas
Quando a gente as tem na mão
E olha devagar para elas.
Diz-me muito mal de Deus.
Diz que ele é um velho estúpido e doente,
Sempre a escarrar para o chão
E a dizer indecências.
A Virgem Maria leva as tardes da eternidade a fazer meia.
E o Espírito Santo coça-se com o bico
E empoleira-se nas cadeiras e suja-as.
Tudo no céu é estúpido como a Igreja Católica.
Diz-me que Deus não percebe nada
Das coisas que criou -
"Se é que ele as criou, do que duvido." -
"Ele diz por exemplo, que os seres cantam a sua glória,
Mas os seres não cantam nada.
Se cantassem seriam cantores.
Os seres existem e mais nada,
E por isso se chamam seres."
E depois, cansado de dizer mal de Deus,
O Menino Jesus adormece nos meus braços
E eu levo-o ao colo para casa.
(...)Esta é a história do meu Menino Jesus.
Por que razão que se perceba
Não há-de ser ela mais verdadeira
Que tudo quanto os filósofos pensam
E tudo quanto as religiões ensinam ?

Alberto Caeiro&lt;/pre&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-8569304823863230761?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/8569304823863230761/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=8569304823863230761' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/8569304823863230761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/8569304823863230761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2008/12/poema-do-menino-jesus.html' title='Poema do Menino Jesus'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-7037914099146042450</id><published>2011-12-22T11:35:00.000Z</published><updated>2011-12-15T00:58:43.808Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Natal'/><title type='text'>Leia sem chorar!</title><content type='html'>Corri ao mercado para comprar uns presentinhos, que eu não havia conseguido comprar antes.&lt;br&gt;Quando eu vi todas aquelas pessoas no mercado, comecei a reclamar comigo mesma: Isto vai demorar a vida toda, e 
eu ainda tenho tantas coisas para fazer, outros lugares para ir.&lt;br&gt;Como eu gostaria de poder apenas me deitar, dormir e só acordar após tudo isso.&lt;br&gt;Sem notar, eu fui andando até a seção de brinquedos, e lá 
eu comecei a bisbilhotar os preços, imaginando se as crianças realmente brincam com esses brinquedos tão caros.&lt;br&gt;Enquanto eu olhava a seção de brinquedos, eu notei um garoto de mais ou menos 5 anos pressionando 
uma boneca contra o peito.&lt;br&gt;Ele acarinhava o cabelo da boneca e olhava tão triste, e fiquei tentando imaginar para quem seria aquela boneca que ele tanto apertava.&lt;br&gt;O menino virou-se para uma senhora próximo 
à ele e disse: Vovó, você tem certeza que eu não tenho dinheiro suficiente para comprar esta boneca? A senhora respondeu: Você sabe que o seu dinheiro não é suficiente, meu querido! E ela disse ao menino, 
que ele poderia ficar ali olhando os brinquedos por 5 minutos, enquanto ela iria olhar outra coisa.&lt;br&gt;O pequeno menino estava segurando a boneca em suas mãos.&lt;br&gt;Finalmente eu comecei a andar em direção ao 
garoto e perguntei para quem ele queria dar aquela boneca.&lt;br&gt;E ele respondeu: &amp;quot;Esta é a boneca que a minha irmã mais adorava, e queria muito ganhar.&lt;br&gt;Ela estava tão certa que o Papai daria esta boneca para 
ela este ano.&lt;br&gt;&amp;quot;Eu disse: &amp;quot;Não fique tão preocupado, eu acho que ele irá dar a boneca para sua irmã.&amp;quot; Mas ele triste me disse: &amp;quot;Não, o Papai não poderá levar a boneca onde ela está agora.&lt;br&gt;Eu tenho que dar 
esta boneca pra minha mãe, assim ela poderá dar a boneca à minha irmã, quando ela for lá.&amp;quot; Seus olhos se encheram de lágrimas enquanto ele falava: &amp;quot;Minha irmã teve que ir embora para sempre.&lt;br&gt;O papai me 
disse que a mamãe também irá embora para perto dela em breve.&lt;br&gt;Então eu pensei que a mamãe poderia levar a boneca com ela e entregar a minha irmã.&amp;quot;.&lt;br&gt;Meu coração parou de bater.&lt;br&gt;Aquele garotinho olhou para 
mim e me disse: &amp;quot;Eu disse ao papai para dizer a mamãe não ir ainda.&lt;br&gt;Eu pedi à ele que esperasse até eu voltar do mmercado.&amp;quot; Depois ele me mostrou uma foto muito bonita dele rindo, e me disse: &amp;quot;Eu também 
quero que a mamãe leve esta foto, assim ela também não se esquecerá de mim.&lt;br&gt;Eu amo a minha mãe e gostaria que ela não tivesse que partir agora, mas meu pai disse que ela tem que ir para ficar com a minha 
irmãzinha.&amp;quot; Ai ele ficou olhando para a boneca com os olhos tristes e muito quietinho.&lt;br&gt;Eu rapidamente procurei minha carteira e peguei algumas notas e disse para o garoto: &amp;quot;E se nós contássemos novamente 
o seu dinheiro, só para termos certeza de que você tem o dinheiro para comprar a boneca? Coloquei as minhas notas junto ao dinheiro dele, sem que ele percebesse, e começamos a contar o dinheiro.&lt;br&gt;Depois 
que contamos, o dinheiro iria dar para comprar a boneca e ainda sobraria um pouco.&lt;br&gt;E o garotinho disse: &amp;quot;Obrigado Senhor por atender o meu pedido e me dar o dinheiro suficiente para comprar a boneca&amp;quot; Aí 
ele olhou para mim e disse: &amp;quot;Ontem antes de dormir eu pedi à Deus que fizesse com que eu tivesse dinheiro suficiente para comprar a boneca, assim a mamãe poderia levar a boneca.&lt;br&gt;Ele me ouviu ...e eu também 
queria um pouco mais de dinheiro para comprar uma rosa branca para minha mãe, mas eu não ousaria pedir mais nada à Deus.&lt;br&gt;E Ele me deu dinheiro suficiente para comprar a boneca e a rosa branca.&lt;br&gt;Você sabe, 
a minha mãe adora rosas brancas.&lt;br&gt;Uns minutos depois, a senhora voltou e eu fui embora sem ser notada.&lt;br&gt;Terminei minhas compras num estado totalmente diferente do que havia começado.&lt;br&gt;Entretanto não conseguia 
tirar aquele garotinho do meu pensamento.&lt;br&gt;Então lembrei-me de uma notícia no jornal local de dois dias atrás, quando foi mencionado que um homem bêbado numa caminhonete, bateu em outro carro, e que no 
carro estavam uma jovem senhora e uma menininha.&lt;br&gt;A criança havia falecido na mesma hora e a mãe estava em estado grave na UTI, e que a família havia decidido desligar as máquinas, uma vez que a jovem 
não sairia do estado de coma.&lt;br&gt;E pensei, será que seria a família daquele garotinho? Dois dias após meu encontro com o garotinho, eu li no jornal que a jovem senhora havia falecido.&lt;br&gt;Eu não pude me conter 
e saí para comprar rosas brancas; fui ao velório daquela jovem...&lt;br&gt;Ela estava segurando uma linda rosa branca em suas mãos, junto com a foto do garotinho e com a boneca em seu peito.&lt;br&gt;
Eu deixei o local chorando, sentindo que a minha vida havia mudado para sempre.&lt;br&gt;O amor daquele garotinho por sua mãe e irmã continua gravado em minha memória até hoje.&lt;br&gt;
É difícil de acreditar e imaginar que numa fração de segundos, um bêbado tenha tirado tudo daquele pequeno garotinho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-7037914099146042450?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/7037914099146042450/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=7037914099146042450' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/7037914099146042450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/7037914099146042450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2008/12/leia-sem-chorar.html' title='Leia sem chorar!'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-9122298309068536303</id><published>2011-12-20T11:31:00.000Z</published><updated>2011-12-15T01:02:07.269Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Natal'/><title type='text'>Começou o raio do Feliz Natal</title><content type='html'>&lt;A  href="http://arautosdoestendal.blogs.sapo.pt/62243.html"&gt;http://arautosdoestendal.blogs.sapo.pt/62243.html&lt;/A&gt;&lt;p&gt;
Pronto! Ah e tal, boas festas, boas entradas, Feliz Natal, blá blá blá.  Aqui está um dos motivos pelos quais o Natal é tão irritantemente irritante!  Qualquer coisinha, então adeus, boas férias, Feliz Natal, boas entradas em 2007,  e o caraças. Beijinho, beijinho (esta parte até podia ser agradável, se não  tivesse o Feliz Natal), entra com o pé direito, não comas muitos doces, blá blá  blá. Hoje ainda perguntei, com ar pasmado, a alguns colegas: Feliz Natal?! Que  apressados! É como chegar ao verão e começar a dar os parabéns pelo aniversário  a toda a gente, adiantadamente. É foleiro e pronto! Já chegaram no correio  alguns postais, até em mão própria, cheios de simpatia e ternura, mas era  escusado, ok? E por e-mail? Oh oh! Já começou a vaga do Feliz Natal electrónico!  Uma nojeira a invadir a minha caixa de correio electrónico. Por falar nisso,  hoje descobri mais uma daquelas que não lembram a Nossa Senhora e muito menos ao  Menino Jesus. Eu conto. Outro dia, já lá vão largas semanas, desenhei e pintei  um postal de Natal (compromissos e responsabilidades, a quanto me obrigais!)  para enviar a todos os sócios de uma associação à qual pertenço, e que bem podia  ser uma associação de apreciadores de lingerie e respectivo conteúdo, mas que  não é. Trata-se, portanto, de uma obra original. O desenho seguiu em formato  electrónico para uma empresa de impressão, que tratou de imprimir os cartões e  devolvê-los, para que os pudéssemos expedir para todos os associados, acto que  concretizámos no virar do mês. Hoje, recebi por correio electrónico (num e-mail,  portanto) os votos de Feliz Natal do dono da empresa de impressão, enviados para  uma série de clientes ou amigos ou sei lá. Os votos vinham sobre a forma de uma  imagem, tipo postal de Natal, que era, nada mais, nada menos, que o postalinho  que eu tinha criado! Fiquei sem palavras! Viva o Natal! E, como esse e-mail,  outros surgiram, de empresas que fazem de contas que eu sou o melhor cliente e  amigo quando nem sequer as conheço, de amigos, de conhecidos, de misteriosos  remetentes, sei lá, qualquer dia também recebo um e-mail do próprio Pai Natal a  falar-me sobre as renas e o bacalhau da consoada. Estamos a 20 de Dezembro.  Daqui a dois ou três dias estará na hora de desligar o telemóvel, como forma de  protesto pela onda imensurável de mensagens com votos e mais votos. Escapariam  as mensagens humorísticas sobre o Natal, se não tivessem perdido já a graça.  Ontem chegou-me uma, que rezava assim: "Aviso natalício: o Natal este ano foi  cancelado. E tudo por tua culpa… Disseram ao Pai Natal que te portaste bem todo  o ano… E ele morreu de tanto rir! Feliz Natal!" Eduardo, pá, essa não teve  graça, ok? Tenho aqui uma guardada desde o ano passado, que diz assim: "Natal?  Sininhos? Anjinhos? Peru? Azevias? Amor? Ganda tanga! A malta quer é sexo e Boas  Festas no corpo todo! Festas felizes!" José, pá, não foi má, mas parece uma  gracinha dos bosquímanos do deserto do Kalahari. O Rui, no ano passado, também  mandou uma mensagem que bateu aos pontos todas as outras: "José martelava, Maria  gemia, o burro de pau feito e a vaca mugia… Feliz Natal e Próspero Ano Novo. Já  agora, sai debaixo do burro, porque não pertences ao Presépio." Bonita, não é?  Ainda dentro desta onda, devo dizer que acho extremamente foleiro enviar votos  de Feliz Natal e afins assim por grosso. Isto é, pega-se em todos os endereços  do telemóvel, e aí vai disto. Pega-se em todos os endereços de e-mail, e aí vai  disto. Foleiro. Muito foleiro. São opções de vida, claro, mas escusavam de me  entupir o e-mail e a memória do telemóvel, não? Apesar de tudo, apesar de achar  o Natal uma nojeira insuperável, uma abundância de hipocrisia transbordante,  devo confessar que fico sentido quando, do meio do nada, surge um telefonema  simples, de um amigo, a desejar Feliz Natal. É raro, mas tem acontecido.  Preferia não receber estes telefonemas, sinceramente. Detesto que me telefonem e  detesto o Natal. Mas, no meio de tanto absurdo a propósito e despropósito do  Natal, estes singelos telefonemas surgem como uma lufada de ar fresco. Ao ponto  que eu parar e pensar se não serei uma versão gulosa e modernaça do Grinch, o  tal que roubou o Natal a não sei quem… E as Mãe Natal? Uiii…  pickwick&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-9122298309068536303?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/9122298309068536303/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=9122298309068536303' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/9122298309068536303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/9122298309068536303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2009/12/comecou-o-raio-do-feliz-natal.html' title='Começou o raio do Feliz Natal'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-9169429299944334325</id><published>2011-11-19T03:50:00.002Z</published><updated>2011-12-15T00:53:31.675Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Piadas'/><title type='text'>Arquitectura recomendada a casados</title><content type='html'>Um amigo vai visitar um rec&amp;#233;m-casado e observa a varanda redonda, a sala&lt;br&gt;Redonda, os quartos redondos, os banheiros redondos. Enfim, tudo redondo,&lt;br&gt;At&amp;#233; mesmo a cozinha redonda. Ele exclama:&lt;br&gt;- Que inova&amp;#231;&amp;#227;o.&lt;br&gt;O teu arquitecto foi muito ousado.&lt;br&gt;Ele todo orgulhoso:&lt;br&gt;- A ideia foi minha. Quando falei com a minha noiva que iria construir uma&lt;br&gt;Casa, a minha sogra pediu-me para lhe arranjar um CANTINHO...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-9169429299944334325?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/9169429299944334325/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=9169429299944334325' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/9169429299944334325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/9169429299944334325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2011/11/arquitectura-recomendada-casados.html' title='Arquitectura recomendada a casados'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-3442631391174315508</id><published>2011-10-24T03:52:00.002+01:00</published><updated>2011-12-15T00:54:06.230Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Piadas'/><title type='text'>Mariazinha (do Joãozinho)</title><content type='html'>A Professora pergunta:&lt;br&gt;&amp;quot;Jo&amp;#227;ozinho, o que voc&amp;#234; quer ser quando crescer?&amp;quot;&lt;br&gt;- Eu quero ser bilion&amp;#225;rio; quero ir na boate mais cara, pegar a puta mais cara, dar um carro de 500mil pra ela, uma mans&amp;#227;o em Londres...&lt;br&gt;E voc&amp;#234;, Mariazinha?&lt;br&gt;- Eu quero ser a puta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-3442631391174315508?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/3442631391174315508/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=3442631391174315508' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/3442631391174315508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/3442631391174315508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2011/10/mariazinha-do-joaozinho.html' title='Mariazinha (do Joãozinho)'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-3226974740987938518</id><published>2011-10-17T11:44:00.001+01:00</published><updated>2011-10-17T13:17:16.154+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Piadas'/><title type='text'>OBRIGADO PELOS VOSSOS EMAILS...</title><content type='html'>Quero agradecer os mails educativos que me têm enviado! Isto porque:&lt;BR&gt;
&lt;BR&gt;
1. Já não consigo abrir a porta da casa de banho sem usar um toalhete de papel;&lt;BR&gt;
2. Também já não confio na empregada do bar para me pôr rodelas de limão no meu copo de água com gelo sem ficar preocupado com as bactérias que certamente estarão na casca de limão;&lt;BR&gt;
3. Já não consigo sentar-me sobre a colcha da minha cama de hotel sem imaginar o que aconteceu sobre ela desde que foi lavada pela última vez;&lt;BR&gt;
4. Tenho relutância em apertar a mão de alguém que tenha estado a conduzir porque, estatisticamente, o passatempo favorito de muitas pessoas quando conduzem sozinhas, é esgravatar o nariz;&lt;BR&gt;
5. Já não saboreio o meu petisco favorito em paz porque fico preocupado imaginando quantos litros de gordura transgénica tenho ingerido nos últimos anos;&lt;BR&gt;
6. Não consigo tocar na bolsa de qualquer mulher, com medo que ela o tenha posto no chão de uma casa de banho pública qualquer;&lt;BR&gt;
7. Sinto-me na obrigação de enviar os meus agradecimentos a quem me enviou um e-mail sobre a tendência que os ratos têm de fazer cocó na cola dos envelopes, pois agora tenho de usar uma esponja molhada para fechar cada envelope;&lt;BR&gt;
8. Além disso e pelo mesmo motivo, já não consigo evitar esfregar furiosamente a parte superior de qualquer lata de refrigerante antes de abri-la;&lt;BR&gt;
9. Gastei todas as minhas economias, porque as fui enviando para uma menina muito doente (Penny Brown) que está prestes a morrer pela 1.387.258ª vez;&lt;BR&gt;
10. Estou teso, mas isso vai mudar quando eu receber os $15.000 que o Bill Gates / Microsoft e a AOL vão enviar-me por participar no seu programa especial de e-mail;&lt;BR&gt;
11. Tenho medo de ir tomar uma bebida a um bar, com receio de acordar numa banheira cheia de gelo com os rins estripados;&lt;BR&gt;
12. Não consigo comer um KFC porque fico imaginando que as suas galinhas são horríveis aberrações mutantes sem olhos, nem pés, nem penas;&lt;BR&gt;
13. Não consigo usar desodorizantes porque causam cancro, mesmo que eu possa ficar a cheirar como um búfalo de água num dia de intenso calor;&lt;BR&gt;
14. Graças a vocês aprendi que as minhas orações só são respondidas, se enviar um e-mail para sete dos meus amigos e fizer um desejo dentro de cinco minutos;&lt;BR&gt;
15. Por causa das vossas preocupações eu já não bebo Coca-Cola porque ela tem também a capacidade de remover manchas da sanita;&lt;BR&gt;
16. Já não meto gasolina sem ter alguém por perto para tomar conta do carro para evitar que algum maluco de um assassino em série possa entrar sorrateiramente no banco de trás enquanto eu atesto o depósito;&lt;BR&gt;
17. Já não uso pelicula adeente no micro-ondas porque provoca sete tipos diferentes de cancro;&lt;BR&gt;
18. E obrigado por me dizerem que não devo ferver um copo de água no micro-ondas porque pode explodir na minha cara, desfigurando-me para sempre;&lt;BR&gt;
19. Já não vou ao cinema porque poderia ser picado por uma agulha infetada com SIDA ao sentar-me;&lt;BR&gt;
20. Já não vou aos centros comerciais para evitar ser drogado com uma amostra de perfume e ser de seguida roubado;&lt;BR&gt;
21. Não atendo o telefone, com medo de que alguém me peça para discar um número qualquer que me vai fazer receber uma conta absurda de uma mão-cheia de chamadas para a Jamaica, Uganda, Singapura e Uzbequistão, etc.;&lt;BR&gt;
22. Já não compro biscoitos no Continente pois agora tenho a sua receita sem transgénicos;&lt;BR&gt;
23. Graças a vocês eu agora apenas uso a minha sanita porque tenho um medo de morte que uma enorme serpente preta possa estar escondida sob o assento e trincar o meu traseiro causando-me morte instantânea;&lt;BR&gt;
24. Também já não apanho moedas perdidas no chão porque provavelmente foram lá colocadas por algum tarado sexual à espera que eu me baixe para atacar;&lt;BR&gt;
25. Já não faço jardinagem, com medo de ser picado pela aranha viúva negra e não chegar a tempo a um hospital ou centro de saúde;&lt;BR&gt;
&lt;BR&gt;
Se vocês não reencaminharem este e-mail para, pelo menos, 144 mil pessoas nos próximos 70 minutos, uma grande rena com diarréia fará uma descarga directa sobre as vossas cabeças amanhã, às 17:00, e as pulgas de 120 camelos infestarão as vossas costas provocando o nascimento de uma enorme bossa cheia de pelos. Sei que isso irá ocorrer, porque na verdade aconteceu com o melhor amigo da cabeleireira do amigo do primo do segundo marido da ex-sogra do meu vizinho, que por acaso é casado com a irmã de um amigo meu...&lt;BR&gt;
&lt;BR&gt;
Oh! já agora...&lt;BR&gt;
Um cientista alemão da Argentina, após estudo apurado, descobriu que as pessoas com actividade cerebral insuficiente lêm os seus mails com os dedos no rato.&lt;BR&gt;
Não se preocupem em tirá-los... agora é tarde demais.&lt;BR&gt;
&lt;BR&gt;
PS: A partir do momento que me foi dito num mail que os salpicos da água do autoclismo atingem uma distância de mais de dois metros passei a guardar a minha escova de dentes na sala de estar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-3226974740987938518?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/3226974740987938518/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=3226974740987938518' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/3226974740987938518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/3226974740987938518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2011/10/obrigado-pelos-vossos-emails.html' title='OBRIGADO PELOS VOSSOS EMAILS...'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-9221346011618156713</id><published>2011-10-13T13:17:00.001+01:00</published><updated>2011-12-15T00:54:55.008Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Piadas'/><title type='text'>Novo Código do Trabalho -Alterações - Com a aprovação da Comissão Europeia PEC 50 000...</title><content type='html'>&lt;DIV&gt;&lt;B&gt;&lt;U&gt;&lt;SPAN lang=PT-BR style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: black"&gt;ALTERAÇÃO AO  CÓDIGO DO TRABALHO&lt;/SPAN&gt;&lt;/U&gt;&lt;/B&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV class=WordSection1&gt; &lt;DIV&gt; &lt;DIV&gt; &lt;DIV&gt; &lt;DIV&gt; &lt;DIV&gt; &lt;DIV&gt; &lt;DIV&gt; &lt;DIV&gt; &lt;DIV&gt; &lt;DIV&gt; &lt;DIV&gt; &lt;DIV&gt; &lt;DIV&gt; &lt;DIV&gt; &lt;DIV&gt; &lt;DIV&gt; &lt;DIV&gt; &lt;DIV&gt; &lt;DIV&gt; &lt;DIV&gt; &lt;DIV&gt; &lt;DIV&gt; &lt;DIV&gt; &lt;DIV&gt; &lt;P class=MsoNormal&gt;&lt;SPAN lang=PT-BR  style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: black"&gt;&lt;BR&gt;&lt;B&gt;1.  INDUMENTÁRIA:&lt;/B&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;BR&gt;&lt;SPAN lang=PT-BR  style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: black"&gt;&lt;BR&gt;Informamos que o funcionário deverá  trabalhar vestido de acordo com o seu Salário. &lt;BR&gt;Se o virmos calçado com uns  ténis Adidas de € 100 ou com uma bolsa Gucci de € 150, presumiremos que está  muito bem de finanças e portanto, não precisa de aumento. &lt;/SPAN&gt;&lt;BR&gt;&lt;SPAN  lang=PT-BR style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: black"&gt;&lt;BR&gt;&lt;IMG id=_x0000_i1025  height=80 src="cid:02369174F97D469AAAC150D20CF837DE@dualcore" width=189  border=0&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;BR&gt;&lt;SPAN lang=PT-BR  style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: black"&gt;&lt;BR&gt;Se ele se vestir de forma pobre, será  um sinal de que precisa aprender a controlar melhor o seu dinheiro para que  possa comprar roupas melhores e portanto, não precisa de aumento.  &lt;/SPAN&gt;&lt;BR&gt;&lt;SPAN lang=PT-BR style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: black"&gt;&lt;BR&gt;&lt;IMG  id=_x0000_i1026 height=234 src="cid:2CCC0EA65E774460953D59E659B555E1@dualcore"  width=390 border=0&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;BR&gt;&lt;SPAN lang=PT-BR  style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: black"&gt;&lt;BR&gt;E se ele se vestir no meio-termo,  estará perfeito e portanto, não precisa de aumento. &lt;BR&gt;&amp;nbsp; &lt;BR&gt;&lt;B&gt;2.AUSÊNCIA  DEVIDO A DOENÇA:&lt;/B&gt; &lt;BR&gt;Não vamos mais aceitar uma declaração do médico como  prova de doença. &lt;BR&gt;Se o funcionário tem condições para ir até ao consultório  médico também tem para vir trabalhar. &lt;/SPAN&gt;&lt;BR&gt;&lt;SPAN lang=PT-BR  style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: black"&gt;&lt;BR&gt;&lt;IMG id=_x0000_i1027 height=151  src="cid:EF533126FDDF4FA7989B1F3A3C78DD45@dualcore" width=248  border=0&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;BR&gt;&lt;SPAN lang=PT-BR  style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: black"&gt;&lt;BR&gt;&lt;B&gt;3. CIRURGIA:&lt;/B&gt; &lt;BR&gt;As cirurgias  são proibidas. &lt;BR&gt;Enquanto o funcionário trabalhar nesta empresa, precisará de  todos os seus órgãos, portanto, não deve pensar em tirar nada. Nós contratámo-lo  inteiro. &lt;BR&gt;Remover algo constitui quebra de contrato. &lt;BR&gt;&amp;nbsp;  &lt;/SPAN&gt;&lt;BR&gt;&lt;SPAN lang=PT-BR style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: black"&gt;&lt;BR&gt;&lt;IMG  id=_x0000_i1028 height=189 src="cid:DCBF4E4FC1C9435E82582F7D1DFEC030@dualcore"  width=128 border=0&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;BR&gt;&lt;SPAN lang=PT-BR  style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: black"&gt;&lt;BR&gt;&amp;nbsp;&lt;B&gt; 4. AUSÊNCIAS DEVIDO A  MOTIVOS PESSOAIS:&lt;/B&gt; &lt;BR&gt;Cada funcionário receberá 104 dias para assuntos  pessoais, em cada ano. Chamam-se Sábados e Domingos. &lt;BR&gt;&amp;nbsp; &lt;/SPAN&gt;&lt;BR&gt;&lt;SPAN  lang=PT-BR style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: black"&gt;&lt;BR&gt;&lt;IMG id=_x0000_i1029  height=183 src="cid:D76C0C6C75584124998AAE5E87B752F9@dualcore" width=253  border=0&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;BR&gt;&lt;SPAN lang=PT-BR  style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: black"&gt;&lt;BR&gt;&lt;B&gt;5. FÉRIAS:&lt;/B&gt; &lt;BR&gt;Todos os  funcionários têm direito a gozar ainda mais 12 dias de férias nos seguintes dias  de cada ano: &lt;BR&gt;1 de Janeiro, &lt;BR&gt;Dia de Páscoa &lt;BR&gt;25 de Abril, &lt;BR&gt;1 de Maio,  &lt;BR&gt;10 de Junho, &lt;BR&gt;15 de Agosto, &lt;BR&gt;5 de Outubro, &lt;BR&gt;1 de Novembro, &lt;BR&gt;1 de  Dezembro. &lt;BR&gt;8 de Dezembro. &lt;BR&gt;25 de Dezembro. &lt;BR&gt;&amp;nbsp; &lt;/SPAN&gt;&lt;BR&gt;&lt;SPAN  lang=PT-BR style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: black"&gt;&lt;BR&gt;&lt;IMG id=_x0000_i1030  height=223 src="cid:96550EE713C14C8387993C5B0A7BDE67@dualcore" width=350  border=0&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;BR&gt;&lt;SPAN lang=PT-BR  style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: black"&gt;&lt;BR&gt;&lt;B&gt;6. AUSÊNCIA DEVIDO AO FALECIMENTO  DE ENTE QUERIDO:&lt;/B&gt; &lt;BR&gt;Esta não é uma justificação para perder um dia de  trabalho. &lt;BR&gt;Não há nada que se possa fazer pelos amigos, parentes ou colegas  de trabalho falecidos. &lt;BR&gt;Todo o esforço deverá ser empenhado para que os  não-funcionários cuidem dos detalhes. Nos casos raros, onde o envolvimento do  funcionário é necessário, o enterro deverá ser marcado para o final da tarde.  &lt;BR&gt;Teremos prazer em permitir que o funcionário trabalhe durante o horário do  almoço e, daí sair uma hora mais cedo, desde que o seu trabalho esteja em dia.  &lt;BR&gt;&amp;nbsp; &lt;BR&gt;&lt;B&gt;7. AUSÊNCIA DEVIDO À SUA PRÓPRIA MORTE:&lt;/B&gt; &lt;BR&gt;Isto será  aceite como desculpa. Entretanto, exigimos pelo menos15 dias de aviso prévio,  visto que cabe ao funcionário treinar o seu substituto. &lt;BR&gt;&amp;nbsp; &lt;BR&gt;&lt;B&gt;8. O  USO DO WC:&lt;/B&gt; &lt;/SPAN&gt;&lt;BR&gt;&lt;SPAN lang=PT-BR  style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: black"&gt;&lt;BR&gt;&lt;IMG id=_x0000_i1031 height=80  src="cid:1CD2142C68C34BF58E25E5437D2E1DA5@dualcore" width=80  border=0&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;BR&gt;&lt;SPAN lang=PT-BR  style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: black"&gt;&lt;BR&gt;Os funcionários estão a passar tempo  demais na casa de banho. &lt;BR&gt;No futuro, seguiremos o sistema de ordem  alfabética. Por exemplo, &lt;BR&gt;Todos os funcionários cujos nomes começam com a  letra 'A' irão entre as&lt;/SPAN&gt;&lt;SPAN lang=PT-BR  style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: blue"&gt; &lt;/SPAN&gt;&lt;SPAN lang=PT-BR  style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: black"&gt;9:00 e 9:20, aqueles com a letra 'B' entre  9:20 e 9:40, etc. Se não puder ir na hora designada, será preciso esperar a sua  vez, no dia seguinte. &lt;BR&gt;Em caso de emergência, os funcionários poderão trocar  o seu horário com um colega. Ambos os chefes dos funcionários deverão aprovar  essa troca, por escrito. &lt;BR&gt;Adicionalmente, agora há um limite estritamente  máximo de 3minutos na sanita. Acabando esses 3 minutos, um alarme tocará, o rolo  de papel higiénico será recolhido, a porta da sanita abrir-se-á e uma foto será  tirada. Se for repetente, a foto será afixada no quadro de avisos e Intranet do  Serviço com o título infractor Crónico. &lt;BR&gt;&amp;nbsp; &lt;BR&gt;&lt;B&gt;9. A HORA DO  ALMOÇO:&lt;/B&gt; &lt;/SPAN&gt;&lt;BR&gt;&lt;SPAN lang=PT-BR  style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: black"&gt;&lt;BR&gt;&lt;IMG id=_x0000_i1032 height=151  src="cid:0395883901054666A752621B6899D15B@dualcore" width=250  border=0&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;BR&gt;&lt;SPAN lang=PT-BR  style="FONT-SIZE: 11pt; COLOR: black"&gt;&lt;BR&gt;Os magros têm 30 minutos para o  almoço, porque precisam comer mais para parecerem saudáveis. &lt;BR&gt;As pessoas de  tamanho normal têm 15 minutos para comer uma refeição balanceada que sustente o  seu corpo mediano. &lt;BR&gt;Os gordos têm 5 minutos, porque é tudo que precisam para  tomar uma salada e um moderador de apetite. &lt;BR&gt;&amp;nbsp; &lt;BR&gt;Muito obrigado pela  sua fidelidade à nossa empresa. Estamos aqui para proporcionar uma experiência  laboral positiva. Portanto, todas as dúvidas, comentários, preocupações,  reclamações, frustrações, irritações, desagravos, insinuações, alegações,  acusações, observações, consternações e quaisquer outras... ões' deverão ser  dirigidas para outro lugar. &lt;/SPAN&gt;&lt;SPAN lang=PT-BR  style="FONT-SIZE: 11pt"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;  &lt;SPAN style="COLOR: black"&gt;&lt;BR&gt;&amp;nbsp; &lt;BR&gt;Tenham uma boa semana. &lt;BR&gt;&amp;nbsp;  &lt;BR&gt;A Administração.Com a aprovação da Comissão Europeia PEC 50  000...&lt;/SPAN&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/P&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-9221346011618156713?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/9221346011618156713/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=9221346011618156713' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/9221346011618156713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/9221346011618156713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2011/10/novo-codigo-do-trabalho-alteracoes-com.html' title='Novo Código do Trabalho -Alterações - Com a aprovação da Comissão Europeia PEC 50 000...'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-1331276706870819233</id><published>2011-09-30T11:34:00.003+01:00</published><updated>2011-09-30T11:40:31.652+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Acordo Ortográfico'/><title type='text'>Guia Prático da NOVA ORTOGRAFIA</title><content type='html'>Saiba o que mudou na ortografia  brasileira&lt;BR&gt;&lt;A 
href="http://michaelis.uol.com.br/novaortografia.php"&gt;http://michaelis.uol.com.br/novaortografia.php&lt;/A&gt;&lt;BR&gt;Versão  atualizada de acordo com o VOLP&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;por Douglas Tufano&lt;BR&gt;(Professor e autor  de livros didáticos de língua portuguesa)&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;O objetivo deste guia é expor  ao leitor, de maneira objetiva, as alterações introduzidas na ortografia da  língua portuguesa pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado em  Lisboa, em 16 de dezembro de 1990, por Portugal, Brasil, Angola, São Tomé e  Príncipe, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e, posteriormente, por Timor  Leste. No Brasil, o Acordo foi aprovado pelo Decreto Legislativo no 54, de 18 de  abril de 1995.&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Esse Acordo é meramente ortográfico; portanto,  restringe-se à língua escrita, não afetando nenhum aspecto da língua falada. Ele  não elimina todas as diferenças ortográficas observadas nos países que têm a  língua portuguesa como idioma oficial, mas é um passo em direção à pretendida  unificação ortográfica desses países.&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Este guia foi elaborado de acordo  com a 5.ª edição do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP),  publicado pela Academia Brasileira de Letras em março de 2009. &lt;BR&gt;Mudanças no  alfabeto&lt;BR&gt;O alfabeto passa a ter 26 letras. Foram reintroduzidas as letras k,  w e y. O alfabeto completo passa a ser:&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;A B C D E F G H I J&lt;BR&gt;K L M N O  P Q R S&lt;BR&gt;T U V W X Y Z &lt;BR&gt;As letras k, w e y, que na verdade não tinham  desaparecido da maioria dos dicionários da nossa língua, são usadas em várias  situações. Por exemplo:&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;na escrita de símbolos de unidades de medida: km  (quilômetro), kg (quilograma), W (watt); &lt;BR&gt;na escrita de palavras e nomes  estrangeiros (e seus derivados): show, playboy, playground, windsurf, kung fu,  yin, yang, William, kaiser, Kafka, kafkiano. &lt;BR&gt;Trema&lt;BR&gt;Não se usa mais o  trema (¨), sinal colocado sobre a letra u para indicar que ela deve ser  pronunciada nos grupos gue, gui, que, qui.&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Como era Como fica  &lt;BR&gt;agüentar aguentar &lt;BR&gt;argüir arguir &lt;BR&gt;bilíngüe bilíngue &lt;BR&gt;cinqüenta  cinquenta &lt;BR&gt;delinqüente delinquente &lt;BR&gt;eloqüente eloquente &lt;BR&gt;ensangüentado  ensanguentado &lt;BR&gt;eqüestre equestre &lt;BR&gt;freqüente frequente &lt;BR&gt;lingüeta  lingueta &lt;BR&gt;lingüiça linguiça &lt;BR&gt;qüinqüênio quinquênio &lt;BR&gt;sagüi sagui  &lt;BR&gt;seqüência sequência &lt;BR&gt;seqüestro sequestro &lt;BR&gt;tranqüilo tranquilo  &lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Atenção: o trema permanece apenas nas palavras estrangeiras e em suas  derivadas. Exemplos: Müller, mülleriano.&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Mudanças nas regras de  acentuação&lt;BR&gt;1. Não se usa mais o acento dos ditongos abertos éi e ói das  palavras paroxítonas (palavras que têm acento tônico na penúltima  sílaba).&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Como era Como fica &lt;BR&gt;alcalóide alcaloide &lt;BR&gt;alcatéia alcateia  &lt;BR&gt;andróide androide &lt;BR&gt;apóia (verbo apoiar)apoia &lt;BR&gt;apóio (verbo  apoiar)apoio &lt;BR&gt;asteróide asteroide &lt;BR&gt;bóia boia &lt;BR&gt;celulóide celuloide  &lt;BR&gt;clarabóia claraboia &lt;BR&gt;colméia colmeia &lt;BR&gt;Coréia Coreia &lt;BR&gt;debilóide  debiloide &lt;BR&gt;epopéia epopeia &lt;BR&gt;estóico estoico &lt;BR&gt;estréia estreia  &lt;BR&gt;estréio (verbo estrear) estreio &lt;BR&gt;geléia geleia &lt;BR&gt;heróico heroico  &lt;BR&gt;idéia ideia &lt;BR&gt;jibóia jiboia &lt;BR&gt;jóia joia &lt;BR&gt;odisséia odisseia  &lt;BR&gt;paranóia paranoia &lt;BR&gt;paranóico paranoico &lt;BR&gt;platéia plateia &lt;BR&gt;tramóia  tramoia &lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Atenção:&lt;BR&gt;essa regra é válida somente para palavras  paroxítonas. Assim, continuam a ser acentuadas as palavras oxítonas e os  monossílabos tônicos terminados em éis e ói(s). Exemplos: papéis, herói, heróis,  dói (verbo doer), sóis etc.&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;2. Nas palavras paroxítonas, não se usa mais  o acento no i e no u tônicos quando vierem depois de um ditongo.&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Como era  Como fica &lt;BR&gt;baiúca baiuca &lt;BR&gt;bocaiúva bocaiuva* &lt;BR&gt;cauíla cauila**  &lt;BR&gt;*&amp;nbsp; bacaiuva = certo tipo de palmeira&lt;BR&gt;**cauila = avarento  &lt;BR&gt;Atenção:&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;se a palavra for oxítona e o i ou o u estiverem em posição  final (ou seguidos de s), o acento permanece. Exemplos: tuiuiú, tuiuiús, Piauí;  &lt;BR&gt;se o i ou o u forem precedidos de ditongo crescente, o acento permanece.  Exemplos: guaíba, Guaíra. &lt;BR&gt;3. Não se usa mais o acento das palavras  terminadas em êem e ôo(s). &lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Como era Como fica &lt;BR&gt;abençôo abençoo  &lt;BR&gt;crêem (verbo crer) creem &lt;BR&gt;dêem (verbo dar) deem &lt;BR&gt;dôo (verbo doar) doo  &lt;BR&gt;enjôo enjoo &lt;BR&gt;lêem (verbo ler) leem &lt;BR&gt;magôo (verbo magoar) magoo  &lt;BR&gt;perdôo (verbo perdoar) perdoo &lt;BR&gt;povôo (verbo povoar) povoo &lt;BR&gt;vêem (verbo  ver) veem &lt;BR&gt;vôos voos &lt;BR&gt;zôo zoo &lt;BR&gt;&lt;BR&gt;4. Não se usa mais o acento que  diferenciava os pares pára/para, péla(s)/pela(s), pêlo(s)/pelo(s),  pólo(s)/polo(s) e pêra/pera. &lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Como era Como fica &lt;BR&gt;Ele pára o carro.  Ele para o carro. &lt;BR&gt;Ele foi ao pólo Norte. Ele foi ao polo Norte. &lt;BR&gt;Ele  gosta de jogar pólo. Ele gosta de jogar polo. &lt;BR&gt;Esse gato tem pêlos brancos.  Esse gato tem pelos brancos. &lt;BR&gt;Comi uma pêra. Comi uma pera.  &lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Atenção:&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;- Permanece o acento diferencial em pôde/pode. Pôde é a  forma do passado do verbo poder (pretérito perfeito do indicativo), na 3ª pessoa  do singular. Pode é a forma do presente do indicativo, na 3ª pessoa do  singular.&lt;BR&gt;Exemplo: Ontem, ele não pôde sair mais cedo, mas hoje ele  pode.&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;- Permanece o acento diferencial em pôr/por. Pôr é verbo. Por é  preposição. Exemplo: Vou pôr o livro na estante que foi feita por mim.&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;-  Permanecem os acentos que diferenciam o singular do plural dos verbos ter e vir,  assim como de seus derivados (manter, deter, reter, conter, convir, intervir,  advir etc.). Exemplos:&lt;BR&gt;Ele tem dois carros. / Eles têm dois carros.&lt;BR&gt;Ele  vem de Sorocaba. / Eles vêm de Sorocaba.&lt;BR&gt;Ele mantém a palavra. / Eles mantêm  a palavra.&lt;BR&gt;Ele convém aos estudantes. / Eles convêm aos estudantes.&lt;BR&gt;Ele  detém o poder. / Eles detêm o poder.&lt;BR&gt;Ele intervém em todas as aulas. / Eles  intervêm em todas as aulas.&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;- É facultativo o uso do acento circunflexo  para diferenciar as palavras forma/fôrma. Em alguns casos, o uso do acento deixa  a frase mais clara. Veja este exemplo: Qual é a forma da fôrma do  bolo?&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;5. Não se usa mais o acento agudo no u tônico das formas (tu)  arguis, (ele) argui, (eles) arguem, do presente do indicativo dos verbos arguir  e redarguir.&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;6. Há uma variação na pronúncia dos verbos terminados em  guar, quar e quir, como aguar, averiguar, apaziguar, desaguar, enxaguar,  obliquar, delinquir etc. Esses verbos admitem duas pronúncias em algumas formas  do presente do indicativo, do presente do subjuntivo e também do imperativo.  Veja: &lt;BR&gt;&lt;BR&gt;se forem pronunciadas com a ou i tônicos, essas formas devem ser  acentuadas.&lt;BR&gt;Exemplos:&lt;BR&gt;verbo enxaguar: enxáguo, enxáguas, enxágua,  enxáguam; enxágue, enxágues, enxáguem. &lt;BR&gt;verbo delinquir: delínquo, delínques,  delínque, delínquem; delínqua, delínquas, delínquam. &lt;BR&gt;se forem pronunciadas  com u tônico, essas formas deixam de ser acentuadas.&lt;BR&gt;Exemplos (a vogal  sublinhada é tônica, isto é, deve ser pronunciada mais fortemente que as  outras):&lt;BR&gt;verbo enxaguar: enxaguo, enxaguas, enxagua, enxaguam; enxague,  enxagues, enxaguem. &lt;BR&gt;verbo delinquir: delinquo, delinques, delinque,  delinquem; delinqua, delinquas, delinquam. &lt;BR&gt;Atenção: no Brasil, a pronúncia  mais corrente é a primeira, aquela com a e i tônicos. &lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Uso do hífen com  compostos&lt;BR&gt;1. Usa-se o hífen nas palavras compostas que não apresentam  elementos de ligação. Exemplos: guarda-chuva, arco-íris, boa-fé, segunda-feira,  mesa-redonda, vaga-lume, joão-ninguém, porta-malas, porta-bandeira, pão-duro,  bate-boca.&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;*Exceções: Não se usa o hífen em certas palavras que perderam  a noção de composição, como &lt;BR&gt;girassol, madressilva, mandachuva, pontapé,  paraquedas, paraquedista, paraquedismo.&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;2. Usa-se o hífen em compostos  que têm palavras iguais ou quase iguais, sem elementos de ligação. Exemplos:  reco-reco, blá-blá-blá, zum-zum, tico-tico, tique-taque, cri-cri, glu-glu,  rom-rom, pingue-pongue, zigue-zague, esconde-esconde, pega-pega,  corre-corre.&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;3. Não se usa o hífen em compostos que apresentam elementos  de ligação. Exemplos: pé de moleque, pé de vento, pai de todos, dia a dia, fim  de semana, cor de vinho, ponto e vírgula, camisa de força, cara de pau, olho de  sogra.&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Incluem-se nesse caso os compostos de base oracional. Exemplos:  maria vai com as outras, leva e traz, diz que diz que, deus me livre, deus nos  acuda, cor de burro quando foge, bicho de sete cabeças, faz de conta.&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;*  Exceções: água-de-colônia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito,  pé-de-meia, ao deus-dará, à queima-roupa.&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;4. Usa-se o hífen nos compostos  entre cujos elementos há o emprego do apóstrofo. Exemplos: gota-d'água,  pé-d'água.&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;5. Usa-se o hífen nas palavras compostas derivadas de  topônimos (nomes próprios de lugares), com ou sem elementos de ligação.  Exemplos: &lt;BR&gt;Belo Horizonte - belo-horizontino&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Porto Alegre -  porto-alegrense&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Mato Grosso do Sul - mato-grossense-do-sul&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Rio  Grande do Norte - rio-grandense-do-norte&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Ãfrica do Sul -  sul-africano&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;6. Usa-se o hífen nos compostos que designam espécies  animais e botânicas (nomes de plantas, flores, frutos, raízes, sementes), tenham  ou não elementos de ligação. Exemplos: bem-te-vi, peixe-espada,  peixe-do-paraíso, mico-leão-dourado, andorinha-da-serra, lebre-da-patagônia,  erva-doce, ervilha-de-cheiro, pimenta-do-reino, peroba-do-campo, cravo-da-índia.  &lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Obs.: não se usa o hífen, quando os compostos que designam espécies  botânicas e zoológicas são empregados fora de seu sentido original. Observe a  diferença de sentido entre os pares:&lt;BR&gt;a) bico-de-papagaio (espécie de planta  ornamental) - bico de papagaio (deformação nas vértebras).&lt;BR&gt;b) olho-de-boi  (espécie de peixe) - olho de boi (espécie de selo postal).Uso do hífen com  prefixos&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;As observações a seguir referem-se ao uso do hífen em palavras  formadas por prefixos (anti, super, ultra, sub etc.) ou por elementos que podem  funcionar como prefixos (aero, agro, auto, eletro, geo, hidro, macro, micro,  mini, multi, neo etc.).&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Casos gerais&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;1. Usa-se o hífen diante de  palavra iniciada por h.  Exemplos:&lt;BR&gt;anti-higiênico&lt;BR&gt;anti-histórico&lt;BR&gt;macro-história&lt;BR&gt;mini-hotel&lt;BR&gt;proto-história&lt;BR&gt;sobre-humano&lt;BR&gt;super-homem&lt;BR&gt;ultra-humano&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;2.  Usa-se o hÃ&amp;shy;fen se o prefixo terminar com a mesma letra com que se inicia a  outra palavra.  Exemplos:&lt;BR&gt;micro-ondas&lt;BR&gt;anti-inflacionÃ¡rio&lt;BR&gt;sub-bibliotecÃ¡rio&lt;BR&gt;inter-regional&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;3.  Não se usa o hífen se o prefixo terminar com letra diferente daquela com que se  inicia a outra palavra. Exemplos:  &lt;BR&gt;autoescola&lt;BR&gt;antiaéreo&lt;BR&gt;intermunicipal&lt;BR&gt;supersônico&lt;BR&gt;superinteressante&lt;BR&gt;agroindustrial&lt;BR&gt;aeroespacial&lt;BR&gt;semicírculo&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;*  Se o prefixo terminar por vogal e a outra palavra comeÃ§ar por r ou s, dobram-se  essas letras. Exemplos:&lt;BR&gt;minissaia&lt;BR&gt;antirracismo&lt;BR&gt;ultrassom&lt;BR&gt;semirreta  &lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Casos particulares&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;1. Com os prefixos sub e sob, usa-se o hífen  também diante de palavra iniciada por r.  Exemplos:&lt;BR&gt;sub-região&lt;BR&gt;sub-reitor&lt;BR&gt;sub-regional &lt;BR&gt;sob-roda&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;2. Com  os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de palavra iniciada por m, n e  vogal. Exemplos:&lt;BR&gt;circum-murado&lt;BR&gt;circum-navegação&lt;BR&gt;pan-americano&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;3.  Usa-se o hífen com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, vice.  Exemplos:&lt;BR&gt;além-mar&lt;BR&gt;além-túmulo&lt;BR&gt;aquém-mar&lt;BR&gt;ex-aluno&lt;BR&gt;ex-diretor&lt;BR&gt;ex-hospedeiro&lt;BR&gt;ex-prefeito&lt;BR&gt;ex-presidente&lt;BR&gt;pós-graduação&lt;BR&gt;pré-história&lt;BR&gt;pré-vestibular&lt;BR&gt;pró-europeu&lt;BR&gt;recém-casado&lt;BR&gt;recém-nascido&lt;BR&gt;sem-terra&lt;BR&gt;vice-rei&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;4.  O prefixo co junta-se com o segundo elemento, mesmo quando este se inicia por o  ou h. Neste último caso, corta-se o h. Se a palavra seguinte começar com r ou s,  dobram-se essas letras.  Exemplos:&lt;BR&gt;coobrigação&lt;BR&gt;coedição&lt;BR&gt;coeducar&lt;BR&gt;cofundador&lt;BR&gt;coabitação&lt;BR&gt;coerdeiro&lt;BR&gt;corréu&lt;BR&gt;corresponsável&lt;BR&gt;cosseno&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;5.  Com os prefixos pre e re, não se usa o hífen, mesmo diante de palavras começadas  por e. Exemplos:&lt;BR&gt;preexistente&lt;BR&gt;preelaborar&lt;BR&gt;reescrever&lt;BR&gt;reedição  &lt;BR&gt;&lt;BR&gt;6. Na formação de palavras com ab, ob e ad, usa-se o hífen diante de  palavra começada por b, d ou r.  Exemplos:&lt;BR&gt;ad-digital&lt;BR&gt;ad-renal&lt;BR&gt;ob-rogar&lt;BR&gt;ab-rogar &lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Outros casos  do uso do hífen &lt;BR&gt;&lt;BR&gt;1. Não se usa o hífen na formação de palavras com não e  quase. Exemplos:&lt;BR&gt;(acordo de) não agressão&lt;BR&gt;(isto é um) quase  delito&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;2. Com mal*, usa-se o hífen quando a palavra seguinte começar por  vogal, h ou l.  Exemplos:&lt;BR&gt;mal-entendido&lt;BR&gt;mal-estar&lt;BR&gt;mal-humorado&lt;BR&gt;mal-limpo &lt;BR&gt;&lt;BR&gt;*  Quando mal significa doença, usa-se o hífen se não houver elemento de ligação.  Exemplo: mal-francês. Se houver elemento de ligação, escreve-se sem o hífen.  Exemplos: mal de lázaro, mal de sete dias.&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;3. Usa-se o hífen com sufixos  de origem tupi-guarani que representam formas adjetivas, como açu, guaçu, mirim.  Exemplos:&lt;BR&gt;capim-açu&lt;BR&gt;amoré-guaçu&lt;BR&gt;anajá-mirim &lt;BR&gt;&lt;BR&gt;4. Usa-se o hífen  para ligar duas ou mais palavras que ocasionalmente se combinam, formando não  propriamente vocábulos, mas encadeamentos vocabulares. Exemplos:&lt;BR&gt;ponte  Rio-Niterói&lt;BR&gt;eixo Rio-São Paulo&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;5. Para clareza gráfica, se no final da  linha a partição de uma palavra ou combinação de palavras coincidir com o hífen,  ele deve ser repetido na linha seguinte. Exemplos:&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Na cidade,  conta-&lt;BR&gt;-se que ele foi viajar.&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;O diretor foi receber os  ex-&lt;BR&gt;-alunos. &lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Resumo - Emprego do hífen com prefixos &lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Regra  básica&lt;BR&gt;Sempre se usa o hífen diante de h:&lt;BR&gt;anti-higiênico, super-homem.  &lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Outros casos&lt;BR&gt;1. Prefixo terminado em vogal:&lt;BR&gt;- Sem hífen diante de  vogal diferente: autoescola, antiaéreo.&lt;BR&gt;- Sem hífen diante de consoante  diferente de r e s: anteprojeto, semicírculo.&lt;BR&gt;- Sem hífen diante de r e s  Dobram-se essas letras: antirracismo, antissocial, ultrassom.&lt;BR&gt;- Com hífen  diante de mesma vogal:&lt;BR&gt;contra-ataque, micro-ondas. &lt;BR&gt;&lt;BR&gt;2. Prefixo  terminado em consoante:&lt;BR&gt;- Com hífen diante de mesma consoante:  inter-regional, sub-bibliotecário.&lt;BR&gt;- Sem hífen diante de consoante diferente:  intermunicipal, supersônico.&lt;BR&gt;- Sem hífen diante de vogal: interestadual,  superinteressante.&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Observações&lt;BR&gt;1. Com o prefixo sub, usa-se o hífen  também diante de palavra iniciada por r sub-região,&lt;BR&gt;sub-raça etc. Palavras  iniciadas por h perdem essa letra e juntam-se sem hífen: subumano,  subumanidade.&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;2. Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de  palavra iniciada por m, n e vogal:&lt;BR&gt;circum-navegação, pan-americano etc.  &lt;BR&gt;&lt;BR&gt;3 O prefixo co aglutina-se em geral com o segundo elemento, mesmo quando  este se inicia por o:&lt;BR&gt;coobrigação, coordenar, cooperar, cooperação, cooptar,  coocupante etc.&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;4. Com o prefixo vice, usa-se sempre o hífen: vice-rei,  vice-almirante etc. &lt;BR&gt;&lt;BR&gt;5. Não se deve usar o hífen em certas palavras que  perderam a noção de composição,&lt;BR&gt;como girassol, madressilva, mandachuva,  pontapé, paraquedas, paraquedista etc.&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;6. Com os prefixos ex, sem, além,  aquém, recém, pós, pré, pró, usa-se sempre o hífen:&lt;BR&gt;ex-aluno, sem-terra,  além-mar, aquém-mar, recém-casado, pós-graduação, pré-vestibular,  pró-europeu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-1331276706870819233?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://michaelis.uol.com.br/novaortografia.php' title='Guia Prático da NOVA ORTOGRAFIA'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/1331276706870819233/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=1331276706870819233' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/1331276706870819233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/1331276706870819233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2011/09/guia-pratico-da-nova-ortografia.html' title='Guia Prático da NOVA ORTOGRAFIA'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-7790623573487822692</id><published>2011-09-30T11:21:00.002+01:00</published><updated>2011-09-30T11:39:26.474+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Acordo Ortográfico'/><title type='text'>O acordo ortográfico e o direito dos comboios à greve</title><content type='html'>Público, 19/6/2011&lt;BR&gt;Francisco Miguel Valada&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Quia parvus error in principio magnus est  in fine&lt;BR&gt;S. Tomás de Aquino, De ente et essentia&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Há alguns meses, após  ter apresentado uma comunicação no Instituto Franco-Português, em Lisboa, em  seminário organizado pela União Latina,&amp;nbsp; fui publicamente confrontado pelo  senhor embaixador Lauro Moreira, defensor do Acordo Ortográfico de 1990 (AO 90)  e então embaixador do&amp;nbsp; Brasil junto da CPLP, com o facto de insistentemente  me referir à supressão do acento da flexão verbal "pára". Tratava-se de reacção  ao exemplo de que me munira: um título do PÚBLICO de 13/4/2009 ("Bloqueio nos  fundos da UE pára projecto de milhões na área do regadio"). Após supressão do  acento agudo, tal como prescrito pelo AO 90 na sua base IX, 9.º, qualquer leitor  poderia ser induzido em erro, pois "para" tanto poderia ser preposição, como  flexão verbal, com óbvias consequências sintácticas e semânticas de tal  "simplificação" na frase em apreço.&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&amp;nbsp;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Nesse longínquo mês de  Novembro de 2009, recorri a uma ficção para ilustrar as consequências nefastas  noutros planos, para além do grafofonémico. Infelizmente, com a adopção  acrítica, obediente e arbitrária do AO 90 por parte de alguns meios de  comunicação social, a&amp;nbsp; comedida simulação deu lugar a uma perceptível  realidade. Um exemplo recente da RTP põe em causa valores fundamentais do  elementar bom senso. Aparentemente, os comboios adquiriram o direito à  greve.&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&amp;nbsp;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Com "greve na CP para comboios em todo o país", como  se pode ler em notícia da RTP, estamos perante a descarrilada hipótese de os  comboios poderem fazer greve. Admite-se, desta forma, que a greve se aplique aos  comboios e não a quem é responsável pela sua circulação, independentemente da  forma verbal elíptica (neste caso, "convocada"). Assim, considerando que "para"  funciona na perfeição como preposição, a frase "convocada greve na CP para  comboios em todo o país" é perfeitamente plausível. Poderia ser gralha, mas não  é. É determinação do AO 90.&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&amp;nbsp;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Mais lamentável do que a  ambiguidade criada pelo AO 90 é o avanço impetuoso para a aplicação de lei tão  defeituosa, sem conjuntamente se reflectir de forma séria, serena e ponderada  acerca duma ampla revisão da mesma ou do seu completo abandono. A aplicação do  AO 90 é claramente promovida por quem sobre esta matéria nem lê o que sobre ela  se escreve, nem escuta os argumentos que sobre esta se aduzem. Parecerá um  paradoxo dizer-se que só quem não lê pode impor a aplicação de um instrumento  para facilitar a leitura, mas que efectiva e objectivamente a complica. Pode  parecer absurdo, mas é o que se passa no início do segundo decénio do século  XXI, num país chamado Portugal.&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&amp;nbsp;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;No PÚBLICO de 7/6/2011,  José Mário Costa responde ao editorial da direcção do PÚBLICO de 4/6/.2001.  Relativamente a "sector", estranho que José Mário Costa defenda a dupla grafia,  socorrendo-se da transcrição fonética. Apesar de o Grande Dicionário da Língua  Portuguesa da Porto Editora atestar ambas as formas, o Dicionário da Língua  Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências limita-se à transcrição com  oclusiva velar [k]. Basear um instrumento ortográfico num "critério fonético (ou  da pronúncia)" e alicerçá-lo em transcrições fonéticas, atribuindo-lhes carácter  prescritivo, é escorar um erro com outro erro.&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Recordo que o facto de  em "sector" a consoante C ter valor de acento continua a não ser considerado,  quando se trata de componente essencial&amp;nbsp; das importantes excepções ao  processo do vocalismo átono do português europeu. Uma primeira hipótese é o  facto de o processo ser desconsiderado. Uma segunda hipótese não se limita à  desconsideração do processo, mas à do próprio português  europeu.&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&amp;nbsp;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Concordo em absoluto com José Mário Costa, quando  afirma: "Faça-se a discussão como outros fizeram, com argumentos sérios e  sustentados." Contudo, o argumento não colhe, por inexistência de árbitro isento  que valide o argumento pela seriedade e pela sustentação. A manutenção, a  promoção e, pior, o carácter impositivo de um instrumento inadequado à realidade  do português europeu é a prova cabal do que acabo de  escrever.&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&amp;nbsp;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Afirma José Mário Costa que "a ortografia […] em  nada contende com as componentes fundamentais da língua". Trata-se de um  espectacular argumento contra o AO 90, defendido por um seu protector e  promotor. Com toda a naturalidade o escrevo, pois já alhures utilizei este mesmo  argumento, com menção ao paradoxo. Para José Mário Costa perceber onde quero  chegar e para entender a disparidade entre o por si escrito e o por si  defendido, desafio-o a substituir "ortografia" por "base IX, 9.º, do Acordo  Ortográfi co de 1990". Verificará, sem grandes dificuldades, o facto de a bota  não dar com a perdigota.&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&amp;nbsp;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Quando S. Tomás de Aquino, no De  ente et essentia, remetia para o Acerca do Céu de Aristóteles, manifestava uma  das grandes preocupações de todos aqueles que reflectem sobre os actos e as  acções: o pequeno erro inicial resultará, no final, num enorme erro. Uma  supressão perfeitamente arbitrária de um acento numa flexão verbal, tornando-a  homógrafa de uma preposição, é esse pequeno erro inicial. Se a esta supressão  juntarmos todas as supressões arbitrárias, temos o AO 90 como um conjunto de  pequenos erros iniciais, que resultarão num erro final ainda maior do que o  próprio: a sua adopção.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-7790623573487822692?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/7790623573487822692/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=7790623573487822692' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/7790623573487822692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/7790623573487822692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2011/09/o-acordo-ortografico-e-o-direito-dos.html' title='O acordo ortográfico e o direito dos comboios à greve'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-5672897437141885043</id><published>2011-09-25T15:43:00.002+01:00</published><updated>2011-09-25T15:50:25.248+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Porque os padres não podem se casar?'/><title type='text'>Porque os padres não podem se casar?</title><content type='html'>por Artur Louback Lopes - Mundo Estranho&lt;p&gt;A princ&amp;#237;pio, padres n&amp;#227;o se casavam por op&amp;#231;&amp;#227;o, para dedicar 100% do tempo e&lt;br&gt;das energias &amp;#224; ora&amp;#231;&amp;#227;o e &amp;#224; prega&amp;#231;&amp;#227;o - da mesma forma que Jesus Cristo. Em&lt;br&gt;1139, ao final do Conc&amp;#237;lio de Latr&amp;#227;o, contudo, o matrim&amp;#244;nio foi proibido&lt;br&gt;oficialmente a membros da Igreja. Embora a decis&amp;#227;o tenha se apoiado em&lt;br&gt;passagens b&amp;#237;blicas - como &amp;quot;&amp;#201; bom para o homem abster-se da mulher&amp;quot; (presente&lt;br&gt;na primeira carta aos Cor&amp;#237;ntios) -, uma das raz&amp;#245;es mais fortes para a&lt;br&gt;transforma&amp;#231;&amp;#227;o do celibato (como &amp;#233; conhecida a proibi&amp;#231;&amp;#227;o do&lt;br&gt;casamento&amp;lt;&lt;a href="http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=casamento"&gt;http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=casamento&lt;/a&gt;&amp;gt;)&lt;br&gt;em regra foi o que, j&amp;#225; naquela &amp;#233;poca, ditava as regras da humanidade. F&amp;#233;?&lt;br&gt;Nada disso. Grana! Na Idade M&amp;#233;dia (do s&amp;#233;culo 5 ao 15), a Igreja&lt;br&gt;Cat&amp;#243;lica&amp;lt;&lt;a href="http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=Igreja%20Cat%F3lica"&gt;http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=Igreja%20Cat%F3lica&lt;/a&gt;&amp;gt;alcan&amp;#231;ou&lt;br&gt;o auge do seu poder, acumulando muitas riquezas, principalmente em&lt;br&gt;terras. Para n&amp;#227;o correr o risco de perder bens para os herdeiros dos membros&lt;br&gt;do clero, o melhor mesmo era impedir que esses herdeiros existissem. Isso&lt;br&gt;n&amp;#227;o fez muita diferen&amp;#231;a para os monges, que, por op&amp;#231;&amp;#227;o, j&amp;#225; viviam isolados&lt;br&gt;em mosteiros, mas em algumas par&amp;#243;quias a proibi&amp;#231;&amp;#227;o gerou disc&amp;#243;rdia. A maior&lt;br&gt;delas ocorreu no come&amp;#231;o do s&amp;#233;culo 16 e foi uma das raz&amp;#245;es pelas quais o&lt;br&gt;cristianismo passou pelo seu maior racha: Martinho Lutero rompeu com o papa&lt;br&gt;e criou a Igreja Luterana, que permitia o&lt;br&gt;casamento&amp;lt;&lt;a href="http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=casamento"&gt;http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=casamento&lt;/a&gt;&amp;gt;dos seus&lt;br&gt;pastores - e permite at&amp;#233; hoje (veja o quadro abaixo). Depois da&lt;br&gt;Reforma Protestante, a Igreja&lt;br&gt;Cat&amp;#243;lica&amp;lt;&lt;a href="http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=Igreja%20Cat%F3lica"&gt;http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=Igreja%20Cat%F3lica&lt;/a&gt;&amp;gt;reafirmou&lt;br&gt;o celibato, definindo no Conc&amp;#237;lio de Trento, em 1563, que quem o&lt;br&gt;rompesse seria expulso do clero. A regra se manteve at&amp;#233; 1965, quando o papa&lt;br&gt;Paulo VI permitiu que padres se casassem e continuassem freq&amp;#252;entando a&lt;br&gt;Igreja (sem a fun&amp;#231;&amp;#227;o de padres, claro). Para conseguir essa libera&amp;#231;&amp;#227;o, o&lt;br&gt;padre noivo precisa enviar um pedido ao Vaticano e esperar a autoriza&amp;#231;&amp;#227;o,&lt;br&gt;que pode demorar at&amp;#233; dez anos. &amp;quot;Jo&amp;#227;o Paulo II tornou o processo mais&lt;br&gt;demorado, mas Bento XVI est&amp;#225; limpando a mesa&amp;quot;, diz o te&amp;#243;logo Afonso Soares,&lt;br&gt;professor da PUC-SP. Al&amp;#233;m de promover a tal limpeza, o novo papa&lt;br&gt;surpreendeu, em agosto do ano passado, ao aceitar que o ex-pastor anglicano&lt;br&gt;David Gliwitzki, casado e pai de duas filhas, e tornasse padre.&lt;br&gt;Mulher do padreVeja como outras religi&amp;#245;es tratam a vida amorosa de seus&lt;br&gt;sacerdotes&lt;p&gt;*Juda&amp;#237;smo*&lt;p&gt;Rabinos podem ter relacionamentos e se casar. A &amp;#250;nica recomenda&amp;#231;&amp;#227;o &amp;#233; que a&lt;br&gt;esposa seja judia&lt;p&gt;*Budismo*&lt;p&gt;N&amp;#227;o reconhece nenhum ser superior capaz de dar ordens de conduta, mas monges&lt;br&gt;e monjas v&amp;#234;em a abstin&amp;#234;ncia sexual como algo que eles devem se esfor&amp;#231;ar a&lt;br&gt;aprender&lt;p&gt;*Cristianismo protestante*&lt;p&gt;Pastores (batistas, metodistas, da Assembl&amp;#233;ia de Deus ou de qualquer outra&lt;br&gt;corrente) podem se casar. Entre os luteranos, h&amp;#225; grupos de monges que, por&lt;br&gt;op&amp;#231;&amp;#227;o, adotam o celibato&lt;p&gt;*Cristianismo Ortodoxo*&lt;p&gt;Homens casados podem virar padres, mas dificilmente ser&amp;#227;o promovidos a&lt;br&gt;bispos. A regra &amp;#233; a mesma em correntes cat&amp;#243;licas orientais, como a maronita&lt;br&gt;e a ucraniana&lt;p&gt;*Islamismo*&lt;p&gt;Qualquer homem (no islamismo, n&amp;#227;o h&amp;#225; sacerdotes como no&lt;br&gt;catolicismo&amp;lt;&lt;a href="http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=catolicismo"&gt;http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=catolicismo&lt;/a&gt;&amp;gt;)&lt;br&gt;n&amp;#227;o s&amp;#243; pode como deve ter quatro esposas, se puder sustent&amp;#225;-las, &amp;#233; claro. As&lt;br&gt;mulheres, por outro lado, s&amp;#243; podem ter um marido&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-5672897437141885043?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/5672897437141885043/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=5672897437141885043' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/5672897437141885043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/5672897437141885043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2011/09/por-que-os-padres-nao-podem-se-casar.html' title='Porque os padres não podem se casar?'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-891527700072369409</id><published>2011-09-21T23:23:00.000+01:00</published><updated>2011-09-21T10:18:13.428+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Astronomia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tabela das estações do ano'/><title type='text'>Tabela das estações do Ano 1992-2020</title><content type='html'>Tabela de Equinócios, Solstícios, Periélio e Afélio da Terra, 1992-2020
&lt;pre&gt;
                  d  h                       d  h  m          d  h  m
1992                        1992
Peri&amp;eacute;lio     Jan   3 15    Equin&amp;oacute;cios  Mar   20 08 48    Set  22 18 43
Af&amp;eacute;lio       Jul   3 12    Solst&amp;iacute;cios  Jun   21 03 14    Dez  21 14 43

1993                        1993
Peri&amp;eacute;lio     Jan   4 03    Equin&amp;oacute;cios  Mar   20 14 41    Set  23 00 22
Af&amp;eacute;lio       Jul   4 22    Solst&amp;iacute;cios  Jun   21 09 00    Dez  21 20 26

1994                        1994
Peri&amp;eacute;lio     Jan   2 06    Equin&amp;oacute;cios  Mar   20 20 28    Set  23 06 19
Af&amp;eacute;lio       Jul   5 19    Solst&amp;iacute;cios  Jun   21 14 48    Dez  22 02 23

1995                        1995
Peri&amp;eacute;lio     Jan   4 11    Equin&amp;oacute;cios  Mar   21 02 14    Set  23 12 13
Af&amp;eacute;lio       Jul   4 02    Solst&amp;iacute;cios  Jun   21 20 34    Dez  22 08 17

1996                        1996
Peri&amp;eacute;lio     Jan   4 07    Equin&amp;oacute;cios  Mar   20 08 03    Set  22 18 00
Af&amp;eacute;lio       Jul   5 18    Solst&amp;iacute;cios  Jun   21 02 24    Dez  21 14 06

1997                        1997
Peri&amp;eacute;lio     Jan   2 00    Equin&amp;oacute;cios  Mar   20 13 55    Set  22 23 56
Af&amp;eacute;lio       Jul   4 19    Solst&amp;iacute;cios  Jun   21 08 20    Dez  21 20 07

1998                        1998
Peri&amp;eacute;lio     Jan   4 21    Equin&amp;oacute;cios  Mar   20 19 55    Set  23 05 37
Af&amp;eacute;lio       Jul   4 00    Solst&amp;iacute;cios  Jun   21 14 03    Dez  22 01 56

1999                        1999
Peri&amp;eacute;lio     Jan   3 13    Equin&amp;oacute;cios  Mar   21 01 46    Set  23 11 31
Af&amp;eacute;lio       Jul   6 22    Solst&amp;iacute;cios  Jun   21 19 49    Dez  22 07 44

2000                        2000
Peri&amp;eacute;lio     Jan   3 05    Equin&amp;oacute;cios  Mar   20 07 35    Set  22 17 27
Af&amp;eacute;lio       Jul   4 00    Solst&amp;iacute;cios  Jun   21 01 48    Dez  21 13 37

2001                        2001
Peri&amp;eacute;lio     Jan   4 09    Equin&amp;oacute;cios  Mar   20 13 31    Set  22 23 04
Af&amp;eacute;lio       Jul   4 14    Solst&amp;iacute;cios  Jun   21 07 38    Dez  21 19 21

2002                        2002
Peri&amp;eacute;lio     Jan   2 14    Equin&amp;oacute;cios  Mar   20 19 16    Set  23 04 55
Af&amp;eacute;lio       Jul   6 04    Solst&amp;iacute;cios  Jun   21 13 24    Dez  22 01 14

2003                        2003
Peri&amp;eacute;lio     Jan   4 05    Equin&amp;oacute;cios  Mar   21 01 00    Set  23 10 47
Af&amp;eacute;lio       Jul   4 06    Solst&amp;iacute;cios  Jun   21 19 10    Dez  22 07 04

2004                        2004
Peri&amp;eacute;lio     Jan   4 18    Equin&amp;oacute;cios  Mar   20 06 49    Set  22 16 30
Af&amp;eacute;lio       Jul   5 11    Solst&amp;iacute;cios  Jun   21 00 57    Dez  21 12 42

2005                        2005
Peri&amp;eacute;lio     Jan   2 01    Equin&amp;oacute;cios  Mar   20 12 34    Set  22 22 23
Af&amp;eacute;lio       Jul   5 05    Solst&amp;iacute;cios  Jun   21 06 46    Dez  21 18 35
2006                        2006
Periélio  Jan   4 15    Equinócios  Mar   20 18 26    Set   23 04 03
Apélio    Jul   3 23    Solsticios  Jun   21 12 26    Dez   22 00 22

2007                        2007
Periélio  Jan   3 20    Equinócios  Mar   21 00 07    Set   23 09 51
Apélio    Jul   7 00    Solsticios  Jun   21 18 06    Dez   22 06 08

2008                        2008
Periélio  Jan   3 00    Equinócios  Mar   20 05 48    Set   22 15 44
Apélio    Jul   4 08    Solsticios  Jun   20 23 59    Dez   21 12 04

2009                        2009
Periélio  Jan   4 15    Equinócios  Mar   20 11 44    Set   22 21 18
Apélio    Jul   4 02    Solsticios  Jun   21 05 45    Dez   21 17 47

2010                        2010
Periélio  Jan   3 00    Equinócios  Mar   20 17 32    Set   23 03 09
Apélio    Jul   6 11    Solsticios  Jun   21 11 28    Dez   21 23 38

2011                        2011
Periélio  Jan   3 19    Equinócios  Mar   20 23 21    Set   23 09 04
Apélio    Jul   4 15    Solsticios  Jun   21 17 16    Dez   22 05 30

2012                        2012
Periélio  Jan   5 00    Equinócios  Mar   20 05 14    Set   22 14 49
Apélio    Jul   5 03    Solsticios  Jun   20 23 09    Dez   21 11 11

2013                        2013
Periélio  Jan   2 05    Equinócios  Mar   20 11 02    Set   22 20 44
Apélio    Jul   5 15    Solsticios  Jun   21 05 04    Dez   21 17 11

2014                        2014
Periélio  Jan   4 12    Equinócios  Mar   20 16 57    Set   23 02 29
Apélio    Jul   4 00    Solsticios  Jun   21 10 51    Dez   21 23 03

2015                        2015
Periélio  Jan   4 07    Equinócios  Mar   20 22 45    Set   23 08 20
Apélio    Jul   6 19    Solsticios  Jun   21 16 38    Dez   22 04 48

2016                        2016
Periélio  Jan   2 23    Equinócios  Mar   20 04 30    Set   22 14 21
Apélio    Jul   4 16    Solsticios  Jun   20 22 34    Dez   21 10 44

2017                        2017
Periélio  Jan   4 14    Equinócios  Mar   20 10 28    Set   22 20 02
Apélio    Jul   3 20    Solsticios  Jun   21 04 24    Dez   21 16 28

2018                        2018
Periélio  Jan   3 06    Equinócios  Mar   20 16 15    Set   23 01 54
Apélio    Jul   6 17    Solsticios  Jun   21 10 07    Dez   21 22 22

2019                        2019
Periélio  Jan   3 05    Equinócios  Mar   20 21 58    Set   23 07 50
Apélio    Jul   4 22    Solsticios  Jun   21 15 54    Dez   22 04 19

2020                        2020
Periélio  Jan   5 08    Equinócios  Mar   20 03 49    Set   22 13 30
Apélio    Jul   4 12    Solsticios  Jun   20 21 43    Dez   21 10 02
&lt;/pre&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-891527700072369409?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://astro.if.ufrgs.br/estacoes.html' title='Tabela das estações do Ano 1992-2020'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/891527700072369409/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=891527700072369409' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/891527700072369409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/891527700072369409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2008/07/tabela-das-estaes-do-ano-1992-2020.html' title='Tabela das estações do Ano 1992-2020'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-3811748202335681296</id><published>2011-08-25T02:55:00.002+01:00</published><updated>2011-08-25T03:00:20.882+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Piadas'/><title type='text'>Direito penal</title><content type='html'>Para a igreja, a pílula do dia seguinte já é aborto.&lt;br&gt;Então, surgem algumas dúvidas:&lt;p&gt;A masturbação masculina é homicídio prematuro ou premeditado?&lt;br&gt;E o sexo oral? Será canibalismo?&lt;br&gt;Podemos considerar o coito interrompido como abandono de menor?&lt;br&gt;E o que dizer do preservativo? Será homicídio por asfixia?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-3811748202335681296?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/3811748202335681296/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=3811748202335681296' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/3811748202335681296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/3811748202335681296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2011/08/direito-penal.html' title='Direito penal'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-9003092459117581386</id><published>2011-08-23T07:24:00.004+01:00</published><updated>2011-08-23T10:46:09.175+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Astronomia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Páscoa'/><title type='text'>Cálculo da data da Páscoa recorrendo a tabela simples</title><content type='html'>Divida o ano desejado por 19 &lt;BR&gt;Ao resto dessa divisão (que chamaremos de  "X") corresponde uma data específica dada  na tabela abaixo. A Páscoa será celebrada no domingo seguinte à data encontrada  na tabela. Caso a data já seja um domingo, a Páscoa é o domingo da semana  seguinte.&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;X Data &lt;BR&gt;0 14 de Abril&lt;BR&gt;1 3 de Abril&lt;BR&gt;2 23 de Março&lt;BR&gt;3  11 de Abril&lt;BR&gt;4 31 de Março&lt;BR&gt;5 18 de Abril&lt;BR&gt;6 8 de Abril&lt;BR&gt;7 28 de  Março&lt;BR&gt;8 16 de Abril&lt;BR&gt;9 5 de Abril&lt;BR&gt;10 25 de Março&lt;BR&gt;11 13 de Abril&lt;BR&gt;12  2 de Abril&lt;BR&gt;13 22 de Março&lt;BR&gt;14 10 de Abril&lt;BR&gt;15 30 de Março&lt;BR&gt;16 17 de  Abril&lt;BR&gt;17 7 de Abril&lt;BR&gt;18 27 de Março&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-9003092459117581386?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/9003092459117581386/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=9003092459117581386' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/9003092459117581386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/9003092459117581386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2011/08/calculo-da-data-da-pascoa-recorrendo.html' title='Cálculo da data da Páscoa recorrendo a tabela simples'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-8104519845769543436</id><published>2011-06-09T06:38:00.003+01:00</published><updated>2011-08-23T07:29:21.813+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Troca-troca'/><title type='text'>Troca-troca: O que falar com os filhos, os sobrinhos</title><content type='html'>por Concei&amp;#231;&amp;#227;o Lemes&lt;p&gt;Em consult&amp;#243;rios de especialistas que trabalham com sexualidade, vez por outra aparecem pais e m&amp;#227;es literalmente arrasados. Flagraram ou suspeitam que o filho faz troca-troca com coleguinhas. Junto, quase sempre arrastado, o menino humilhado. &amp;#201; de doer.&lt;p&gt;A preocupa&amp;#231;&amp;#227;o com essa quest&amp;#227;o j&amp;#225; lhe passou pela cabe&amp;#231;a? O seu filho ou seu sobrinho j&amp;#225; esbo&amp;#231;ou necessidade de esclarecer alguma d&amp;#250;vida sobre troca-troca? O que fez voc&amp;#234;? J&amp;#225; pensou o que responder&amp;#225; quando ele voltar a tocar no assunto? E se eventualmente surpreend&amp;#234;-lo na hora H, o que far&amp;#225;?&lt;p&gt;Tais situa&amp;#231;&amp;#245;es s&amp;#227;o freq&amp;#252;entes e exigem informa&amp;#231;&amp;#227;o e maturidade do pai e da m&amp;#227;e. Para esclarecer essas e outras quest&amp;#245;es sobre o tema, entrevistamos a m&amp;#233;dica psiquiatra Carmita Abdo, especialista em Medicina Sexual. Carmita &amp;#233; professora da Faculdade de Medicina da Universidade de S&amp;#227;o Paulo (FMUSP) e coordenadora do Projeto Sexualidade (ProSex) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Cl&amp;#237;nicas.&lt;p&gt;Viomundo - Doutora, o troca-troca entre meninos leva &amp;#224; homossexualidade? &lt;p&gt;Carmita Abdo - Evitar o troca-troca n&amp;#227;o &amp;#233; garantia de que o menino ser&amp;#225; heterossexual  quando for adulto. Tamb&amp;#233;m n&amp;#227;o &amp;#233; porque o menino vivenciou experi&amp;#234;ncias de troca-troca que se tornar&amp;#225; homossexual. Ser homo, bi ou heterossexual n&amp;#227;o &amp;#233; uma op&amp;#231;&amp;#227;o. Ou seja, ningu&amp;#233;m escolhe ser homo, h&amp;#233;tero ou bi. A teoria mais aceita hoje em dia &amp;#233; a de que o indiv&amp;#237;duo nasce com uma carga gen&amp;#233;tica sobre a qual se assentam fatores educacionais, sociais e emocionais, que o v&amp;#227;o moldando para a heterossexualidade, a homossexualidade ou a bissexualidade. Muitos estudos demonstram que alguns fatores que v&amp;#227;o determinar a orienta&amp;#231;&amp;#227;o sexual est&amp;#227;o presentes muito cedo na vida, talvez at&amp;#233; j&amp;#225; ao nascimento. A homossexualidade, assim como a heterossexualidade, &amp;#233; uma tend&amp;#234;ncia, uma orienta&amp;#231;&amp;#227;o sexual.&lt;p&gt;Viomundo - O que vem a ser exatamente o troca-troca?&lt;p&gt;Carmita Abdo - Como a pr&amp;#243;pria express&amp;#227;o indica, &amp;#233; um relacionamento no qual h&amp;#225; altern&amp;#226;ncia de situa&amp;#231;&amp;#227;o dos parceiros. Em determinada ocasi&amp;#227;o, um deles estar&amp;#225; na posi&amp;#231;&amp;#227;o de recep&amp;#231;&amp;#227;o; na outra, na de introdu&amp;#231;&amp;#227;o. De longa data sabemos que isso acontece.&lt;p&gt;Viomundo - Em que idade costuma ocorrer?&lt;p&gt;Carmita Abdo - Quando os meninos come&amp;#231;am a produzir os horm&amp;#244;nios sexuais e a ganhar os caracteres sexuais secund&amp;#225;rios - surgimento de p&amp;#234;los, engrossamento da voz, aumento da musculatura, ere&amp;#231;&amp;#227;o peniana e ejacula&amp;#231;&amp;#227;o. Isso se d&amp;#225; por volta dos 11, 12 anos de idade; mais raramente aos 10, entre os mais precoces. Eles ainda n&amp;#227;o t&amp;#234;m facilidade para abordar uma garota, mas j&amp;#225; t&amp;#234;m desejo sexual, vontade de manter contato f&amp;#237;sico, penetrar e ejacular. Para resolver essa necessidade e o impulso sexual acabam fazendo um acordo entre si, que &amp;#233; o chamado troca-troca: cada qual usufrui do prazer de penetrar, desde que tamb&amp;#233;m se submeta &amp;#224; penetra&amp;#231;&amp;#227;o.&lt;p&gt;Viomundo - Que papel tem no desenvolvimento sexual do menino?&lt;p&gt;Carmita Abdo - De inicia&amp;#231;&amp;#227;o. Freq&amp;#252;entemente representa a primeira experi&amp;#234;ncia sexual. Ela vai ser repetida algumas vezes, enquanto o menino desejar o ato sexual, mas ainda n&amp;#227;o tiver habilidade, experi&amp;#234;ncia, disposi&amp;#231;&amp;#227;o ou coragem para abordar uma garota. Antigamente, quando as meninas se resguardavam sexualmente at&amp;#233; o casamento, muito tempo transcorria at&amp;#233; que o garoto pudesse ter uma experi&amp;#234;ncia heterossexual com algu&amp;#233;m de sua idade. E como ele, em geral, tamb&amp;#233;m n&amp;#227;o tinha condi&amp;#231;&amp;#227;o de pagar uma profissional do sexo, por um bom tempo resolvia o impulso sexual com o troca-troca.&lt;p&gt;Viomundo - Ent&amp;#227;o antigamente o troca-troca ia at&amp;#233; mais tarde?&lt;p&gt;Carmita Abdo - Sim. Mas, atualmente, com a liberdade sexual das meninas e das adolescentes, o troca-troca dos meninos est&amp;#225; restrito &amp;#224; fase de inicia&amp;#231;&amp;#227;o sexual mesmo. Quando o garoto tem 11, 12 anos &amp;#233; muito imaturo; nenhuma menina tem interesse sexual nele e a alternativa &amp;#233; o troca-troca. Isso perdura at&amp;#233; os 13, 14 anos. Em seguida, o troca-troca &amp;#233; substitu&amp;#237;do por inicia&amp;#231;&amp;#227;o sexual com garotas. Mesmo aqueles que ser&amp;#227;o homossexuais costumam ter essa fase com garotas.&lt;p&gt;Viomundo - Ou seja, o troca-troca faz parte do desenvolvimento sexual?&lt;p&gt;Carmita Abdo - &amp;#201; um est&amp;#225;gio natural e universal do desenvolvimento sexual de boa parte dos garotos, independentemente da cultura em que est&amp;#227;o inseridos.  Na puberdade, fase de transi&amp;#231;&amp;#227;o entre a inf&amp;#226;ncia e a adolesc&amp;#234;ncia, os horm&amp;#244;nios sexuais come&amp;#231;am a ser produzidos. E o apelo biol&amp;#243;gico se torna incontrol&amp;#225;vel. Al&amp;#233;m disso, a educa&amp;#231;&amp;#227;o dada aos meninos os leva a entender que a busca por sexo &amp;#233; um valor positivo. E como n&amp;#227;o t&amp;#234;m como resolver essa quest&amp;#227;o com as garotas que os atraem, v&amp;#227;o solucionando essa necessidade f&amp;#237;sica entre eles.&lt;p&gt;Viomundo - H&amp;#225; alguma estimativa sobre a freq&amp;#252;&amp;#234;ncia atual?&lt;p&gt;Carmita Abdo - &amp;#201; dif&amp;#237;cil estimar um n&amp;#250;mero preciso, porque n&amp;#227;o &amp;#233; uma atividade que os garotos comentem ou assumam publicamente, por receio de serem mal interpretados. Nega-se muito. &amp;quot;Eu nunca fiz, doutora&amp;quot;, muitos me dizem. Eu sei que pode n&amp;#227;o ser verdade, mas n&amp;#227;o retruco. O que podemos dizer &amp;#233; que a maioria dos meninos teria essa experi&amp;#234;ncia pelo menos uma vez ao longo da vida.&lt;p&gt;Viomundo - Faz de conta que n&amp;#227;o faz?&lt;p&gt;Carmita Abdo - Existe um pacto de sil&amp;#234;ncio. O que d&amp;#225; prazer ao menino geralmente &amp;#233; a penetra&amp;#231;&amp;#227;o. Ele penetra, mas tamb&amp;#233;m &amp;#233; penetrado, porque o outro menino tamb&amp;#233;m quer penetrar. Assim, ambos conhecem os dois lados e se satisfazem com parte da experi&amp;#234;ncia.  Agora, quando o garoto aceita ambas as pr&amp;#225;ticas e se submete de forma mais receptiva e at&amp;#233; se mostra interessado nesse contato f&amp;#237;sico, seu pr&amp;#243;prio grupo tende a estigmatiz&amp;#225;-lo. Muitas vezes &amp;#233; considerado um homossexual.  Mas esse garoto - aten&amp;#231;&amp;#227;o! - n&amp;#227;o necessariamente ter&amp;#225; orienta&amp;#231;&amp;#227;o homossexual.&lt;p&gt;Viomundo - Na cabe&amp;#231;a dos meninos, homossexual &amp;#233; apenas o passivo, o ativo, n&amp;#227;o? &lt;p&gt;Carmita Abdo - Geralmente pensam assim. Mas &amp;#233; um grande equ&amp;#237;voco considerar que ser homossexual masculino significa ter passividade sexual, ou seja, ser penetrado. O homossexual pode ser ativo tamb&amp;#233;m. Na vida adulta, independentemente de ele penetrar ou ser penetrado, &amp;#233; a atra&amp;#231;&amp;#227;o que define a tend&amp;#234;ncia sexual. Homossexual - seja homem ou mulher - &amp;#233; aquele que tem prefer&amp;#234;ncia sexual por pessoa do mesmo g&amp;#234;nero que o seu.&lt;p&gt;Viomundo - Vamos supor que o pai flagre a situa&amp;#231;&amp;#227;o. O que ele deve fazer nessa hora?&lt;p&gt;Carmita Abdo - Primeiro, ter muita tranq&amp;#252;ilidade, n&amp;#227;o se angustiar. O grande medo dos pais &amp;#233; que essa experi&amp;#234;ncia se torne a prefer&amp;#234;ncia sexual do filho.  Na maioria das vezes ela &amp;#233; tempor&amp;#225;ria. Segundo, n&amp;#227;o comece a investigar a vida do garoto de forma expl&amp;#237;cita e indiscreta. &amp;#201; a intimidade dele que estar&amp;#225; sendo vasculhada. &amp;#201; muit&amp;#237;ssimo desagrad&amp;#225;vel estar exposto, ser interrogado, &amp;#224;s vezes at&amp;#233; sem nenhuma privacidade. Terceiro, seria interessante ainda o pai puxar um pouquinho pela mem&amp;#243;ria e relembrar que deve ter vivido situa&amp;#231;&amp;#227;o semelhante na sua puberdade ou no in&amp;#237;cio da adolesc&amp;#234;ncia, e hoje nem se lembra.&lt;p&gt;Viomundo - Adianta xingar, dar bronca, brigar  e at&amp;#233; partir para a agress&amp;#227;o f&amp;#237;sica?&lt;p&gt;Carmita Abdo - De modo algum. Se o garoto se deixou ser pego, talvez ele quisesse mesmo que isso acontecesse, para abrir um canal de comunica&amp;#231;&amp;#227;o com o adulto. Pais, n&amp;#227;o percam essa oportunidade. Mas &amp;#233; s&amp;#243; uma conversa mesmo, uma oportunidade de educa&amp;#231;&amp;#227;o sexual em fam&amp;#237;lia, sem coa&amp;#231;&amp;#245;es ou medidas repressivas que possam complicar o relacionamento familiar. Lembrem-se: na maioria das vezes, &amp;#233; apenas uma fase natural do desenvolvimento sexual do menino.&lt;p&gt;Viomundo - Os pais devem conversar com os filhos sobre essa quest&amp;#227;o ou esperar que perguntem?&lt;p&gt;Carmita Abdo - A melhor forma de educa&amp;#231;&amp;#227;o sexual - come&amp;#231;a na primeira pergunta da crian&amp;#231;a sobre sexo, o troca-troca e todas as demais quest&amp;#245;es - &amp;#233; tratar cada assunto &amp;#224; medida que for apresentado. N&amp;#227;o adianta se antecipar sobre aquilo que o menino ainda n&amp;#227;o viveu. Ele vai estranhar, n&amp;#227;o vai entender. &amp;#201; a mesma coisa que falar para uma crian&amp;#231;a de 2 anos que um dia ela vai ler, escrever. Ela pode at&amp;#233; ouvir, mas essa fala n&amp;#227;o ser&amp;#225; assimilada.&lt;p&gt;Viomundo - Como os pais devem proceder?&lt;p&gt;Carmita Abdo - Todas as perguntas sobre sexualidade devem ser respondidas &amp;#224; medida que aparecem. N&amp;#227;o se deve fazer discurso, mas responder de forma direta, objetiva, sint&amp;#233;tica, pontual, a quest&amp;#227;o formulada.  Os pais - leia-se pai e m&amp;#227;e - s&amp;#227;o os que t&amp;#234;m melhores condi&amp;#231;&amp;#245;es de dar educa&amp;#231;&amp;#227;o sexual aos pr&amp;#243;prios filhos. Afinal, conhecem melhor do que ningu&amp;#233;m as peculiaridades da personalidade do seu menino ou menina.  Isso exige maturidade do pai e/ou da m&amp;#227;e para lidar com o tema.&lt;p&gt;Viomundo - Mas, por vergonha ou desinforma&amp;#231;&amp;#227;o, muitos pais n&amp;#227;o conseguem. O que fazer?&lt;p&gt;Carmita Abdo - Independentemente de os pais estarem ou n&amp;#227;o atentos ao desenvolvimento sexual do filho, ele est&amp;#225; ocorrendo. A melhor educa&amp;#231;&amp;#227;o sexual &amp;#233; a que se recebe em casa. Por isso, o ideal seria que falassem abertamente com a crian&amp;#231;a sobre o assunto. Hoje em dia existem sites, livros, filmes capazes de fornecer informa&amp;#231;&amp;#227;o de qualidade. Entretanto, se n&amp;#227;o se sentem &amp;#224; vontade para fazer esse papel, um caminho &amp;#233; pedir a outro familiar adulto que o fa&amp;#231;a. Em &amp;#250;ltima inst&amp;#226;ncia, a educa&amp;#231;&amp;#227;o sexual na escola pode ser a alternativa poss&amp;#237;vel. &amp;#201; fundamental n&amp;#227;o apenas para o desenvolvimento sexual  mas para a sa&amp;#250;de geral da crian&amp;#231;a.&lt;p&gt;Viomundo - O que diria a um garoto que eventualmente leia a nossa entrevista?&lt;p&gt;Carmita Abdo - Primeiro, faria a seguinte observa&amp;#231;&amp;#227;o: a sexualidade existe dentro de todo ser humano. &amp;#201; l&amp;#237;cito que voc&amp;#234; se sinta sexualmente estimulado; isso faz parte naturalmente do seu desenvolvimento. Em seguida, daria tr&amp;#234;s sugest&amp;#245;es: 1) se tiver d&amp;#250;vida, procure dividi-la com um adulto da fam&amp;#237;lia que possa orient&amp;#225;-lo, de prefer&amp;#234;ncia seu pai ou sua m&amp;#227;e. Se sentir que n&amp;#227;o est&amp;#227;o aptos, converse com outra pessoa adulta da fam&amp;#237;lia ou um professor; 2) seus primeiros contatos sexuais devem ser com pessoas da sua faixa et&amp;#225;ria; 3) nunca deixe de fazer sexo protegido, isto &amp;#233;, use sempre a camisinha. Sexo seguro &amp;#233; fundamental para a sua sa&amp;#250;de e da sociedade como um todo.&lt;p&gt;Viomundo - O troca-troca tem que ser mesmo entre meninos da mesma faixa et&amp;#225;ria?&lt;p&gt;Carmita Abdo - Seguramente. Tudo o que foge disso pode causar dano f&amp;#237;sico e emocional &amp;#224; crian&amp;#231;a.&lt;p&gt;Viomundo - Explique melhor.&lt;p&gt;Carmita Abdo - &amp;#192;s vezes o garoto pensa que est&amp;#225; fazendo troca-troca e n&amp;#227;o est&amp;#225;.  Por exemplo, quando ele, com 11, 12 anos, descobre a sua sexualidade com um adulto ou com um adolescente de 18, 19 anos. N&amp;#227;o &amp;#233; uma experi&amp;#234;ncia de troca, porque n&amp;#227;o existe liberdade de escolha. A&amp;#237;, ele serve como objeto sexual, pois est&amp;#225; submetido pela pessoa mais velha. Essa experi&amp;#234;ncia pode ser violenta e machucar, prejudicar o menino f&amp;#237;sica e emocionalmente. O troca-troca tamb&amp;#233;m &amp;#233; danoso quando o garoto &amp;#233; obrigado por outros maiores ou mais fortes a se submeter a essa pr&amp;#225;tica. Troca-troca sup&amp;#245;e livre escolha.&lt;p&gt;Viomundo - Sexo seguro sup&amp;#245;e o uso de camisinha. Isso significa que troca-troca s&amp;#243; com preservativo?&lt;p&gt;Carmita Abdo -Troca-troca &amp;#233; uma pr&amp;#225;tica sexual, na qual h&amp;#225; contato &amp;#237;ntimo dos &amp;#243;rg&amp;#227;os genitais e troca de secre&amp;#231;&amp;#245;es. &amp;#201; indispens&amp;#225;vel, portanto, que o garoto use camisinha, pois &amp;#233; imposs&amp;#237;vel saber se o outro tem alguma doen&amp;#231;a sexualmente transmiss&amp;#237;vel. Al&amp;#233;m disso, o p&amp;#234;nis de quem penetra fica exposto ao conte&amp;#250;do do reto [parte final do intestino] de quem est&amp;#225; sendo penetrado. Algu&amp;#233;m pode refutar: &amp;quot;Como chegar para um garoto de 10, 11, 12 anos e dizer: olha, isto aqui &amp;#233; uma camisinha; use-a quando fizer o seu troca-troca?&amp;quot;.  Quando o assunto &amp;#233; sexo, a regra de que n&amp;#227;o se deve antecipar coisa alguma cai por terra. &amp;#192;s vezes o pre&amp;#231;o que se paga por n&amp;#227;o informar e educar &amp;#233; muit&amp;#237;ssimo mais alto.&lt;p&gt;Viomundo - Como resolver esse impasse?&lt;p&gt;Carmita Abdo - Os pais precisam estar cientes de que os recursos para evitar o sexo de risco devem ser adotados desde a inicia&amp;#231;&amp;#227;o sexual. &amp;#201; melhor promover sa&amp;#250;de e engajar-se na preven&amp;#231;&amp;#227;o do que enfrentar, no futuro, as conseq&amp;#252;&amp;#234;ncias do sexo de risco. Por isso, sistematicamente, os pais t&amp;#234;m que bater na tecla da camisinha.  Ela &amp;#233; o &amp;#250;nico recurso eficaz contra gravidez e doen&amp;#231;as sexualmente transmiss&amp;#237;veis, inclusive aids.&lt;p&gt;Viomundo - Nesse caso, o que aconselharia um pai ou uma m&amp;#227;e a dizer ao filho?&lt;p&gt;Carmita Abdo - Tudo o que voc&amp;#234; faz na vida pode ser bom como ruim. Voc&amp;#234; &amp;#224;s vezes saboreia um prato excelente, mas que pode lhe fazer mal. Por isso, &amp;#233; preciso sempre se prevenir. Voc&amp;#234; n&amp;#227;o coloca uma verdura ou fruta na boca do jeito que vem da feira. Voc&amp;#234; lava antes. Esse cuidado de se proteger deve se tornar h&amp;#225;bito desde o in&amp;#237;cio da vida sexual. Voc&amp;#234; n&amp;#227;o precisa dizer para o garoto: &amp;quot;quando voc&amp;#234; fizer troca-troca, use preservativo&amp;quot;. Mas voc&amp;#234; pode dizer que em toda rela&amp;#231;&amp;#227;o sexual - seja qual for - &amp;#233; fundamental que ele use a camisinha. Pronto. N&amp;#227;o precisa entrar em detalhes.&lt;p&gt;Viomundo - E se o garoto se mostrar insatisfeito com a resposta gen&amp;#233;rica?&lt;br&gt;Carmita Abdo - Voc&amp;#234; at&amp;#233; pode aprofundar a resposta, caso o clima seja prop&amp;#237;cio e o pr&amp;#243;prio garoto queira.&lt;p&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.viomundo.com.br/blog-da-saude/troca-troca-o-que-falar-com-os-filhos.html"&gt;http://www.viomundo.com.br/blog-da-saude/troca-troca-o-que-falar-com-os-filhos.html&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-8104519845769543436?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.viomundo.com.br/blog-da-saude/troca-troca-o-que-falar-com-os-filhos.html' title='Troca-troca: O que falar com os filhos, os sobrinhos'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/8104519845769543436/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=8104519845769543436' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/8104519845769543436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/8104519845769543436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2011/06/troca-troca-o-que-falar-com-os-filhos.html' title='Troca-troca: O que falar com os filhos, os sobrinhos'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-8173758200649021417</id><published>2011-05-01T01:53:00.002+01:00</published><updated>2011-08-23T07:29:54.952+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><title type='text'>Podemos ajudar-nos... Ajudar Portugal</title><content type='html'>Ler com aten&amp;#231;&amp;#227;o e reencaminhar, por favor&lt;p&gt;Portugal afundou, somos enxovalhados diariamente por considera&amp;#231;&amp;#245;es e&lt;br&gt;coment&amp;#225;rios mais ou menos jocosos vindos de v&amp;#225;rias paragens, mas em&lt;br&gt;particular dos pa&amp;#237;ses mais ricos.&lt;p&gt;&lt;br&gt;Olham-nos como um fardo pesado incapaz de recuperar e de tra&amp;#231;ar um&lt;br&gt;rumo de desenvolvimento. N&amp;#243;s que j&amp;#225; dobr&amp;#225;mos o Cabo Bojador, tamb&amp;#233;m&lt;br&gt;seremos capazes de ultrapassar esta situa&amp;#231;&amp;#227;o dif&amp;#237;cil.&lt;p&gt;Agora, mais do que lamentar a situa&amp;#231;&amp;#227;o de fal&amp;#234;ncia a que Portugal&lt;p&gt;chegou, e mais do que procurarmos fuzilar o respons&amp;#225;vel, cabe-nos dar&lt;br&gt;a resposta ao mundo mostrando de que fibra somos feitos para podermos&lt;br&gt;recuperar a nossa auto-estima e o nosso orgulho. Vamos certamente dar&lt;br&gt;o nosso melhor para dar a volta por cima, mas h&amp;#225; atitudes simples que&lt;p&gt;podem fazer a diferen&amp;#231;a.&lt;p&gt;O desafio &amp;#233; durante tr&amp;#234;s meses s&amp;#243; comprar produtos fabricados em&lt;br&gt;Portugal. Fazer o esfor&amp;#231;o em cada acto de compra de verificar as&lt;br&gt;etiquetas e rejeitar comprar o que n&amp;#227;o tenha sido produzido em&lt;p&gt;Portugal.&lt;p&gt;Desta forma estaremos a substituir importa&amp;#231;&amp;#245;es que nos est&amp;#227;o a&lt;br&gt;arrastar para o fundo e apresentaremos resultados surpreendentes a&lt;br&gt;n&amp;#237;vel de indicadores de crescimento econ&amp;#243;mico.&lt;p&gt;Este comportamento deve ser assumido como um acto de cidadania, como&lt;p&gt;um acto de mobiliza&amp;#231;&amp;#227;o colectiva, por n&amp;#243;s, e, como resposta aos povos&lt;br&gt;do mundo que nos acham uns coitadinhos incapazes.&lt;p&gt;Passe este texto para todos os seus endere&amp;#231;os para chegarmos a todos&lt;br&gt;os portugueses.&lt;p&gt;Se a onda pegar, vamos safar-nos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-8173758200649021417?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/8173758200649021417/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=8173758200649021417' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/8173758200649021417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/8173758200649021417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2011/05/podemos-ajudar-nos-ajudar-portugal.html' title='Podemos ajudar-nos... Ajudar Portugal'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-2992414684311664816</id><published>2011-04-22T03:32:00.001+01:00</published><updated>2011-08-23T07:30:39.124+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Morte'/><title type='text'>Morte</title><content type='html'>N&amp;#243;s todos vamos morrer. E, acredite ou n&amp;#227;o, esse &amp;#233; um evento t&amp;#227;o natural quanto nascer, crescer ou ter filhos. No entanto, a id&amp;#233;ia da finitude nos enche de terror. Por qu&amp;#234;? Ser&amp;#225; que precisa ser assim? D&amp;#225; para sofrer menos?&lt;p&gt;Texto Maria Fernanda Vomero&lt;p&gt;H&amp;#225; muito tempo, no Tibete, uma mulher viu seu filho, ainda beb&amp;#234;, adoecer e morrer em seus bra&amp;#231;os, sem que ela pudesse fazer nada. Desesperada, saiu pelas ruas implorando que algu&amp;#233;m a ajudasse a encontrar um rem&amp;#233;dio que pudesse curar a morte do filho. Como ningu&amp;#233;m podia ajud&amp;#225;-la, a mulher procurou um mestre budista, colocou o corpo da crian&amp;#231;a a seus p&amp;#233;s e falou sobre a profunda tristeza que a estava abatendo. O mestre, ent&amp;#227;o, respondeu que havia, sim, uma solu&amp;#231;&amp;#227;o para a sua dor. Ela deveria voltar &amp;#224; cidade e trazer para ele uma semente de mostarda nascida em uma casa onde nunca tivesse ocorrido uma perda. A mulher partiu, exultante, em busca da semente. Foi de casa em casa. Sempre ouvindo as mesmas respostas. &amp;quot;Muita gente j&amp;#225; morreu nesta casa&amp;quot;; &amp;quot;Desculpe, j&amp;#225; houve morte em nossa fam&amp;#237;lia&amp;quot;; &amp;quot;Aqui n&amp;#243;s j&amp;#225; perdemos um beb&amp;#234; tamb&amp;#233;m.&amp;quot; Depois de percorrer a cidade inteira sem conseguir a semente de mostarda pedida pelo mestre, a mulher compreendeu a li&amp;#231;&amp;#227;o. Voltou a ele e disse: &amp;quot;O sofrimento me cegou a ponto de eu imaginar que era a &amp;#250;nica pessoa que sofria nas m&amp;#227;os da morte&amp;quot;.&lt;p&gt;A morte pode ser vista como um mist&amp;#233;rio incompreens&amp;#237;vel. Ou como um absurdo inaceit&amp;#225;vel. A morte pode at&amp;#233; ser tratada como um tabu. Mas, seja como for, aceitemos isso ou n&amp;#227;o, a morte &amp;#233; uma realidade inexor&amp;#225;vel. Por mais que queiramos nos esconder dela, deixar de existir &amp;#233; t&amp;#227;o natural quanto existir. Na verdade, a morte &amp;#233; provavelmente a &amp;#250;nica coisa certa na sua exist&amp;#234;ncia ou na minha: &amp;#233; certo que todos n&amp;#243;s vamos morrer um dia.&lt;p&gt;Pode-se aceitar a inevitabilidade da morte e olh&amp;#225;-la de frente. Ou pode-se neg&amp;#225;-la, fugir dela, imaginar que n&amp;#227;o pensar na morte possa fazer com que ela deixe de acontecer com voc&amp;#234; ou com a sua fam&amp;#237;lia. Mas todos n&amp;#243;s estamos programados para nascer, crescer e morrer - uma obviedade esquecida por boa parte da sociedade ocidental contempor&amp;#226;nea, que teima em ver a morte como um evento inesperado e injusto. Sobretudo, costumamos v&amp;#234;-la como um evento exclusivo, pessoal, que isola quem sofre uma perda de todo o resto do mundo. Mas n&amp;#227;o h&amp;#225; nada menos exclusivo do que morrer. Como est&amp;#225; expresso na f&amp;#225;bula tibetana, a morte n&amp;#227;o &amp;#233; privil&amp;#233;gio nem desgra&amp;#231;a particular de ningu&amp;#233;m. Ela chega para todos, sem exce&amp;#231;&amp;#227;o.&lt;p&gt;Mas, afinal, se a morte &amp;#233; t&amp;#227;o comum e corriqueira, por que ela nos causa tanto medo? &amp;quot;O maior desejo do homem &amp;#233; a imortalidade&amp;quot;, diz a psic&amp;#243;loga Ingrid Esslinger, da Universidade de S&amp;#227;o Paulo (USP), acostumada a atender pessoas em situa&amp;#231;&amp;#227;o de luto. &amp;quot;Por isso, muitas vezes a morte &amp;#233; considerada uma inimiga.&amp;quot; E uma advers&amp;#225;ria, que poderia ser vencida pelos avan&amp;#231;os cient&amp;#237;fico-tecnol&amp;#243;gicos do s&amp;#233;culo 20, que aumentaram a efici&amp;#234;ncia dos diagn&amp;#243;sticos, dos medicamentos, das t&amp;#233;cnicas cir&amp;#250;rgicas etc. Soa como um desprop&amp;#243;sito falar de morte a quem tem as descobertas da ci&amp;#234;ncia a seu favor. Afinal, se existem meios de prolongar a vida &amp;#250;til do ser humano, de manter-se jovem, por que pensar na finitude?&lt;p&gt;&amp;#201; um paradoxo: a valoriza&amp;#231;&amp;#227;o da vida e a ilus&amp;#227;o de eterna beleza e jovialidade trazidas pela vida moderna acabam gerando, por meio do apego a tudo isso, muito mais tristeza e sofrimento pelo fim inevit&amp;#225;vel da exist&amp;#234;ncia do que felicidade pelo mais de vida que proporcionam. O ocidente transformou a morte em tabu: ela costuma ser banida das conversas cotidianas. Tudo aquilo que possa lembr&amp;#225;-la &amp;#233; escamoteado. Os doentes morrem no hospital, longe dos olhos - e, n&amp;#227;o raro, do cora&amp;#231;&amp;#227;o - de seus amigos e parentes. E os rituais de luto s&amp;#227;o cada vez mais r&amp;#225;pidos. O medo natural que todo ser humano sente diante da pr&amp;#243;pria finitude vira p&amp;#226;nico. E mesmo a morte natural acaba virando sin&amp;#244;nimo de aniquilamento sum&amp;#225;rio. O que, no mais das vezes, n&amp;#227;o corresponde &amp;#224; realidade por se tratar simplesmente de uma vida que chegou ao fim.&lt;p&gt;Hora de ir embora&lt;p&gt;O primeiro passo para conviver melhor com a id&amp;#233;ia da morte &amp;#233; esquecer aquela imagem medieval, um tanto t&amp;#233;trica, de um esqueleto coberto com uma capa preta carregando uma foice afiada na m&amp;#227;o. Talvez uma imagem melhor para a morte seja imagin&amp;#225;-la como o fim de uma festa: voc&amp;#234; j&amp;#225; sabia que ela teria que acabar, em algum momento. E, pensando bem, talvez n&amp;#227;o seja de todo mal que a festa termine. Voc&amp;#234; ag&amp;#252;entaria dan&amp;#231;ar na pista para sempre? Por melhor que seja a m&amp;#250;sica, tem uma hora que seu corpo e sua mente pedem descanso. E a&amp;#237;, talvez, seja o momento mesmo de sair da pista, serenamente, sem traumas, e dar lugar a quem est&amp;#225; chegando &amp;#224; festa cheio de g&amp;#225;s.&lt;p&gt;O medo da morte &amp;#233; inerente ao desenvolvimento humano. Aparece na inf&amp;#226;ncia, a partir das primeiras experi&amp;#234;ncias de perda. E tem v&amp;#225;rias facetas: trata-se de um medo do desconhecido, somado ao medo da pr&amp;#243;pria extin&amp;#231;&amp;#227;o, da ruptura da teia afetiva, da solid&amp;#227;o e do sofrimento. &amp;quot;O medo da morte &amp;#233; fundador da cultura&amp;quot;, diz a socioantrop&amp;#243;loga Luce des Aulniers, respons&amp;#225;vel pela disciplina de estudos sobre a morte, da Universidade de Quebec, em Montreal, Canad&amp;#225;. &amp;quot;Esse medo funciona como piv&amp;#244; e como motor de todas as civiliza&amp;#231;&amp;#245;es. A partir do desejo de perenidade, se desenvolvem as institui&amp;#231;&amp;#245;es, as cren&amp;#231;as, as ci&amp;#234;ncias, as artes, as t&amp;#233;cnicas e mesmo as organiza&amp;#231;&amp;#245;es pol&amp;#237;ticas e econ&amp;#244;micas.&amp;quot;&lt;p&gt;Esse &amp;#233; o lado, digamos, vital da morte. &amp;quot;O medo da morte nos for&amp;#231;a a viver - a nos relacionar, a procriar, a criar, a construir coisas que nos transcendam&amp;quot;, diz a pesquisadora canadense. Na ilus&amp;#227;o da imortalidade, o ser humano acredita que suas obras sejam permanentes e garantam que ele n&amp;#227;o seja esquecido. Cada um adapta, &amp;#224; sua pr&amp;#243;pria maneira, a m&amp;#225;xima &amp;quot;plantar uma &amp;#225;rvore, escrever um livro e fazer um filho&amp;quot;. Para o nosso inconsciente, a morte nunca &amp;#233; poss&amp;#237;vel nem admiss&amp;#237;vel quando se trata de n&amp;#243;s mesmos. &amp;quot;A id&amp;#233;ia da n&amp;#227;o-exist&amp;#234;ncia provoca tal desconforto que a mente humana acaba criando alguns mecanismos de defesa para fugir dessa realidade&amp;quot;, diz o psiquiatra e psicanalista Roosevelt Smeke Cassorla, da Sociedade Brasileira de Psican&amp;#225;lise, em S&amp;#227;o Paulo. A nega&amp;#231;&amp;#227;o e a repress&amp;#227;o da id&amp;#233;ia de morte s&amp;#227;o exemplos desses artif&amp;#237;cios.&lt;p&gt;Terror ancestral&lt;p&gt;Nada disso &amp;#233; novidade. Desde os tempos mais remotos, os homens j&amp;#225; enxergavam a morte como elemento antag&amp;#244;nico &amp;#224; vida. Talvez fosse mais f&amp;#225;cil aceit&amp;#225;-la como fato natural quando ela acontecia aos borbot&amp;#245;es, quando a expectativa de vida das pessoas era de 35 anos. Mas o estranhamento e o terror sempre existiram. As pinturas nas paredes de cavernas como Lascaux e Chauvert, na Fran&amp;#231;a, revelam o inc&amp;#244;modo que a morte provocava no homem de 30 mil anos atr&amp;#225;s. Epis&amp;#243;dios alegres, como ca&amp;#231;adas, eram retratados em cores vivas. As imagens f&amp;#250;nebres, por sua vez, eram pintadas com cores escuras.&lt;p&gt;O antagonismo se mant&amp;#233;m dentro de cada um de n&amp;#243;s, no jogo constante entre Eros, o deus grego do amor, e Tanatos, o deus da morte, para usar uma imagem cunhada por Sigmund Freud, fundador da psican&amp;#225;lise. As for&amp;#231;as da vida, representadas por Eros, estimulariam o crescimento, a integra&amp;#231;&amp;#227;o, a autoprote&amp;#231;&amp;#227;o e a sobreviv&amp;#234;ncia. As for&amp;#231;as da morte, representadas por Tanatos, alimentariam os instintos destrutivos e as atitudes de auto-sabotagem, por exemplo. Da concilia&amp;#231;&amp;#227;o de todas essas for&amp;#231;as contradit&amp;#243;rias, surgiriam o equil&amp;#237;brio e o vigor emocional necess&amp;#225;rios para viver.&lt;p&gt;No entanto, o medo de morrer pode gerar um apego desmedido a elementos cotidianos e um conseq&amp;#252;ente desespero diante da possibilidade de vir a &amp;quot;perder tudo&amp;quot; com a morte - a companhia dos amigos, o carro novo, os im&amp;#243;veis, o status social, os projetos n&amp;#227;o realizados. No budismo, assim como na tradi&amp;#231;&amp;#227;o crist&amp;#227;, o desapego &amp;#233; condi&amp;#231;&amp;#227;o essencial para uma &amp;quot;boa morte&amp;quot;. &amp;quot;Normalmente assumimos que precisamos dominar alguma coisa para que ela nos traga felicidade. E nos perguntamos: como &amp;#233; poss&amp;#237;vel saborear alguma coisa se n&amp;#227;o podemos possu&amp;#237;-la?&amp;quot;, escreve Sogyal Rinpoche, em seu O Livro Tibetano do Viver e do Morrer. &amp;quot;Mas, na morte, n&amp;#227;o podemos levar nada conosco.&amp;quot; Eis aqui outro paradoxo: para viver bem, sem o tormento da id&amp;#233;ia do fim, &amp;#233; preciso cultivar um certo desapego em rela&amp;#231;&amp;#227;o &amp;#224; vida.&lt;p&gt;Em certas ordens religiosas cat&amp;#243;licas, os monges, ao se encontrarem nos corredores do mosteiro, costumam dizer uns aos outros: &amp;quot;Memento mori&amp;quot;, express&amp;#227;o latina que significa &amp;quot;lembre-se de que vai morrer&amp;quot;. A sauda&amp;#231;&amp;#227;o - que &amp;#233; o contraponto de &amp;quot;Carpe diem&amp;quot; (&amp;quot;aproveite o dia&amp;quot;) - funciona como um exerc&amp;#237;cio de aceita&amp;#231;&amp;#227;o da morte. O contr&amp;#225;rio disso &amp;#233; o culto ao ego, ao &amp;quot;pequeno eu&amp;quot; que h&amp;#225; dentro de cada um de n&amp;#243;s, manifestado na n&amp;#227;o-aceita&amp;#231;&amp;#227;o do curso natural dos acontecimentos. E que est&amp;#225; presente no indiv&amp;#237;duo que tenta se colocar acima do todo a que pertence. Na vida, quanto mais voc&amp;#234; est&amp;#225; centrado em si mesmo, mais voc&amp;#234; sofre com a aus&amp;#234;ncia de solidariedade, com a falsa id&amp;#233;ia de que est&amp;#225; desamparado. Na morte, acontece a mesma coisa. Quanto menos voc&amp;#234; compartilha a sua dor, mais insuport&amp;#225;vel ela se torna.&lt;p&gt;Morra na filosofia&lt;p&gt;Para quem busca na filosofia maneiras de lidar melhor com a morte, as reflex&amp;#245;es finais do fil&amp;#243;sofo grego S&amp;#243;crates - condenado a tomar cicuta, um veneno letal -, feitas no s&amp;#233;culo 5 a.C., representam um excelente exerc&amp;#237;cio de aceita&amp;#231;&amp;#227;o. &amp;quot;Porque morrer &amp;#233; uma ou outra destas duas coisas. Ou o morto n&amp;#227;o tem absolutamente nenhuma exist&amp;#234;ncia, nenhuma consci&amp;#234;ncia do que quer que seja. Ou, como se diz, a morte &amp;#233; precisamente uma mudan&amp;#231;a de exist&amp;#234;ncia e, para a alma, uma migra&amp;#231;&amp;#227;o deste lugar para outro&amp;quot;, afirmou S&amp;#243;crates. Para quem n&amp;#227;o acredita na continua&amp;#231;&amp;#227;o da vida, a morte &amp;#233; o nada, &amp;#233; o fim das afli&amp;#231;&amp;#245;es. E para quem acredita na continua&amp;#231;&amp;#227;o da vida, a morte &amp;#233; a passagem desta exist&amp;#234;ncia para outra melhor. De qualquer modo, a dor estaria na vida e n&amp;#227;o na morte.&lt;p&gt;A morte &amp;#233; um assunto t&amp;#227;o complexo que sequer h&amp;#225; uma concord&amp;#226;ncia entre os cientistas quanto &amp;#224; sua defini&amp;#231;&amp;#227;o. No campo filos&amp;#243;fico, essa discuss&amp;#227;o fica ainda mais sinuosa. &amp;quot;Apesar de considerarmos a morte como um evento biologicamente irrevers&amp;#237;vel, ela n&amp;#227;o pode ser determinada exclusivamente pelo crit&amp;#233;rio biol&amp;#243;gico, pois envolve tamb&amp;#233;m quest&amp;#245;es ontol&amp;#243;gicas e filos&amp;#243;ficas&amp;quot;, afirma o patologista forense Marcos de Almeida, professor de medicina legal e bio&amp;#233;tica da Universidade Federal de S&amp;#227;o Paulo. Alma e consci&amp;#234;ncia s&amp;#227;o sin&amp;#244;nimos? Existe uma alma imortal? Se sim, para onde ela vai quando morremos? Sem respostas da ci&amp;#234;ncia, o homem busca nas religi&amp;#245;es as explica&amp;#231;&amp;#245;es para a morte. Para uns, trata-se de uma passagem. Para outros, &amp;#233; uma forma de liberta&amp;#231;&amp;#227;o do sofrimento. H&amp;#225; ainda aqueles para quem morrer &amp;#233; simplesmente deixar de existir.&lt;p&gt;&amp;quot;Pesquisas demonstram que pessoas com forte grau de envolvimento religioso, independentemente da cren&amp;#231;a, geralmente t&amp;#234;m menos medo da morte&amp;quot;, afirma a psic&amp;#243;loga Maria J&amp;#250;lia Kov&amp;#225;cz, coordenadora do Laborat&amp;#243;rio de Estudos sobre a Morte da USP e autora de Morte e Desenvolvimento Humano. &amp;quot;A f&amp;#233; ajuda a superar a ansiedade em rela&amp;#231;&amp;#227;o &amp;#224; id&amp;#233;ia de finitude&amp;quot;, diz ela. Para o psicanalista Roosevelt Cassorla, &amp;quot;na religi&amp;#227;o o indiv&amp;#237;duo convive melhor com a finitude porque l&amp;#225; encontra certezas sobre por que vive, por que morre e o que acontece ap&amp;#243;s a morte&amp;quot;.&lt;p&gt;Se h&amp;#225; uma outra vida que se segue &amp;#224; morte, existiria ent&amp;#227;o uma continuidade da mente ou do esp&amp;#237;rito. &amp;quot;Viver em fun&amp;#231;&amp;#227;o dessa continuidade nos torna mais respons&amp;#225;veis pelas conseq&amp;#252;&amp;#234;ncias dos nossos atos&amp;quot;, diz a psic&amp;#243;loga Bel Cesar, do Centro de Dharma da Paz, em S&amp;#227;o Paulo, e autora de Morrer N&amp;#227;o se Improvisa. &amp;quot;O fruto apodrece, cai no ch&amp;#227;o, mas deixa a semente que dar&amp;#225; vida a outro fruto. Assim tamb&amp;#233;m conosco.&amp;quot; A vis&amp;#227;o espiritual da morte implica desapego. Afinal, &amp;#233; tamb&amp;#233;m por meio da aceita&amp;#231;&amp;#227;o da imperman&amp;#234;ncia humana que a religi&amp;#227;o ajuda a suavizar o sofrimento causado pela finitude. Por outro lado, a id&amp;#233;ia de transcend&amp;#234;ncia, do indiv&amp;#237;duo que vence a morte, paradoxalmente embute uma aspira&amp;#231;&amp;#227;o &amp;#224; perenidade, ao n&amp;#227;o admitir que o sujeito chegue a um fim.&lt;p&gt;A nega&amp;#231;&amp;#227;o do fim&lt;p&gt;Em oposi&amp;#231;&amp;#227;o &amp;#224; vis&amp;#227;o espiritualista da morte, h&amp;#225; a tradi&amp;#231;&amp;#227;o materialista ocidental, que surgiu na Antiguidade e depois foi retomada pelos fil&amp;#243;sofos do iluminismo, a partir do s&amp;#233;culo 18, para a qual a morte &amp;#233; o fim total e absoluto. Nada mais do que a interrup&amp;#231;&amp;#227;o de um processo neurofisiol&amp;#243;gico. Essa concep&amp;#231;&amp;#227;o, mais tarde lapidada pelos existencialistas, como o franc&amp;#234;s Jean-Paul Sartre, funda muito da nossa vis&amp;#227;o de que morrer &amp;#233; uma id&amp;#233;ia inconceb&amp;#237;vel com a qual &amp;#233; imposs&amp;#237;vel lidar. &amp;quot;Morrer &amp;#233; um absurdo&amp;quot;, escreveu o fil&amp;#243;sofo existencialista Arthur Schopenhauer (1788-1860). A morte n&amp;#227;o cabe na id&amp;#233;ia cartesiana de vida - para a qual tudo poderia ser medido, compreendido, planejado.&lt;p&gt;O Ocidente, em seu esfor&amp;#231;o por n&amp;#227;o admitir a morte, est&amp;#225; h&amp;#225; pelo menos 30 anos obcecado pela id&amp;#233;ia do jovem como met&amp;#225;fora de vida saud&amp;#225;vel. O envelhecimento &amp;#233; visto sempre como decrepitude - e a morte &amp;#233; vista sempre como a ep&amp;#237;tome disso. &amp;quot;H&amp;#225; uma nega&amp;#231;&amp;#227;o muito clara da finitude. Sobretudo porque os valores da sociedade de massa e de consumo s&amp;#227;o antag&amp;#244;nicos &amp;#224; id&amp;#233;ia de morte: o fetichismo da juventude eterna, os ideais de progresso, a acumula&amp;#231;&amp;#227;o de bens, a busca da imortalidade&amp;quot;, diz Olg&amp;#225;ria Feres Matos, professora do Departamento de Filosofia da USP. A sociedade ocidental vive um presente perp&amp;#233;tuo. &amp;quot;N&amp;#227;o h&amp;#225; nem a vis&amp;#227;o de um futuro nem a evoca&amp;#231;&amp;#227;o de um passado. Por isso, a morte n&amp;#227;o &amp;#233; admitida como uma experi&amp;#234;ncia humana aceit&amp;#225;vel&amp;quot;, afirma Olg&amp;#225;ria. O resultado &amp;#233; uma sociedade atormentada, que busca inutilmente a felicidade em fugas da realidade de que um dia iremos deixar de existir.&lt;p&gt;Mesmo no mundo ocidental, no entanto, sobrevivem tradi&amp;#231;&amp;#245;es que, ao festejar a morte, celebram a vida. O &amp;quot;Dia dos Mortos&amp;quot;, no M&amp;#233;xico, &amp;#233; um exemplo disso. &amp;quot;Ainda existem aldeias que desenterram os mortos nesse dia. Trata-se de um costume ind&amp;#237;gena milenar. As refei&amp;#231;&amp;#245;es s&amp;#227;o feitas no cemit&amp;#233;rio, e as crian&amp;#231;as ganham doces e bombons em forma de caveiras&amp;quot;, diz o historiador Leandro Karnal, professor de hist&amp;#243;ria da Am&amp;#233;rica na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). &amp;quot;No interior do pa&amp;#237;s, sobrevive a pr&amp;#225;tica de conversar com os mortos para coloc&amp;#225;-los a par do que aconteceu durante o ano.&amp;quot; As fam&amp;#237;lias preparam altares para seus falecidos e neles colocam os objetos que guardam uma rela&amp;#231;&amp;#227;o afetiva com o parente que se foi: livros, discos, cigarros, comidas, fotografias. Vale tudo que tenha tido algum valor para o morto.&lt;p&gt;A morte j&amp;#225; foi vista de modo mais familiar pelo Ocidente. E n&amp;#227;o faz tanto tempo. At&amp;#233; meados do s&amp;#233;culo passado, era costume morrer em casa. &amp;quot;A fam&amp;#237;lia reunia-se em volta do leito para ouvir a &amp;#250;ltima palavra daquele que estava morrendo&amp;quot;, afirma o historiador Eduardo Basto de Albuquerque, da Universidade Estadual Paulista, em Rio Claro. &amp;quot;Era um momento de despedida.&amp;quot; N&amp;#227;o se ocultava das crian&amp;#231;as a morte como se faz atualmente. O vel&amp;#243;rio tamb&amp;#233;m era, na maioria das vezes, realizado em casa - tradi&amp;#231;&amp;#227;o que sobrevive em algumas cidades do interior do Brasil. &amp;quot;Existiam comidas t&amp;#237;picas para a ocasi&amp;#227;o. Os parentes preparavam alguns pratos para receber os conhecidos que participavam do enterro. Havia, inclusive, c&amp;#226;nticos e ora&amp;#231;&amp;#245;es especiais para o momento&amp;quot;, diz Eduardo.&lt;p&gt;A expuls&amp;#227;o da morte da nossa intimidade &amp;#233; uma met&amp;#225;fora da nega&amp;#231;&amp;#227;o da finitude que operamos em nossas pr&amp;#243;prias vidas. &amp;quot;Os rituais de morte est&amp;#227;o presentes em todas as sociedades do planeta. Servem para a compreens&amp;#227;o &amp;#39;social&amp;#39; do fen&amp;#244;meno: ajudam a digerir o impacto provocado pela perda do outro e funcionam como fator de agrega&amp;#231;&amp;#227;o daquela sociedade&amp;quot;, diz o antrop&amp;#243;logo Guillermo Ruben, da Unicamp. &amp;quot;Os rituais seculares foram esvaziados de sentimentos e significado&amp;quot;, escreveu o soci&amp;#243;logo alem&amp;#227;o Nobert Elias, na arguta an&amp;#225;lise da experi&amp;#234;ncia de morte nos dias de hoje, presente em A Solid&amp;#227;o dos Moribundos. &amp;quot;O crescente tabu da civiliza&amp;#231;&amp;#227;o em rela&amp;#231;&amp;#227;o &amp;#224; express&amp;#227;o de sentimentos espont&amp;#226;neos e fortes trava suas l&amp;#237;nguas e m&amp;#227;os. E os viventes podem, de maneira semiconsciente, sentir que a morte &amp;#233; contagiosa e amea&amp;#231;adora; afastam-se involuntariamente dos moribundos&amp;quot;, afirmou.&lt;p&gt;O temor do &amp;quot;cont&amp;#225;gio&amp;quot; pela morte explica a solid&amp;#227;o e a frieza das unidades de terapia intensiva, onde, muitas vezes, os doentes terminais morrem sem a possibilidade de dizer uma &amp;#250;ltima palavra aos que amam e sem ningu&amp;#233;m que lhes ofere&amp;#231;a conforto espiritual. Claro que morrer assim d&amp;#225; muito medo. Estabelece-se a&amp;#237; um c&amp;#237;rculo vicioso: temos p&amp;#226;nico da morte porque ela parece horr&amp;#237;vel e a tornamos mais horr&amp;#237;vel do que poderia ser porque nos afastamos dela - e de quem morre.&lt;p&gt;Processo natural&lt;p&gt;No in&amp;#237;cio dos anos 70, iniciou-se um movimento de humaniza&amp;#231;&amp;#227;o da medicina, principalmente no campo do atendimento aos pacientes terminais. A enfermeira brit&amp;#226;nica Cicely Saunders inovou ao propor um atendimento multiprofissional aos portadores de c&amp;#226;ncer avan&amp;#231;ado, em locais chamados hospices. Nesses abrigos, o doente conta com os cuidados m&amp;#233;dicos e com a proximidade da fam&amp;#237;lia. Da equipe multiprofissional fazem parte tamb&amp;#233;m psic&amp;#243;logos e sacerdotes de diferentes religi&amp;#245;es, prontos a oferecer assist&amp;#234;ncia psicol&amp;#243;gica e espiritual. O &amp;quot;movimento hospice&amp;quot; incentivou a cria&amp;#231;&amp;#227;o das unidades de cuidados paliativos, que funcionam ligadas aos hospitais, e do home care, o atendimento domiciliar a pacientes terminais.&lt;p&gt;No Brasil, o pioneiro na divulga&amp;#231;&amp;#227;o dos cuidados paliativos foi o m&amp;#233;dico Marco Tullio de Assis Figueiredo, professor da Universidade Federal de S&amp;#227;o Paulo. Al&amp;#233;m de ter criado dois cursos voltados aos estudantes da &amp;#225;rea de sa&amp;#250;de - um sobre tanatologia (o estudo da morte) e outro sobre cuidados paliativos -, ele implantou uma Unidade de Cuidados Paliativos no Hospital S&amp;#227;o Paulo. &amp;quot;Os estudantes de medicina, em geral, nada aprendem, em seus cursos, sobre a morte&amp;quot;, diz ele. &amp;quot;Por isso, vemos m&amp;#233;dicos tentando manter a vida do paciente a qualquer pre&amp;#231;o, mesmo que isso implique mais sofrimento para o doente.&amp;quot; Tal pr&amp;#225;tica &amp;#233; conhecida como distan&amp;#225;sia, conceito que significa a tentativa de adiar a morte o m&amp;#225;ximo poss&amp;#237;vel e de conseguir uma sobrevida sem qualquer qualidade.&lt;p&gt;Num esfor&amp;#231;o para reaproximar o tema do cotidiano de crian&amp;#231;as, adolescentes, adultos e idosos, a equipe do Laborat&amp;#243;rio de Estudos sobre a Morte, da USP, preparou uma trilogia de v&amp;#237;deos chamada Falando de Morte. Cada epis&amp;#243;dio &amp;#233; dedicado a uma fase da vida. E a morte &amp;#233; vista como uma delas. O objetivo &amp;#233; estimular discuss&amp;#245;es sobre o assunto na escola, na fam&amp;#237;lia, nos hospitais. &amp;quot;Falar da morte &amp;#233; transform&amp;#225;-la em aliada, conselheira, em uma presen&amp;#231;a natural&amp;quot;, afirma Ingrid Esslinger, integrante da equipe.&lt;p&gt;Na filosofia oriental, existem pr&amp;#225;ticas espec&amp;#237;ficas de prepara&amp;#231;&amp;#227;o para a morte. A principal delas &amp;#233; a medita&amp;#231;&amp;#227;o, que tem o objetivo de domar a mente, a ansiedade e as emo&amp;#231;&amp;#245;es negativas sempre - mas especialmente no momento em que a pessoa se aproxima da morte. Uma das imagens utilizadas na medita&amp;#231;&amp;#227;o para caracterizar os instantes finais da exist&amp;#234;ncia &amp;#233; a de uma bela atriz sentada em frente ao espelho. O &amp;#250;ltimo espet&amp;#225;culo est&amp;#225; prestes a come&amp;#231;ar. Ela retoca a maquiagem e repassa toda a sua fala antes de pisar no palco pela &amp;#250;ltima vez. Est&amp;#225; preparada para a apresenta&amp;#231;&amp;#227;o derradeira.&lt;p&gt;Reconcilie-se com a morte. N&amp;#227;o por morbidez, n&amp;#227;o para se esquecer de viver, n&amp;#227;o porque seja bom deixar de existir. Mas simplesmente porque ela vai acontecer e n&amp;#227;o somente com voc&amp;#234; - mas com todos os que andaram, andam ou venham a andar sobre a Terra. A voc&amp;#234; e a mim, portanto, resta apenas aprender a conviver com ela. Encar&amp;#225;-la de frente, compreend&amp;#234;-la, admiti-la. Em vez de tentar escamote&amp;#225;-la, neg&amp;#225;-la, escond&amp;#234;-la debaixo do tapete. E, quem sabe, assim, sofrer menos com a visita que ela nos far&amp;#225; um dia e com os eventuais sinais da sua presen&amp;#231;a que ela j&amp;#225; tenha plantado ao nosso redor. Desejo uma excelente vida para voc&amp;#234;, caro leitor. E uma boa morte.&lt;p&gt;A Arte de Morrer - Marie de Hennezel e Jean-Yves Leloup. Editora Vozes, Petr&amp;#243;polis, 1999&lt;p&gt;A Solid&amp;#227;o dos Moribundos - Nobert Elias. Jorge Zahar Editor, Rio de Janeiro, 2001&lt;p&gt;Da Morte - Roosevelt Cassorla (org.). Papirus Editora, Campinas, 2001&lt;p&gt;Distan&amp;#225;sia - At&amp;#233; Quando Prolongar a Vida? - Leo Pessini. Edi&amp;#231;&amp;#245;es Loyola/Editora do Centro Universit&amp;#225;rio S&amp;#227;o Camilo, S&amp;#227;o Paulo, 2001&lt;p&gt;Memento Mori - Muriel Spark. Companhia das Letras, S&amp;#227;o Paulo, 2001&lt;p&gt;Morrer N&amp;#227;o se Improvisa - Bel Cesar. Editora Gaia, S&amp;#227;o Paulo, 2001&lt;p&gt;Morte e Desenvolvimento Humano - Maria J&amp;#250;lia Kov&amp;#225;cz. Casa do Psic&amp;#243;logo, S&amp;#227;o Paulo, 1992&lt;p&gt;O Livro Tibetano do Viver e do Morrer - Sogyal Rinpoche. Editora Talento, S&amp;#227;o Paulo, 1999&lt;p&gt;Reflex&amp;#245;es sobre a Vida e a Morte - Vera L&amp;#250;cia Rezende (org.). Editora da Unicamp, Campinas, 2000.&lt;p&gt;(Revista Superinteressante)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-2992414684311664816?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/2992414684311664816/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=2992414684311664816' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/2992414684311664816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/2992414684311664816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2011/04/morte.html' title='Morte'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-1016126139384777012</id><published>2011-04-10T20:28:00.002+01:00</published><updated>2011-08-23T07:31:54.944+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Piadas'/><title type='text'>Gestão de Objectivos...</title><content type='html'>Era uma vez uma aldeia onde viviam dois homens que tinham o mesmo nome:&lt;br&gt;Joaquim Gon&amp;#231;alves&lt;br&gt;Um era sacerdote e o outro, taxista.&lt;br&gt;Quis o destino que morressem no mesmo dia. Quando chegaram ao c&amp;#233;u, S&amp;#227;o&lt;br&gt;Pedro esperava-os.&lt;br&gt;- O teu nome ?&lt;br&gt;- Joaquim Gon&amp;#231;alves.&lt;br&gt;- &amp;#201;s o sacerdote ?&lt;br&gt;- N&amp;#227;o, o taxista.&lt;br&gt;S&amp;#227;o Pedro consulta as suas notas e diz:&lt;br&gt;- Bom, ganhaste o para&amp;#237;so. Levas esta t&amp;#250;nica com fios de ouro e este&lt;br&gt;ceptro de platina com incrusta&amp;#231;&amp;#245;es de rubis. Podes entrar.&lt;br&gt;- O teu nome ?&lt;br&gt;- Joaquim Gon&amp;#231;alves.&lt;br&gt;- &amp;#201;s o sacerdote ?&lt;br&gt;- Sim, sou eu mesmo.&lt;br&gt;- Muito bem, meu filho, ganhaste o para&amp;#237;so. Levas esta bata de linho e&lt;br&gt;este ceptro de ferro.&lt;br&gt;O sacerdote diz:&lt;br&gt;- Desculpe, mas deve haver engano. Eu sou o Joaquim Gon&amp;#231;alves, o sacerdote!&lt;br&gt;- Sim, meu filho, ganhaste o para&amp;#237;so. Levas esta bata de linho e...&lt;br&gt;- N&amp;#227;o pode ser! Eu conhe&amp;#231;o o outro senhor. Era taxista, vivia na minha&lt;br&gt;aldeia e era um desastre! Subia os passeios, batia com o carro todos&lt;br&gt;os dias, conduzia pessimamente e assustava as pessoas. Nunca mudou,&lt;br&gt;apesar das multas e repreens&amp;#245;es policiais. E quanto a mim, passei 75&lt;br&gt;anos pregando todos os domingos na par&amp;#243;quia. Como &amp;#233; que ele recebe a&lt;br&gt;t&amp;#250;nica com fios de ouro e eu... isto?&lt;br&gt;- N&amp;#227;o &amp;#233; nenhum engano - diz S&amp;#227;o Pedro. - Aqui no c&amp;#233;u, estamos a fazer&lt;br&gt;uma gest&amp;#227;o mais profissional, como a que voc&amp;#234;s fazem l&amp;#225; na Terra.&lt;br&gt;- N&amp;#227;o entendo!&lt;br&gt;- Eu explico. Agora orientamo-nos por objectivos !&lt;br&gt;- &amp;#201; assim: durante os &amp;#250;ltimos anos, cada vez que tu pregavas, as&lt;br&gt;pessoas dormiam. E cada vez que ele conduzia o t&amp;#225;xi, as pessoas&lt;br&gt;come&amp;#231;avam a rezar.&lt;br&gt;Resultados! Percebeste? Gest&amp;#227;o por Objectivos! O que interessa s&amp;#227;o os&lt;br&gt;resultados, a forma de l&amp;#225; chegar &amp;#233; completamente secund&amp;#225;ria...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-1016126139384777012?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/1016126139384777012/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=1016126139384777012' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/1016126139384777012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/1016126139384777012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2011/04/gestao-de-objectivos.html' title='Gestão de Objectivos...'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-2590555491214692852</id><published>2011-04-10T17:34:00.002+01:00</published><updated>2011-08-23T07:32:30.772+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><title type='text'>E se cada português consumir 100 EUR de produtos nacionais por mês?</title><content type='html'>VAMOS L&amp;#193; AJUDAR O PA&amp;#205;S!&lt;br&gt;Est&amp;#225; provado que se cada portugu&amp;#234;s consumir 100 EUR de produtos nacionais por m&amp;#234;s a economia cresce acima de todas as estimativas e ainda cria 1 posto de trabalho!&lt;br&gt;Ponham a mensagem a circular nem que seja para uma s&amp;#243; pessoa desde que circule.&lt;br&gt;Por favor, quando for ao supermercado d&amp;#234; prefer&amp;#234;ncia aos produtos de fabrico Portugu&amp;#234;s. Se n&amp;#227;o sabe quais s&amp;#227;o, verifique sempre o C&amp;#211;DIGO DE BARRAS: TODOS OS PRODUTOS PORTUGUESES COME&amp;#199;AM POR &amp;quot;560&amp;quot; NO C&amp;#211;DIGO DE BARRAS!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-2590555491214692852?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/2590555491214692852/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=2590555491214692852' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/2590555491214692852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/2590555491214692852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2011/04/e-se-cada-portugues-consumir-100-eur-de.html' title='E se cada português consumir 100 EUR de produtos nacionais por mês?'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-5574128248120238851</id><published>2011-03-30T13:48:00.002+01:00</published><updated>2011-08-23T07:42:02.015+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Arca de Noé'/><title type='text'>O dilúvio - versão portuga</title><content type='html'>Um dia, o Senhor chamou Noé da Silva e ordenou-lhe:
&lt;br&gt;- "Dentro de seis meses, farei chover ininterruptamente durante 40 dias e 40 noites, até que todo o Portugal seja coberto pelas águas. Os maus serão destruídos, mas quero salvar os justos e um casal de cada espécie animal. Vai e constrói uma arca de madeira". No tempo certo, os trovões darão o aviso e os relâmpagos cruzarão o céu.
&lt;br&gt;Noé da Silva chorava, ajoelhado no quintal de sua casa, quando ouviu a voz do Senhor soar, furiosa, entre as nuvens:
&lt;br&gt;- "Onde está a arca, Noé?"
&lt;br&gt;- "Perdoe-me, Senhor" - suplicou o homem. ""Fiz o que pude, mas encontrei dificuldades imensas. Primeiro tentei obter uma licença da Câmara Municipal, mas para isto, além das altas taxas para obter o alvará, pediram-me ainda uma contribuição para a campanha da reeleição dos Presidentes de Câmaras. Como precisava de dinheiro, fui aos bancos e não consegui empréstimos, mesmo aceitando aquelas taxas de juros. Afinal, nem teriam mesmo como me cobrar depois do dilúvio. Depois veio o Corpo de Bombeiros exigiu um sistema de prevenção de incêndio e alguma ajuda para a compra de uns Helicópteros, mas consegui contornar, subornando um funcionário. Começaram então os problemas com a extracção da madeira, nas áreas ardidas. Eu disse que eram ordens "Suas" mas eles só queriam saber se eu tinha "projecto de reflorestamento" e um tal "plano de manejo". Neste meio tempo, a Quercus, descobriu também uns casais de animais guardados em meu quintal. Além da pesada multa, o fiscal falou em "prisão inafiançável" e acabei por ter que matar o fiscal, pois para este crime a lei é mais branda. Quando resolvi começar a obra na raça, apareceu a Fiscalização que me multou porque eu não tinha um engenheiro naval responsável pela construção. Depois, apareceu o Sindicato a exigir que eu contratasse os seus marceneiros que ficaram desempregados com este Governo e com garantia de emprego por um ano. Vieram em seguida as Finanças, acusando-me em "sinais exteriores de riqueza" e também me multou. Finalmente, quando a Secretaria do Ambiente pediu o "Relatório de Impacto Ambiental" sobre a zona a ser inundada, mostrei o mapa de Portugal. Aí quiseram internar-me num hospital psiquiátrico!""
&lt;br&gt;Noé da Silva terminou o relato a chorar mas notou que o céu clareava.
&lt;br&gt;- "Senhor, então não vais mais destruir Portugal?"
&lt;br&gt;- "Não!" - respondeu a voz entre as nuvens - "Pelo que ouvi de ti, Noé, cheguei tarde! Alguém já se encarregou de fazer isso!" - AFUNDAR O TEU PAÍS.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-5574128248120238851?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/5574128248120238851/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=5574128248120238851' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/5574128248120238851'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/5574128248120238851'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2011/03/o-diluvio-versao-portuga.html' title='O dilúvio - versão portuga'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-1430691964662931443</id><published>2011-03-24T16:39:00.001Z</published><updated>2011-08-23T07:44:30.696+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><title type='text'>Adoro comentários cheios de charme!!!</title><content type='html'>Indo eu, Indo eu, &amp;#224; procura de not&amp;#237;cias, encontrei um coment&amp;#225;rio no jornal expresso que exemplifica bem o que vai acontecer quando este governo estiver no desemprego. Ora vejam:&lt;br&gt; &lt;br&gt; &lt;br&gt;&amp;quot;A horas de ca&amp;#237;rem redondos no ch&amp;#227;o da Assembleia da Rep&amp;#250;blica o Governo &amp;#224; Rasca j&amp;#225; procura novos horizontes profissionais: &lt;br&gt;Jos&amp;#233; S&amp;#243;crates vai vender &amp;quot;Magalh&amp;#227;es&amp;quot; de porta em porta ou desenhar galinheiros na Guarda; &lt;br&gt;Lu&amp;#237;s Amado vai recolher-se na tenda do Kadhafi junto aos camelos mais fi&amp;#233;is; &lt;br&gt;Teixeira dos Santos inscreve-se nas Novas Oportunidades para aprender a tabuada; &lt;br&gt;Silva Pereira vai fazer um casting para Os Morangos Com A&amp;#231;&amp;#250;car; &lt;br&gt;Santos Silva fica como marinheiro a dias no submarino do Portas; &lt;br&gt;Rui Pereira vai tirar um curso de seguran&amp;#231;a na Prosegur e ser colocado na Cova da Moura;; &lt;br&gt;Alberto Martins volta a cantar o fado &amp;quot;Governo tem mais encanto na hora da despedida&amp;quot; em Coimbra; &lt;br&gt;Vieira da Silva passa a recibos verdes como porteiro da sede do PS no Largo do Rato; &lt;br&gt;Ant&amp;#243;nio Serrano vai dedicar-se &amp;#224; pesca &amp;#224; linha e semear nabos ao fim-de-semana; &lt;br&gt;Ant&amp;#243;nio Mendon&amp;#231;a inscreveu-se para pica-bilhetes no TGV; &lt;br&gt;Dulce P&amp;#225;ssaro vai voar n&amp;#227;o se sabe para que ambiente; &lt;br&gt;Helena Andr&amp;#233; mant&amp;#233;m a sua especialidade: o desemprego; &lt;br&gt;Ana Jorge fica no centro de sa&amp;#250;de para deixar o Vara passar &amp;#224; frente da bicha; &lt;br&gt;Isabel Al&amp;#231;ada vai devolver o &amp;quot;P&amp;quot; ao EGITO; &lt;br&gt;Mariano Gago &amp;#233;...&amp;#233;...&amp;#233;... volunt&amp;#225;rio para colonizar Marte no programa da NASA; &lt;br&gt;Gabriela Canavilhas aproveita a experi&amp;#234;ncia em piano para teclar num call-center; &lt;br&gt;Jorge Lac&amp;#227;o foi sempre pol&amp;#237;tico e n&amp;#227;o sabe fazer nada...vai engrossar a lista dos subs&amp;#237;diodependentes. &lt;br&gt;FIM &lt;br&gt;&lt;a href="http://www.trokatintasnews.blogspot.com"&gt;www.trokatintasnews.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-1430691964662931443?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/1430691964662931443/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=1430691964662931443' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/1430691964662931443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/1430691964662931443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2011/03/adoro-comentarios-cheios-de-charme.html' title='Adoro comentários cheios de charme!!!'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-8775904823285097930</id><published>2011-03-23T22:35:00.001Z</published><updated>2011-08-23T07:45:15.936+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><title type='text'>Geração à rasca ou mal habituada?</title><content type='html'>&lt;DIV&gt; &lt;DIV class=gmail_quote&gt; &lt;DIV&gt; &lt;DIV class=h5&gt; &lt;DIV class=gmail_quote&gt; &lt;DIV&gt; &lt;DIV&gt; &lt;DIV class=gmail_quote&gt; &lt;DIV&gt; &lt;DIV&gt; &lt;DIV class=gmail_quote&gt; &lt;DIV&gt; &lt;DIV&gt; &lt;DIV class=gmail_quote&gt; &lt;DIV&gt; &lt;DIV&gt; &lt;DIV class=gmail_quote&gt; &lt;DIV&gt; &lt;DIV&gt; &lt;DIV class=gmail_quote&gt; &lt;DIV&gt; &lt;DIV&gt; &lt;DIV class=gmail_quote&gt; &lt;DIV class=gmail_quote&gt; &lt;DIV dir=ltr text="#000000" bgcolor="#ffffff"&gt; &lt;DIV dir=ltr&gt; &lt;DIV style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: rgb(0,0,255); FONT-FAMILY: 'Arial Black'"&gt; &lt;DIV&gt; &lt;DIV&gt; &lt;DIV&gt; &lt;DIV&gt; &lt;DIV&gt; &lt;DIV&gt; &lt;DIV&gt; &lt;DIV&gt; &lt;DIV&gt; &lt;DIV&gt; &lt;DIV&gt; &lt;DIV  style="BORDER-RIGHT: medium none; PADDING-RIGHT: 0cm; BORDER-TOP: rgb(181,196,223) 1pt solid; PADDING-LEFT: 0cm; PADDING-BOTTOM: 0cm; BORDER-LEFT: medium none; PADDING-TOP: 3pt; BORDER-BOTTOM: medium none"&gt; &lt;P class=MsoNormal style="MARGIN-BOTTOM: 12pt"&gt;A geração dos meus pais não foi  uma geração à rasca.&lt;FONT face=Calibri color=black&gt;&lt;SPAN  style="COLOR: black; FONT-FAMILY: calibri"&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt; &lt;DIV style="MARGIN-BOTTOM: 9pt"&gt; &lt;P style="LINE-HEIGHT: 19.2pt"&gt;&lt;FONT face="Times New Roman" color=#060708  size=2&gt;&lt;SPAN style="FONT-SIZE: 10.5pt; COLOR: rgb(6,7,8)"&gt; &lt;DIV&gt;Foi uma geração com capacidade para se desenrascar.&lt;BR&gt;Numa terriola do  Minho as condições de vida não eram as melhores.&lt;BR&gt;Mas o meu pai António não  ficou de braços cruzados à espera do Estado ou de quem quer que fosse para se  desenrascar.&lt;BR&gt;Veio para Lisboa, aos 14 anos, onde um seu irmão, um pouco mais  velho, o Artur, já se encontrava.&lt;BR&gt;Mais tarde veio o Joaquim, o irmão mais  novo.&lt;BR&gt;Apenas sabendo tratar da terra e do pastoreio, perdidos na grande e  desconhecida Lisboa, lançaram-se à vida.&lt;BR&gt;&lt;B&gt;&lt;B&gt;&lt;FONT  face="Times New&amp;#13;&amp;#10;                                          Roman"&gt;Porque  recusaram ser uma geração à rasca fizeram uma coisa muito  simples.&lt;/FONT&gt;&lt;/B&gt;&lt;/B&gt;&lt;B&gt;&lt;SPAN style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;BR&gt;&lt;B&gt;&lt;B&gt;&lt;FONT  face="Times New&amp;#13;&amp;#10;                                              Roman"&gt;Foram  trabalhar.&lt;/FONT&gt;&lt;/B&gt;&lt;/B&gt;&lt;BR&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/B&gt;&lt;BR&gt;Não havia condições para fazerem o  que sabiam e gostavam.&lt;BR&gt;Não ficaram à espera.&lt;BR&gt;Foram taberneiros.&lt;BR&gt;Foram  carvoeiros.&lt;BR&gt;&lt;/DIV&gt;Fizeram milhares de bolas de carvão e serviram milhares de  copos de vinho ao balcão.  &lt;DIV&gt;&lt;BR&gt;Foram simples empregados de tasca.&lt;BR&gt;Mas pouparam.&lt;BR&gt;E quando surgiu  a oportunidade estabeleceram-se como comerciantes no ramo.&lt;BR&gt;&lt;B&gt;&lt;B&gt;&lt;FONT  face="Times New&amp;#13;&amp;#10;                                          Roman"&gt;Cada  um à sua maneira foram-se desenrascando&lt;/FONT&gt;&lt;/B&gt;&lt;/B&gt;.&lt;BR&gt;Porque sempre  assumiram as suas vidas pelas suas próprias mãos.&lt;BR&gt;Porque sempre acreditaram  neles próprios.&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;E nós, eu e os meus primos, nunca passámos por  necessidades básicas.&lt;BR&gt;&lt;/DIV&gt;Nós, eu e os meus primos, sempre tivemos a  possibilidade de acesso ao ensino e à formação como ferramentas para o futuro.  &lt;DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;BR&gt;Uns aproveitaram melhor, outros nem tanto, mas todos tiveram as  condições que necessitaram.&lt;BR&gt;E é este o exemplo de vida que, ainda hoje, com  60 anos, me norteia e me conduz.&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Salvaguardadas as diferenças dos tempos  mantenho este espírito.&lt;BR&gt;&lt;B&gt;&lt;B&gt;&lt;FONT  face="Times New&amp;#13;&amp;#10;                                          Roman"&gt;Não  preciso das ajudas do Estado&lt;/FONT&gt;&lt;/B&gt;&lt;/B&gt;.&lt;BR&gt;&lt;B&gt;&lt;B&gt;&lt;FONT  face="Times New&amp;#13;&amp;#10;                                          Roman"&gt;Porque  o meu pai e tios também não precisaram e desenrascaram-se&lt;/FONT&gt;&lt;/B&gt;&lt;/B&gt;.&lt;BR&gt;Não  preciso das ajudas da família que também têm as suas próprias vidas.&lt;BR&gt;Não  preciso das ajudas dos vizinhos e amigos.&lt;BR&gt;Porque o meu pai e tios também não  precisaram e desenrascaram-se.&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;B&gt;&lt;B&gt;&lt;FONT  face="Times New&amp;#13;&amp;#10;                                          Roman"&gt;Preciso  de mim.&lt;/FONT&gt;&lt;/B&gt;&lt;/B&gt;&lt;B&gt;&lt;SPAN style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;BR&gt;&lt;B&gt;&lt;B&gt;&lt;FONT  face="Times New&amp;#13;&amp;#10;                                              Roman"&gt;Só  de mim.&lt;/FONT&gt;&lt;/B&gt;&lt;/B&gt;&lt;BR&gt;&lt;B&gt;&lt;B&gt;&lt;FONT  face="Times New&amp;#13;&amp;#10;                                              Roman"&gt;E,  por isso, não sou, nunca fui, de qualquer geração à  rasca.&lt;/FONT&gt;&lt;/B&gt;&lt;/B&gt;&lt;BR&gt;&lt;B&gt;&lt;B&gt;&lt;FONT  face="Times New&amp;#13;&amp;#10;                                              Roman"&gt;Porque  me desenrasco.&lt;/FONT&gt;&lt;/B&gt;&lt;/B&gt;&lt;BR&gt;&lt;B&gt;&lt;B&gt;&lt;FONT  face="Times New&amp;#13;&amp;#10;                                              Roman"&gt;Porque  sempre me desenrasquei.&lt;/FONT&gt;&lt;/B&gt;&lt;/B&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/B&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;O mal desta  auto-intitulada geração à rasca é a incapacidade que revelam.&lt;BR&gt;&lt;B&gt;&lt;B&gt;&lt;FONT  face="Times New&amp;#13;&amp;#10;                                          Roman"&gt;Habituados,  mal habituados, a terem tudo de mão beijada&lt;/FONT&gt;&lt;/B&gt;&lt;/B&gt;.&lt;BR&gt;Habituados, mal  habituados, a não precisarem de lutar por nada porque tudo lhes foi sendo  oferecido.&lt;BR&gt;Habituados, mal habituados, a pensarem que lhes bastaria um canudo  de um qualquer curso dito superior para terem garantida a eterna e fácil  prosperidade.&lt;BR&gt;Sentem-se desiludidos.&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;B&gt;&lt;B&gt;&lt;FONT  face="Times New&amp;#13;&amp;#10;                                          Roman"&gt;E a  culpa desta desilusão é dos "papás" que os convenceram que a vida é um mar de  rosas.&lt;/FONT&gt;&lt;/B&gt;&lt;/B&gt;&lt;B&gt;&lt;SPAN style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;BR&gt;&lt;B&gt;&lt;B&gt;&lt;FONT  face="Times New&amp;#13;&amp;#10;                                              Roman"&gt;Mas  não é&lt;/FONT&gt;&lt;/B&gt;&lt;/B&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/B&gt;.&lt;BR&gt;É altura de aprenderem a ser humildes.&lt;BR&gt;É  altura de fazerem opções.&lt;BR&gt;Podem ser "encanudados" de qualquer curso mas não  encontram emprego "digno".&lt;BR&gt;Podem ser "encanudados" de qualquer curso mas não  conseguem ganhar o dinheiro que possa sustentar, de imediato, a vida que os  acostumaram a pensar ser facilmente conseguida.&lt;BR&gt;Experimentem dar tempo ao  tempo, e entretanto, deitem a mão a qualquer coisa.&lt;BR&gt;&lt;B&gt;&lt;B&gt;&lt;FONT  face="Times New&amp;#13;&amp;#10;                                          Roman"&gt;Mexam-se.&lt;/FONT&gt;&lt;/B&gt;&lt;/B&gt;&lt;B&gt;&lt;SPAN  style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;BR&gt;&lt;B&gt;&lt;B&gt;&lt;FONT  face="Times New&amp;#13;&amp;#10;                                              Roman"&gt;Trabalhem&lt;/FONT&gt;&lt;/B&gt;&lt;/B&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/B&gt;.&lt;BR&gt;Ganhem  dinheiro.&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Na loja do Shopping.&lt;BR&gt;Porque não ?&lt;BR&gt;Aaaahhh porque é  Doutor...&lt;BR&gt;Doutor em loja de Shopping não dá status social.&lt;BR&gt;Pois  não.&lt;BR&gt;Mas dá algum dinheiro.&lt;BR&gt;E logo chegará o tempo em que irão encontrar o  tal e ambicionado emprego "digno".&lt;BR&gt;O tal que dá status.&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;O meu pai e  tios fizeram bolas de carvão e venderam copos de vinho.&lt;BR&gt;Eu, que sou  Informático, System Engineer, em alturas de aperto, vendi bolos, calças de  ganga, trabalhei em cafés, etc.&lt;BR&gt;E garanto-vos que sou hoje muito melhor e  mais reconhecido socialmente do que se sempre tivesse tido a papinha toda  feita.&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;B&gt;&lt;B&gt;&lt;FONT  face="Times New&amp;#13;&amp;#10;                                          Roman"&gt;Geração  à rasca ?&lt;/FONT&gt;&lt;/B&gt;&lt;/B&gt;&lt;B&gt;&lt;SPAN style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;BR&gt;&lt;B&gt;&lt;B&gt;&lt;FONT  face="Times New&amp;#13;&amp;#10;                                              Roman"&gt;Vão  trabalhar que isso passa&lt;/FONT&gt;&lt;/B&gt;&lt;/B&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/B&gt;.&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;B&gt;&lt;B&gt;&lt;FONT  face="Times New&amp;#13;&amp;#10;                                          Roman"&gt;À  rasca, mesmo à rasca, também já tenho estado.&lt;/FONT&gt;&lt;/B&gt;&lt;/B&gt;&lt;B&gt;&lt;SPAN  style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;BR&gt;&lt;B&gt;&lt;B&gt;&lt;FONT  face="Times New&amp;#13;&amp;#10;                                              Roman"&gt;Mas  vou à casa de banho e  passa-me.&lt;/FONT&gt;&lt;/B&gt;&lt;/B&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/B&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;FONT face=Calibri  color=black&gt;&lt;SPAN style="COLOR: black; FONT-FAMILY: calibri"&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/FONT&gt; &lt;P&gt;&lt;/P&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt; &lt;DIV&gt; &lt;DIV&gt; &lt;P style="LINE-HEIGHT: 16.8pt"&gt;&lt;FONT  face="Times New&amp;#13;&amp;#10;                                    Roman"  color=#666666 size=1&gt;&lt;SPAN  style="FONT-SIZE: 8.5pt; TEXT-TRANSFORM: uppercase; COLOR: rgb(102,102,102); LETTER-SPACING: 1.2pt"&gt;PUBLICADA  POR JOÃO BARBOSA EM &lt;/SPAN&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;FONT face=Calibri color=#666666 size=1&gt;&lt;SPAN  style="FONT-SIZE: 8.5pt; TEXT-TRANSFORM: uppercase; COLOR: rgb(102,102,102); FONT-FAMILY: calibri; LETTER-SPACING: 1.2pt"&gt;&lt;A  title="permanent&amp;#13;&amp;#10;                                        link"  href="http://opinioesdojb.blogspot.com/2011/03/geracao-rasca-ou-geracao-mal-habituada.html"  target=_blank&gt;&lt;FONT color=#003366&gt;&lt;SPAN  style="COLOR: rgb(0,51,102); TEXT-DECORATION: none"&gt;04:23&lt;/SPAN&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/A&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-8775904823285097930?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/8775904823285097930/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=8775904823285097930' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/8775904823285097930'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/8775904823285097930'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2011/03/geracao-rasca-ou-mal-habituada.html' title='Geração à rasca ou mal habituada?'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-22174004872643596</id><published>2011-03-14T14:00:00.002Z</published><updated>2011-03-14T23:46:37.595Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Matemática'/><title type='text'>O que é o número p (pi)?</title><content type='html'>O n&amp;#250;mero pi (representado habitualmente pela letra grega p ) &amp;#233; o irracional mais famoso da hist&amp;#243;ria, com o qual se representa a raz&amp;#227;o constante entre o per&amp;#237;metro de qualquer circunfer&amp;#234;ncia e o seu di&amp;#226;metro . &lt;br&gt;Se pensarmos que ao dar a volta &amp;#224; Lua seguindo um dos seus c&amp;#237;rculos m&amp;#225;ximos, percorremos aproximadamente 10920 Km e se dividirmos este valor pelo di&amp;#226;metro da Lua que &amp;#233; 3476 Km iremos verificar que esta raz&amp;#227;o &amp;#233; de 3,14154200., este n&amp;#250;mero &amp;#233;-nos familiar, &amp;#233; aproximadamente 3,14.&lt;br&gt;Na realidade, como n&amp;#250;mero irracional, pi &amp;#233; expresso por uma dizima infinita n&amp;#227;o peri&amp;#243;dica, que nos dias de hoje com a ajuda dos computadores j&amp;#225; &amp;#233; possivel determinar com centenas de milh&amp;#245;es de casas decimais.&lt;br&gt;Aqui apresentamos o valor de Pi com 10 mil casas decimais:&lt;br&gt;3.1415926535897932384626433832795028841971693993751058209749445923078164062862&lt;BR&gt;
089986280348253421170679821480865132823066470938446095505822317253594081284811&lt;BR&gt;
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60010165525637568&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-22174004872643596?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.educ.fc.ul.pt/icm/icm99/icm17/pi.htm' title='O que é o número p (pi)?'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/22174004872643596/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=22174004872643596' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/22174004872643596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/22174004872643596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2009/08/o-que-e-o-numero-p-pi.html' title='O que é o número p (pi)?'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-6079608016052729318</id><published>2011-03-14T13:59:00.001Z</published><updated>2011-03-14T21:35:28.582Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Matemática'/><title type='text'>14 de Março, Dia do PI</title><content type='html'>Comemora&amp;#231;&amp;#227;o que pretende promover junto ao p&amp;#250;blico em geral o gosto pela matem&amp;#225;tica, cujo auge das comemora&amp;#231;&amp;#245;es acontece &amp;#224; 1:59 da tarde nos Estados Unidos [porque 3,14159 (formato norte-americano de escrever datas) = p arredondado at&amp;#233; a 5&amp;#170; casa decimal], mas Se arredondarmos p para a s&amp;#233;tima casa decimal, teremos 3,1415926, fazendo da 1:59:26 do dia 14 de mar&amp;#231;o o Segundo momento do Pi [existe uma discuss&amp;#227;o a respeito: para alguns o Segundo momento do Pi foi em 14 de mar&amp;#231;o de 1592, &amp;#224;s 6:53:58], festejado com tortas, pois Em ingl&amp;#234;s, o nome da constante [pi] e a palavra torta [pie] t&amp;#234;m pron&amp;#250;ncia id&amp;#234;ntica ou com quaisquer pratos preparados em forma redonda, porque a constante tem &amp;#237;ntima rela&amp;#231;&amp;#227;o com as medidas do c&amp;#237;rculo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-6079608016052729318?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/6079608016052729318/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=6079608016052729318' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/6079608016052729318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/6079608016052729318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2011/03/14-de-marco-dia-do-pi.html' title='14 de Março, Dia do PI'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-5132961166819279320</id><published>2011-02-25T07:42:00.000Z</published><updated>2011-02-25T07:43:14.624Z</updated><title type='text'>A ética é exclusividade humana?</title><content type='html'>Este texto extra&amp;#237;do de &amp;quot;Sombras de Antepassados&lt;br&gt;Esquecidos&amp;quot; (Carl Sagan e Ann Druyan) nos faz&lt;br&gt;refletir sobre o assunto.&lt;p&gt;===&lt;p&gt;&amp;quot;Nos anais da &amp;#233;tica dos primatas existem relatos&lt;br&gt;que mais parecem par&amp;#225;bolas. Considere, por exemplo,&lt;br&gt;os Macaco mulatta. Tamb&amp;#233;m conhecidos por macacos-rhesus,&lt;br&gt;vivem em grupos de primos estritamente fechados. Visto&lt;br&gt;que o macaco-rhesus que voc&amp;#234; salva tem, estatisticamente,&lt;br&gt;grandes possibilidades de partilhar muitos dos seus&lt;br&gt;genes (partindo do princ&amp;#237;pio de que voc&amp;#234; &amp;#233; outro&lt;br&gt;macaco-rhesus), justifica-se, portanto, que corra&lt;br&gt;riscos para o salvar e n&amp;#227;o ser&amp;#225; necess&amp;#225;ria uma descri&amp;#231;&amp;#227;o&lt;br&gt;pormenorizada dos graus de consanguinidade. Numa&lt;br&gt;experi&amp;#234;ncia laboratorial os macacos-rhesus s&amp;#243; recebiam&lt;br&gt;alimentos se puxassem uma corrente e, com isso,&lt;br&gt;aplicassem um choque el&amp;#233;trico a um macaco-rhesus de&lt;br&gt;outra fam&amp;#237;lia, cujo sofrimento podiam observar atrav&amp;#233;s&lt;br&gt;de um vidro espelhado. Se n&amp;#227;o o fizessem, passavam&lt;br&gt;fome. Depois de perceberem como a coisa funcionava, os&lt;br&gt;macacos recusavam-se muitas vezes a puxar a corrente;&lt;br&gt;numa sess&amp;#227;o apenas 13% o fizeram - 87% preferiram ficar&lt;br&gt;com fome. Um deles passou quase duas semanas sem comer,&lt;br&gt;preferindo isso a fazer mal ao companheiro. Os que&lt;br&gt;tinham, eles pr&amp;#243;prios, levado choques em experi&amp;#234;ncias&lt;br&gt;anteriores ainda se mostraram mais renitentes em puxar&lt;br&gt;a corrente. O respectivo estatuto social ou o sexo dos&lt;br&gt;macacos-rhesus pouco significado tiveram na sua relut&amp;#226;ncia&lt;br&gt;em fazerem mal a outros.&lt;p&gt;===&lt;p&gt;Se nos pedissem para escolhermos entre os cientistas&lt;br&gt;humanos que propuseram aos macacos este acordo faustino&lt;br&gt;e os pr&amp;#243;prios macacos - que passaram fome s&amp;#243; para n&amp;#227;o&lt;br&gt;provocarem sofrimento a outros -, as nossas simpatias&lt;br&gt;de ordem moral n&amp;#227;o recairiam sobre os cientistas. As&lt;br&gt;suas experi&amp;#234;ncias permitem-nos, no entanto, vislumbrar&lt;br&gt;em seres n&amp;#227;o humanos uma voluntariedade ang&amp;#233;lica para&lt;br&gt;fazer sacrif&amp;#237;cios com vista a salvar outros - mesmo que&lt;br&gt;esses outros n&amp;#227;o sejam parentes pr&amp;#243;ximos. Pelos padr&amp;#245;es&lt;br&gt;humanos convencionais, estes macacos-rhesus - que nunca&lt;br&gt;foram &amp;#224; catequese, nunca ouviram falar dos dez mandamentos,&lt;br&gt;nunca assistiram, enfadados, a uma &amp;#250;nica aula de educa&amp;#231;&amp;#227;o&lt;br&gt;c&amp;#237;vica na escola preparat&amp;#243;ria - parecem exemplares no&lt;br&gt;seus fundamentos morais e corajosa resist&amp;#234;ncia contra&lt;br&gt;o mal. Entre os macacos-rhesus, pelo menos neste caso,&lt;br&gt;o hero&amp;#237;smo &amp;#233; a norma. Se a situa&amp;#231;&amp;#227;o se invertesse e a&lt;br&gt;prisioneiros humanos fosse proposto o mesmo acordo por&lt;br&gt;macacos-rhesus cientistas, far&amp;#237;amos n&amp;#243;s a mesma coisa?&lt;br&gt;Na hist&amp;#243;ria da humanidade h&amp;#225; alguns seres sublimes cuja&lt;br&gt;mem&amp;#243;ria veneramos por, conscientemente, se terem&lt;br&gt;sacrificado por outros, mas por cada um deles h&amp;#225; uma&lt;br&gt;imensidade de outros que nada fizeram. N&amp;#227;o ter&amp;#237;amos&lt;br&gt;uma vis&amp;#227;o mais otimista do futuro da humanidade se&lt;br&gt;tiv&amp;#233;ssemos a certeza de que os nossos padr&amp;#245;es morais estavam &amp;#224; altura dos deles?&amp;quot;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-5132961166819279320?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/5132961166819279320/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=5132961166819279320' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/5132961166819279320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/5132961166819279320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2011/02/etica-e-exclusividade-humana.html' title='A ética é exclusividade humana?'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-2333431167426581313</id><published>2011-02-18T04:33:00.002Z</published><updated>2011-02-18T04:48:37.667Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Para refletir'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Piadas'/><title type='text'>O  DIRECTOR</title><content type='html'>Uma  Empresa entendeu que  estava no momento de  mudar o estilo de  gest&amp;#227;o e contratou  um novo director geral. Este  veio determinado a agitar  as bases e tornar  a Empresa mais produtiva.&lt;br&gt;No  primeiro dia, acompanhado  dos dois principais  assessores, fez uma  inspec&amp;#231;&amp;#227;o geral &amp;#224;  empresa.&lt;br&gt;No  armaz&amp;#233;m todos estavam  a trabalhar, mas um  rapaz novo estava encostado  na parede com as  m&amp;#227;os nos bolsos.&lt;br&gt;Vendo  uma boa oportunidade  de demonstrar a sua  filosofia de trabalho,  o director perguntou  ao rapaz:&lt;br&gt;- Quanto  &amp;#233; que voc&amp;#234; ganha  por m&amp;#234;s ?&lt;br&gt;- Trezentos  euros, porqu&amp;#234; ? - Respondeu  o rapaz sem saber  o que se tratava.&lt;br&gt;O administrador tirou 300,00 euros do bolso e deu ao rapaz, dizendo :&lt;br&gt;- Aqui est&amp;#225; o seu sal&amp;#225;rio do m&amp;#234;s. Agora  desapare&amp;#231;a e n&amp;#227;o volte  nunca mais !!!&lt;br&gt;O rapaz guardou o dinheiro e saiu conforme as ordens recebidas.&lt;br&gt;O gerente ent&amp;#227;o, enchendo o peito, pergunta a um grupo de oper&amp;#225;rios :&lt;br&gt;- Algum de voc&amp;#234;s sabe o que este tipo fazia aqui ?&lt;br&gt;- Sim  senhor - Responderam  at&amp;#244;nitos os oper&amp;#225;rios. - Veio  entregar Pizzas.&lt;p&gt;&amp;quot;Existem pessoas que desejam tanto mandar, que se esquecem de pensar&amp;quot;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-2333431167426581313?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/2333431167426581313/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=2333431167426581313' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/2333431167426581313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/2333431167426581313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2011/02/o-director.html' title='O  DIRECTOR'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-6002680032545761846</id><published>2011-02-11T10:40:00.002Z</published><updated>2011-02-11T10:43:28.680Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Piadas'/><title type='text'>Sinais de loucura...</title><content type='html'>TU SABES QUE ESTÁS A FICAR LOUCO NO SÉCULO XXI QUANDO:
&lt;p&gt;1. Envias um e-mail ou usas o Messenger para conversar com a pessoa que trabalha na mesa ao teu lado;
&lt;p&gt;2. Usas o telemóvel na garagem de casa para pedir a alguém que te ajude a levar as compras;
&lt;p&gt;3. Esquecendo o telemóvel em casa (coisa que não tinhas há 10 anos atrás), ficas apavorado e voltas para buscá-lo;
&lt;p&gt;4. Levantas-te pela manhã e quase que ligas o computador antes de tomar o café;
&lt;p&gt;5. Conheces o significado de tb, qd, cmg, mm, dps, k, ..;
&lt;p&gt;6. Não sabes o preço de um envelope comum;
&lt;p&gt;7. A maioria das piadas que conheces, recebeste por e-mail (e ainda por cima ris sozinho...);
&lt;p&gt;8. Dizes o nome da tua empresa quando atendes ao telefone em tua própria casa (ou até mesmo o telemóvel!!);
&lt;p&gt;Digitas o '0' para telefonar de tua casa;
&lt;p&gt;10. Vais para o trabalho quando está a amanhecer, voltas para casa quando anoitece;
&lt;p&gt;11. Quando o teu computador para de funcionar, parece que foi o teu coração que parou;
&lt;p&gt;11. Estás a ler esta lista e a concordar com a cabeça e sorrir;
&lt;p&gt;12. Estás a concordar tão interessado na leitura que nem reparaste que a lista não tem o número 9;
&lt;p&gt;13. Retornaste à lista para verificar se era verdade que faltava o número 9 e nem viste que há dois números 11;
&lt;p&gt;14. E AGORA ESTÁS A RIR DE TI MESMO!!!
&lt;p&gt;15. Já estás a pensar para quem vais enviar esta mensagem;
&lt;p&gt;16. Provavelmente agora vais clicar no botão 'Reencaminhar'... É a vida... foi o que eu fiz também...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-6002680032545761846?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/6002680032545761846/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=6002680032545761846' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/6002680032545761846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/6002680032545761846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2011/02/sinais-de-loucura.html' title='Sinais de loucura...'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-8141886061376247248</id><published>2011-02-10T02:06:00.002Z</published><updated>2011-02-10T08:14:43.663Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Piadas'/><title type='text'>Mulher não gasta, investe!!!</title><content type='html'>Uma mulher passeava de carro e ao parar no sem&amp;#225;foro foi abordada por uma mendiga, muito suja, de m&amp;#225; apar&amp;#234;ncia, que lhe pediu dinheiro para comida.&lt;br&gt;Ela pegou em 50 euros e perguntou:&lt;br&gt;- Se lhe der este dinheiro, voc&amp;#234; vai sair com as amigas e gastar tudo?&lt;br&gt;- Que &amp;#233; isso, minha senhora, n&amp;#227;o tenho amigas, moro na rua...&lt;br&gt;- N&amp;#227;o vai andar pelas lojas e gastar tudo?&lt;br&gt;- N&amp;#227;o entro nas lojas, porque n&amp;#227;o me deixam. Gasto s&amp;#243; com a comida!&lt;br&gt;- N&amp;#227;o vai ao sal&amp;#227;o fazer cabelo e unhas?&lt;br&gt;- A senhora t&amp;#225; maluca?!?!... Nem sei o que &amp;#233; um sal&amp;#227;o...&lt;br&gt;- Bom, n&amp;#227;o lhe vou dar dinheiro, mas entre no carro que vai jantar comigo e com o meu marido.&lt;br&gt;A mendiga pasmada:&lt;br&gt;- Mas o seu marido vai ficar furioso! N&amp;#227;o tomo banho h&amp;#225; que tempos, estou imunda e fedorenta...&lt;br&gt;- N&amp;#227;o faz mal, quero que ele veja como fica uma mulher quando n&amp;#227;o sai com amigas, n&amp;#227;o faz compras, nem vai ao sal&amp;#227;o tratar do cabelo e unhas...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-8141886061376247248?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/8141886061376247248/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=8141886061376247248' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/8141886061376247248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/8141886061376247248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2011/02/mulher-nao-gasta-investe.html' title='Mulher não gasta, investe!!!'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-4646941356404811430</id><published>2011-02-08T21:10:00.000Z</published><updated>2011-02-11T03:00:06.945Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Piadas'/><title type='text'>Teste de Leitura</title><content type='html'>Sem ofensa!!!&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;BR&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Tente ler sem  errar:&lt;BR&gt;&amp;nbsp;&lt;BR&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;O gato assim fez&lt;BR&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;  &amp;nbsp;O gato é fez&lt;BR&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;O gato que fez&lt;BR&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;  &amp;nbsp;O gato se fez&lt;BR&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;O gato mantém fez&lt;BR&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;  &amp;nbsp;O gato um fez&lt;BR&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;O gato anormal fez&lt;BR&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;  &amp;nbsp;O gato ocupado fez&lt;BR&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;O gato por fez&lt;BR&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;  &amp;nbsp;O gato dez fez&lt;BR&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;O gato segundos  fez&lt;BR&gt;&amp;nbsp;&lt;BR&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Agora leia somente a terceira palavra de  cada uma das frases e...&lt;BR&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;certamente não resistirá à  vontade de reenviá-lo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-4646941356404811430?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/4646941356404811430/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=4646941356404811430' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/4646941356404811430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/4646941356404811430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2009/02/teste-de-leitura.html' title='Teste de Leitura'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-711144506281998796</id><published>2011-02-08T04:57:00.002Z</published><updated>2011-02-08T08:18:47.951Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Saboreando um Whisky'/><title type='text'>Saboreando um Whisky</title><content type='html'>O Whisky é uma das bebidas mais conhecidas do mundo inteiro. Fonte de inspiração para muitos, o Whisky é consumido por pessoas de diversas classes sociais. Vamos ao seu encontro? 
&lt;br&gt;
"Água da vida" é o sinónimo desta bebida destilada, à qual colocaram o nome de whisky! Na realidade, muitos são os países que afirmam estar na origem da descoberta e comercialização desta bebida, fonte de rendimento e de prazeres de tantas pessoas. A verdade é que, segundo alguns estudos referentes a esta questão, já antes de Cristo, nomeadamente em 800 a.c., os indianos produziam a bebida. Todavia, na Irlanda, o nascimento do whisky é igualmente bastante antigo, e há mesmo a referência do mesmo ser produzido ainda antes dos escoceses. Porém, um whisky escocês é sempre um whisky escocês!
&lt;br&gt;
Logo no início da sua produção, há muito tempo atrás, o whisky era feito em casa. Os cereais que serviam para alimentar o gado, permitiam que dos seus restos as pessoas fizessem uma bebida alcoólica, embora estivessem bem longe de perceber a importância que a mesma viria a ter anos depois. As destilarias eram pequenas, conseguia-se fugir, na maioria das vezes, aos impostos, e o dinheiro que o whisky permitia fazer era a forma através da qual muitas famílias se alimentavam em anos de piores colheitas. 
&lt;br&gt;
O whisky foi durante muito tempo uma bebida vendida na ilegalidade. "The Glenlivet" foi o nome da primeira destilaria legal, embora a passagem da ilegalidade à legalidade levasse a inúmeros problemas entre os que pagavam impostos e os que optavam pela via do contrabando. Porém, só em finais dos anos 70, em pleno século XIX, e com a proliferação de um perigoso parasita que afectava a produção de vinho e do conhaque, é que o whisky passaria a ocupar um lugar de destaque. Desde esse tempo até aos dias de hoje, a produção e comercialização desta bebida não mais parou, tornando-se numa das bebidas mais apreciadas do mundo inteiro!
&lt;br&gt;
O whisky pode ser servido sozinho, na sua forma mais pura e natural, como pode também ser servido com gelo ou água. Nos copos baixos coloca-se primeiro o gelo, e só depois o whisky, enquanto que os copos de pé alto destinam-se a todos aqueles que preferem saboreá-lo com água. Tal como todas as outras bebidas, também o whisky obriga a pequenas regras de conservação: a garrafa nunca deve estar directamente virada para o sol, e o local deve ser à temperatura ambiente, isto é, nem muito frio, nem muito quente.
&lt;br&gt;
Há ainda outro cuidado que deve ter para com a garrafa de whisky depois de aberta: a tampa deve estar bem fechada, por forma a garantir que nem o álcool ou o sabor tenham possibilidades para se evaporar. Só assim o whisky poderá manter as suas componentes naturais, mantendo o sabor que lhe é característico. Existem quatro géneros de whisky: o malte, o grain, o vatted, e o blended. O primeiro não contém qualquer tipo de mistura, feito apenas de cevada, fabricado numa única destilaria, sendo em terras escocesas que encontramos os whiskys puro malte, rotulados como os melhores do mundo inteiro. Já o segundo, o grain, é produzido com diversos cereais, como o milho, trigo, e alguma porção de centeio.
&lt;br&gt;
Quando falamos de whisky da categoria vatted estamos a referirmo-nos a um whisky que mistura dois ou mais whiskys malte, conservando as características naturais deste género. Finalmente, o blended, é uma mistura do whisky do malte e do grão, sendo este último aquele que mais é comercializado no mundo inteiro. Um blended perfeito, no verdadeiro sentido da palavra, obriga à junção e mistura de 35 a 200 whiskys diferentes. 
&lt;br&gt;
No topo da lista dos melhores whiskys do mundo encontramos um país: a Escócia. É aqui que estão reunidos os elementos naturais que possibilitam uma boa confecção do whisky: água, cevada, urze, típica das montanhas da Escócia, turfa, e um clima húmido. Nascido oficialmente em 1494, o whisky é feito a partir de um processo de fabricação que implica muitas fases, até que possamos afirmar que estamos perante um whisky de qualidade. A moagem, fermentação, a secagem, destilação, ou o envelhecimento são algumas das fases que levam à concepção desta bebida. 
&lt;br&gt;
O envelhecimento é feito em barris de carvalho permitindo que o whisky mantenha as suas qualidades e sabor inicial. O facto do whisky manter-se anos na garrafa não faz dele um whisky melhor, mas sim consoante o tempo que passou no barril. Desta forma, encontramos whiskys novos, velhos, de 12 ou mais anos, mas sem nunca esquecermos que um líquido com as características do whisky só é denominado como tal após estar três anos no processo de envelhecimento, respeitando, assim, a lei do whisky escocês de 1914.
&lt;br&gt;
O whisky é utilizado para dar um paladar especial a diversas refeições ou doces, embora não nos possamos esquecer da longa lista de cocktails e de bebidas nas quais a sua presença é obrigatória. Nas prateleiras dos supermercados, ou nas casas de bebidas, a variedade de whiskys é enorme, deixando ao critério do apreciador a sua escolha. Agora, encoste-se no sofá e saboreie um whisky! Garantimos-lhe que não mais esquecerá esse paladar!
&lt;p&gt;
(mulher portuguesa)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-711144506281998796?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/711144506281998796/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=711144506281998796' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/711144506281998796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/711144506281998796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2011/02/saboreando-um-whisky.html' title='Saboreando um Whisky'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-350467505034573838</id><published>2011-01-18T04:41:00.002Z</published><updated>2011-02-06T05:19:08.119Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Piadas'/><title type='text'></title><content type='html'>Segundo estudos recentes,&lt;br&gt;parado, fortalece a coluna;&lt;br&gt;de cabe&amp;#231;a baixa, estimula a circula&amp;#231;&amp;#227;o do sangue;&lt;br&gt;de barriga para cima &amp;#233; mais prazeroso;&lt;br&gt;sozinho, &amp;#233; estimulante, mas ego&amp;#237;sta;&lt;br&gt;em grupo, pode at&amp;#233; ser divertido;&lt;br&gt;no banho pode ser arriscado; &lt;br&gt;no autom&amp;#243;vel, &amp;#233; muito perigoso...&lt;br&gt;com frequ&amp;#234;ncia, desenvolve a imagina&amp;#231;&amp;#227;o;&lt;br&gt;entre duas pessoas, enriquece o conhecimento;&lt;br&gt;de joelhos, o resultado pode ser  doloroso...&lt;br&gt;Enfim, sobre a mesa ou no escrit&amp;#243;rio,&lt;br&gt;antes de comer ou depois da sobremesa , &lt;br&gt;sobre a cama ou na rede,&lt;br&gt;nus ou vestidos,&lt;br&gt;sobre o sof&amp;#225; ou no tapete,&lt;br&gt;com m&amp;#250;sica ou em sil&amp;#234;ncio,&lt;br&gt;entre len&amp;#231;&amp;#243;is ou no &amp;quot;closet&amp;quot;: &lt;br&gt;sempre &amp;#233; um ato de amor e de enriquecimento.&lt;br&gt;N&amp;#227;o importa a idade, nem a ra&amp;#231;a, nem a cren&amp;#231;a, nem o sexo, nem a posi&amp;#231;&amp;#227;o socioecon&amp;#244;mica...   &lt;br&gt;...Ler &amp;#233; sempre um prazer !!! &lt;p&gt;DEFINITIVAMENTE, O ATO DE LER LEVA VOC&amp;#202; A DESFRUTAR E DESENVOLVER A IMAGINA&amp;#199;&amp;#195;O... &lt;br&gt;...E VOC&amp;#202; ACABOU DE EXPERIMENTAR ESSE FATO...!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-350467505034573838?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/350467505034573838/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=350467505034573838' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/350467505034573838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/350467505034573838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2011/01/segundo-estudos-recentes.html' title=''/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-6679741162980126808</id><published>2011-01-13T23:09:00.000Z</published><updated>2011-02-08T05:13:12.278Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Piadas'/><title type='text'>Glória, a suicida!</title><content type='html'>&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Glorinha era uma milionária 'de berço' e muito  bonita! &lt;BR&gt;Um dia, Glorinha descobriu que o seu pai era gay. &lt;BR&gt;Descontente da  vida, incapaz de aceitar a situação, resolveu se matar. Mas não podia se matar  como qualquer outra criatura, afinal, ela, Glória, era milionária; e ficar se  atirando de qualquer viaduto ou ponte, cortando os pulsos ou tomando formicida  era coisa de suicida pobre... Ela queria se matar com classe, de forma  diferente, em grande estilo. &lt;BR&gt;Mandou aprontar o jatinho da família e, só com  o piloto, se mandou para o céu. Pretendia se atirar lá de cima. Durante o vôo,  enquanto se preparava para o salto fatal, ela foi indagada pelo piloto a  respeito do gesto extremo que ia executar e, chorando, contou a ele o que  ocorria:&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;BR&gt;-- Papai é viado. Não consigo conviver com essa  vergonha e vou me matar. &lt;BR&gt;Vislumbrando uma possibilidade, já que ele sempre  havia cobiçado aquela mulher, o piloto sugeriu que dessem uma antes de ela se  matar. &lt;BR&gt;Glória concordou, afinal, para quem ia morrer, não custava nada  quebrar o galho de um humilde piloto que se declarara tão apaixonado por ela..  &lt;BR&gt;E assim foi. Piloto automático no avião e...&amp;nbsp; &lt;BR&gt;Glória gostou tanto  que desistiu de se matar. &lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;*Qual é a moral da história? * &lt;BR&gt;*GLÓRIA DEU NAS  ALTURAS&amp;nbsp; E O PAI, NA TERRA, AOS HOMENS DE BOA VONTADE*.&lt;/FONT&gt;&lt;FONT  face=Arial size=2&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-6679741162980126808?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/6679741162980126808/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=6679741162980126808' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/6679741162980126808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/6679741162980126808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2010/01/gloria-suicida.html' title='Glória, a suicida!'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-4997652739445498152</id><published>2011-01-01T13:30:00.000Z</published><updated>2011-02-08T05:14:14.579Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O contrário do amor'/><title type='text'>O contrário do amor</title><content type='html'>O contr&amp;#225;rio de bonito &amp;#233; feio, de rico &amp;#233; pobre, de preto &amp;#233; branco, isso se aprende antes de entrar na escola.&lt;p&gt;Se voc&amp;#234; fizer uma enquete entre as crian&amp;#231;as, ouvir&amp;#225; tamb&amp;#233;m que o contr&amp;#225;rio do amor &amp;#233; o &amp;#243;dio.&lt;p&gt;Elas est&amp;#227;o erradas. Fa&amp;#231;a uma enquete entre adultos e descubra a resposta certa: o contr&amp;#225;rio do amor n&amp;#227;o &amp;#233; o &amp;#243;dio, &amp;#233; a indiferen&amp;#231;a.&lt;p&gt;O que seria prefer&amp;#237;vel? Que a pessoa que voc&amp;#234; ama passasse a lhe odiar, ou que lhe fosse totalmente indiferente?&lt;p&gt;Que perdesse o sono imaginando maneiras de fazer voc&amp;#234; se dar mal ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecido por completo da sua exist&amp;#234;ncia?&lt;p&gt;O &amp;#243;dio &amp;#233; tamb&amp;#233;m uma maneira de se estar com algu&amp;#233;m.&lt;br&gt;Para odiar algu&amp;#233;m, precisamos reconhecer que esse algu&amp;#233;m existe e que nos provoca sensa&amp;#231;&amp;#245;es, por piores que sejam.&lt;p&gt;Para odiar algu&amp;#233;m gastamos energia, neur&amp;#244;nios e tempo.&lt;br&gt;J&amp;#225; para sermos indiferentes a algu&amp;#233;m, precisamos do qu&amp;#234;? De coisa alguma.&lt;p&gt;A pessoa em quest&amp;#227;o pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma pris&amp;#227;o perp&amp;#233;tua... N&amp;#227;o estamos nem a&amp;#237;.&lt;p&gt;A indiferen&amp;#231;a, se tivesse uma cor, seria cor da &amp;#225;gua, cor do ar, cor de nada.&lt;p&gt;Uma crian&amp;#231;a nunca experimentou essa sensa&amp;#231;&amp;#227;o: ou ela &amp;#233; muito amada, ou criticada pelo que apronta.&lt;p&gt;S&amp;#243; bem mais tarde, quando necessitar de uma aten&amp;#231;&amp;#227;o que n&amp;#227;o seja materna ou paterna, &amp;#233; que descobrir&amp;#225; que o amor e o &amp;#243;dio habitam o mesmo universo, enquanto que a indiferen&amp;#231;a &amp;#233; um ex&amp;#237;lio no deserto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-4997652739445498152?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/4997652739445498152/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=4997652739445498152' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/4997652739445498152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/4997652739445498152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2010/01/o-contrario-do-amor.html' title='O contrário do amor'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-6631639769638196461</id><published>2011-01-01T00:00:00.000Z</published><updated>2011-02-08T05:14:45.551Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pedido de demissão'/><title type='text'>Pedido de demissão</title><content type='html'>Venho, por este meio, apresentar oficialmente o meu pedido de demissão da categoria dos adultos.
&lt;br&gt;
Resolvi que quero voltar a ter as responsabilidades, as ideias e a inocência de uma criança. Quero voltar a acreditar que o mundo é justo, que todas as pessoas são honestas e boas. Quero acreditar que tudo é possível. Quero que as complexidades da vida passem despercebidas por mim, e quero ficar encantada com as pequenas maravilhas deste mundo. Quero de volta a vida simples e sem complicações.
&lt;br&gt;
Estou cansada de dias cheios de computadores que falham, montanhas de papelada, notícias deprimentes, contas a pagar, fofocas, doenças, e necessidade de atribuir um valor monetário a tudo o que existe.
&lt;br&gt;
Não quero mais, ter que inventar um jeito para fazer o dinheiro chegar até ao fim do mês. Não quero mais ser obrigada a dizer adeus a pessoas queridas e com elas, a uma parte da minha vida. Não quero mais amores impossíveis e proibidos, não correspondidos.
&lt;br&gt;
Quero voltar a ter a certeza de que Deus está no céu e, por isso, tudo caminha direitinho neste mundo.
&lt;br&gt;
Quero viajar ao redor do mundo num barquinho de papel, que vou navegar numa poça de água deixada pela chuva. Quero atirar pedrinhas à água e ter tempo para olhar os círculos que elas formam. Quero voltar a achar que as moedas de chocolate são melhores que as de verdade, porque podemos comê-las e ficar com a cara toda lambuzada.
&lt;br&gt;
Quero passar uma tarde de verão à sombra de uma árvore, construindo castelos-no-ar e dividindo-os com os amigos. Quero que as maiores competições, em que eu tenha que entrar, seja um jogo de berlinde, ou saltar à corda.
&lt;br&gt;
Quero voltar ao tempo em que tudo o que sabia era o nome das cores, a tabuada, as cantigas de roda, e isso não me incomodava nadinha, porque não tinha a menor ideia de quantas coisas eu ainda não sabia...Voltar ao tempo em que se é feliz, simplesmente porque se vive na bendita ignorância da existência de coisas que nos podem preocupar ou aborrecer.
&lt;br&gt;
Eu quero acreditar no poder dos sorrisos, dos abraços, dos agrados, do amor verdadeiro, da Verdade, da Justiça, da Paz, dos Sonhos, da Imaginação de coisas simples. E o que mais quero é estar convencida de que tudo isso vale muito mais que o dinheiro!
&lt;br&gt;
Por tudo isso, tomem as chaves do carro, a lista do supermercado, as receitas do médico, os cheques, os cartões de crédito, as identificações, as contas a pagar, a declaração de impostos, as passwords do meu computador e das contas do banco, e resolvam as coisas como quiserem.
&lt;br&gt;
A partir de hoje, tudo isso é com vocês, porque eu DEMITO-ME da vida de adulta.
&lt;br&gt;
Vou voltar a ser feliz, a ter sonhos de criança, a ver o mundo com olhos inocentes de quem acredita no Pai Natal e nas fadas, viver um sonho...que nunca perderei!!!
&lt;p&gt;
by Maria Clara Isoldi White
&lt;p&gt;FELIZ ANO NOVO!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-6631639769638196461?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/6631639769638196461/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=6631639769638196461' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/6631639769638196461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/6631639769638196461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2009/01/feliz-ano-novo.html' title='Pedido de demissão'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-8988495034674125633</id><published>2010-12-26T10:31:00.000Z</published><updated>2011-02-10T19:11:59.393Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Radioteatro'/><title type='text'>Radioteatro</title><content type='html'>Pretendemos disponibilizar neste sítio algumas das histórias de Radioteatro da Rádio Nacional da série PRK-30 de Lauro Borges &amp; Castro Barbosa (da década de 1950/1960), da série CENTRAL DE POLÍCIA de Paulo Montenegro (de 1987), da série TANCREDO &amp; TRANCADO de Ghiaroni (da década de 1950) e da série TEATRO DE MISTÉRIO de Hélio do Soveral (das décadas de 1970 e 1980). Da Rádio MEC, oferecemos uma peça de Nelson Rodrigues da série "A Vida como ela é".&lt;br&gt;
&lt;a href="http://allegro.nce.ufrj.br/teatro"&gt;Clique aqui para ter acesso e baixar todo este material.&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-8988495034674125633?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://allegro.nce.ufrj.br/teatro' title='Radioteatro'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/8988495034674125633/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=8988495034674125633' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/8988495034674125633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/8988495034674125633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2008/12/radioteatro.html' title='Radioteatro'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-2225169738754889663</id><published>2010-12-19T07:07:00.000Z</published><updated>2011-02-10T19:02:05.574Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luiz Fernando Veríssimo'/><title type='text'>LIXO</title><content type='html'>&lt;pre&gt;Encontram-se na área de serviço. Cada um com seu pacote de lixo. É a primeira vez que se falam. 
- Bom dia... 
- Bom dia. 
- A senhora é do 610. 
- E o senhor do 612. 
- É. 
- Eu ainda não lhe conhecia pessoalmente... 
- Pois é... 
- Desculpe a minha indiscrição, mas tenho visto o seu lixo... 
- O meu quê? 
- O seu lixo. 
- Ah... 
- Reparei que nunca é muito. Sua família deve ser pequena... 
- Na verdade sou só eu. 
- Mmmm. Notei também que o senhor usa muita comida em lata. 
- É que eu tenho que fazer minha própria comida. E como não sei cozinhar... 
- Entendo. 
- A senhora também... 
- Me chame de você. 
- Você também perdoe a minha indiscrição, mas tenho visto alguns restos de comida em seu lixo. Champignons, coisas assim... 
- É que eu gosto muito de cozinhar. Fazer pratos diferentes. Mas como moro sozinha, às vezes sobra... 
- A senhora... Você não tem família? 
- Tenho, mas não aqui. 
- No Espírito Santo. 
- Como é que você sabe? 
- Vejo uns envelopes no seu lixo. Do Espírito Santo. 
- É. Mamãe escreve todas as semanas. 
- Ela é professora? 
- Isso é incrível! Como foi que você adivinhou? 
- Pela letra no envelope. Achei que era letra de professora. 
- O senhor não recebe muitas cartas. A julgar pelo seu lixo. 
- Pois é... 
- No outro dia tinha um envelope de telegrama amassado. 
- É. 
- Más notícias? 
- Meu pai. Morreu. 
- Sinto muito. 
- Ele já estava bem velhinho. Lá no Sul. Há tempos não nos víamos. 
- Foi por isso que você recomeçou a fumar? 
- Como é que você sabe? 
- De um dia para o outro começaram a aparecer carteiras de cigarro amassadas no seu lixo. 
- É verdade. Mas consegui parar outra vez. 
- Eu, graças a Deus, nunca fumei. 
- Eu sei. Mas tenho visto uns vidrinhos de comprimido no seu lixo... 
- Tranqüilizantes. Foi uma fase. Já passou. 
- Você brigou com o namorado, certo? 
- Isso você também descobriu no lixo? 
- Primeiro o buquê de flores, com o cartãozinho, jogado fora. Depois, muito lenço de papel. 
- E, chorei bastante. Mas já passou. 
- Mas hoje ainda tem uns lencinhos... 
- É que eu estou com um pouco de coriza. 
- Ah. 
- Vejo muita revista de palavras cruzadas no seu lixo. 
- É. Sim. Bem. Eu fico muito em casa. Não saio muito. Sabe como é. 
- Namorada? 
- Não. 
- Mas há uns dias tinha uma fotografia de mulher no seu lixo. Até bonitinha. 
- Eu estava limpando umas gavetas. Coisa antiga. 
- Você não rasgou a fotografia. Isso significa que, no fundo, você quer que ela volte. 
- Você já está analisando o meu lixo! 
- Não posso negar que o seu lixo me interessou. 
- Engraçado. Quando examinei o seu lixo, decidi que gostaria de conhecê-la. Acho que foi a poesia. 
- Não! Você viu meus poemas? 
- Vi e gostei muito. 
- Mas são muito ruins! 
- Se você achasse eles ruins mesmo, teria rasgado. Eles só estavam dobrados. 
- Se eu soubesse que você ia ler... 
- Só não fiquei com eles porque, afinal, estaria roubando. Se bem que, não sei: o lixo da pessoa ainda é propriedade dela? 
- Acho que não. Lixo é domínio público. 
- Você tem razão. Através do lixo, o particular se torna público. O que sobra da nossa vida privada se integra com a sobra dos outros. O lixo é comunitário. É a nossa parte mais social. Será isso? 
- Bom, aí você já está indo fundo demais no lixo. Acho que... 
- Ontem, no seu lixo... 
- O quê? 
- Me enganei, ou eram cascas de camarão? 
- Acertou. Comprei uns camarões graúdos e descasquei. 
- Eu adoro camarão. 
- Descasquei, mas ainda não comi. Quem sabe a gente pode... 
- Jantar juntos? 
- É. 
- Não quero dar trabalho. 
- Trabalho nenhum. 
- Vai sujar a sua cozinha. 
- Nada. Num instante se limpa tudo e põe os restos fora. 
- No seu lixo ou no meu? 

Texto extraído do livro "O Analista de Bagé", L&amp;PM Editores – Porto Alegre, 1981, pág. 83.&lt;/pre&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-2225169738754889663?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/2225169738754889663/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=2225169738754889663' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/2225169738754889663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/2225169738754889663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2008/12/lixo-luis-fernando-verssimo.html' title='LIXO'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-7043437138410604282</id><published>2010-12-16T01:26:00.000Z</published><updated>2011-02-10T19:01:13.679Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Piadas'/><title type='text'>Sócrates e a vidente</title><content type='html'>&lt;pre&gt;José Sócrates consulta uma vidente:
A vidente concentra-se, fecha os olhos e diz:
- Vejo o senhor a passar numa avenida, num carro aberto, e o povo a acenar.
Sócrates sorri e pergunta:
- Essa multidão está feliz?
- Sim, feliz como nunca!
- E o povo corre atrás do carro?
- Sim, à volta do carro, como loucos. Os polícias até têm dificuldade em abrir caminho.
- As pessoas carregam bandeiras?
-Sim, bandeiras de Portugal e faixas com palavras de esperança e de um futuro melhor.
- A sério? E as pessoas gritam, cantam?
- Gritam frases de esperança: 'Agora sim!!! Agora tudo melhorará!'
- E eu, como é que reajo a tudo isso?
- Não dá pra ver.
- Porque não?
- Porque o caixão está fechado.&lt;/pre&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-7043437138410604282?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/7043437138410604282/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=7043437138410604282' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/7043437138410604282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/7043437138410604282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2008/12/scrates-e-vidente.html' title='Sócrates e a vidente'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-3186844364310021220</id><published>2010-11-27T10:29:00.001Z</published><updated>2010-11-27T10:36:28.378Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Manuel Monteiro Matos&lt;BR&gt;Rua da Gandra, 90 hab  24-G&lt;BR&gt;4445-122 Alfena&lt;BR&gt;Bilhete de Identidade nrº 5810608&lt;BR&gt;Contribuinte nrº  158608232&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Assunto: Pagamento de Passagens na Ex-SCUT de  Alfena&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Exmos. Senhores,&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Sendo morador em Alfena e trabalhando no Porto,  utilizo, como sempre utilizei, o seguinte trajecto: Porto-VCI-A3-A42-Alfena,  sendo o regresso feito em sentido inverso utilizando as mesmas vias. Não vou  dissertar agora no facto de que Vas. Exas. me estão a cobrar a utilização de uma  via que foi construída com os meus impostos e com as verbas provenientes da  União Europeia, porque esse infelizmente é assunto ultrapassado pelas Leis  abusivas deste País.&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Vas. Exas. em conluio com os (des)governantes deste  País, não prestam nenhum serviço... disponibilizam uma determinada estrutura  (estradas) que caso queiramos utilizar terão que ser pagas, mas como vocês,  pobrezinhos, ganham pouco e não têm dinheiro para criar postos de trabalho, não  disponibilizam nenhum funcionário para receber o que devo no fim da utilização  desses serviços...&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Assim, de acordo com a leitura sobre as diversas  formas de pagamento, cheguei à conclusão de que não vou comprar nenhum dos  dispositivos que Vas. Exas. têm(??) à venda, nomeadamente o DECP, o DEM ou o DT,  uma vez que tal não faz sentido!&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Desgraçadamente, mesmo que quisesse adquirir uma  dessas máquinas registradoras, as mesmas encontram-se esgotadíssimas.... porque  se calhar vos dá jeito cobrar os "serviços administrativos" que são um autêntico  roubo.&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Então EU é que compro o dispositivo da v/  cobrança?? Isso tem tanta lógica como ir a um café, pedir umas águas que custam  0,80? e cobrarem-me 0,90? sendo que os 10 cêntimos a mais são como contribuição  para o café ter comprado a sua máquina registadora..... NÃO FAZ  SENTIDO!!!&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Atentem nesta "JÓIA" exemplificativa de autêntica  extorsão: No trajecto A3-Alfena, utilizando cerca de um quilómetro da A42.... o  valor da passagem são 0,20? e o valor do serviço administrativo são.... 0,30?  !!!!!! É para RIR???? então o custo administrativo é superior ao custo do  Serviço??? Vão gozar com o c..........lho!!!!!!&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Posso realmente fazer o pagamento postecipado,  conforme foi divulgado por Vas. Exas., mas.... dou o exemplo concreto de um  pagamento que efectuei e do qual junto cópia: No passado dia 21-10-2010 fui a  uma Payshop e o recibo total foi de 5,02 Euros... sendo que esta verba diz  respeito às parcelas de 2,60? de custos de portagem e... 2,42? de CUSTOS  ADMINISTRATIVOS!!!!! 93% de aumento!!!!!&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;AINDA POR CIMA, O REFERIDO RECIBO NÃO IDENTIFICA OS  LOCAIS EXACTOS DAS PASSAGENS NEM AS HORAS... NADA! Como eu utilizo uma viatura  da Empresa onde trabalho, acabo por não ter forma de justificar se os recibos  são referentes a utilizações particulares ou em serviço da  Empresa....&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Verifico ainda que, quando termino a passagem das  Ex-Scut, no respectivo local, não tendo ninguém para me cobrar a passagem, nem  sequer tenho UM LIVRO DE RECLAMAÇÕES!!!!!&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Não me venham dizer que tal livro está ao meu  dispôr na VIA VERDE ou em qualquer uma das Lojas existentes neste País.....  Porque qualquer Empresa onde eu vá, tem Livro de Reclamações nas suas filiais,  não me mandam para a SEDE a reclamar....&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Tenho o Direito de reclamar no local onde me foi  prestado o Serviço, não sou obrigado a deslocar-me para o  fazer!!!!!&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Ainda por cima, com tantos nomes nas estradas, nem  sei se estou a utilizar um serviço da Ascendi, da Brisa ou de qualquer um dos  outros Exploradores de cidadãos deste País.... pelo que nesses casos podiam  sempre dizer "Ah! coisa e tal.... a sua reclamação não é para a Brisa... é para  a Ascendi.... ou é para não sei quem.... olhe, pague e não  bufe...."&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Face ao exposto, considerando que a inexistência do  Livro de Reclamações no Local onde o Serviço me é prestado; considerando também  que não tenho que suportar os custos das v/ máquinas de registos; considerando  ainda um abuso que seja eu a pagar uma comissão de 93% ao payshop que se  substitui a vocês para efectuarem a v/ cobrança que, lembro, não fizeram porque  não estavam presentes no respectivo local quando eu passei e quis  pagar....&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Vou continuar a utilizar a ex-scut em questão,  sendo certo que aguardarei que no respectivo local esteja alguém da v/ Empresa!  se isso não acontecer, QUERO utilizar o respectivo Livro de Reclamações (podem  pendurar no último poste antes da saída para Alfena, é uma sugestão...). CERTO  mesmo, é que não pagarei mais multas (custos administrativos, comissão do  Payshop, ou outro nome que lhe queiram dar), por não efectuar o pagamento  atempadamente por CULPA VOSSA!!!&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;MALDITOS PORTUGUESES, REBANHO DE CORDEIROS: NINGUÉM  TEM UNS PNEUS QUE ME EMPRESTE PARA QUEIMAR NA SAÍDA DAS SCT'S????? NINGUÉM  RECLAMA? TODOS FALAM E NO ENTANTO PAGAM E CALAM??? PORTUGAL TEM MESMO O QUE  MERECE.........&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Dava-lhes os meus cumprimentos, mas só se fosse ao  murro seus f.p.&lt;BR&gt;Manuel Monteiro Matos&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-3186844364310021220?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/3186844364310021220/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=3186844364310021220' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/3186844364310021220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/3186844364310021220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2010/11/27.html' title=''/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-7403591712242116850</id><published>2010-11-22T18:31:00.003Z</published><updated>2010-11-23T22:17:02.289Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Avós'/><title type='text'>Definição de Avó</title><content type='html'>Artigo redigido por uma menina de 8 anos e publicado no Jornal do Cartaxo.&lt;BR&gt;
&lt;BR&gt;
Uma Avó é uma mulher que não tem filhos, por isso gosta dos filhos dos outros.&lt;BR&gt;
As Avós não têm nada para fazer, é só estarem ali.&lt;BR&gt;
Quando nos levam a passear, andam devagar e não pisam as flores bonitas nem as lagartas.&lt;BR&gt;
Nunca dizem 'Despacha-te!'.&lt;BR&gt;
Normalmente são gordas, mas mesmo assim conseguem apertar-nos os sapatos.&lt;BR&gt;
Sabem sempre que a gente quer mais uma fatia de bolo ou uma fatia maior.&lt;BR&gt;
As Avós usam óculos e às vezes até conseguem tirar os dentes.&lt;BR&gt;
Quando nos contam histórias, nunca saltam bocados e nunca se importam de contar a mesma história várias vezes.&lt;BR&gt;
As Avós são as únicas pessoas grandes que têm sempre tempo.&lt;BR&gt;
Não são tão fracas como dizem, apesar de morrerem mais vezes do que nós.&lt;BR&gt;
Toda a gente deve fazer o possível por ter uma Avó, sobretudo se não tiver Televisão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-7403591712242116850?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/7403591712242116850/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=7403591712242116850' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/7403591712242116850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/7403591712242116850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2010/11/definicao-de-avo.html' title='Definição de Avó'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-3757261767279473133</id><published>2010-11-22T16:13:00.000Z</published><updated>2010-11-28T15:16:17.998Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Avós'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alice Vieira'/><title type='text'></title><content type='html'>Agora que a Rosa não tem febre e que os dentes parecem crescer em sossego, começou a chover.&lt;br&gt;A avó Elisa diz que não é tempo de chuva, mas que desde que  "os homens andam lá por cima, isto anda tudo baralhado". O meu pai ri-se quando  a ouve.&lt;BR&gt;Não há nada pior que um domingo de chuva.&lt;BR&gt;— Se calhar eles andam  lá por cima a mexer nas nuvens...&lt;BR&gt;— Ora, ora, lá o que eles andam a fazer não  sei, mas desde que começaram a ir à Lua, a gente nunca mais se entendeu com o  tempo. Chove no Verão, faz calor no Inverno. Também ainda estou para saber o que  deu na cabeça das pessoas para irem à Lua... Bem melhor seria que pusessem as  coisas direitas na Terra antes de se meterem nestas aventuras.&lt;BR&gt;Que a avó  Elisa culpa as viagens à Lua, os astronautas e os foguetões de tudo o que de mau  acontece. E quando o meu pai lhe tenta explicar que a ciência e a técnica têm  sempre de avançar senão ainda hoje estávamos a andar de burro ou de canoa, ela  encolhe os ombros e diz:&lt;BR&gt;— Olha, no meu tempo e no tempo dos meus avós não  havia nada dessas coisas e a gente vivia.&lt;BR&gt;Uma vez foi engraçado, eu conto  já.&lt;BR&gt;Chovia assim como hoje e era Verão. Verão mesmo, com férias e sandálias e  gelados. E a avó Elisa também disse que a culpa era dos astronautas que andavam  lá em cima a misturar o tempo, e que dantes se vivia bem melhor "sem estas  manias do progresso". Foi mesmo assim que ela disse e a minha mãe não gostou mas  calou-se. Depois, à noite, acho que por causa da chuva, houve uma avaria nos  canos e só corria um fiozinho nas torneiras. A avó começou logo a barafustar que  não podia ser, e como é que ela ia lavar a loiça com água fria, que assim a  gordura nem saía e por aí fora...&lt;BR&gt;— Não me diga que no tempo dos seus avós  havia água quente canalizada lá em casa! — disse a minha mãe, que andava a  remoer aquela das "manias do progresso..." e acrescentou logo:&lt;BR&gt;— E com  certeza que viviam, não viviam?&lt;BR&gt;A avó Elisa fez que não ouviu (ela também tem  os seus truques...), mas deixou a louça toda a um cantinho da chaminé para lavar  no dia seguinte — quando o "progresso" estivesse a funcionar como  devia.&lt;BR&gt;Eu acho que a avó Elisa só não gosta do progresso que ela não entende.  Daquele progresso que ela acha que não serve para nada. Mas eu penso que tudo  serve para alguma coisa, mesmo que a gente ao princípio não entenda bem para  quê. &lt;p&gt;Alice Vieira,&lt;BR&gt;"Rosa, Minha irmã Rosa", Caminho&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-3757261767279473133?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/3757261767279473133/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=3757261767279473133' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/3757261767279473133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/3757261767279473133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2009/10/texto-de-alice-vieira.html' title=''/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-1326234592255724234</id><published>2010-11-10T19:13:00.001Z</published><updated>2010-11-27T10:33:17.491Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Piadas'/><title type='text'>Isto é amor</title><content type='html'>J&amp;#250;lio est&amp;#225; no motel com a amante, curtindo o p&amp;#243;s-coito, quando ela resolve interromper o sil&amp;#234;ncio:&lt;br&gt;- J&amp;#250;lio, por que voc&amp;#234; n&amp;#227;o corta essa barba?&lt;br&gt;- Ah... se dependesse s&amp;#243; de mim... Voc&amp;#234; sabe que minha mulher seria capaz de me matar se eu aparecesse sem barba... ela me ama assim !&lt;br&gt;- Ora, querido - insiste a amante - Fa&amp;#231;a isso por mim, por favor...&lt;br&gt;- N&amp;#227;o sei n&amp;#227;o, querida.... sabe, minha mulher me ama muito, n&amp;#227;o tenho coragem de decepcion&amp;#225;-la... &lt;br&gt;- Mas voc&amp;#234; sabe que eu tamb&amp;#233;m te amo muito... pense no caso, por favor... &lt;br&gt;O sujeito continua dizendo que n&amp;#227;o d&amp;#225;, at&amp;#233; que n&amp;#227;o resiste &amp;#224;s s&amp;#250;plicas da amante e resolve atender ao pedido.&lt;br&gt;Depois do trabalho ele passa no barbeiro, em seguida vai a um jantar de neg&amp;#243;cios e quando chega em casa a esposa j&amp;#225; est&amp;#225; dormindo.&lt;br&gt;Assim que ele se deita, sente a m&amp;#227;o da esposa afagando o seu rosto lisinho e com a sua voz sonolenta diz:&lt;br&gt;- Ricardo!!! Seu merda, f.. da p..., voc&amp;#234; ainda est&amp;#225; aqui?  Vai embora... O barbudinho j&amp;#225; est&amp;#225; pra chegar !!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-1326234592255724234?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/1326234592255724234/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=1326234592255724234' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/1326234592255724234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/1326234592255724234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2010/11/isto-e-amor.html' title='Isto é amor'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-1782049344072438260</id><published>2010-11-04T20:28:00.001Z</published><updated>2011-02-11T02:43:36.073Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Canção do cuco'/><title type='text'>Canção do cuco</title><content type='html'>Era uma vez um cuco&lt;br&gt;  que n&amp;#227;o gostava de couves&lt;br&gt;  e estava sempre a dizer:&lt;br&gt;  couves n&amp;#227;o hei-de eu comer&lt;br&gt;  e estava sempre a dizer:&lt;br&gt;  couves n&amp;#227;o hei-de eu comer&lt;br&gt;  mandaram chamar o pau&lt;br&gt;  para vir bater no cuco&lt;br&gt;  e o pau n&amp;#227;o quis bater no cuco&lt;br&gt;  e o cuco n&amp;#227;o quis comer as couves&lt;br&gt;  e estava sempre a dizer:&lt;br&gt;  couves n&amp;#227;o hei-de eu comer&lt;br&gt;  e estava sempre a dizer:&lt;br&gt;  couves n&amp;#227;o hei-de eu comer&lt;br&gt;  mandaram chamar o fogo&lt;br&gt;  para vir queimar o pau&lt;br&gt;  e o fogo n&amp;#227;o quis queimar o pau&lt;br&gt;  e o pau n&amp;#227;o quis bater no cuco&lt;br&gt;  e o cuco n&amp;#227;o quis comer as couves&lt;br&gt;  e estava sempre a dizer:&lt;br&gt;  couves n&amp;#227;o hei-de eu comer&lt;br&gt;  e estava sempre a dizer:&lt;br&gt;  couves n&amp;#227;o hei-de eu comer&lt;br&gt;  mandaram chamar a &amp;#225;gua&lt;br&gt;  para vir apagar o fogo&lt;br&gt;  e a &amp;#225;gua n&amp;#227;o quis apagar o fogo&lt;br&gt;  mandaram chamar o boi&lt;br&gt;  para vir beber a &amp;#225;gua&lt;br&gt;  e o boi n&amp;#227;o quis beber a &amp;#225;gua&lt;br&gt;  mandaram chamar o homem&lt;br&gt;  para vir matar o boi&lt;br&gt;  e o homem n&amp;#227;o quis matar o boi&lt;br&gt;  mandaram chamar o pol&amp;#237;cia&lt;br&gt;  para vir prender o homem&lt;br&gt;  e o pol&amp;#237;cia n&amp;#227;o quis prender o homem&lt;br&gt;  mandaram chamar a morte&lt;br&gt;  para vir levar o pol&amp;#237;cia&lt;br&gt;  e a morte ia levar o pol&amp;#237;cia&lt;br&gt;  e o pol&amp;#237;cia j&amp;#225; quis prender o homem&lt;br&gt;  e o homem j&amp;#225; quis matar o boi&lt;br&gt;  e o boi j&amp;#225; quis beber a &amp;#225;gua&lt;br&gt;  e a &amp;#225;gua j&amp;#225; quis apagar o fogo&lt;br&gt;  e o fogo j&amp;#225; quis queimar o pau&lt;br&gt;  e o pau j&amp;#225; quis bater no cuco&lt;br&gt;  e o cuco j&amp;#225; quis comer as couves&lt;br&gt;  e n&amp;#227;o mais se ouviu dizer&lt;br&gt;  couves n&amp;#227;o quero comer&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-1782049344072438260?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/1782049344072438260/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=1782049344072438260' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/1782049344072438260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/1782049344072438260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2010/11/04.html' title='Canção do cuco'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-6570084302847211324</id><published>2010-11-04T20:19:00.001Z</published><updated>2010-11-04T20:19:22.877Z</updated><title type='text'>Tragédia no Lar</title><content type='html'>Castro Alves&lt;p&gt;Na Senzala, &amp;#250;mida, estreita,&lt;br&gt;Brilha a chama da candeia,&lt;br&gt;No sap&amp;#233; se esgueira o vento.&lt;br&gt;E a luz da fogueira ateia.&lt;p&gt;Junto ao fogo, uma africana,&lt;br&gt;Sentada, o filho embalando,&lt;br&gt;Vai lentamente cantando&lt;br&gt;Uma tirana indolente,&lt;br&gt;Repassada de afli&amp;#231;&amp;#227;o.&lt;br&gt;E o menino ri contente...&lt;br&gt;Mas treme e grita gelado,&lt;br&gt;Se nas palhas do telhado&lt;br&gt;Ruge o vento do sert&amp;#227;o.&lt;p&gt;Se o canto p&amp;#225;ra um momento,&lt;br&gt;Chora a crian&amp;#231;a imprudente ...&lt;br&gt;Mas continua a cantiga ...&lt;br&gt;E ri sem ver o tormento&lt;br&gt;Daquele amargo cantar.&lt;br&gt;Ai! triste, que enxugas rindo&lt;br&gt;Os prantos que v&amp;#227;o caindo&lt;br&gt;Do fundo, materno olhar,&lt;br&gt;E nas m&amp;#227;ozinhas brilhantes&lt;br&gt;Agitas como diamantes&lt;br&gt;Os prantos do seu pensar ...&lt;p&gt;E voz como um solu&amp;#231;o lacerante&lt;br&gt;Continua a cantar:&lt;p&gt;&amp;quot;Eu sou como a gar&amp;#231;a triste&lt;br&gt;&amp;quot;Que mora &amp;#224; beira do rio,&lt;br&gt;&amp;quot;As orvalhadas da noite&lt;br&gt;&amp;quot;Me fazem tremer de frio.&lt;p&gt;&amp;quot;Me fazem tremer de frio&lt;br&gt;&amp;quot;Como os juncos da lagoa;&lt;br&gt;&amp;quot;Feliz da araponga errante&lt;br&gt;&amp;quot;Que &amp;#233; livre, que livre voa.&lt;p&gt;&amp;quot;Que &amp;#233; livre, que livre voa&lt;br&gt;&amp;quot;Para as bandas do seu ninho,&lt;br&gt;&amp;quot;E nas bra&amp;#250;nas &amp;#224; tarde&lt;br&gt;&amp;quot;Canta longe do caminho.&lt;p&gt;&amp;quot;Canta longe do caminho.&lt;br&gt;&amp;quot;Por onde o vaqueiro trilha,&lt;br&gt;&amp;quot;Se quer descansar as asas&lt;br&gt;&amp;quot;Tem a palmeira, a baunilha.&lt;p&gt;&amp;quot;Tem a palmeira, a baunilha,&lt;br&gt;&amp;quot;Tem o brejo, a lavadeira,&lt;br&gt;&amp;quot;Tem as campinas, as flores,&lt;br&gt;&amp;quot;Tem a relva, a trepadeira,&lt;p&gt;&amp;quot;Tem a relva, a trepadeira,&lt;br&gt;&amp;quot;Todas t&amp;#234;m os seus amores,&lt;br&gt;&amp;quot;Eu n&amp;#227;o tenho m&amp;#227;e nem filhos,&lt;br&gt;&amp;quot;Nem irm&amp;#227;o, nem lar, nem flores&amp;quot;.&lt;p&gt;A cantiga cessou. . . Vinha da estrada&lt;br&gt;A trote largo, linda cavalhada&lt;br&gt;De estranho viajor,&lt;br&gt;Na porta da fazenda eles paravam,&lt;br&gt;Das mulas boleadas apeavam&lt;br&gt;E batiam na porta do senhor.&lt;p&gt;Figuras pelo sol tisnadas, l&amp;#250;bricas,&lt;br&gt;Sorrisos sensuais, sinistro olhar,&lt;br&gt;Os bigodes retorcidos,&lt;br&gt;O cigarro a fumegar,&lt;br&gt;O rebenque prateado&lt;br&gt;Do pulso dependurado,&lt;br&gt;Largas chilenas luzidas,&lt;br&gt;Que v&amp;#227;o tinindo no ch&amp;#227;o,&lt;br&gt;E as garruchas embebidas&lt;br&gt;No bordado cintur&amp;#227;o.&lt;p&gt;A porta da fazenda foi aberta;&lt;br&gt;Entraram no sal&amp;#227;o.&lt;p&gt;Por que tremes mulher? A noite &amp;#233; calma,&lt;br&gt;Um bul&amp;#237;cio remoto agita a palma&lt;br&gt;Do vasto coqueiral.&lt;br&gt;Tem p&amp;#233;rolas o rio, a noite lumes,&lt;br&gt;A mata sombras, o sert&amp;#227;o perfumes,&lt;br&gt;Murm&amp;#250;rio o bananal.&lt;p&gt;Por que tremes, mulher? Que estranho crime,&lt;br&gt;Que remorso cruel assim te oprime&lt;br&gt;E te curva a cerviz?&lt;br&gt;O que nas dobras do vestido ocultas?&lt;br&gt;&amp;#201; um roubo talvez que a&amp;#237; sepultas?&lt;br&gt;&amp;#201; seu filho ... Infeliz! ...&lt;p&gt;Ser m&amp;#227;e &amp;#233; um crime, ter um filho - roubo!&lt;br&gt;Am&amp;#225;-lo uma loucura! Alma de lodo,&lt;br&gt;Para ti - n&amp;#227;o h&amp;#225; luz.&lt;br&gt;Tens a noite no corpo, a noite na alma,&lt;br&gt;Pedra que a humanidade pisa calma,&lt;br&gt;- Cristo que verga &amp;#224; cruz!&lt;p&gt;Na hip&amp;#233;rbole do ousado cataclisma&lt;br&gt;Um dia Deus morreu... fuzila um prisma&lt;br&gt;Do Calv&amp;#225;rio ao Tabor!&lt;br&gt;Viu-se ent&amp;#227;o de Palmira os p&amp;#233;treos ossos,&lt;br&gt;De Babel o cad&amp;#225;ver de destro&amp;#231;os&lt;br&gt;Mais l&amp;#237;vidos de horror.&lt;p&gt;Era o relampejar da liberdade&lt;br&gt;Nas nuvens do chorar da humanidade,&lt;br&gt;Ou sar&amp;#231;a do Sinai,&lt;br&gt;- Rel&amp;#226;mpagos que ferem de desmaios...&lt;br&gt;Revolu&amp;#231;&amp;#245;es, v&amp;#243;s deles sois os raios,&lt;br&gt;Escravos, esperai! ...&lt;br&gt;..................................................................&lt;br&gt;Leitor, se n&amp;#227;o tens desprezo&lt;br&gt;De vir descer &amp;#224;s senzalas,&lt;br&gt;Trocar tapetes e salas&lt;br&gt;Por um alcouce cruel,&lt;br&gt;Que o teu vestido bordado&lt;br&gt;Vem comigo, mas ... cuidado ...&lt;br&gt;N&amp;#227;o fique no ch&amp;#227;o manchado,&lt;br&gt;No ch&amp;#227;o do imundo bordel.&lt;p&gt;N&amp;#227;o venhas tu que achas triste&lt;br&gt;&amp;#192;s vezes a pr&amp;#243;pria festa.&lt;br&gt;Tu, grande, que nunca ouviste&lt;br&gt;Sen&amp;#227;o gemidos da orquestra&lt;br&gt;Por que despertar tu`alma,&lt;br&gt;Em sedas adormecida,&lt;br&gt;Esta excresc&amp;#234;ncia da vida&lt;br&gt;Que ocultas com tanto esmero?&lt;br&gt;E o cora&amp;#231;&amp;#227;o - tredo lodo,&lt;br&gt;Fezes d`&amp;#226;nfora doirada&lt;br&gt;Negra serpe, que enraivada,&lt;br&gt;Morde a cauda, morde o dorso&lt;br&gt;E sangra &amp;#224;s vezes piedade,&lt;br&gt;E sangra &amp;#224;s vezes remorso?...&lt;p&gt;N&amp;#227;o venham esses que negam&lt;br&gt;A esmola ao leproso, ao pobre.&lt;br&gt;A luva branca do nobre&lt;br&gt;Oh! senhores, n&amp;#227;o mancheis...&lt;br&gt;Os p&amp;#233;s l&amp;#225; pisam em lama,&lt;br&gt;Por&amp;#233;m as frontes s&amp;#227;o puras&lt;br&gt;Mas v&amp;#243;s nas faces impuras&lt;br&gt;Tendes lodo, e pus nos p&amp;#233;s.&lt;p&gt;Por&amp;#233;m v&amp;#243;s, que no lixo do oceano&lt;br&gt;A p&amp;#233;rola de luz ides buscar,&lt;br&gt;Mergulhadores deste pego insano&lt;br&gt;Da sociedade, deste tredo mar.&lt;br&gt;Vinde ver como rasgam-se as entranhas&lt;br&gt;De uma ra&amp;#231;a de novos Prometeus,&lt;br&gt;Ai! vamos ver guilhotinadas almas&lt;br&gt;Da senzala nos vivos mausol&amp;#233;us.&lt;p&gt;- Escrava, d&amp;#225;-me teu filho!&lt;br&gt;Senhores, ide-lo ver:&lt;br&gt;&amp;#201; forte, de uma ra&amp;#231;a bem provada,&lt;br&gt;Havemos tudo fazer.&lt;p&gt;Assim dizia o fazendeiro, rindo,&lt;br&gt;E agitava o chicote...&lt;br&gt;A m&amp;#227;e que ouvia&lt;br&gt;Im&amp;#243;vel, pasma, doida, sem raz&amp;#227;o!&lt;br&gt;&amp;#192; Virgem Santa pedia&lt;br&gt;Com prantos por ora&amp;#231;&amp;#227;o;&lt;br&gt;E os olhos no ar erguia&lt;br&gt;Que a voz n&amp;#227;o podia, n&amp;#227;o.&lt;p&gt;- D&amp;#225;-me teu filho! repetiu fremente&lt;br&gt;o senhor, de sobr`olho carregado.&lt;br&gt;- Imposs&amp;#237;vel!...&lt;br&gt;- Que dizes, miser&amp;#225;vel?!&lt;br&gt;- Perd&amp;#227;o, senhor! perd&amp;#227;o! meu filho dorme...&lt;br&gt;Inda h&amp;#225; pouco o embalei, pobre inocente,&lt;br&gt;Que nem sequer pressente&lt;br&gt;Que ides...&lt;br&gt;- Sim, que o vou vender!&lt;br&gt;- Vender?!. . . Vender meu filho?!&lt;p&gt;Senhor, por piedade, n&amp;#227;o&lt;br&gt;V&amp;#243;s sois bom antes do peito&lt;br&gt;Me arranqueis o cora&amp;#231;&amp;#227;o!&lt;br&gt;Por piedade, matai-me! Oh! &amp;#201; imposs&amp;#237;vel&lt;br&gt;Que me roubem da vida o &amp;#250;nico bem!&lt;br&gt;Apenas sabe rir &amp;#233; t&amp;#227;o pequeno!&lt;br&gt;Inda n&amp;#227;o sabe me chamar? Tamb&amp;#233;m&lt;br&gt;Senhor, v&amp;#243;s tendes filhos... quem n&amp;#227;o tem?&lt;p&gt;Se algu&amp;#233;m quisesse os vender&lt;br&gt;Hav&amp;#237;eis muito chorar&lt;br&gt;Hav&amp;#237;eis muito gemer,&lt;br&gt;Dir&amp;#237;eis a rir - Perd&amp;#227;o?!&lt;br&gt;Deixai meu filho... arrancai-me&lt;br&gt;Antes a alma e o cora&amp;#231;&amp;#227;o!&lt;p&gt;- Cala-te miser&amp;#225;vel! Meus senhores,&lt;br&gt;O escravo podeis ver ...&lt;p&gt;E a m&amp;#227;e em pranto aos p&amp;#233;s dos mercadores&lt;br&gt;Atirou-se a gemer.&lt;br&gt;- Senhores! basta a desgra&amp;#231;a&lt;br&gt;De n&amp;#227;o ter p&amp;#225;tria nem lar, -&lt;br&gt;De ter honra e ser vendida&lt;br&gt;De ter alma e nunca amar!&lt;p&gt;Deixai &amp;#224; noite que chora&lt;br&gt;Que espere ao menos a aurora,&lt;br&gt;Ao ramo seco uma flor;&lt;br&gt;Deixai o p&amp;#225;ssaro ao ninho,&lt;br&gt;Deixai &amp;#224; m&amp;#227;e o filhinho,&lt;br&gt;Deixai &amp;#224; desgra&amp;#231;a o amor.&lt;p&gt;Meu filho &amp;#233;-me a sombra amiga&lt;br&gt;Neste deserto cruel!...&lt;br&gt;Flor de inoc&amp;#234;ncia e candura.&lt;br&gt;Favo de amor e de mel!&lt;br&gt;Seu riso &amp;#233; minha alvorada,&lt;br&gt;Sua l&amp;#225;grima doirada&lt;br&gt;Minha estrela, minha luz!&lt;br&gt;&amp;#201; da vida o &amp;#250;nico brilho&lt;br&gt;Meu filho! &amp;#233; mais... &amp;#233; meu filho&lt;br&gt;Deixai-mo em nome da Cruz!...&lt;p&gt;Por&amp;#233;m nada comove homens de pedra,&lt;br&gt;Sepulcros onde &amp;#233; morto o cora&amp;#231;&amp;#227;o.&lt;br&gt;A crian&amp;#231;a do ber&amp;#231;o ei-los arrancam&lt;br&gt;Que os bracinhos estende e chora em v&amp;#227;o!&lt;p&gt;Mudou-se a cena. J&amp;#225; vistes&lt;br&gt;Bramir na mata o jaguar,&lt;br&gt;E no furor desmedido&lt;br&gt;Saltar, raivando atrevido.&lt;br&gt;O ramo, o tronco estalar,&lt;br&gt;Morder os c&amp;#227;es que o morderam...&lt;br&gt;De v&amp;#237;tima feita algoz,&lt;br&gt;Em sangue e horror envolvido&lt;br&gt;Terr&amp;#237;vel, bravo, feroz?&lt;p&gt;Assim a escrava da crian&amp;#231;a ao grito&lt;br&gt;Destemida saltou,&lt;br&gt;E a turba dos senhores aterrada&lt;br&gt;Ante ela recuou.&lt;p&gt;- Nem mais um passo, cobardes!&lt;br&gt;Nem mais um passo! ladr&amp;#245;es!&lt;br&gt;Se os outros roubam as bolsas,&lt;br&gt;V&amp;#243;s roubais os cora&amp;#231;&amp;#245;es! ...&lt;p&gt;Entram tr&amp;#234;s negros possantes,&lt;br&gt;Brilham punhais trai&amp;#231;oeiros...&lt;br&gt;Rolam por terra os primeiros&lt;br&gt;Da morte nas contor&amp;#231;&amp;#245;es.&lt;p&gt;Um momento depois a cavalgada&lt;br&gt;Levava a trote largo pela estrada&lt;br&gt;A crian&amp;#231;a a chorar.&lt;br&gt;Na fazenda o azorrague ent&amp;#227;o se ouvia&lt;br&gt;E aos golpes - uma doida respondia&lt;br&gt;Com frio gargalhar!...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-6570084302847211324?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/6570084302847211324/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=6570084302847211324' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/6570084302847211324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/6570084302847211324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2010/11/tragedia-no-lar.html' title='Tragédia no Lar'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-7646132662089828039</id><published>2010-11-01T00:37:00.000Z</published><updated>2010-11-01T00:38:03.640Z</updated><title type='text'>CUNHAS</title><content type='html'>&lt;DIV&gt;Empresário: Bom dia Sr. Eng., há quanto tempo ??!!!&lt;BR&gt;Ministro: Olha,  olha, está tudo bem?!&lt;BR&gt;Empresário: Eh pá, mais ou menos, tenho o meu filho  desempregado, tu é que eras homem para me desenrascar o miúdo.&lt;BR&gt;Ministro: E  que habilitações ele tem?!&lt;BR&gt;Empresário: Tem o 12.º completo.&lt;BR&gt;Ministro: O  que ele sabe fazer?!&lt;BR&gt;Empresário:&amp;nbsp; Nada, sabe ir para a Discoteca e  deitar-se às tantas da manhã!&lt;BR&gt;Ministro: Posso arranjar-lhe um lugar como  Assessor, fica a ganhar cerca de 4000, agrada-te?!&lt;BR&gt;Empresário:&amp;nbsp; Isso é  muito dinheiro, com a cabeça que ele tem era uma&lt;BR&gt;desgraça! Não arranjas algo  com um ordenado mais baixo?!&lt;BR&gt;Ministro: Sim, um lugar de Secretário já se  ganha 3000 !...&lt;BR&gt;Empresário: Ainda é muito dinheiro, não tens nada à volta dos  600-700 ???&lt;BR&gt;Ministro: Eh pá, isso não, para esse ordenado tem de ser  Licenciado, falar&lt;BR&gt;Inglês e dominar Informática!!!...&lt;/DIV&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-7646132662089828039?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/7646132662089828039/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=7646132662089828039' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/7646132662089828039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/7646132662089828039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2010/11/cunhas.html' title='CUNHAS'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-8297154957344104192</id><published>2010-10-31T05:00:00.000Z</published><updated>2010-10-31T14:55:04.560Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Hora de Verão'/><title type='text'>Hora de Inverno</title><content type='html'>Legislação para Portugal continental&lt;BR&gt;
Decreto-Lei nº. 17/96, de 8 de Março&lt;BR&gt;
Artigo 1º.&lt;BR&gt;
1 - A hora legal de Portugal continental coincide com o tempo universal coordenado (UTC) no período compreendido entre a 1 hora UTC do último domingo de Outubro e a 1 hora UTC do último domingo de Março seguinte (hora de Inverno).&lt;BR&gt;
2 - A hora legal coincide com o tempo universal coordenado aumentado de sessenta minutos no período compreendido entre a 1 hora UTC do último domingo de Março e a 1 hora UTC do último domingo de Outubro (hora de Verão).&lt;BR&gt;
Artigo 2º.&lt;BR&gt;
As mudanças de hora efectuar-se-ão adiantando os relógios de sessenta minutos à 1 hora UTC do último domingo de Março e atrasando-os de sessenta minutos à 1 hora UTC do último domingo de Outubro seguinte.&lt;BR&gt;
&lt;BR&gt;
Legislação para a Região Autónoma da Madeira&lt;BR&gt;
Decreto Legislativo Regional nº. 6/96/M, de 25 de Junho&lt;BR&gt;
Artigo 1º.&lt;BR&gt;
1 - A hora legal da Região Autónoma da Madeira coincide com o tempo universal coordenado (UTC) no período compreendido entre a 1 hora UTC do último domingo de Outubro e a 1 hora UTC do último domingo de Março seguinte (hora de Inverno).&lt;BR&gt;
2 - A hora legal coincide com o tempo universal coordenado aumentado de sessenta minutos no período compreendido entre a 1 hora UTC do último domingo de Março e a 1 hora UTC do último domingo de Outubro (hora de Verão).&lt;BR&gt;
Art. 2º.&lt;BR&gt;
As mudanças de hora efectuar-se-ão adiantando os relógios de sessenta minutos à 1 hora UTC (à 1 hora de tempo legal) do último domingo de Março e atrasando-se de sessenta minutos à 1 hora UTC (às 2 horas de tempo legal) do último domingo de Outubro seguinte.&lt;BR&gt;
&lt;BR&gt;
Legislação para a Região Autónoma dos Açores&lt;BR&gt;
Decreto Legislativo Regional nº. 16/96/A, de 1 de Agosto&lt;BR&gt;
Artigo 1º.&lt;BR&gt;
A hora legal dos Açores coincide com o tempo universal coordenado (UTC) diminuído de sessenta minutos no período compreendido entre a 1 hora UTC do último domingo de Outubro e a 1 hora UTC do último domingo de Março seguinte (período da hora de Inverno) e coincide com o tempo universal coordenado no período compreendido entre a 1 hora UTC do último domingo de Março e a 1 hora UTC do último domingo de Outubro seguinte (período da hora de Verão).&lt;BR&gt;
Art. 2º.&lt;BR&gt;
As mudanças de hora efectuar-se-ão adiantando os relógios de sessenta minutos à 1 hora UTC (0 horas de tempo legal) do último domingo de Março e atrasando-os de sessenta minutos à 1 hora UTC (1 hora de tempo legal) do último domingo de Outubro seguinte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-8297154957344104192?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/8297154957344104192/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=8297154957344104192' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/8297154957344104192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/8297154957344104192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2010/10/31.html' title='Hora de Inverno'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-4310147741062145197</id><published>2010-10-31T01:53:00.000+01:00</published><updated>2010-10-31T01:54:17.369+01:00</updated><title type='text'>"O Menino que Trouxe Luz ao Mundo da Escuridão"</title><content type='html'>Um dia, um menino de 3 anos estava na oficina do pai, vendo-o fazer arreios e selas. Quando crescesse, queria ser igual ao pai. Tentando imit&amp;#225;-lo, tomou um instrumento pontudo e come&amp;#231;ou a bater numa tira de couro. O instrumento escapou da pequena m&amp;#227;o, atingindo-lhe o olho esquerdo. &lt;br&gt;Logo mais, uma infec&amp;#231;&amp;#227;o atingiu o olho direito e o menino ficou totalmente cego. Com o passar do tempo, embora se esfor&amp;#231;asse para se lembrar, as imagens foram gradualmente desaparecendo e ele n&amp;#227;o se lembrava mais das cores. &lt;br&gt;Aprendeu a ajudar o pai na oficina, trazendo ferramentas e pe&amp;#231;as de couro. Ia para a escola e todos se admiravam da sua mem&amp;#243;ria. De verdade, ele n&amp;#227;o estava feliz com seus estudos. Queria ler livros. Escrever cartas, como os seus colegas. &lt;br&gt;Um dia, ouviu falar de uma escola para cegos. Aos dez anos, Louis chegou a Paris, levado pelo pai e se matriculou no instituto nacional para crian&amp;#231;as cegas. Ali havia livros com letras grandes em relevo. Os estudantes sentiam, pelo tacto, as formas das letras e aprendiam as palavras e frases.&lt;br&gt;Logo o jovem Louis descobriu que era um m&amp;#233;todo limitado. As letras eram muito grandes. Uma hist&amp;#243;ria curta enchia muitas p&amp;#225;ginas. O processo de leitura era muito demorado. A impress&amp;#227;o de tais volumes era muito cara. Em pouco tempo o menino tinha lido tudo que havia na biblioteca. &lt;br&gt;Queria mais. Como adorava m&amp;#250;sica, tornou-se estudante de piano e violoncelo. O amor &amp;#224; m&amp;#250;sica agu&amp;#231;ou seu desejo pela leitura. Queria ler tamb&amp;#233;m notas musicais. &lt;br&gt;Passava noites acordado, pensando em como resolver o problema. Ouviu falar de um capit&amp;#227;o do ex&amp;#233;rcito que tinha desenvolvido um m&amp;#233;todo para ler mensagens no escuro. &lt;br&gt;A escrita nocturna consistia em conjuntos de pontos e tra&amp;#231;os em relevo no papel. Os soldados podiam, correndo os dedos sobre os c&amp;#243;digos, ler sem precisar de luz. &lt;br&gt;Ora, se os soldados podiam, os cegos tamb&amp;#233;m podiam, pensou o garoto. Procurou o capit&amp;#227;o Barbier que lhe mostrou como funcionava o m&amp;#233;todo. Fez uma s&amp;#233;rie de furinhos numa folha de papel, com um furador muito semelhante ao que cegara o pequeno. &lt;br&gt;Noite ap&amp;#243;s noite e dia ap&amp;#243;s dia, Louis trabalhou no sistema de Barbier, fazendo adapta&amp;#231;&amp;#245;es e aperfei&amp;#231;oando-o. Suportou muita resist&amp;#234;ncia. &lt;br&gt;Os donos do instituto tinham gasto uma fortuna na impress&amp;#227;o dos livros com as letras em relevo. N&amp;#227;o queriam que tudo fosse por &amp;#225;gua abaixo.&lt;br&gt;Com persist&amp;#234;ncia, Louis Braille foi mostrando seu m&amp;#233;todo. Os meninos do instituto se interessavam. &amp;#192; noite, &amp;#224;s escondidas, iam ao seu quarto, para aprender.&lt;br&gt;Finalmente, aos 20 anos de idade, Louis chegou a um alfabeto leg&amp;#237;vel com combina&amp;#231;&amp;#245;es variadas de um a seis pontos. O m&amp;#233;todo Braille estava pronto. O sistema permitia tamb&amp;#233;m ler e escrever m&amp;#250;sica.&lt;br&gt;A ideia acabou por encontrar aceita&amp;#231;&amp;#227;o.&lt;br&gt;Semanas antes de morrer, no leito do hospital, Louis disse a um amigo:&lt;br&gt;&amp;quot;Tenho certeza de que minha miss&amp;#227;o na Terra terminou.&amp;quot;&lt;br&gt;Dois dias depois de completar 43 anos, Louis Braille faleceu. &lt;br&gt;Nos anos seguintes &amp;#224; sua morte, o m&amp;#233;todo se espalhou por v&amp;#225;rios pa&amp;#237;ses. Finalmente, foi aceito como o m&amp;#233;todo oficial de leitura e escrita para aqueles que n&amp;#227;o enxergam. &lt;br&gt;Assim, os livros puderam fazer parte da vida dos cegos. Tudo gra&amp;#231;as a um menino imerso em trevas, que dedicou sua vida a fazer luz para enriquecer a sua e a vida de todos os que se encontram privados da vis&amp;#227;o f&amp;#237;sica. &lt;br&gt;H&amp;#225; quem use suas limita&amp;#231;&amp;#245;es como desculpa para n&amp;#227;o agir nem produzir.&lt;br&gt;No entanto, como tudo deve nos trazer aprendizado, a sabedoria est&amp;#225;, justamente, em superar as piores condi&amp;#231;&amp;#245;es e realizar o melhor para si e para os outros.&lt;p&gt;Louis Braille nasceu a 4 de Janeiro de 1809, em Coupvray, na Fran&amp;#231;a e faleceu a 6 de Janeiro de 1852&lt;p&gt;Autor: Willian J. Bennett - Livro das Virtudes II, Cap&amp;#237;tulo: &amp;quot;O Menino que Trouxe Luz ao Mundo da Escurid&amp;#227;o&amp;quot;,  O Compasso Moral, ed. Nova Fronteira.&lt;p&gt;(Texto retirado de uma apresenta&amp;#231;&amp;#227;o power-point)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-4310147741062145197?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/4310147741062145197/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=4310147741062145197' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/4310147741062145197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/4310147741062145197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2010/10/o-menino-que-trouxe-luz-ao-mundo-da.html' title='&quot;O Menino que Trouxe Luz ao Mundo da Escuridão&quot;'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-4012331172459592940</id><published>2010-10-22T15:32:00.001+01:00</published><updated>2010-10-22T15:32:45.582+01:00</updated><title type='text'>Comentário do dia</title><content type='html'>&amp;quot;O leitinho com chocolate passa de 6% para 23% de IVA. O vinho mant&amp;#233;m-se a 13%. &lt;br&gt;Os mi&amp;#250;dos v&amp;#227;o passar a levar Porta da Ravessa para a escola...&amp;quot;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-4012331172459592940?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/4012331172459592940/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=4012331172459592940' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/4012331172459592940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/4012331172459592940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2010/10/comentario-do-dia.html' title='Comentário do dia'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-7203972310441021961</id><published>2010-10-19T05:33:00.000+01:00</published><updated>2010-10-21T09:42:07.653+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luiz Fernando Veríssimo'/><title type='text'>BULA DO VIAGRA</title><content type='html'>- Vai, Horácio. Toma logo.&lt;BR&gt;- Eu não tomo nada sem antes  ler a bula. Cadê meus óculos?&lt;BR&gt;- Pendurados no seu pescoço.&lt;BR&gt;- Isso é  ridículo, Maria Helena. Ridículo!!!&lt;BR&gt;- Então, todos os homens da sua idade são  ridículos. Porque todos estão&lt;BR&gt;tomando! E não me puxa esse lençol, fazendo o  favor. Olha aí o bololô&lt;BR&gt;que você me faz nas cobertas!&lt;BR&gt;- A humanidade  conseguiu crescer e se multiplicar durante milênios sem&lt;BR&gt;isso. Nós dois  crescemos e nos multiplicamos sem isso. Taí o Pedro&lt;BR&gt;Paulo, taí o Zé Augusto  que não me deixam mentir. Fora aquele aborto&lt;BR&gt;que você fez.&lt;BR&gt;- Horácio, eu  não vou discutir isso com você agora. Toma logo esse negócio.&lt;BR&gt;- Isso aqui faz  mal pro coração, sabia? Um monte de gente já morreu tentando&lt;BR&gt;dar uma  trepadinha farmacêutica.&lt;BR&gt;- Foi por uma boa causa. E não faz mal coisa  nenhuma. Só pra quem é&lt;BR&gt;cardíaco e toma remédio. Você não é cardíaco. Nem  coração você tem mais.&lt;BR&gt;- Não começa, Maria Helena, não começa.&lt;BR&gt;- Pode  ficar sossegado que você não vai morrer do coração por causa&lt;BR&gt;dessa pilulinha.  Eu vi num programa do GNT um velhinho de 92 anos que&lt;BR&gt;toma isso todo dia.&lt;BR&gt;-  Sério?&lt;BR&gt;- Preciso de sexo, Horácio.&lt;BR&gt;- Mas hoje é segunda, Maria  Helena...&lt;BR&gt;- Quero trepar!!! Foder!!! Ser comida por um macho de pau  duro!!!&lt;BR&gt;- Francamente, Maria Helena, que boca. Parece que saiu da zona.&lt;BR&gt;-  Quero ser penetrada, quero gozar.&lt;BR&gt;- O sexo é uma ditadura, Maria Helena A  gente tá na idade de se livrar dela.&lt;BR&gt;- Saudades da dita dura. Olha só, você  me fez fazer um trocadilho de merda.&lt;BR&gt;- Além do mais, Maria Helena, nós já  tivemos um número mais do que&lt;BR&gt;suficiente de relações sexuais na vida, por  qualquer padrão de&lt;BR&gt;referência, nacional ou estrangeiro. A quantidade de  esperma que eu já&lt;BR&gt;gastei nesses anos todos com você dava pra encher a piscina  aqui do&lt;BR&gt;prédio.&lt;BR&gt;- Com o esperma que você ordenhou manualmente, talvez. O  que o senhor&lt;BR&gt;gastou comigo não daria nem pra encher o bidê aqui de casa. Um  penico,&lt;BR&gt;talvez. Até a metade.&lt;BR&gt;- Maria Helena...&lt;BR&gt;- E faz quase um ano  que não pinga uma gota lá dentro!&lt;BR&gt;- Sossega o facho, mulher. Vai fazer ioga,  tai chi chuan. Já ouviu&lt;BR&gt;falar em feng shui, bonsai, shiatsu? Arranja um  cachorro. Quer um&lt;BR&gt;cachorro? Um salsichinha?&lt;BR&gt;- Quero um salsichão, Horácio.  Olha aí: outra piadinha infame.&lt;BR&gt;- É porque você está com idéia fixa nessa  porcaria.&lt;BR&gt;- Que porcaria?&lt;BR&gt;- O sexo, Maria Helena, o sexo.&lt;BR&gt;- Sabe o que  mais que deu naquele programa sobre sexo, Horácio?&lt;BR&gt;- Não estou  interessado.&lt;BR&gt;- Deu que as mulheres com vida sexual ativa têm muito menos  chance de ter&lt;BR&gt;câncer. É científico.&lt;BR&gt;- Come brócolis que é a mesma coisa,  Maria Helena. Protege contra tudo&lt;BR&gt;que é câncer.. Também é científico, sabia?  E puxado no azeite, com&lt;BR&gt;alho, fica uma delícia.&lt;BR&gt;- A que ponto chegamos,  Horácio. Eu falando de sexo e você me vem com&lt;BR&gt;brócolis puxado no azeite!&lt;BR&gt;-  Com alho.&lt;BR&gt;- Faça-me o favor, Horácio.&lt;BR&gt;- Maria Helena, escuta aqui, você já  tem 50 anos, minha filha, dois filhos&lt;BR&gt;adultos, já tirou um ovário, já...&lt;BR&gt;-  Não fiz 50 ainda. Não vem não. E o que é que filho e ovário têm a ver  com&lt;BR&gt;sexo?&lt;BR&gt;- Maria Helena, me escuta. Depois de uma certa idade as mulheres  não&lt;BR&gt;precisam mais de sexo.&lt;BR&gt;- Ah, não? Quem decidiu isso?&lt;BR&gt;- Sexo nessa  idade é pras imaturas. Pras deslumbradas, pras iludidas que não&lt;BR&gt;sabem  envelhecer com dignidade.&lt;BR&gt;- Prefiro envelhecer com orgasmos&lt;BR&gt;- O que é que  o Freud não diria de você, Maria Helena.&lt;BR&gt;- E de você, então, Horácio? No  mínimo, que você virou gay depois de velho.&lt;BR&gt;Boiola.&lt;BR&gt;- Maria Helena!  Faça-me o favor.. Eu tenho que ouvir isso na minha&lt;BR&gt;própria casa, na minha  própria cama,diante da minha própria televisão?&lt;BR&gt;- Aliás, gay gosta de trepar.  É o que eles mais gostam de fazer. Você&lt;BR&gt;virou outra coisa, sei lá o quê. Um  pingüim de geladeira, talvez.&lt;BR&gt;- Maria Helena, dá um tempo, tá? Tenho mais o  que fazer.&lt;BR&gt;- Fazer? Essa é boa. O que é que um bancário aposentado com  salário&lt;BR&gt;integral tem pra fazer na vida, posso saber? Ficar jogando bilhar  a&lt;BR&gt;tarde inteira?&lt;BR&gt;- Sem comentários, Maria Helena, sem comentários.&lt;BR&gt;- Tá  bom, sem comentários. Bota os óculos e lê duma vez essa bendita bula.&lt;BR&gt;- Só  que precisa de dois óculos pra ler isso. Olha só o tamanhico da&lt;BR&gt;letra. Se é  um negócio pra velho, deviam botar uma letra bem grande.&lt;BR&gt;Pelo menos  isso.&lt;BR&gt;- Vira o foco do abajur para cá... assim... melhorou?&lt;BR&gt;- Abaixa essa  televisão também. Não consigo me concentrar ouvindo novela.&lt;BR&gt;Mais. Mais um  pouco.&lt;BR&gt;- Pronto, patrãozinho. Sem som. Vai, lê duma vez.&lt;BR&gt;- O princípio  ativo do medicamento é o citrato de sildenafil.&lt;BR&gt;- Sei.&lt;BR&gt;- Veículos  excipientes: celulose microcristalina...&lt;BR&gt;- Celulose vem da madeira. Pau,  portanto. Bom sinal.&lt;BR&gt;- Onde foi parar a sua pouca educação, Maria  Helena?&lt;BR&gt;- Vai lendo, Horácio. Depois conversamos sobre a minha pouca  educação..&lt;BR&gt;- Cros... camelose sádica. Croscamelose. Castrepa, Maria Helena.  Me&lt;BR&gt;recuso a tomar um troço com esse nome. Deve ser alguma secreção  de&lt;BR&gt;camelo. Se não for coisa pior.&lt;BR&gt;- Não é camelose. Num tá vendo aí? É  caRmelose.. Deve ser algum adoçante&lt;BR&gt;artificial. Pro seu pau ficar doce, meu  bem.&lt;BR&gt;- Putz. Só rindo mesmo. A menopausa acabou com a sua lucidez, Maria  Helena.&lt;BR&gt;- Troco toda a lucidez do mundo por um pau tinindo de tesão por  mim.&lt;BR&gt;- Absurdo, absurdo.&lt;BR&gt;- Que mais, que mais, Horácio?&lt;BR&gt;- Dióxido de  titânio...&lt;BR&gt;- Ah, titânio. Pro negócio ficar bem duro.&lt;BR&gt;- índigo  carmim...&lt;BR&gt;- índigo? Deve ser o que dá o azul da pilulinha.&lt;BR&gt;- Será que esse  negócio não vai deixar o meu pau azul, Maria Helena?&lt;BR&gt;- E daí, se deixar? Você  não sai por aí exibindo o seu pênis, que eu saiba.&lt;BR&gt;Ou sai?&lt;BR&gt;- Mas, e se eu  for a um mictório público? o que é que o cara ao lado não vai&lt;BR&gt;pensar do meu  pinto azul?&lt;BR&gt;- Diz que você é um alienígena, ora bolas. Que o seu corpo está  pouco a&lt;BR&gt;pouco se adaptando à Terra, que ainda faltam alguns detalhes.  Ou&lt;BR&gt;explica que você é um nobre, de sangue e pinto azul. Ou não diz  nada,&lt;BR&gt;ora bolas. Acaba de mijar, guarda o pinto azul e vai embora, pô.&lt;BR&gt;-  Escuta. Agora vem a parte que explica como esse petardo funciona.&lt;BR&gt;- Isso.  Quero ver esse petardo funcionando direitinho.&lt;BR&gt;- Presta atenção. 'O óxido  nítrico, responsável pela ereção do&lt;BR&gt;pênis,ativa a enzima guanilato ciclase,  que, por sua vez, induz um&lt;BR&gt;aumento dos níveis de monofosfato de guanosina  cíclico, produzindo um&lt;BR&gt;relaxamento da musculatura lisa dos corpos cavernosos  do pênis e&lt;BR&gt;permitindo assim o influxo de sangue:' Cacete. Corpos cavernosos  Já&lt;BR&gt;pensou, Maria Helena? Corpos cavernosos sendo inundados de sangue?  Puro&lt;BR&gt;Zé do Caixão.&lt;BR&gt;- Corpo cavernoso só pode ser herança do homem das  cavernas. Vocês homens&lt;BR&gt;evoluem muito lentamente.&lt;BR&gt;- Pára de viajar, Maria  Helena. Parece que fumou maconha.&lt;BR&gt;- Não era má idéia. Pra relaxar. Vou roubar  do Pedro Paulo. Eu sei onde ele&lt;BR&gt;esconde. Podíamos fumar juntos.&lt;BR&gt;- Eu já tô  relaxado. Tô até com sono, pra falar a verdade.&lt;BR&gt;- Lê, lê, lê, lê aí. Você já  dormiu tudo a que tinha direito nessa vida.&lt;BR&gt;- Vou ler. 'Todavia, o sildenafil  não exerce um efeito relaxante diretamente&lt;BR&gt;sobre os corpos  cavernosos..:'&lt;BR&gt;- Não?&lt;BR&gt;- Não, Maria Helena... Ele apenas 'aumenta o efeito  relaxante do óxido&lt;BR&gt;nítrico através da inibição da fosfodiesterase-5, a qual'  - veja bem,&lt;BR&gt;Maria Helena, veja bem - 'a qual é a responsável, pela degradação  do&lt;BR&gt;monofosfato de guanosina cíclico no corpo cavernoso?'. Ouviu isso?&lt;BR&gt;-  Degradação, Maria Helena. Dentro dos meus próprios corpos  cavernosos.&lt;BR&gt;Degradante..&lt;BR&gt;- Degradante é pau mole..&lt;BR&gt;- Olha o nível,  Maria Helena! Olha o nível!! Vamos ver os efeitos&lt;BR&gt;colaterais. Olha lá: dor de  cabeça. Você sabe muito bem que se tem uma&lt;BR&gt;coisa que eu não suporto na vida é  dor de cabeça.&lt;BR&gt;- Na cultura judaico-cristã é assim mesmo, Horácio. Pra cabeça  de baixo&lt;BR&gt;gozar, a de cima tem que padecer.&lt;BR&gt;- Não me venha com essa sua  erudição de internet, Maria Helena. Estamos&lt;BR&gt;off-line.&lt;BR&gt;- Deixa de ser  criança, Horácio. Se der dor de cabeça você toma um&lt;BR&gt;Tylenol, reza uma  ave-maria, canta o 'Hava Naguila' que passa.&lt;BR&gt;- Outro efeito colateral: rubor.  Rá, rá. Vou ficar com cara de quê, Maria&lt;BR&gt;Helena? De camarão no espeto?&lt;BR&gt;-  Se for camarão com espeto, tá ótimo. Que mais, que mais?&lt;BR&gt;- Enjôos. Ó céus!  Enjôos...&lt;BR&gt;- Você sempre foi um tipo enjoado, Horácio. Ninguém vai notar a  diferença.&lt;BR&gt;- Vamos ver o que mais... hum.. dispepsia. Que lindo. Vou trepar  arrotando na&lt;BR&gt;sua cara.&lt;BR&gt;- Você me come por trás. Arrota na minha nuca.&lt;BR&gt;-  É brincadeira.. É essa a sua idéia de amor, Maria Helena?&lt;BR&gt;- Isso não tem nada  a ver com amor, Horácio. Já disse: é profilaxia&lt;BR&gt;contra o câncer. E arrotar,  você já arrota mesmo o dia inteiro, sem a&lt;BR&gt;menor cerimônia. Na mesa, na sala,  em qualquer lugar.&lt;BR&gt;- Como se você não arrotasse, Maria Helena.&lt;BR&gt;- Mas não  fico trombeteando os meus arrotos. Isso é coisa de machão&lt;BR&gt;broxa. Em vez de  trepar com a esposa, fica arrotando alto pra se sentir&lt;BR&gt;o cara do pedaço.&lt;BR&gt;-  Como você é simplória, Maria Helena, como você é.... menor. Desculpe,&lt;BR&gt;mas  acho que o seu cérebro anda encolhendo, sabia? Ou mofando. Ou as&lt;BR&gt;duas  coisas.&lt;BR&gt;- Vai, Horácio, chega de conversa mole. E de pau idem. Pula os  efeitos&lt;BR&gt;colaterais.&lt;BR&gt;- Como, 'pula os efeitos colaterais'? É porque não é  você quem vai&lt;BR&gt;tomar essa meleca, né? Vou ler até o fim. Os efeitos colaterais  são a&lt;BR&gt;parte mais importante. Olha lá: gases. Que é que tá rindo aí?&lt;BR&gt;- Do  efeito cu-lateral. Desculpa. Esse foi de propósito. Não agüentei..&lt;BR&gt;- Admiro  seu humor refinado, Maria Helena. Torna você uma mulher tão mais&lt;BR&gt;sedutora,  sabia?&lt;BR&gt;- Obrigada, Horácio.'Agora, quanto aos seus gases, pode relaxar  o&lt;BR&gt;esfíncter, meu filho. Numa boa. Tô tão acostumada que até sinto  falta&lt;BR&gt;quando estou sozinha. Sério. Fico pensando: Ah, se o Horácio  estivesse&lt;BR&gt;aqui agora pra soltar uma bufa de feijoada com cerveja na minha  cara...&lt;BR&gt;- Maria Helena, qualquer dia você vai ganhar o Oscar da  vulgaridade&lt;BR&gt;universal.&lt;BR&gt;- Vou dedicar a você.&lt;BR&gt;- Vamos ver que mais temos  aqui em matéria de efeitos colaterais. Ah!&lt;BR&gt;Congestão nasal. Que gracinha. Vou  ficar fanho, que nem o Donald.&lt;BR&gt;Qüém,qüém. Qüém.&lt;BR&gt;- Um pateta com voz de  pato. Perfeito.&lt;BR&gt;- R idículo. Absurdo. Idiota.&lt;BR&gt;- Ridículo você já é,  Horácio. E quem não é? Além do mais, é só calar a boca&lt;BR&gt;que você não fica  fanho.&lt;BR&gt;- Ah, tá. E se eu quiser falar alguma coisa na hora?&lt;BR&gt;- Você não diz  nada de interessante há mais de dez anos, Horácio. Vai dizer&lt;BR&gt;justo na hora de  trepar?&lt;BR&gt;- Eu não nasci para dizer coisas interessantes a você, Maria  Helena.&lt;BR&gt;- Já percebi.&lt;BR&gt;- Hum... Ouve só; diarréia!&lt;BR&gt;- Quê?&lt;BR&gt;- É outro  efeito colateral dessa bomba aqui. Fala sério, Maria Helena.&lt;BR&gt;Isto aqui é um  veneno. Não sei como eles vendem sem receita.&lt;BR&gt;- Deixa de ser pueril, Horácio.  Magina se alguém vai ter todos os efeitos&lt;BR&gt;colaterais ao mesmo tempo. No  máximo um ou dois.&lt;BR&gt;- A caganeira e os arrotos, por exemplo? Ou a ânsia de  vômito e os gases?&lt;BR&gt;- Faz um cocozinho antes. Pra esvaziar! Agora, Horácio. Eu  espero.&lt;BR&gt;- Eu não estou com vontade de fazer cocozinho nenhum, Maria  Helena.&lt;BR&gt;Faça-me o favor. E olha aqui, mais um efeito colateral: visão  turva.&lt;BR&gt;- Você bota os seus óculos de leitura. E que tanto você quer ver que  já não&lt;BR&gt;viu?&lt;BR&gt;- Maria Helena, você não entendeu? Essa droga perturba  seriamente a&lt;BR&gt;visão. Vou ficar cego por sei lá quantas horas, quantos dias. E  tudo&lt;BR&gt;por causa de uma reles trepadinha? E se a minha visão não voltar?  Vou&lt;BR&gt;andar de bengala branca pro resto da vida?&lt;BR&gt;- Pode deixar que eu guio a  sua bengala, Horácio. Olha, pensa no lado&lt;BR&gt;bom da cegueira: você vai poder me  imaginar 20 anos mais moça. Trinta,&lt;BR&gt;se quiser.&lt;BR&gt;- Maria Helena, desisto.  Não vou tomar essa porcaria e tá acabado.&lt;BR&gt;- Dá aqui essa cartela, Horácio.  Abre a boca. Pronto. Engole. Olha a&lt;BR&gt;água aqui. Isso. Que foi? Engasgou,  amor?! Tosse pra lá,ô! Me borrifou&lt;BR&gt;toda! Que nojo! Quer que bata nas suas  costas? Ai, meu Deus! Horácio?&lt;BR&gt;Você está bem? Respira fundo! Isso, isso... E  aí, amor? Melhorou? Morrer&lt;BR&gt;afogado num copo d'água ia ser idiota demais, até  prum cara como você.&lt;BR&gt;- Arrr! E com essa pílula monstruosa entalada na  garganta, ainda por cima!&lt;BR&gt;Ufff! Me dá mais água&lt;BR&gt;- Quanto tempo isso aí  demora pra fazer efeito?&lt;BR&gt;- Isso aí o quê?&lt;BR&gt;- A pílula, Horácio, a  pílula.&lt;BR&gt;- E eu sei lá?&lt;BR&gt;- Vê na bula, Horácio.&lt;BR&gt;- Hum... tá aqui: 30  minutos.&lt;BR&gt;- Ótimo. Dá tempo de ver o fim da minha novela.&lt;P&gt;(Luiz F.  Veríssimo)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-7203972310441021961?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/7203972310441021961/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=7203972310441021961' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/7203972310441021961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/7203972310441021961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2009/10/bula-do-viagra.html' title='BULA DO VIAGRA'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-495216590237059465</id><published>2010-10-17T07:01:00.002+01:00</published><updated>2010-10-21T09:50:32.904+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Piadas'/><title type='text'>SÓCRATES AOS PÉS DA CRUZ</title><content type='html'>S&amp;#243;crates vai a uma igreja e ajoelha-se na frente de Jesus crucificado, rezando:&lt;br&gt; &lt;br&gt; &lt;p&gt;&lt;p&gt;S&amp;#243;crates: Jesus, estou totalmente arrependido e gostaria de redimir meus pecados.&lt;p&gt;Jesus: Esta bem. Que tens feito?&lt;p&gt;S&amp;#243;crates: Depois de estes meus anos de governo estou deixando o povo arruinado e na mis&amp;#233;ria...&lt;p&gt;Jesus: D&amp;#234; gra&amp;#231;as ao Pai!&lt;p&gt;S&amp;#243;crates: Tra&amp;#237; o povo que me deu os seus votos!&lt;p&gt;Jesus: D&amp;#234; gra&amp;#231;as ao Pai!&lt;p&gt;S&amp;#243;crates: Economizei verbas da Sa&amp;#250;de, da Educa&amp;#231;&amp;#227;o, da Seguran&amp;#231;a, etc. etc., as quais foram encher os bolsos de alguns.&lt;p&gt;Jesus: D&amp;#234; gra&amp;#231;as ao Pai!&lt;p&gt;S&amp;#243;crates: Comprei carros topo de gama para a Assembleia, para os magistrados e tantos outros.&lt;p&gt;Jesus: D&amp;#234; gra&amp;#231;as ao Pai!&lt;p&gt;S&amp;#243;crates: Protegi as roubalheiras do Vara, do Godinho, do Rendeiro, do Jardim, do Oliveira Costa e tantos outros.&lt;p&gt;Jesus: D&amp;#234; gra&amp;#231;as ao Pai!&lt;p&gt;S&amp;#243;crates: Permiti que alarves como o Mexia, Pedro Soares, Zeinal, Coelho, e mais uma m&amp;#227;o cheia deles fossem agraciados com chorudos pr&amp;#233;mios com verbas tiradas do bolso do contribuinte. &lt;p&gt;Jesus: D&amp;#234; gra&amp;#231;as ao Pai!&lt;p&gt;S&amp;#243;crates: Pus &amp;#224; cabe&amp;#231;a dos Minist&amp;#233;rios aut&amp;#234;nticos alarves que s&amp;#243; fizeram burricadas na Educa&amp;#231;&amp;#227;o, na Sa&amp;#250;de, na Seguran&amp;#231;a, etc..&lt;p&gt;Jesus: D&amp;#234; gra&amp;#231;as ao Pai!&lt;p&gt;S&amp;#243;crates: Mancomunei-me com Presidente do Supremo Tribunal de Justi&amp;#231;a, com o Procurador Geral da Rep&amp;#250;blica e outros tantos biltres da sua igualha, para que dessem cobertura &amp;#224;s minhas manig&amp;#226;ncias.&lt;p&gt;Jesus: D&amp;#234; gra&amp;#231;as ao Pai!&lt;p&gt;S&amp;#243;crates: Meti-me naquela alhada dos exames feitos ao Domingo, nas casas l&amp;#225; na Parv&amp;#243;nia, no Freeport, na Maddie, nas sucatas, no TGV, na nova ponte, e em outras tantas que n&amp;#227;o vale a pena enumerar...&lt;p&gt;Jesus: D&amp;#234; gra&amp;#231;as ao Pai!&lt;p&gt;S&amp;#243;crates: Mas, Jesus, estou realmente arrependido e a &amp;#250;nica coisa que V&amp;#243;s tendes para me dizer &amp;#233;: &amp;quot;D&amp;#234; gra&amp;#231;as ao Pai&amp;quot;?&lt;p&gt;Jesus: Sim, agradece ao Pai por eu estar aqui pregado na cruz, porque sen&amp;#227;o desceria dela para te encher de porrada, seu ignorante, analfabeto, deslumbrado, traidor, ladr&amp;#227;o sem vergonha, mentiroso, golpista, corrupto, aproveitador.... Vai trabalhar, vagabundo!!!!!&lt;p&gt;&lt;p&gt;Nota: Quem receber esta corrente tem obriga&amp;#231;&amp;#227;o &amp;#233;tica e c&amp;#237;vica de retransmiti-la pelo menos a 10 amigos. Se esta corrente n&amp;#227;o continuar tudo continuar&amp;#225; na mesma.....&lt;br&gt; &lt;br&gt;PS: e n&amp;#227;o se esque&amp;#231;am de votar sempre nos mesmos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-495216590237059465?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/495216590237059465/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=495216590237059465' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/495216590237059465'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/495216590237059465'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2010/10/socrates-aos-pes-da-cruz.html' title='SÓCRATES AOS PÉS DA CRUZ'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-4942040278502028176</id><published>2010-10-11T00:13:00.002+01:00</published><updated>2010-10-21T09:54:21.822+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidades'/><title type='text'>O Seu 13º Mês Não Existe -FAÇA AS CONTAS (VERDADE OCULTA)</title><content type='html'>FA&amp;#199;A AS CONTAS ( VERDADE OCULTA )&lt;br&gt;INTERESSANTE: Os ingleses pagam &amp;#224; semana e claro, administrativamente &amp;#233; uma seca! Mas ...diz-se que h&amp;#225; sempre uma raz&amp;#227;o para as coisas! Ora bem, c&amp;#225; est&amp;#225; um exemplo aritm&amp;#233;tico simples que n&amp;#227;o exige altos conhecimentos de Matem&amp;#225;tica.  &lt;p&gt;Uma forma de desmascarar os brilhantes neo-liberais e os seus t&amp;#233;cnicos (lacaios) que recebem pens&amp;#245;es de ouro para nos enganarem com as suas brilhantes teorias...&lt;p&gt;Fala-se que o governo pode vir a n&amp;#227;o pagar aos funcion&amp;#225;rios p&amp;#250;blicos o 13&amp;#186; m&amp;#234;s.&lt;p&gt;Se o fizerem, &amp;#233; uma roubalheira sobre outra roubalheira.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Perguntar&amp;#227;o porqu&amp;#234;.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Respondo: Porque o 13&amp;#186; m&amp;#234;s n&amp;#227;o existe. &lt;p&gt;O 13&amp;#186; m&amp;#234;s &amp;#233; uma das mais escandalosas de todas as mentiras do sistema capitalista,&lt;br&gt;e &amp;#233; justamente aquela que os trabalhadores mais acreditam.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Eis aqui uma modesta demonstra&amp;#231;&amp;#227;o aritm&amp;#233;tica de como foi f&amp;#225;cil enganar os trabalhadores.&lt;p&gt;Suponhamos que voc&amp;#234; ganha € 700,00 por m&amp;#234;s. Multiplicando-se esse sal&amp;#225;rio por 12 meses, &lt;br&gt;voc&amp;#234; recebe um total de € 8.400,00 por um ano de doze meses.&lt;p&gt;€ 700*12 = € 8.400,00&lt;p&gt;Em Dezembro, o generoso patr&amp;#227;o crist&amp;#227;o manda ent&amp;#227;o pagar-lhe o conhecido 13&amp;#186; m&amp;#234;s.&lt;p&gt;€ 8.400,00 + 13&amp;#186; m&amp;#234;s = € 9.100,00&lt;p&gt;€ 8.400,00 (Sal&amp;#225;rio anual) + € 700,00 (13&amp;#186; m&amp;#234;s) = € 9.100 (Sal&amp;#225;rio anual mais o 13&amp;#186; m&amp;#234;s)&lt;p&gt;O trabalhador vai para casa todo feliz com o patr&amp;#227;o.&lt;p&gt;Agora veja bem o que acontece quando o trabalhador se predisp&amp;#245;e a fazer umas simples contas&lt;br&gt;que aprendeu no 1&amp;#186; Ciclo:&lt;p&gt;Se o trabalhador recebe € 700,00 m&amp;#234;s e o m&amp;#234;s tem quatro semanas, significa que ganha por semana € 175,00.&lt;p&gt;€ 700,00 (Sal&amp;#225;rio mensal) / 4 (semanas do m&amp;#234;s) = € 175,00 (Sal&amp;#225;rio semanal)&lt;p&gt;O ano tem 52 semanas. Se multiplicarmos € 175,00 (Sal&amp;#225;rio semanal) por 52 (n&amp;#250;mero de semanas anuais) o resultado ser&amp;#225; € 9.100,00.&lt;p&gt;€ 700,00 (Sal&amp;#225;rio semanal) * 52 (n&amp;#250;mero de semanas anuais) = € 9.100.00&lt;p&gt;O resultado acima &amp;#233; o mesmo valor do Sal&amp;#225;rio anual mais o 13&amp;#186; m&amp;#234;s&lt;p&gt;Surpresa, surpresa ? Onde est&amp;#225; portanto o 13&amp;#186; M&amp;#234;s?&lt;br&gt; &lt;br&gt;A explica&amp;#231;&amp;#227;o &amp;#233; simples, embora os nossos conhecidos l&amp;#237;deres nunca se tenham dado conta desse facto simples.&lt;p&gt;A resposta &amp;#233; que o patr&amp;#227;o lhe rouba uma parte do sal&amp;#225;rio durante todo o ano, pela simples raz&amp;#227;o de que h&amp;#225; meses com 30 dias,&lt;br&gt;outros com 31 e tamb&amp;#233;m meses com quatro ou cinco semanas (ainda assim, apesar de cinco semanas o patr&amp;#227;o s&amp;#243; paga quatro semanas)&lt;br&gt;o sal&amp;#225;rio &amp;#233; o mesmo tenha o m&amp;#234;s 30 ou 31 dias, quatro ou cinco semanas.&lt;p&gt;No final do ano o generoso patr&amp;#227;o presenteia o trabalhador com um 13&amp;#186; m&amp;#234;s, cujo dinheiro saiu do pr&amp;#243;prio bolso do trabalhador.&lt;p&gt;Se o governo retirar o 13&amp;#186; m&amp;#234;s aos trabalhadores da fun&amp;#231;&amp;#227;o p&amp;#250;blica, o roubo &amp;#233; duplo.&lt;p&gt;Da&amp;#237; que, como palavra final para os trabalhadores inteligentes. N&amp;#227;o existe nenhum 13&amp;#186; m&amp;#234;s.&lt;br&gt;O patr&amp;#227;o apenas devolve o que sorrateiramente lhe surrupiou do sal&amp;#225;rio anual.&lt;p&gt;Conclus&amp;#227;o: Os Trabalhadores recebem o que j&amp;#225; trabalharam e n&amp;#227;o um adicional.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-4942040278502028176?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/4942040278502028176/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=4942040278502028176' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/4942040278502028176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/4942040278502028176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2010/10/o-seu-13-mes-nao-existe-faca-as-contas.html' title='O Seu 13º Mês Não Existe -FAÇA AS CONTAS (VERDADE OCULTA)'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-8657117904123736889</id><published>2010-10-10T11:53:00.000+01:00</published><updated>2010-10-10T11:53:00.595+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Giuseppe Verdi'/><title type='text'>GIUSEPPE VERDI</title><content type='html'>Compositor dedicado quase exclusivamente à ópera, Giuseppe Verdi nasceu a 10 de Outubro de 1813, em Le Roncole, uma aldeia perto de Busseto, meio perdida no ducado de Parma. Devido às anexações e conquistas napoleónicas, Verdi chegou ao mundo como cidadão francês, registado com o nome de Joseph François Fortunin Verdi. Os pais eram estalajadeiros mas, a partir dos 4 anos, proporcionaram-lhe uma boa educação.&lt;BR&gt;
Revelou-se um menino-prodígio,pois aos 9 anos já era capaz de substituir o organista na igreja e aos 14 compunha peças suficientemente boas para serem tocadas pela filarmónica local.&lt;BR&gt;
Aos 17 anos, o jovem músico foi viver para casa dos Barezzi, cujo chefe de família, Antonio Barezzi, que era um músico amador notável, e apesar da sua timidez apaixonou-se pela sua filha Margherita, com quem casou em 1836. Neste mesmo ano sucedeu ao seu antigo professor, Ferdinando Provesi, como mestre de música de Busseto. &lt;BR&gt;
A sua primeira ópera, que sofreu inúmeras alterações, intitulou-se &amp;quot;Oberton, Conte di San Bonifacio&amp;quot;, que se estreou no Scala de Milão a 17 de Novembro de 1839 e teve um sucesso estimável.&lt;BR&gt;
&amp;quot;Nabucodonosor&amp;quot;, uma ópera sacra, na esteira do &amp;quot;Mosè in Egitto&amp;quot; (1818), de Rossini, teve uma estreia retumbante no mesmo teatro.&lt;BR&gt;
Nos 15 anos que se seguiram a &amp;quot;Nabuco&amp;quot;, como a ópera passou a ser conhecida, Verdi escreveu cerca de 20 óperas, mas nas últimas quatro décadas da sua vida, somente mais 5.&lt;BR&gt;
Baseou as suas composições em peças de todos os seus ídolos literários: &amp;quot;Ernani&amp;quot; (1844, Victor Hugo); &amp;quot;I Due Foscari&amp;quot; (1844, Lord Byron); &amp;quot;Giovanna d'Arco&amp;quot; (1845, Schiller); &amp;quot;Alzira&amp;quot; (1845, Voltaire); &amp;quot;I Masnadieri&amp;quot; (1847, Schiller); &amp;quot;Il Corsaro&amp;quot; (1848, Byron);&lt;BR&gt;
&amp;quot;Luisa Miller&amp;quot; (1849, Schiller); &amp;quot;Rigoletto&amp;quot; (1851, Victor Hugo); &amp;quot;Don Carlos&amp;quot; (1867, Schiller); &amp;quot;Otello&amp;quot; e &amp;quot;Falstaff&amp;quot; (1887 e 1893, Shakespeare).&lt;BR&gt;
Outros bons títulos do ilustre compositor são: &amp;quot;Il Trovatore&amp;quot;, com texto de Antonio Gutièrrez; &amp;quot;La Traviata&amp;quot;, da obra de Alexandre Dumas filho; &amp;quot;As Vésperas Sicilianas&amp;quot;, 1855; &amp;quot;Baile de Máscaras&amp;quot;, 1859 e &amp;quot;Aida&amp;quot;.&amp;nbsp; &lt;BR&gt;
Em honra do poeta Manzoni, em 1874, escreve o seu monumental &amp;quot;Requiem&amp;quot;.&lt;BR&gt;
Verdi era um sujeito solitário, taciturno, autocrático e de mau feitio. &lt;BR&gt;
&lt;BR&gt;
O muito dinheiro que ganhava com a representação das suas obras era investido na compra de terras em Sant'Agata e na exploração agrícola, onde utilizava maquinaria moderna, com propulsão a vapor.&lt;BR&gt;
Os dois filhos que teve do casamento com Margherita morreram pequeninos e a própria mãe, muito nova, morreu também, supõe-se de meningite. Em Paris o músico trava relações com uma cantora, Giuseppina Strepponi, que se torna sua amante e com quem acaba por casar e viver até ao fim da vida.&lt;BR&gt;
A 19 de Jameiro de 1901, Giuseppe Verdi sofreu uma trombose. Nunca mais ganhou consciência e a vigília durou uma longa semana. A 27 do mesmo mês o coração deixou de bater.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-8657117904123736889?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/8657117904123736889/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=8657117904123736889' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/8657117904123736889'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/8657117904123736889'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2009/10/giuseppe-verdi.html' title='GIUSEPPE VERDI'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-7114297283982315287</id><published>2010-10-10T10:10:00.001+01:00</published><updated>2010-10-10T10:10:00.473+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Giuseppe Verdi'/><title type='text'>Giuseppe Verdi, 10 de Outubro de 1813</title><content type='html'>&lt;p&gt;  A missa seguia normalmente na igreja da cidadezinha italiana de Roncole. Em um determinado momento, o padre pediu ao coroinha que lhe passasse a água benta. O menino, distraído com a música que do organista, esqueceu-se de passar a água. Irritado, o sacerdote deu-lhe um pontapé, lançando-o fora do altar. Ao ser socorrido, o menino simplesmente disse: "Deixem-me estudar música!". Nascido em 1813, o pequeno Giuseppe Fortunino Francesco Verdi já havia escolhido sua carreira.

  Cedendo ao apelo, seu pai, proprietário de uma pequena estalagem, comprou uma espineta e permitiu que o filho estudasse. Em poucos anos tornou-se organista da igreja de sua cidade natal. Para prosseguir seus estudos, o menino, agora com 12 anos, partiu para a cidade vizinha, Busseto, onde se tornou protegido de Antonio Barezzi, rico comerciante que lhe financiou os estudos de música. Aos dezoito anos, o jovem Verdi partiu para Milão, buscando uma vaga no famoso Conservatório dessa cidade. O conservatório, porém, só aceitava alunos com menos de 14 anos. Verdi, que não tinha nenhum talento especial, tampouco era um virtuose como instrumentista, foi rejeitado. Sem desanimar, arranjou um professor particular e prosseguiu em seus estudos musicais por três anos.

  Novamente chamado à Busseto, onde foi indicado para Mestre-de-Capela e maestro da banda da cidade, Verdi enfrentou a ferrenha oposição de partidários de outros músicos, que não viam com bons olhos seus progressos. O próprio compositor resolveu a situação: sempre contando com o apoio de Barezzi, partiu definitivamente para Milão, onde esperava fazer sucesso com suas óperas. Não partia sozinho: Margarida Barezzi, agora Margarida Verdi, filha de seu protetor, acompanhou-o para a nova cidade.

  Após muitos problemas e dificuldades, Verdi finalmente conseguiu, em 1839, sua ópera Oberto, Conde di San Bonifácio fosse montada no Scala de Milão. O grande sucesso fez com que o editor Ricordi não apenas comprasse a partitura, mas também encomendasse mais três óperas. Mas os ventos ainda não estavam a favor do compositor. Em menos de um ano, sua mulher e seus dois filhos morreram. Para completar, sua ópera Un giorno di regno foi um fracasso. Deprimido, Verdi jurou nunca mais compor.

  Sua resolução não conveceu o diretor do Scala, Bartolomeo Morelli, que meses depois entregou ao compositor um novo libretto, mas sem nenhum compromisso. Verdi leu o texto, impressionando-se à medida que avançava. Em pouco tempo o libretto estava completamente musicado, e Nabucco, um de seus maiores sucessos, estava pronto.

  Essa ópera refletia os anseios de liberdade do povo italiano, dominado por franceses e austríacos. A platéia identificou os sofrimentos da Itália aos do povo hebreu, e o coro "Vá pensiero" tornou-se uma espécie de símbolo. Consagrava-se o nome de Giuseppe Verdi, não apenas como compositor, mas como um dedicado nacionalista.

  Os anos que se seguiram entraram numa espécie de rotina, que o próprio compositor chamava de "anos nas galés". Uma após outra, suas óperas tornavam-se sucessos que divulgavam seu nome por todo o mundo, de Buenos Aires a São Petersburgo. São desta época Ernani, Il Trovatore, Rigoletto, Un Ballo in Maschera e Don Carlos. Um de seus poucos fracassos foi justamente o de La Traviata, que viria a se tornar um de seus maiores sucessos. Após a morte de sua primeira mulher, Verdi passou a viver com Giuseppina Strepponi, com quem se casou depois de dez anos de vida comum.

  Aclamado como compositor, era visto por seus compatriotas como um defensor Itália. Por uma feliz coincidência, mesmo seu nome facilitava as coisas: quando o povo gritava "Viva Verdi", queria na verdade dizer "Vittorio Emmanuele, Re D'Itália" . Com a unificação da Itália, o compositor foi nomeado deputado e depois senador, mas não tinha inclinação para as longas discussões políticas no parlamento, preferindo a tranquilidade de sua Villa, em Santa Agata.

  Sua criatividade não estava esgotada: em 1871 escreveu Aida, para comemorar a abertura do canal de Suez. Com a ajuda de um jovem poeta e compositor, Verdi ainda escreveria duas óperas, Otello e Falstaff baseadas em Shaekespeare, e algumas peças religiosas.

  Em 1901 sofreu um ataque cardíaco, que o levou em 27 de janeiro. Toda a Itália ficou de luto por seu amado compositor e patriota.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-7114297283982315287?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://qavalo.blogspot.com/search/label/Giuseppe%20Verdi' title='Giuseppe Verdi, 10 de Outubro de 1813'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/7114297283982315287/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=7114297283982315287' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/7114297283982315287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/7114297283982315287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2009/08/giuseppe-verdi.html' title='Giuseppe Verdi, 10 de Outubro de 1813'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-7627140265283056218</id><published>2010-10-10T01:14:00.001+01:00</published><updated>2010-10-10T01:14:00.199+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Giuseppe Verdi'/><title type='text'>Giuseppe Verdi - Rigoletto</title><content type='html'>&lt;h3&gt;Sinopse&lt;/h3&gt;&lt;p&gt;PRIMEIRO ACTO: Mântua, século XVII. No palácio o Duque fala dum =recente plano para seduzir uma jovem que viu algumas vezes na igreja =- uma jovem de quem não sabe o nome, mas sim a morada, e sabe =que recebe visitas diárias dum homem. A conversa é interrompida =pelo aparecimento duma outra possível conquista mais próxima: a =mulher do Conde Ceprano, um seu vassalo. Mas o Duque vê frustradas as =suas intenções com o aparecimento do marido. O bobo, Rigoletto, =aconselha o Duque a raptar a mulher, ou então a mandar o marido para =o exílio, conselhos que são ouvidos pelo próprio Conde que se =enfurece, e que convida os outros cortesãos a ajudarem-no na =vingança, raptando nessa noite aquela que julgam ser a amante do =bobo, uma jovem que ele visita furtivamente todos os dias. Nessa altura =chega o Conde Monterone desesperado: afirma que o Duque desonrou a sua =filha. Rigoletto troça do Conde e da sua dor, e Monterone, antes de =partir, lança uma maldição sobre ele. À noite, a caminho de =casa, Rigoletto está perturbado pela ameaça do Conde. É que =também tem uma filha, uma jovem que esconde de todos, precisamente =aquela que os cortesãos julgam ser sua amante. No caminho Rigoletto =é abordado por Sparafucile, um assassino profissional que lhe oferece =os seus serviços. Rigoletto recusa-os, mas fica a pensar na =semelhança que existe entre si e aquele homem: Sparafucile mata com a =espada, Rigoletto mata com as palavras. O bobo entra em casa, onde =Gilda, a sua filha, o espera na companhia da ama, e repete com especial =veemência os mesmos conselhos que sempre lhe dera: não sair de =casa, manter-se afastada do olhar de estranhos. Gilda sossega-o dizendo =que sempre seguiu esses conselhos, que sai apenas para ir à missa. =Ouve-se um ruído na rua e Rigoletto sai preocupado. Então o Duque, =disfarçado, aproveita a saída do bobo para entrar e esconder-se no =pátio. É desse esconderijo que ouve a jovem dizer que se sente =culpada por ainda não ter falado ao pai dum jovem que tem visto na =igreja, e por quem está apaixonada. Esse jovem é o Duque, que =aparece e confessa também o seu amor, combinando encontrar-se com =Gilda mais tarde. Depois do Duque partir chegam alguns cortesãos que =vêm cumprir o plano do Conde Ceprano de raptar a amante do bobo. =Rigoletto encontra-se com eles e pergunta-lhes o que fazem ali. Eles =respondem que estão a seguir os seus conselhos e que vão raptar a =mulher do Conde. Rigoletto ri-se, divertido, e diz que quer participar =no rapto. Os cortesãos vendam-no e pedem-lhe para ficar a segurar na =escada por onde sobem para o interior da casa do próprio Rigoletto, =para raptar a sua filha. Só depois deles partirem é que o bobo =compreende aquilo que aconteceu, e fica desesperado.
&lt;p&gt;SEGUNDO ACTO: No palácio: o Duque queixa-se de não ter encontrado =a jovem Gilda quando a foi procurar como combinara. Mas os cortesão =sossegam-no dizendo que Gilda o espera nos seus aposentos. Passados =instantes chega Rigoletto, em busca da filha, sem nunca revelar o seu =verdadeiro desespero, até ao instante em que os ouve dizer, por entre =risos, "que o Duque não deve ser incomodado", o que vem confirmar =aquilo que mais temia. Exige então ver Gilda, a sua filha, revelando =o seu parentesco aos cortesãos que se afastam quando Gilda aparece. =Nesse mesmo instante passa o Conde de Monterone, que os guardas levam =para o calabouço. É com essa imagem da maldição que sobre =ele fora lançada, e por entre juras de vingança do bobo que o acto =termina.
&lt;p&gt;TERCEIRO ACTO: Estalagem, junto dum rio. Essa estalagem pertence ao =assassino Saparfucile e à sua irmã Maddalena. É aí que =Rigoletto leva a filha, para que ela compreenda quem é o homem por =quem continua apaixonada. O Duque está na estalagem cantando e =bebendo na companhia da estalajadeira, para raiva do bobo e desespero de =Gilda. Então Rigoletto manda a filha regressar a casa e =disfarçar-se com trajes masculinos, para que deixem Mântua em =segurança ainda essa noite. Depois combina com Sparafucile a morte do =Duque, dizendo que lhe deverá entregar o cadáver para que ele =próprio o lance ao rio. Ao tomar conhecimento do plano, Maddalena =implora ao irmão que poupe o Duque. Sparafucile cede e decide =entregar a Rigoletto o cadáver do primeiro forasteiro que aparecer. =Gilda regressara disfarçada com trajes masculinos com intenção =de ver o Duque pela última vez; decide sacrificar-se pelo seu amor e =bate à porta. Sparafucile disfere-lhe um golpe mortal e entrega-a =como morta ao pai dentro dum saco, dizendo tratar-se do cadáver do =Duque. Rigoletto arrasta o corpo até junto do rio mas, ao ouvir a voz =do Duque cantar na estalagem, abre o saco e, para seu desespero, vê a =filha moribunda. Gilda morre nos seus braços e Rigoletto recorda, =horrorizado, a maldição do Conde.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-7627140265283056218?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/7627140265283056218/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=7627140265283056218' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/7627140265283056218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/7627140265283056218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2009/06/giuseppe-verdi-rigoletto.html' title='Giuseppe Verdi - Rigoletto'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-6798548317111676085</id><published>2010-10-09T00:41:00.001+01:00</published><updated>2010-10-09T00:41:41.507+01:00</updated><title type='text'>D I V I N A L</title><content type='html'>D. Beatriz, senhora alentejana, 80 anos, solteira, organista numa igreja da Diocese de Beja, &amp;#233; admirada por todos pela sua simpatia e do&amp;#231;ura.&lt;br&gt;Uma tarde, convidou o novo padre para ir lanchar a sua casa e ele ficou sentado no sof&amp;#225;, enquanto ela foi preparar um ch&amp;#225;.&lt;br&gt;Olhando para cima do &amp;#243;rg&amp;#227;o, o jovem padre reparou numa jarra de vidro com &amp;#225;gua e, l&amp;#225; dentro, boiava um preservativo.&lt;br&gt;Quando a D. Beatriz voltou com o ch&amp;#225; e as torradas, o padre n&amp;#227;o resistiu a tirar a sua curiosidade e perguntou o porqu&amp;#234; de tal decora&amp;#231;&amp;#227;o em cima do &amp;#243;rg&amp;#227;o.&lt;br&gt;Responde ela apontando para a jarra:&lt;br&gt;&amp;quot;Ah! Refere-se a isto? Maravilhoso, n&amp;#227;o &amp;#233;? H&amp;#225; uns meses atr&amp;#225;s, ia eu a passear pelo parque, quando encontrei um pacotinho no ch&amp;#227;o. As indica&amp;#231;&amp;#245;es diziam para colocar no &amp;#243;rg&amp;#227;o, manter h&amp;#250;mido e que, assim, ficava prevenida contra todas as doen&amp;#231;as. E sabe uma coisa? Este Inverno ainda n&amp;#227;o me constipei&amp;quot;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-6798548317111676085?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/6798548317111676085/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=6798548317111676085' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/6798548317111676085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/6798548317111676085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2010/10/d-i-v-i-n-l.html' title='D I V I N A L'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-8222288444843924409</id><published>2010-10-03T21:22:00.000+01:00</published><updated>2010-10-03T21:24:08.104+01:00</updated><title type='text'>[ex aequo braga] [Informação] Nova Lei de Identidade de Género</title><content type='html'>&lt;B&gt;Foram aprovadas&lt;/B&gt;, no dia 1 de Outubro de 2010 em  Assembleia de República, as &lt;B&gt;duas propostas de alteração da lei&lt;/B&gt; que regula  o procedimento de mudança de sexo e nome próprio no registo civil que, até  agora, apenas era possível através de uma acção judicial em tribunal que se  arrastava durante anos.&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Com 111 votos a favor, 2 abstenções e 90 votos  contra a proposta do &lt;B&gt;Governo, &lt;/B&gt;e 108 votos a favor, 76 abstenções e 19  votos contra a proposta do &lt;B&gt;Bloco de Esquerda&lt;/B&gt;, ambas as propostas seguirão  agora para a comissão da especialidade para se tornarem numa proposta  única.&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Podes ler em detalhe a &lt;B&gt;Proposta de Lei 37/XI&lt;/B&gt;, da autoria do  Governo, entitulada &lt;A  href="http://app.parlamento.pt/webutils/docs/doc.doc?path=6148523063446f764c3246795a5868774d546f334e7a67774c325276593342734c576c756156684a644756344c33427762444d334c56684a4c6d527659773d3d&amp;amp;fich=ppl37-XI.doc&amp;amp;Inline=true"  target=_blank&gt;"Cria o procedimento de mudança de sexo e de nome próprio no  registo civil e procede à 18.ª alteração ao Código do Registo Civil"&lt;/A&gt;, assim  como a sua &lt;A  href="http://www.parlamento.pt/ActividadeParlamentar/Paginas/DetalheIniciativa.aspx?BID=35626"  target=_blank&gt;Actividade Parlamentar e Processo Legislativo&lt;/A&gt;.&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;E ler em  detalhe o &lt;B&gt;Projecto de Lei 319/XI&lt;/B&gt;, da autoria do Bloco de Esquerda,  entitulado &lt;A  href="http://app.parlamento.pt/webutils/docs/doc.doc?path=6148523063446f764c3246795a5868774d546f334e7a67774c325276593342734c576c756156684a644756344c33427162444d784f5331595353356b62324d3d&amp;amp;fich=pjl319-XI.doc&amp;amp;Inline=true"  target=_blank&gt;"Altera o Código do Registo Civil, permitindo a pessoas  transexuais a mudança do registo do sexo no assento de nascimento"&lt;/A&gt;, assim  como a sua &lt;A  href="http://www.parlamento.pt/ActividadeParlamentar/Paginas/DetalheIniciativa.aspx?BID=35417"  target=_blank&gt;Actividade Parlamentar e Processo Legislativo&lt;/A&gt;.&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Em  breve, mediante a apresentação numa conservatória do registo civil de um  relatório elaborado por uma equipa clínica multidisciplinar de sexologia clínica  que comprove o respectivo diagnóstico, será efectuda a mudança de sexo e nome  próprio no prazo de 8 dias.&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Lê mais em:&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Destak, 2 de Setembro  &lt;A  href="http://www.destak.pt/artigo/73993-associacoes-consideram-positiva-iniciativa-do-governo"  target=_blank&gt;"Associações consideram positiva iniciativa do  Governo"&lt;/A&gt;&lt;BR&gt;Destak, 29 de Setembro &lt;A  href="http://www.destak.pt/artigo/76300-falta-de-reconhecimento-legal-atira-transexuais-para-situacoes-de-exclusao-social"  target=_blank&gt;"Falta de reconhecimento legal atira transexuais para situações de  exclusão social"&lt;/A&gt;&lt;BR&gt;Dezanove, 2 de Setembro &lt;A  href="http://dezanove.pt/2010/09/02/governo-simplifica-processo-de-mudanca-de-sexo-3889"  target=_blank&gt;"Governo simplifica processo de mudança de sexo e de  nome"&lt;/A&gt;&lt;BR&gt;Dezanove, 1 de Outubro &lt;A  href="http://dezanove.pt/2010/10/01/dia-t-a-primeira-coisa-que-vou-fazer-mal-a-lei-seja-publicada-e-ir-ao-registo-4818"  target=_blank&gt;"Dia T: "A primeira coisa que vou fazer mal a lei seja publicada é  ir ao registo""&lt;/A&gt;&lt;BR&gt;Diário de Notícias, 30 de Setembro &lt;A  href="http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1674870"  target=_blank&gt;"Mudar nome sem passar no tribunal"&lt;/A&gt;&lt;BR&gt;Diário de Notícias, 1  de Outubro &lt;A href="http://dn.sapo.pt/Inicio/interior.aspx?content_id=1676032"  target=_blank&gt;"Transexuais: Diplomas do Governo e do BE para simplificar registo  civil do nome e sexo aprovados na generalidade"&lt;/A&gt;&lt;BR&gt;Expresso, 2 de Setembro  &lt;A  href="http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&amp;amp;op=view&amp;amp;fokey=ex.stories/601988"  target=_blank&gt;"Mudança de sexo e de nome terá processo simplificado  "&lt;/A&gt;&lt;BR&gt;Expresso, 29 de Setembro &lt;A  href="http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&amp;amp;op=view&amp;amp;fokey=ex.stories/606268"  target=_blank&gt;"Falta de reconhecimento legal deixa transexuais em situações de  exclusão social "&lt;/A&gt;&lt;BR&gt;Público, 29 de Setembro &lt;A  href="http://publico.pt/1458467" target=_blank&gt;"Associações dizem que  transexuais são mais excluídos socialmente"&lt;/A&gt;&lt;BR&gt;Público, 30 de Setembro &lt;A  href="http://publico.pt/1458763" target=_blank&gt;"Esterilização divide esquerda e  PSD no caso dos transexuais"&lt;/A&gt;&lt;BR&gt;Visão, 7 de Setembro, &lt;A  href="http://aeiou.visao.pt/proposta-de-lei-que-regula-o-procedimento-de-mudanca-de-sexo-e-de-nome-proprio-no-registo-civil-e-procede-a-alteracao-do-codigo-do-registo-civil=f571457"  target=_blank&gt;"Proposta de Lei que regula o procedimento de mudança de sexo e de  nome próprio no registo civil e procede à alteração do Código do Registo Civil  "&lt;/A&gt;&lt;BR&gt;Visão, 1 de Outubro &lt;A  href="http://aeiou.visao.pt/transexuais-diplomas-do-governo-e-do-be-para-simplificar-registo-civil-do-nome-e-sexo-aprovados-na-generalidade=f574358"  target=_blank&gt;"Transexuais: Diplomas do Governo e do BE para simplificar registo  civil do nome e sexo aprovados na generalidade"&lt;/A&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Até breve,&lt;BR&gt;A  Direcção da rede ex aequo&lt;BR&gt;&lt;BR clear=all&gt;--&lt;BR&gt;rede ex aequo&lt;BR&gt;associação de  jovens lésbicas, gays, bissexuais, transgéneros e simpatizantes&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Website:  &lt;A href="http://www.rea.pt"&gt;www.rea.pt&lt;/A&gt;&lt;BR&gt;Email: &lt;A  href="mailto:geral@rea.pt"&gt;geral@rea.pt&lt;/A&gt;&lt;BR&gt;Fórum: &lt;A  href="http://www.rea.pt/forum"&gt;www.rea.pt/forum&lt;/A&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Rua S. Lázaro,  88&lt;BR&gt;1150-333 Lisboa, Portugal&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Telefone: (+351) 96 878 18 41&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt; &lt;P&gt;&lt;/P&gt;-- &lt;BR&gt;Recebeste esta mensagem porque te inscreveste na Mailing List de  divulgação do grupo "ex aequo braga" da associação "rede ex aequo".&lt;BR&gt;Para  responderes deves enviar a tua mensagem para braga@rea.pt.&lt;BR&gt;Para cancelares a  tua subscrição envia um email para  exaequobraga+unsubscribe@googlegroups.com.&lt;BR&gt;Para mais opções visita este grupo  em &lt;A  href="http://groups.google.com/group/exaequobraga?hl=pt-PT"&gt;http://groups.google.com/group/exaequobraga?hl=pt-PT&lt;/A&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-8222288444843924409?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/8222288444843924409/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=8222288444843924409' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/8222288444843924409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/8222288444843924409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2010/10/ex-aequo-braga-informacao-nova-lei-de.html' title='[ex aequo braga] [Informação] Nova Lei de Identidade de Género'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-6589988361254087038</id><published>2010-10-03T05:05:00.000+01:00</published><updated>2010-10-03T00:21:58.366+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>A história de um casamento</title><content type='html'>&lt;a href="http://sociolis.blogspot.com/2010/08/historia-de-um-casamento.html"&gt;http://sociolis.blogspot.com/2010/08/historia-de-um-casamento.html&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;Naquela noite, enquanto a minha esposa servia o jantar, eu segurei na sua mão e disse: &amp;quot;Tenho uma coisa importante para te dizer&amp;quot;. &lt;BR&gt;
Ela sentou-se e jantou sem dizer uma palavra. Nos seus olhos Pude ver sofrimento. &lt;BR&gt;
De repente, eu também fiquei sem palavras. No entanto, eu tinha que lhe dizer o que estava a pensar. Eu queria o divórcio. E abordei o assunto calmamente.&lt;BR&gt;
Ela não parecia irritada pelas minhas palavras e simplesmente perguntou em voz baixa: &amp;quot;Por quê?&amp;quot; &lt;BR&gt;
Eu evitei responder-lhe, o que a deixou muito furiosa. Ela atirou os talheres para longe e gritou. &amp;quot;tu não és homem!&amp;quot; Naquela noite, nós não conversamos mais. &lt;BR&gt;
Pude ouvi-la a chorar. Eu sabia que ela queria um motivo para o fim do nosso casamento. Mas eu não tinha uma resposta satisfatória para esta pergunta. O meu&lt;BR&gt;
coração não pertencia mais a ela, mas sim à Cláudia. Eu simplesmente não a amava e mais, sentia pena dela. &lt;BR&gt;
Sentindo-me muito culpado, fiz um rascunho para um possível acordo de divórcio.&lt;BR&gt;
Ela ficaria com a casa, o nosso carro e 30% das acções da minha empresa. &lt;BR&gt;
Mas Ela tirou o papel da minha mão e rasgou-o violentamente. &lt;BR&gt;
A mulher com quem vivi nos últimos 10 anos tornou-se uma estranha para mim. &lt;BR&gt;
Eu fiquei com dó deste desperdício de tempo e energia, mas eu não voltaria atrás no que disse, pois amava a Cláudia profundamente. &lt;BR&gt;
Finalmente ela começou a chorar alto na minha frente, o que já era esperado. Eu senti-me libertado enquanto ela chorava. &lt;BR&gt;
A minha obsessão pelo divórcio nas últimas semanas finalmente se materializava, e o fim agora estava mais perto. &lt;BR&gt;
No dia seguinte, eu cheguei a casa tarde, e encontrei-a sentada na mesa a escrever. Eu não jantei, fui directo para a cama e dormi imediatamente, pois estava&lt;BR&gt;
cansado depois de ter passado o dia com a Cláudia.&lt;BR&gt;
Quando acordei a meio da noite, ela ainda estava sentada na mesa a escrever. Eu ignorei-a e voltei a dormir.&lt;BR&gt;
Na manhã seguinte, ela apresentou-me as suas condições: &lt;BR&gt;
Não queria nada meu, mas pedia um mês de prazo para conceder o divórcio. Pediu-me que durante os próximos 30 dias a gente tentasse viver juntos de forma mais natural possível.&lt;BR&gt;
As suas razões eram simples: o nosso filho faria os seus exames no próximo&lt;BR&gt;
mês e precisava de um ambiente propício para que os resultados fossem bons, e era preciso que os pais fizessem tudo para o filho fazer as provas sem os problemas de ter que lidar com o fim do casamento. &lt;BR&gt;
Isso pareceu-me razoável, mas ela acrescentou algo mais. Lembrou-me do momento em que eu a carreguei para dentro da nossa casa no dia em que nos casamos&lt;BR&gt;
e pediu-me que durante os próximos 30 dias eu a carregasse para fora da casa todas as manhãs. Eu então percebi que ela estava completamente louca, mas aceitei&lt;BR&gt;
a sua proposta para não tornar os meus próximos dias ainda mais intoleráveis. &lt;BR&gt;
Eu contei à Cláudia o pedido da minha esposa e ela riu-se muito e achou a ideia totalmente absurda. &amp;quot;Ela pensa que impondo condições assim vai&lt;BR&gt;
mudar alguma coisa; o melhor era encarar a situação e aceitar o divórcio&amp;quot;, disse a Cláudia em tom de gozo. &lt;BR&gt;
À muito tempo que eu e a Minha esposa não tínhamos qualquer contacto físico e ou intimidade.&lt;BR&gt;
quando eu a carreguei para fora da casa no primeiro dia, foi totalmente estranho.&lt;BR&gt;
O nosso filho aplaudiu-nos dizendo. &amp;quot;O pai está a carregar a mãe no colo!&amp;quot; As suas palavras causaram-me constrangimento. Do quarto para a sala, da sala para&lt;BR&gt;
a porta de entrada da casa, eu devo ter caminhado uns 10 metros com a minha esposa no colo. Ela fechou os olhos e disse baixinho: &amp;quot;Não digas ao&lt;BR&gt;
nosso filho que nos vamos divorciar&amp;quot;. Eu abanei a cabeça mesmo discordando. Assim que atravessamos a porta de entrada da casa coloquei-a novamente no chão. &lt;BR&gt;
Ela foi apanhar o autocarro para o trabalho e eu fui para o escritório.&lt;BR&gt;
No segundo dia, foi mais fácil para nós os dois. Ela apoiou-se no meu peito, eu senti o cheiro do perfume que ela usava. Eu então percebi que há muito tempo&lt;BR&gt;
não prestava atenção a essa mulher. Ela certamente tinha envelhecido nestes últimos 10 anos, havia rugas no seu rosto, seu cabelo estava a ficar fino e&lt;BR&gt;
grisalho. O nosso casamento teve muito impacto nela. Por uns segundos, cheguei a pensar no que havia feito para ela estar neste estado.&lt;BR&gt;
No quarto dia, quando eu a levantei, senti uma intimidade maior com o corpo dela. Esta mulher havia dedicado 10 anos da vida dela a mim.&lt;BR&gt;
No quinto dia, a mesma coisa. Eu não disse nada à Cláudia, mas cada dia que passava, era mais fácil carregá-la do nosso quarto à porta da casa. Talvez os meus músculos&lt;BR&gt;
estejam mais firmes com o exercício, pensei. &lt;BR&gt;
Numa Certa manhã, ela estava a tentar escolher um vestido. Ela experimentou uma série deles mas não conseguia encontrar um que servisse. Com um suspiro, ela disse&lt;BR&gt;
&amp;quot;Todos os meus vestidos estão grandes para mim&amp;quot;. Eu então percebi que ela realmente havia emagrecido bastante, daí a facilidade em carregá-la nos últimos&lt;BR&gt;
dias. &lt;BR&gt;
A realidade caiu sobre mim com uma ponta de remorso... ela carrega tanta dor e tristeza no seu coração..... Instintivamente, eu estiquei o braço e toquei&lt;BR&gt;
Nos seus cabelos. &lt;BR&gt;
O nosso filho entrou no quarto neste momento e disse. &amp;quot;Pai, está na hora de você carregar a mãe&amp;quot;. Para ele, ver o seu pai carregando a sua mãe todas as manhãs&lt;BR&gt;
tornou-se parte da rotina da casa. A minha esposa abraçou o nosso filho e segurou-o nos seus braços por alguns longos segundos. Eu tive que sair de perto, temendo&lt;BR&gt;
mudar de ideia agora que estava tão perto do meu objectivo. Em seguida, eu a carreguei nos meus braços, do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada&lt;BR&gt;
da casa. Sua mão repousava em meu pescoço. Eu a segurei firme contra o meu corpo. Lembrei-me do dia do nosso casamento. &lt;BR&gt;
Mas o seu corpo tão magro deixou-me triste. No último dia, quando eu a segurei nos meus braços, por algum motivo não conseguia mover minhas pernas. O nosso&lt;BR&gt;
filho já tinha ido para a escola e eu dei comigo a pronunciar estas palavras: &amp;quot;Eu não percebi o quanto perdemos a nossa intimidade com o tempo&amp;quot;. &lt;BR&gt;
Eu não consegui ir para o trabalho.... fui até ao meu novo futuro endereço, saí do carro apressadamente, com medo de mudar de ideia. &lt;BR&gt;
Subi as escadas, e bati na porta do quarto. A Cláudia abriu a porta e eu disse-lhe: &amp;quot;Desculpa, Cláudia. Eu afinal não me quero divorciar&amp;quot;. &lt;BR&gt;
Ela olhou para mim estupefacta, tocou na minha testa e perguntou: &amp;quot;tu estás com febre?&amp;quot; &lt;BR&gt;
Eu tirei a mão dela da minha testa e repeti: &lt;BR&gt;
&amp;quot;Desculpa, Cláudia. Eu não me vou divorciar. Meu casamento ia indo por água abaixo, porque nós não soubemos valorizar os pequenos detalhes da nossa vida, e não por falta de amor. &lt;BR&gt;
Agora eu percebi que desde o dia em que carreguei a minha esposa no dia do nosso casamento para nossa casa, eu devo segurá-la até que a morte nos separe. &lt;BR&gt;
A Cláudia então percebeu que eu estava a falar a sério. Deu-me uma bofetada no rosto, fechou a porta na minha cara e pude ouvi-la a chorar compulsivamente. &lt;BR&gt;
Eu voltei para o carro e fui trabalhar. &lt;BR&gt;
Na loja de flores, no caminho de volta para casa, eu comprei um bouquet de rosas para a minha esposa. A funcionária da loja perguntou o que eu gostaria de escrever no cartão. Eu sorri e escrevi: &lt;BR&gt;
&amp;quot;Eu te carregarei nos meus braços todas as manhãs até que a morte nos separe&amp;quot;. &lt;BR&gt;
Naquela noite, quando cheguei a casa com o bouquet de flores na mão, e um grande sorriso no rosto, fui directo para o nosso quarto onde encontrei a minha esposa deitada na cama - morta.&lt;BR&gt;
A Minha esposa estava com Cancro e andava em tratamentos à vários meses, mas eu estava muito ocupado com a Cláudia para perceber que havia algo errado com ela.&lt;BR&gt;
Ela sabia que morreria em breve e quis poupar nosso filho dos efeitos de um divórcio - e prolongou a nossa vida juntos proporcionando ao nosso filho a&lt;BR&gt;
imagem de nós dois juntos todas as manhãs. &lt;BR&gt;
Pelo menos aos olhos do meu filho, eu sou um marido carinhoso.&lt;BR&gt;
Os pequenos detalhes da nossa vida são o que realmente contam num relacionamento. Não é a mansão, o carro, as propriedades, o dinheiro no banco. Estes&lt;BR&gt;
bens criam um ambiente propício a felicidade mas não proporcionam mais do que conforto. Portanto, encontre tempo para ser amigo de sua esposa, faça pequenas&lt;BR&gt;
coisas um para o outro para mantê-los próximos e íntimos. Tenham um casamento real e feliz!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-6589988361254087038?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://sociolis.blogspot.com/2010/08/historia-de-um-casamento.html' title='A história de um casamento'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/6589988361254087038/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=6589988361254087038' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/6589988361254087038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/6589988361254087038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2010/10/historia-de-um-casamento.html' title='A história de um casamento'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-6132946941063441546</id><published>2010-10-03T04:56:00.000+01:00</published><updated>2010-10-02T23:44:30.543+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>mamãe, o papai brinca com o viadinho</title><content type='html'>(um conto para pensar)&lt;p&gt;Ciranda cirandinha, vamos todos cirandar.&lt;br&gt;Vamos dar a meia volta, volta e meia vamos dar.&lt;br&gt;O anel que tu me deste, era vidro e se quebrou.&lt;br&gt;O amor que tu me tinhas era pouco e se acabou...&lt;p&gt;&lt;br&gt;A brincadeira de roda era cantada alta e com muita alegria pelas&lt;br&gt;crian&amp;#231;as, que de m&amp;#227;os dadas pulavam e rodavam cheias de alegria. Todas&lt;br&gt;as que viviam na vizinhan&amp;#231;a participavam e se divertiam pra valer, mas&lt;br&gt;quem comandava a roda e possu&amp;#237;a a maior euforia era o Peixotinho, um&lt;br&gt;jovem &amp;quot;viadinho&amp;quot; que morava naquela rua.&lt;br&gt;Essa brincadeira ocorria na frente da casa da Tininha, uma das crian&amp;#231;as&lt;br&gt;que ali estavam. Ela era uma menininha, bem sapeca, que tinha os cabelos&lt;br&gt;amarelados e todo cheio de cachinhos. Cheia de vida, essa crian&amp;#231;a&lt;br&gt;possu&amp;#237;a um sorriso encantador, quando o dava com seu dente falho, e seus&lt;br&gt;olhos brilhavam refletindo muita esperteza.&lt;p&gt;&lt;br&gt;Ciranda cirandinha, vamos todos cirandar.&lt;br&gt;Vamos dar a meia volta, volta e meia vamos dar.&lt;br&gt;O anel que tu me deste, era vidro e se quebrou.&lt;br&gt;O amor que tu me tinhas era pouco e se acabou.&lt;p&gt;&lt;br&gt;Essa brincadeira estava no auge, quando uma voz forte e severa assustou&lt;br&gt;a todos que ali brincavam:&lt;p&gt;- Tininha, j&amp;#225; pra dentro.&lt;p&gt;Era o pai da crian&amp;#231;a que a chamava com a voz cheia de raiva. Ela deixou&lt;br&gt;a brincadeira, porque era muito obediente, mas quando chegou perto do&lt;br&gt;pai lhe pediu:&lt;p&gt;- Deixa eu brincar mais um pouquinho, papai. Ta t&amp;#227;o gostoso.&lt;p&gt;- N&amp;#227;o pode n&amp;#227;o, o pai falou em tom severo. Eu j&amp;#225; te falei que n&amp;#227;o quero&lt;br&gt;que voc&amp;#234; brinque onde esse rapaz estiver. J&amp;#225; para o seu quarto e fique&lt;br&gt;l&amp;#225;, anda.&lt;p&gt;A crian&amp;#231;a obedeceu ao pai e foi para o quarto, cheia de tristeza.&lt;p&gt;Alguns minutos depois da Tininha obedecer ao pai &amp;#224; m&amp;#227;e dela foi at&amp;#233; l&amp;#225; e&lt;br&gt;a encontrou com os olhos cheios de l&amp;#225;grimas e o nariz todo melado. Falou&lt;br&gt;tentando consolar a filha:&lt;p&gt;- N&amp;#227;o chora n&amp;#227;o Tininha, o seu pai &amp;#233; assim mesmo. Voc&amp;#234; sabe que ele n&amp;#227;o&lt;br&gt;gosta que voc&amp;#234; brinque com aquele rapaz. Ele n&amp;#227;o gosta dele.&lt;p&gt;- Por que &amp;#233; ent&amp;#227;o que quando a senhora sai o Peixotinho vem aqui em casa&lt;br&gt;e o pai fica brincando com ele l&amp;#225; no quarto, a crian&amp;#231;a perguntou? Outro&lt;br&gt;dia eu fingi que tava dormindo e escutei os dois dando risada e o papai&lt;br&gt;falando pra ele ser bonzinho. Ser&amp;#225; que o papai tem vergonha de brincar&lt;br&gt;porque &amp;#233; velho e &amp;#233; por causa disso que brinca escondido com o Peixotinho?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-6132946941063441546?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/6132946941063441546/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=6132946941063441546' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/6132946941063441546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/6132946941063441546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2009/10/mamae-o-papai-brinca-com-o-viadinho.html' title='mamãe, o papai brinca com o viadinho'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-5367400286638034456</id><published>2010-10-03T02:01:00.000+01:00</published><updated>2010-10-03T00:13:44.088+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>Aqueles dois</title><content type='html'>&lt;DIV&gt;&lt;FONT size=2 face=Arial&gt;Caio Fernando Abreu&lt;BR&gt;(História de aparente  mediocridade e repressão)&lt;BR&gt;Para Rofran Fernandes&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT size=2 face=Arial&gt;- "I announce adhesiveness, I say it shall /be  limitless, unloosen'd I say you shall yet find the friend you /were looking  for."&lt;BR&gt;(Walt Whitman: So Long!)&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT size=2 face=Arial&gt;I&lt;BR&gt;A verdade é que não havia mais ninguém em  volta. Meses depois, não no começo, um deles diria que a repartição era como "um  deserto de almas". O outro concordou sorrindo, orgulhoso, sabendo-se excluído. E  longa- mente, entre cervejas, trocaram então ácidos comentários sobre as  mulheres mal-amadas e vorazes, os papos de futebol, amigo secreto, lista de  presente, bookmaker, bicho, endereço de cartomante, clips no relógio de ponto,  vezenquando salgadinhos no fim do expediente, champanha nacional em copo de  plástico. Num deserto de almas também desertas, uma alma especial reconhece de  imediato a outra - talvez por isso, quem sabe? Mas nenhum se perguntou. Não  chegaram a usar palavras como "especial", "diferente" ou qualquer coisa assim.  Apesar de, sem efusões, terem se reconhecido no primeiro segundo do primeiro  minuto. Acontece porém que não tinham preparo algum para dar nome às emoções,  nem mesmo para tentar entendê-las. Não que fossem muito jovens, incultos demais  ou mesmo um pouco burros. Raul tinha um ano mais que trinta; Saul, um menos. Mas  as diferenças entre eles não se limitavam a esse tempo, a essas letras. Raul  vinha de um casamento fracassado, três anos e nenhum filho. Saul, de um noivado  tão interminável que terminara um dia, e um curso frustrado de Arquitetura.  Talvez por isso, desenhava. Só rostos, com enormes olhos sem íris nem pupilas.  Raul ouvia música e, às vezes, de porre, pegava o violão e cantava,  principalmente velhos boleros em espanhol. E cinema, os dois gostavam. Passaram  no mesmo concurso para a mesma firma, mas não se encontraram durante os testes.  Foram apresentados no primeiro dia de trabalho de cada um. Disseram prazer,  Raul, prazer, Saul, depois como é mesmo o seu nome? sorrindo divertidos da  coincidência. Mas discretos, porque eram novos na firma e a gente, afinal, nunca  sabe onde está pisando. Tentaram afastar-se quase imediatamente, deliberando  limitarem-se a um cotidiano oi, tudo bem ou, no máximo, às sextas, um cordial  bom fim de semana, então. Mas desde o princípio alguma coisa - fados, astros,  sinas, quem saberá?- conspirava contra (ou a favor, por que não?) aqueles dois.  Suas mesas ficavam lado a lado. Nove horas diárias, com intervalo de uma para o  almoço. E perdidos no meio daquilo que Raul (ou teria sido Saul?) chamaria,  meses depois, exatamente de "um deserto de almas", para não sentirem tanto frio,  tanta sede, ou simplesmente por serem humanos, sem querer justificá-los - ou, ao  contrário, justificando-os plena e profundamente, enfim: que mais restava  àqueles dois senão, pouco a pouco, se aproximarem, se conhecerem, se misturarem?  Pois foi o que aconteceu. Tão lentamente que mal perceberam.&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT size=2 face=Arial&gt;II&lt;BR&gt;Eram dois moços sozinhos. Raul tinha vindo do  norte, Saul tinha vindo do sul. Naquela cidade, todos vinham do norte, do sul,  do centro, do leste - e com isso quero dizer que esse detalhe não os tornaria  especialmente diferentes. Mas no deserto em volta, todos os outros tinham  referenciais, uma mulher, um tio, uma mãe, um amante. Eles não tinham ninguém  naquela cidade - de certa forma, também em nenhuma outra-, a não ser a si  próprios. Diria também que não tinham nada, mas não seria inteiramente  verdadeiro. Além do violão, Raul tinha um telefone alugado, um toca-discos com  rádio e um sabiá na gaiola, chamado Carlos Gardel. Saul, uma televisão colorida  com imagem fantasma, cadernos de desenho, vidros de tinta nanquim e um livro com  reproduções de Van Gogh. Na parede do quarto de pensão, uma outra reprodução de  Van Gogh: aquele quarto com a cadeira de palhinha parecendo torta, a cama  estreita, as tábuas do assoalho, colocado na parede em frente à cama. Deitado,  Saul tinha às vezes a impressão de que o quadro era um espelho refletindo, quase  fotograficamente, o próprio quarto, ausente apenas ele mesmo. Quase sempre, era  nessas ocasiões que desenhava. Eram dois moços bonitos também, todos achavam. As  mulheres da repartição, casadas, solteiras, ficaram nervosas quando eles  surgiram, tão altos e altivos, comentou, olhos arregalados, uma das secretárias.  Ao contrário dos outros homens, alguns até mais jovens, nenhum tinha barriga ou  aquela postura desalentada de quem carimba ou datilografa papéis oito horas por  dia. Moreno de barba forte azulando o rosto, Raul era um pouco mais definido,  com sua voz de baixo profundo, tão adequada aos boleros amargos que gostava de  cantar. Tinham a mesma altura, o mesmo porte, mas Saul parecia um pouco menor,  mais frágil, talvez pelos cabelos claros, cheios de caracóis miúdos, olhos  assustadiços, azul desmaiado. Eram bonitos juntos, diziam as moças. Um doce de  olhar. Sem terem exatamente consciência disso, quando juntos os dois aprumavam  ainda mais o porte e, por assim dizer, quase cintilavam, o bonito de dentro de  um estimulando o bonito de fora do outro, e vice-versa. Como se houvesse entre  aqueles dois, uma estranha e secreta harmonia.&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT size=2 face=Arial&gt;III&lt;BR&gt;Cruzavam-se, silenciosos mas cordiais, junto  à garrafa térmica do cafezinho, comentando o tempo ou a chatice do trabalho,  depois voltavam às suas mesas. Muito de vez em quando, um pedia um cigarro ao  outro, e quase sempre trocavam frases como tanta vontade de parar, mas nunca  tentei, ou já tentei tanto, agora desisti. Durou tempo, aquilo. E teria durado  muito mais, porque serem assim fechados, quase remotos, era um jeito que traziam  de longe. Do norte, do sul. Até um dia em que Saul chegou atrasado e,  respondendo a um vago que que houve, contou que tinha ficado até tarde  assistindo a um velho filme na televisão. Por educação, ou cumprindo um ritual,  ou apenas para que o outro não se sentisse mal chegando quase às onze,  apressado, barba por fazer, Raul deteve os dedos sobre o teclado da máquina e  perguntou: que filme? Infâmia, Saul contou baixo, Audrey Hepburn, Shirley  MacLayne, um filme muito antigo, ninguém conhece. Raul olhou-o devagar, e mais  atento, como ninguém conhece? eu conheço e gosto muito. Abalado, convidou Saul  para um café e, no que restava daquela manhã muito fria de junho, o prédio feio  mais que nunca parecendo uma prisão ou uma clínica psiquiátrica, falaram sem  parar sobre o filme. Outros filmes viriam, nos dias seguintes, e tão  naturalmente como se de alguma forma fosse inevitável, também vieram histórias  pessoais, passados, alguns sonhos, pequenas esperança e sobretudo queixas.  Daquela firma, daquela vida, daquele nó, confessaram uma tarde cinza de sexta,  apertado no fundo do peito. Durante aquele fim de semana obscuramente desejaram,  pela primeira vez, um em sua quitinete, outro na pensão, que o sábado e o  domingo caminhassem depressa para dobrar a curva da meia-noite e novamente  desaguar na manhã de segunda-feira quando, outra vez, se encontrariam para: um  café. Assim foi, e contaram um que tinha bebido além da conta, outro que dormira  quase o tempo todo. De muitas coisas falaram aqueles dois nessa manhã, menos da  falta que sequer sabiam claramente ter sentido. Atentas, as moças em volta  providenciavam esticadas aos bares depois do expediente, gafieiras, discotecas,  festinhas na casa de uma, na casa de outra. A princípio esquivos, acabaram  cedendo, mas quase sempre enfiavam-se pelos cantos e sacadas para contar suas  histórias intermináveis. Uma noite, Raul pegou o violão e cantou Tú Me  Acostumbraste. Nessa mesma festa, Saul bebeu demais e vomitou no banheiro. No  caminho até os táxis separados, Raul falou pela primeira vez no casamento  desfeito. Passo incerto, SauI contou do noivado antigo. E concordaram, bêbados,  que estavam ambos cansados de todas as mulheres do mundo, suas tramas  complicadas, suas exigências mesquinhas. Que gostavam de estar assim, agora,  sós, donos de suas próprias vidas. Embora, isso não disseram, não soubessem o  que fazer com elas. Dia seguinte, de ressaca, Saul não foi trabalhar nem  telefonou. Inquieto, Raul vagou o dia inteiro pelos corredores subitamente  desertos, gelados, cantando baixinho Tú MeAcostumbraste, entre inúmeros cafés e  meio maço de cigarros a mais que o habitual.&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT size=2 face=Arial&gt;IV&lt;BR&gt;Os fins de semana tornaram-se tão longos que  um dia, no meio de um papo qualquer, Raul deu a Saul o número de seu telefone,  alguma coisa que você precisar, se ficar doente, a gente nunca sabe. Domingo  depois do almoço, Saul telefonou só para saber o que o outro estava fazendo, e  visitou-o, e jantaram juntos a comidinha mineira que a empregada deixara pronta  no sábado. Foi dessa vez que, ácidos e unidos, falaram no tal deserto, nas tais  almas. Há quase seis meses se conheciam. Saul deu-se bem com Carlos Gardel, que  ensaiou um canto tímido ao cair da noite. Mas quem cantou foi Raul: Perfidia, La  Barca e, a pedido de Saul, outra vez, duas vezes, Tú Me Acostumbraste. Saul  gostava principalmente daquele pedacinho assim sutil llegaste a mí como una  tentación llenando de inquietud mi corazón. Jogaram algumas partidas de buraco  e, por volta das nove, Saul se foi. Na segunda, não trocaram uma palavra sobre o  dia anterior. Mas falaram mais que nunca, e muitas vezes foram ao café. As moças  em volta espiavam, às vezes cochichando sem que eles percebessem. Nessa semana,  pela primeira vez almoçaram juntos na pensão de Saul, que quis subir ao quarto  para mostrar os desenhos, visitas proibidas à noite, mas faltavam cinco para as  duas e o relógio de ponto era implacável. Saíam e voltavam juntos, desde então,  geralmente muito alegres. Pouco tempo depois, com pretexto de assistir a Vagas  Estrelas da Ursa na televisão de Saul, Raul entrou escondido na pensão, uma  garrafa de conhaque no bolso interno do paletó. Sentados no chão, costas  apoiadas na cama estreita, quase não prestaram atenção no filme. Não paravam de  falar. Cantarolando lo Che Non Vivo, Raul viu os desenhos, olhando longamente a  reprodução de Van Gogh, depois perguntou como Saul conseguia viver naquele  quartinho tão pequeno. Parecia sinceramente preocupado. Não é triste? perguntou.  Saul sorriu forte: a gente acostuma. Aos domingos, agora, Saul sempre  telefonava. E vinha. Almoçavam ou jantavam, bebiam, fumavam, falavam o tempo  todo. Enquanto Raul cantava - vezenquando El Día Que Me Quieras, vezenquando  Noche de Ronda-, Saul fazia carinhos lentos na cabecinha de Carlos Gardel,  pousado no seu dedo indicador. As vezes olhavam-se. E sempre sorriam. Uma noite,  porque chovia, Saul acabou dormindo no sofá. Dia seguinte, chegaram juntos à  repartição, cabelos molhados do chuveiro. As moças não falaram com eles. Os  funcionários barrigudos e desalentados trocaram alguns olhares que os dois não  saberiam compreender, se percebessem. Mas nada perceberam, nem os olhares nem  duas ou três piadas. Quando faltavam dez minutos para as seis, saíram juntos,  altos e altivos, para assistir ao último filme deJane Fonda.&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT size=2 face=Arial&gt;V&lt;BR&gt;Quando começava a primavera, Saul fez  aniversário. Porque achava seu amigo muito solitário, ou por outra razão assim,  Raul deu a ele a gaiola com Carlos Gardel. No começo do verão, foi a vez de Raul  fazer aniversário. E porque estava sem dinheiro, porque seu amigo não tinha nada  nas paredes da quitinete, Saul deu a ele a reprodução de Van Gogh. Mas entre  esses dois aniversários, aconteceu alguma coisa. No norte, quando começava  dezembro, a mãe de Raul morreu e ele precisou passar uma semana fora.  Desorientado, Saul vagava pelos corredores da firma esperando um telefonema que  não vinha, tentando em vão concentrar-se nos despachos, processos, protocolos. Á  noite, em seu quarto, ligava a televisão gastando tempo em novelas vadias ou  desenhando olhos cada vez mais enormes, enquanto acariciava Carlos Gardel. Bebeu  bastante, nessa semana. E teve um sonho: caminhava entre as pessoas da  repartição, todas de preto, acusadoras. A exceção de Raul, todo de branco,  abrindo os braços para ele. Abraçados fortemente, e tão próximos que um podia  sentir o cheiro do outro. Acordou pensando mas ele é que devia estar de luto.  Raul voltou sem luto. Numa sexta de tardezinha, telefonou para a repartição  pedindo a Saul que fosse vê-lo. A voz de baixo profundo parecia ainda mais  baixa, mais profunda. Saul foi. Raul tinha deixado a barba crescer.  Estranhamente, ao invés de parecer mais velho ou mais duro, tinha um rosto quase  de menino. Beberam muito nessa noite. Raul falou longamente da mãe - eu podia  ter sido mais legal com ela, disse, e não cantou. Quando Saul estava indo  embora, começou a chorar. Sem saber ao certo o que fazia, Saul estendeu a mão e,  quando percebeu, seus dedos tinham tocado a barba crescida de Raul. Sem tempo  para compreenderem, abraçaram-se forte- mente. E tão próximos que um podia  sentir o cheiro do outro: o de Raul, flor murcha, gaveta fechada; o de Saul,  colônia de barba, talco. Durou muito tempo. A mão de Saul tocava a barba de  Raul, que passava os dedos pelos caracóis miúdos do cabelo do outro. Não diziam  nada. No silêncio era possível ouvir uma torneira pingando longe. Tanto tempo  durou que, quando Saul levou a mão ao cinzeiro, o cigarro era apenas uma longa  cinza que ele esmagou sem compreender. Afastaram-se, então. Raul disse qualquer  coisa como eu não tenho mais ninguém no mundo, e Saul outra coisa qualquer como  você tem a mim agora, e para sempre. Usavam palavras grandes - ninguém, mundo,  sempre - e apertavam-se as duas mãos ao mesmo tempo, olhando-se nos olhos  injetados de fumo e álcool. Embora fosse sexta e não precisassem ir à repartição  na manhã seguinte, Saul despediu-se. Caminhou durante horas pelas ruas desertas,  cheias apenas de gatos e putas. Em casa, acariciou Carlos Gardel até que os dois  dormissem. Mas um pouco antes, sem saber por quê, começou a chorar sentindo-se  só e pobre e feio e infeliz e confuso e abandonado e bêbado e triste, triste,  triste. Pensou em ligar para Raul, mas não tinha fichas e era muito  tarde.&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT size=2 face=Arial&gt;VI&lt;BR&gt;Depois, chegou o Natal, o Ano-Novo que  passaram juntos, recusando convites dos colegas de repartição. Raul deu a Saul  uma reprodução do Nascimento de Vênus, que ele colocou na parede exatamente onde  estivera o quarto de Van Gogh. Saul deu a Raul um disco chamado Os Grandes  Sucessos de Dalva de Oliveira. O que mais ouviram foi Nossas Vidas, prestando  atenção no pedacinho que dizia até nossos beijos parecem beijos de quem nunca  amou. Foi na noite de trinta e um, aberta a champanhe na quitinete de Raul, que  Saul ergueu a taça e brindou à nossa amizade que nunca nunca vai terminar.  Beberam até quase cair. Na hora de deitar, trocando a roupa no banheiro, muito  bêbado, Saul falou que ia dormir nu. Raul olhou para ele e disse você tem um  corpo bonito. Você também, disse Saul, e baixou os olhos. Deitaram ambos nus, um  na cama atrás do guarda-roupa, outro no sofá. Quase a noite inteira, um  conseguia ver a brasa acesa do cigarro do outro, furando o escuro feito um  demônio de olhos incendiados. Pela manhã, Saul foi embora sem se despedir para  que Raul não percebesse suas fundas olheiras. Quando janeiro começou, quase na  época de tirarem férias - e tinham planejado, juntos, quem sabe Parati, Ouro  Preto, Porto Seguro - ficaram surpresos naquela manhã em que o chefe de seção os  chamou, perto do meio-dia. Fazia muito calor. Suarento, o chefe foi direto ao  assunto. Tinha recebido algumas cartas anônimas. Recusou-se a mostrá-las.  Pálidos, ouvi- ram expressões como "relação anormal e ostensiva",  "desavergonhada aberração, comportamento doentio", "psicologia deformada",  sempre as- sinadas por Um Atento Guardião da Moral. Saul baixou os olhos  desmaiados, mas Raul colocou-se em pé. Parecia muito alto quando, com uma das  mãos apoiadas no ombro do amigo e a outra erguendo-se atrevida no ar, conseguiu  ainda dizer a palavra nunca, antes que o chefe, entre coisas como  a-reputação-de-nossa-firma, declarasse frio: os senhores estão despedidos.  Esvaziaram lentamente cada um a sua gaveta, a sala deserta na hora do almoço,  sem se olharem nos olhos. O sol de verão escaldava o tampo de metal das mesas.  Raul guardou no grande envelope pardo um par de olhos enormes, sem íris nem  pupilas, presente de Saul, que guardou no seu grande envelope pardo, com algumas  manchas de café, a letra de Tú MeAcostumbraste, escrita à mão por Raul numa  tarde qualquer de agosto. Desceram juntos pelo elevador, em silêncio. Mas quando  saíram pela porta daquele prédio grande e antigo, parecido com uma clínica ou  uma penitenciária, vistos de cima pelos colegas todos postos na janela, a camisa  branca de um, a azul do outro, estavam ainda mais altos e mais altivos.  Demoraram alguns minutos na frente do edifício. Depois apanharam o mesmo táxi,  Raul abrindo a porta para que Saul entrasse. Ai-ai, alguém gritou da janela. Mas  eles não ouviram. O táxi já tinha dobrado a esquina. Pelas tardes poeirentas  daquele resto de janeiro, quando o sol parecia a gema de um enorme ovo frito no  azul sem nuvens no céu, ninguém mais conseguiu trabalhar em paz na repartição.  Quase todos ali dentro tinham a nítida sensação de que seriam infelizes para  sempre. E foram.&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-5367400286638034456?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/5367400286638034456/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=5367400286638034456' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/5367400286638034456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/5367400286638034456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2010/04/aqueles-dois.html' title='Aqueles dois'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-4191586212244478162</id><published>2010-10-03T00:00:00.001+01:00</published><updated>2010-10-03T00:12:05.503+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>VOCÊ DIZ EU TE AMO?</title><content type='html'>&lt;DIV&gt;&lt;FONT size=2 face=Arial&gt;VOCÊ DIZ EU TE AMO ??? Dois irmãozinhos brincavam  em frente de casa, jogavam bolinhas de gude. Quando Júlio o menino mais novo  disse ao irmão Ricardo: Meu querido irmão, eu te amo muito e nunca quero me  separar de você! Ricardo sem dar muita importância ao que Júlio disse, pergunta:  O que deu em você moleque? Que conversa besta é essa de amar? Quer calar a boca  e continuar jogando? E os dois continuaram jogando a tarde inteira até  anoitecer. À noite o senhor Jacó, pai dos garotos chegou do trabalho, estava  exausto e muito mal humorado, pois não havia conseguido fechar um negócio  importante. Ao entrar, Jacó olhou para Júlio que sorriu para o pai e disse: -  Olá Papai, eu te amo muito e não quero nunca me separar do senhor! Jacó no auge  de seu mal humor e stress disse: - Júlio, estou exausto e nervoso, então por  favor não me venha com besteiras! Com as palavras ásperas do pai, Júlio ficou  magoado e foi chorar no cantinho do quarto. Dona Joana, mãe dos garotos sentindo  a falta do filho foi procurá-lo pela casa, até que o encontrou no cantinho do  quarto com os olhinhos cheios de lágrimas. Dona Joana espantada começou a  enxugar as lágrimas do filho e perguntou: - O que foi Júlio, porque choras?  Júlio olhou para a mãe, com u ma expressão triste e lhe disse: - Mamãe, eu te  amo muito e não quero nunca me separar da senhora! Dona Joana sorriu para o  filho e lhe disse: - Meu amado filho, ficaremos sempre juntos! Júlio sorriu, deu  um beijo na mãe e foi se deitar. No quarto do casal, ambos se preparando para se  deitar, Dona Joana pergunta para seu marido Jacó: - Jacó, o Júlio está muito  estranho hoje, não acha? Jacó muito estressado com o trabalho disse a esposa: -  Esse moleque só está querendo chamar a atenção...Deita e dorme mulher! Então  todos se recolheram e todos dormiam sossegados. À duas horas da manhã, Júlio se  levanta vai ao quarto de seu irmão Ricardo e fica observando o irmão dormir...  Ricardo incomodado com a claridade acorda e grita com Júlio: - Seu louco, apaga  essa luz e me deixa dormir! Júlio em silêncio obedeceu o irmão, apagou a luz e  se dirigiu ao quarto dos pais... Chegando ao quarto de seus pais acendeu a luz e  ficou observando seu pai e sua mãe dormirem. O senhor Jacó acordou e perguntou  ao filho: - O que aconteceu Júlio? Júlio em silencio só balançou a cabeça em  sinal negativo, respondendo ao pai que nada havia ocorrido. Daí o senhor Jacó  irritado perguntou ao Júlio: - Então o que foi moleque? Júlio continuou em  silêncio. Jacó já muito irritado berrou com Júlio: - Então vai dormir seu  doente! Júlio apagou a luz do quarto se dirigiu ao seu quarto e se deitou. Na  manhã seguinte todos se levantaram cedo, o senhor Jacó iria trabalhar, a dona  Joana levaria as crianças para à escola, e Ricardo e Júlio... Mas Júlio não se  levantou. Então o senhor Jacó, que já estava muito irritado com Júlio, entra  bufando no quarto do garoto e grita: - Levanta seu moleque vagabundo! Júlio nem  se mexeu. Então Jacó avança sobre o garoto e puxa com força o cobertor do menino  com o braço direito levantado pronto para lhe dar um tapa quando percebe que  Júlio estava com os olhos fechados e que estava pálido. Jacó assustado colocou a  mão sobre o rosto de Júlio e pôde notar que seu filho estava gelado. Desesperado  Jacó gritou chamando a esposa e o filho Ricardo para ver o que havia acontecido  com Júlio... Infelizmente o pior. Júlio estava morto e sem qualquer motivo  aparente. Dona Joana desesperada abraçou o filho morto e não conseguia nem  respirar de tanto chorar. Ricardo desconsolado segurou firme a mão do irmão e só  tinha forças para chorar também. Jacó em desespero soluçando e com os olhos  cheios de lágrimas, percebeu que havia um papelzinho dobrado nas pequenas mãos  de Júlio. Jacó então pegou o pequeno pedaço de papel e havia algo escrito com a  letra de Júlio. - "Outra noite Deus veio falar comigo através de um sonho, disse  a mim que apesar de amar minha família e dela me amar, teríamos que nos separar.  Eu não queria isso, mas Deus me explicou que seria necessário. Não sei o que vai  acontecer mas estou com muito medo. Gostaria que ficasse claro apenas uma coisa:  - Ricardo, não se envergonhe de amar seu irmão. - Mamãe, a senhora é a melhor  mãe do mundo. - Papai, o senhor de tanto trabalhar se esqueceu de viver. - Eu  amo todos vocês!" Quantas vezes não temos tempo para parar e amar, e receber o  amor que nos é ofertado? Talvez quando acordarmos possa ser tarde demais... mas,  ainda há tempo! "DEVOLVA ESTA MENSAGEM PRA QUEM TE MANDOU E REENVIE-A A TODOS  QUE VOCÊ TAMBÉM AMA." Muita gente vai entrar e sair da sua vida, mas somente  verdadeiros amigos deixarão marcas em seu coração! Para se segurar, use a  cabeça; Para segurar os outros, use o coração. Ódio é apenas uma curta mensagem  de perigo. Aquele que perde um amigo, perde muito mais. Aquele que perde a fé,  perde tudo. Jovem bonito é um acidente da natureza, Velho bonito é uma obra de  arte. Amigos, eu e você... Você trouxe outro amigo.. E nós iniciamos um grupo...  seu círculo de amigos... E como um círculo, não tem começo nem fim... Mostre a  seus amigos o quanto eles são importantes. "Envie esta mensagem para quem você  considera um amigo. Se voltar, você verá qual é o seu círculo de amizade." AINDA  TEM TEMPO!!!!! "As vezes perdemos as pessoas que mais amamos pelo simples medo  de dizer: "***** EU TE AMO!!!!****&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-4191586212244478162?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/4191586212244478162/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=4191586212244478162' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/4191586212244478162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/4191586212244478162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2010/10/voce-diz-eu-te-amo.html' title='VOCÊ DIZ EU TE AMO?'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-6920166629078958840</id><published>2010-08-25T09:51:00.004+01:00</published><updated>2010-08-26T08:49:32.983+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cavalo'/><title type='text'>O cavalo cego</title><content type='html'>Na estrada de minha casa há um pasto. Dois cavalos vivem lá. De longe, parecem cavalos como os outros, mas, quando se olha bem, percebe-se que um deles é cego. Contudo, o dono não se desfez dele e arrumou-lhe um amigo – um cavalo mais jovem. Isso já é de se admirar.
&lt;br&gt;
Se você ficar observando, ouvirá um sino. Procurando de onde vem o som, você verá que há um pequeno sino no pescoço do cavalo menor. Assim, o cavalo cego sabe onde está seu companheiro e vai até ele.
&lt;br&gt;
Ambos passam os dias comendo e no final do dia o cavalo cego segue o companheiro até o estábulo. E você percebe que o cavalo com o sino está sempre olhando se o outro o acompanha e, às vezes, pára para que o outro possa alcançá-lo. E o cavalo cego guia-se pelo som do sino, confiante que o outro o está levando para o caminho certo.
Como o dono desses dois cavalos, Deus não se desfaz de nós só porque não somos perfeitos, ou porque temos problemas ou desafios. 
&lt;br&gt;
Ele cuida de nós e faz com que outras pessoas venham em nosso auxílio quando precisamos.
&lt;br&gt;
Algumas vezes somos o cavalo cego guiado pelo som do sino daqueles que Deus coloca em nossas vidas. Outras vezes, somos o cavalo que guia, ajudando outros a encontrar seu caminho.
&lt;br&gt;
E assim são os bons amigos. Você não precisa vê-los, mas eles estão lá.
Por favor, ouça o meu sino. Eu também ouvirei o seu.
&lt;br&gt;
Viva de maneira simples, ame generosamente, cuide com devoção, fale com bondade… E confie, deixando o resto por conta de Deus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-6920166629078958840?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/6920166629078958840/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=6920166629078958840' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/6920166629078958840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/6920166629078958840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2010/08/o-cavalo-cego.html' title='O cavalo cego'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-952709734162741452</id><published>2010-08-13T13:13:00.008+01:00</published><updated>2011-02-16T06:13:54.660Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Numerologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Astrologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sexta-feira 13'/><title type='text'>Sexta-feira 13</title><content type='html'>Quantas sextas-feiras 13 nós teremos nos anos 2000 a 2099? Quantas vezes teremos de agüentar as reportagens sobre o "palpitante" acontecimento, nesse período? 172 vezes! Confira abaixo (constata-se que os meses são os mesmos, a cada 28 anos, no período examinado):&lt;p&gt;
00 28 56 84 OUT&lt;BR&gt;
01 29 57 85 ABR-JUL&lt;BR&gt;
02 30 58 86 SET-DEZ&lt;BR&gt;
03 31 59 87 JUN&lt;BR&gt;
04 32 60 88 FEV-AGO&lt;BR&gt;
05 33 61 89 MAI&lt;BR&gt;
06 34 62 90 JAN-OUT&lt;BR&gt;
07 35 63 91 ABR-JUL&lt;BR&gt;
08 36 64 92 JUN&lt;BR&gt;
09 37 65 93 FEV-MAR-NOV&lt;BR&gt;
10 38 66 94 AGO&lt;BR&gt;
11 39 67 95 MAI&lt;BR&gt;
12 40 68 96 JAN-ABR-JUL&lt;BR&gt;
13 41 69 97 SET-DEZ&lt;BR&gt;
14 42 70 98 JUN&lt;BR&gt;
15 43 71 99 FEV-MAR-NOV&lt;BR&gt;
16 44 72&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; MAI&lt;BR&gt;
17 45 73&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; JAN-OUT&lt;BR&gt;
18 46 74&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; ABR-JUL&lt;BR&gt;
19 47 75&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; SET-DEZ&lt;BR&gt;
20 48 76&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; MAR-NOV&lt;BR&gt;
21 49 77&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; AGO&lt;BR&gt;
22 50 78&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; MAI&lt;BR&gt;
23 51 79&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; JAN-OUT&lt;BR&gt;
24 52 80&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; SET-DEZ&lt;BR&gt;
25 53 81&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; JUN&lt;BR&gt;
26 54 82&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; FEV-MAR-NOV&lt;BR&gt;
27 55 83&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; AGO&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-952709734162741452?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/952709734162741452/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=952709734162741452' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/952709734162741452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/952709734162741452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2010/08/13.html' title='Sexta-feira 13'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-396868816240257114</id><published>2010-08-12T10:34:00.001+01:00</published><updated>2010-08-12T10:34:59.304+01:00</updated><title type='text'>Comentário ao Evangelho do dia feito por Santa Faustina Kowalska</title><content type='html'>&amp;#171;N&amp;#227;o devias tamb&amp;#233;m ter piedade do teu companheiro, como eu tive de ti?&amp;#187; &lt;p&gt;Mateus 18,21-35.19,1. &lt;br&gt;Ent&amp;#227;o, Pedro aproximou-se e perguntou-lhe: &amp;#171;Senhor, se o meu irm&amp;#227;o me &lt;br&gt;ofender, quantas vezes lhe deverei perdoar? At&amp;#233; sete vezes?&amp;#187; &lt;br&gt;Jesus respondeu: &amp;#171;N&amp;#227;o te digo at&amp;#233; sete vezes, mas at&amp;#233; setenta vezes sete. &lt;br&gt;Por isso, o Reino do C&amp;#233;u &amp;#233; compar&amp;#225;vel a um rei que quis ajustar contas com &lt;br&gt;os seus servos. &lt;br&gt;Logo ao princ&amp;#237;pio, trouxeram-lhe um que lhe devia dez mil talentos. &lt;br&gt;N&amp;#227;o tendo com que pagar, o senhor ordenou que fosse vendido com a mulher, &lt;br&gt;os filhos e todos os seus bens, a fim de pagar a d&amp;#237;vida. &lt;br&gt;O servo lan&amp;#231;ou-se, ent&amp;#227;o, aos seus p&amp;#233;s, dizendo: &amp;#39;Concede-me um prazo e &lt;br&gt;tudo te pagarei.&amp;#39; &lt;br&gt;Levado pela compaix&amp;#227;o, o senhor daquele servo mandou-o em liberdade e &lt;br&gt;perdoou-lhe a d&amp;#237;vida. &lt;br&gt;Ao sair, o servo encontrou um dos seus companheiros que lhe devia cem &lt;br&gt;den&amp;#225;rios. Segurando-o, apertou-lhe o pesco&amp;#231;o e sufocava-o, dizendo: &amp;#39;Paga o &lt;br&gt;que me deves!&amp;#39; &lt;br&gt;O seu companheiro caiu a seus p&amp;#233;s, suplicando: &amp;#39;Concede-me um prazo que eu &lt;br&gt;te pagarei.&amp;#39; &lt;br&gt;Mas ele n&amp;#227;o concordou e mandou-o prender, at&amp;#233; que pagasse tudo quanto lhe &lt;br&gt;devia. &lt;br&gt;Ao verem o que tinha acontecido, os outros companheiros, contristados, &lt;br&gt;foram cont&amp;#225;-lo ao seu senhor. &lt;br&gt;O senhor mandou-o, ent&amp;#227;o, chamar e disse-lhe: &amp;#39;Servo mau, perdoei-te tudo o &lt;br&gt;que me devias, porque assim mo suplicaste; &lt;br&gt;n&amp;#227;o devias tamb&amp;#233;m ter piedade do teu companheiro, como eu tive de ti?&amp;#39; &lt;br&gt;E o senhor, indignado, entregou-o aos verdugos at&amp;#233; que pagasse tudo o que &lt;br&gt;devia. &lt;br&gt;Assim proceder&amp;#225; convosco meu Pai celeste, se cada um de v&amp;#243;s n&amp;#227;o perdoar ao &lt;br&gt;seu irm&amp;#227;o do &amp;#237;ntimo do cora&amp;#231;&amp;#227;o.&amp;#187; &lt;br&gt;Quando acabou de dizer estas palavras, Jesus partiu da Galileia e veio para &lt;br&gt;a regi&amp;#227;o da Judeia, na outra margem do Jord&amp;#227;o. &lt;p&gt;&lt;br&gt;Da B&amp;#237;blia Sagrada &lt;p&gt;&lt;p&gt;Coment&amp;#225;rio ao Evangelho do dia feito por &lt;p&gt;Santa Faustina Kowalska (1905-1938), religiosa &lt;br&gt;Di&amp;#225;rio &amp;#167; 163 (Edi&amp;#231;&amp;#227;o dos Marianos da Imaculada Concei&amp;#231;&amp;#227;o, F&amp;#225;tima, 2003) &lt;p&gt;&amp;#171;N&amp;#227;o devias tamb&amp;#233;m ter piedade do teu companheiro, como eu tive de ti?&amp;#187; &lt;p&gt;Desejo transformar-me toda na Miseric&amp;#243;rdia e ser o Vosso vivo reflexo. Que &lt;br&gt;o mais grandioso atributo de Deus, a Sua insond&amp;#225;vel Miseric&amp;#243;rdia, possa &lt;br&gt;penetrar pelo meu cora&amp;#231;&amp;#227;o e atrav&amp;#233;s da minha alma em direc&amp;#231;&amp;#227;o aos &lt;br&gt;outros.Ajudai-me, Senhor, para que os meus olhos sejam &lt;br&gt;misericordiosos: que n&amp;#227;o suspeite de ningu&amp;#233;m e n&amp;#227;o julgue segundo as &lt;br&gt;apar&amp;#234;ncias exteriores. Que eu apenas observe o que &amp;#233; belo na alma do &lt;br&gt;pr&amp;#243;ximo e que v&amp;#225; em seu socorro.Ajudai-me, Senhor, para que os meus &lt;br&gt;ouvidos sejam misericordiosos: que eu esteja sempre atenta &amp;#224;s necessidades &lt;br&gt;dos outros e os meus ouvidos n&amp;#227;o sejam indiferentes &amp;#224;s dores e aos gemidos &lt;br&gt;do pr&amp;#243;ximo.Ajudai-me, Senhor, para que a minha l&amp;#237;ngua seja &lt;br&gt;misericordiosa: que eu nunca diga mal dos outros, mas tenha para cada um &lt;br&gt;palavras de consola&amp;#231;&amp;#227;o e de perd&amp;#227;o.Ajudai-me, Senhor, para que as &lt;br&gt;minhas m&amp;#227;os sejam misericordiosas e cheias de boas obras: que s&amp;#243; possa &lt;br&gt;fazer bem ao pr&amp;#243;ximo, reservando-me os trabalhos mais duros e dif&amp;#237;ceis.Ajudai-me, Senhor, para que os meus p&amp;#233;s sejam misericordiosos: que eu &lt;br&gt;esteja sempre pronta a ir ajudar o meu pr&amp;#243;ximo, dominando o pr&amp;#243;prio cansa&amp;#231;o &lt;br&gt;e fadiga. Que o meu verdadeiro descanso seja servir os outros.Ajudai-me, Senhor, para que o meu cora&amp;#231;&amp;#227;o seja misericordioso: que eu &lt;br&gt;sinta todos os sofrimentos dos outros. A ningu&amp;#233;m negarei o meu cora&amp;#231;&amp;#227;o. Que &lt;br&gt;eu conviva sinceramente, mesmo com os que sei que h&amp;#227;o-de abusar da minha &lt;br&gt;bondade. Que, por mim mesma, me encerrarei no Misericordios&amp;#237;ssimo Cora&amp;#231;&amp;#227;o &lt;br&gt;de Jesus e guardarei sil&amp;#234;ncio sobre os meus pr&amp;#243;prios sofrimentos.&amp;#211; &lt;br&gt;meu Senhor, que habite em mim a Vossa Miseric&amp;#243;rdia!Sois V&amp;#243;s que me &lt;br&gt;mandais exercitar nos tr&amp;#234;s graus da miseric&amp;#243;rdia:- o primeiro &amp;#233; um &lt;br&gt;qualquer acto de miseric&amp;#243;rdia;- o segundo &amp;#233; a palavra de &lt;br&gt;miseric&amp;#243;rdia, ao menos palavra, se n&amp;#227;o puder realizar uma obra;- o &lt;br&gt;terceiro, a ora&amp;#231;&amp;#227;o: se n&amp;#227;o me for poss&amp;#237;vel praticar a miseric&amp;#243;rdia por &lt;br&gt;actos, ou por palavras, sempre ao menos o posso fazer pela prece. E a minha &lt;br&gt;ora&amp;#231;&amp;#227;o leva-me a atingir mesmo onde j&amp;#225; n&amp;#227;o posso chegar fisicamente.&amp;#211; &lt;br&gt;meu Jesus, transformai-me em V&amp;#243;s, j&amp;#225; que tudo podeis. &lt;p&gt;Inscreva-se para receber diariamente as Leituras e o Evangelho do Dia em &lt;a href="http://www.evangelhoquotidiano.org"&gt;www.evangelhoquotidiano.org&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-396868816240257114?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/396868816240257114/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=396868816240257114' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/396868816240257114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/396868816240257114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2010/08/comentario-ao-evangelho-do-dia-feito.html' title='Comentário ao Evangelho do dia feito por Santa Faustina Kowalska'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-7751307727358840947</id><published>2010-07-31T20:16:00.001+01:00</published><updated>2010-06-20T06:23:25.948+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Homossexualidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Divulgação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Saúde'/><title type='text'>[Divulgação] Homens que têm sexo com homens - Faz o teste rápido do VIH</title><content type='html'>&lt;DIV align=center&gt;&lt;SPAN style="LINE-HEIGHT: 1.3em; FONT-SIZE: 14pt"&gt;&lt;B&gt;Homens  que têm sexo com homens&lt;/B&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Em Junho e Julho de 2010, faz o teste  rápido do VIH.&lt;BR&gt;É gratuito, anónimo e confidencial.&lt;BR&gt;E recebes também um  presente!&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Vai até à Rua de São Lázaro 88 (metro: Martim  Moniz)&lt;BR&gt;Quintas, Sextas e Sábados&lt;BR&gt;das 18h00 às 20h00&lt;BR&gt;Para mais  informações: 96 7711 540&lt;/DIV&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-7751307727358840947?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/7751307727358840947/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=7751307727358840947' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/7751307727358840947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/7751307727358840947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2010/06/divulgacao-homens-que-tem-sexo-com.html' title='[Divulgação] Homens que têm sexo com homens - Faz o teste rápido do VIH'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-6004980688302533480</id><published>2010-07-27T10:30:00.004+01:00</published><updated>2010-07-27T10:44:27.769+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Piadas'/><title type='text'>A Bicicleta do Sr. Padre</title><content type='html'>Dois padres costumavam cruzar-se de bicicleta na estrada todos os domingos quando iam rezar a missa nas suas respectivas paróquias.
&lt;br&gt;Mas certo dia, um deles estava apeado. Surpreso, o outro padre parou e perguntou:
&lt;br&gt;- Onde está a sua bicicleta, Padre Josias?
&lt;br&gt;- Foi roubada! - Responde o outro padre - creio que no pátio da igreja.
&lt;br&gt;- Mas que absurdo! - Exclamou o ainda ciclista - eu tenho uma ideia para saber quem foi: na hora do sermão, cite os 10 mandamentos. Quando chegar no «Não roubarás» faça uma pausa e percorra os fiéis com o olhar. O culpado com certeza que se vai denunciar!
&lt;br&gt; No domingo seguinte, os padres cruzam-se de bicicleta. O padre que deu a ideia diz:
&lt;br&gt;- Parece que o sermão deu certo, não é, Padre Josias?
&lt;br&gt;- Mais ou menos - responde ele - na verdade, quando cheguei ao «Não desejarás a mulher do próximo» acabei por me lembrar onde é que tinha deixado a bicicleta!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-6004980688302533480?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/6004980688302533480/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=6004980688302533480' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/6004980688302533480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/6004980688302533480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2010/07/bicicleta-do-sr-padre.html' title='A Bicicleta do Sr. Padre'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-4540987701791525152</id><published>2010-07-14T00:00:00.001+01:00</published><updated>2010-08-02T05:48:34.574+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Piadas'/><title type='text'>Razão de viver...</title><content type='html'>Um sujeito foi demitido, perdeu a esposa, carro e os amigos. Por isso resolveu se suicidar.&lt;br&gt;Estava prestes a se jogar do viaduto quando um mendigo pergunta:&lt;br&gt;- O senhor vai se matar?&lt;br&gt;- Vou, e nem tente me impedir.&lt;br&gt;- N&amp;#227;o. Mas j&amp;#225; que o senhor vai se matar, n&amp;#227;o se importaria em dar suas roupas pra mim, n&amp;#227;o &amp;#233;?&lt;br&gt;O sujeito concordou e se despiu por completo&lt;br&gt;O mendigo olhando para o corpo nu do sujeito, pergunta:&lt;br&gt;- Olha, o senhor tem uma bundinha muito gostosa. J&amp;#225; que vai se matar e ningu&amp;#233;m vai saber, deixa eu comer?&lt;br&gt;Sem mais nada a perder, o sujeito concorda e d&amp;#225; a bunda pro mendigo.&lt;br&gt;Depois do ato consumado, diz para o mendigo:&lt;br&gt;- Agora o senhor poderia devolver minhas roupas?&lt;br&gt;- Mas o senhor n&amp;#227;o vai se matar?&lt;br&gt;- Mudei de id&amp;#233;ia... Descobri uma raz&amp;#227;o para viver!&lt;p&gt;Moral da hist&amp;#243;ria:  Nunca perca a esperan&amp;#231;a, o seu dia pode ser hoje!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-4540987701791525152?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/4540987701791525152/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=4540987701791525152' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/4540987701791525152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/4540987701791525152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2010/07/razao-de-viver.html' title='Razão de viver...'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-1884664009296598506</id><published>2010-06-30T06:18:00.002+01:00</published><updated>2010-08-02T05:57:27.933+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Piadas'/><title type='text'>Sócrates morreu!</title><content type='html'>S&amp;#243;crates morreu e Deus e o Diabo discutem porque nenhum dos dois quer ficar com ele. Sem acordo, pedem a mediadores uma solu&amp;#231;&amp;#227;o, que decidem por uma proposta que se alterne um m&amp;#234;s no c&amp;#233;u e outro no inferno.&lt;p&gt;No 1&amp;#176; m&amp;#234;s, S&amp;#243;crates  fica no c&amp;#233;u.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Dois dias depois, Deus j&amp;#225; n&amp;#227;o sabe o que fazer, quase fica louco.&lt;br&gt; &lt;br&gt;O engenheiro estraga tudo. &lt;br&gt;. Atrapalha todos os elementos das ora&amp;#231;&amp;#245;es e da liturgia;&lt;br&gt;. Dissolve o sistema de assessoria pessoal dos anjos; cria sistemas de avalia&amp;#231;&amp;#227;o,&lt;br&gt;. Tenta formar uma coliga&amp;#231;&amp;#227;o de maioria absoluta, na base da compra de votos;&lt;br&gt;. Suborna os arcanjos e os querubins;&lt;br&gt;. Transfere um km quadrado do c&amp;#233;u para o inferno e tenta construir um TGV para ligar os dois.&lt;br&gt;. Prop&amp;#245;e a constru&amp;#231;&amp;#227;o de um HeavenShop&lt;br&gt;. Nomeia anjos provis&amp;#243;rios aos milhares; &lt;br&gt;. Interv&amp;#233;m nas comunica&amp;#231;&amp;#245;es aos Santos;&lt;br&gt;. Troca as placas das portas de S&amp;#227;o Pedro;&lt;br&gt;. Envia um projecto lei aos ap&amp;#243;stolos para reformar os Dez Mandamentos e amnistiar L&amp;#250;cifer.&lt;br&gt;. Funda o PTC, o &amp;quot;Partido dos Trabalhadores Celestiais&amp;quot;, com estrela azul clarinho.  &lt;br&gt;O c&amp;#233;u vira um caos.&lt;br&gt;As pessoas n&amp;#227;o o suportam mais e promovem piquetes e invas&amp;#245;es. Deus n&amp;#227;o v&amp;#234; a hora de chegar o fim do m&amp;#234;s para mand&amp;#225;-lo para o inferno.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Quando S&amp;#243;crates, finalmente vai, Deus respira aliviado. Mas l&amp;#225; pelo dia 20, come&amp;#231;a a sofrer novamente, pensando que dentro de 10 dias ter&amp;#225; que voltar a v&amp;#234;-lo.&lt;br&gt; &lt;br&gt;No primeiro dia do m&amp;#234;s seguinte nada acontece e S&amp;#243;crates n&amp;#227;o volta do Inferno.&lt;br&gt; &lt;br&gt;No 5&amp;#176; dia, ainda sem not&amp;#237;cias, Deus estava feliz, mas logo come&amp;#231;ou a pensar que, tendo passado mais tempo no inferno, S&amp;#243;crates poderia querer passar dois meses seguidos no Para&amp;#237;so...&lt;br&gt;Desesperado com a mera possibilidade, Deus decide ligar para o inferno para perguntar ao diabo o que estava acontecendo.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Ring...ring...ring...!!!&lt;br&gt; &lt;br&gt;Atende um diabinho e Deus pergunta:&lt;br&gt; &lt;br&gt;&amp;quot;Por favor, posso falar com o Dem&amp;#243;nio?&amp;quot;&lt;br&gt; &lt;br&gt;&amp;quot;Qual dos dois?&amp;quot;, - responde o empregado - &amp;quot;O vermelho com chifres ou o que anda a&amp;#237; de fato armani ?&amp;quot;&lt;br&gt; &lt;br&gt;IMPORTANTE: TODO AQUELE QUE RECEBER ESTA PIADA, TEM A OBRIGA&amp;#199;&amp;#195;O MORAL DE, EM DEFESA DA JUSTI&amp;#199;A E DA DEMOCRACIA, RETRANSMITI-LA A PELO MENOS 10 PESSOAS. ( At&amp;#233; mando a 200 se for preciso :) ) &lt;p&gt;SE VOC&amp;#202; INTERROMPER A CADEIA, A CAMBADA PODE ELEGER-SE E BREVEMENTE ELE EST&amp;#193; DE VOLTA...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-1884664009296598506?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/1884664009296598506/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=1884664009296598506' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/1884664009296598506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/1884664009296598506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2010/06/socrates-morreu.html' title='Sócrates morreu!'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-359491891104612608</id><published>2010-06-28T04:16:00.003+01:00</published><updated>2010-08-02T05:58:05.031+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Textos diversos'/><title type='text'>Quadrilha</title><content type='html'>Carlos Drummond de Andrade&lt;br&gt;Jo&amp;#227;o amava Teresa que amava Raimundo&lt;br&gt;que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili&lt;br&gt;que n&amp;#227;o amava ningu&amp;#233;m.&lt;br&gt;Jo&amp;#227;o foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,&lt;br&gt;Raimundo morreu de desastre, Maria ficou pra tia,&lt;br&gt;Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes&lt;br&gt;que n&amp;#227;o tinha entrado na hist&amp;#243;ria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-359491891104612608?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/359491891104612608/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=359491891104612608' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/359491891104612608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/359491891104612608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2010/06/quadrilha.html' title='Quadrilha'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-870978633432975103</id><published>2010-06-13T23:35:00.002+01:00</published><updated>2010-06-13T23:41:51.582+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Homossexualidade'/><title type='text'>O armário hétero - Por João Marinho</title><content type='html'>N&amp;#227;o h&amp;#225; d&amp;#250;vidas de que a sexualidade permeia boa parte da vida humana. Est&amp;#225; presente nas conversas de bar, na literatura, nas propagandas, nas revistas, nas piadas, na moda e at&amp;#233; nos p&amp;#250;lpitos e altares, uma vez que a &amp;quot;moral sexual&amp;quot; &amp;#233; uma das preocupa&amp;#231;&amp;#245;es hodiernas mais gritantes no entender de cat&amp;#243;licos, evang&amp;#233;licos e membros de um sem-n&amp;#250;mero de outras religi&amp;#245;es. Apesar disso, freq&amp;#252;entemente n&amp;#243;s, homossexuais, somos indagados sobre a necessidade que temos de assumir essa mesma sexualidade &amp;quot;todo o tempo&amp;quot;. Muitos h&amp;#233;teros e n&amp;#227;o-assumidos convictos (n&amp;#227;o me refiro, evidentemente, &amp;#224;queles que est&amp;#227;o em crise ou que n&amp;#227;o se assumem por motivos superiores &amp;#224; sua vontade) costumam dizer que &amp;quot;nossa vida privada n&amp;#227;o interessa a ningu&amp;#233;m&amp;quot;. &amp;#201; comum o argumento de que &amp;quot;nenhum homem (sic) precisa chegar e dizer sempre que &amp;#233; h&amp;#233;tero. Por que um gay precisa dizer o tempo todo?&amp;quot;. Na verdade, essa discuss&amp;#227;o revela um profundo desconhecimento dos discursos sobre a sexualidade - discursos falados, escritos e imag&amp;#233;ticos. Certamente a heterossexualidade, em nossa cultura, &amp;#233; reafirmada e ratificada o tempo todo: cada vez que uma propaganda de cerveja mostra o l&amp;#237;q&amp;#252;ido acompanhado por lindas mulheres e homens embasbacados por elas; cada vez que um casal homem-mulher tasca um beijo na rua sem ser incomodado; em cada capa das centenas de revistas que temos, das de fofocas &amp;#224;s de noivas, passando pelas masculinas ao estilo da Playboy; cada vez que o programa do Luciano Huck faz o concurso de rainha do Carnaval ou apresenta quadros como &amp;quot;Namoro &amp;#224;s escuras&amp;quot;; cada vez que uma mo&amp;#231;a apresenta o namorado &amp;#224; fam&amp;#237;lia e cada vez que uma igreja realiza uma cerim&amp;#244;nia de casamento. Em todos esses momentos e em centenas de outros que poder&amp;#237;amos enumerar, a heterossexualidade, tida como modelo social, &amp;#233; continuamente afirmada: nem tudo o que dizemos, dizemos por palavras. N&amp;#227;o admira, portanto, que os h&amp;#233;teros n&amp;#227;o precisem verbalizar que s&amp;#227;o h&amp;#233;teros: a abund&amp;#226;ncia de s&amp;#237;mbolos, modelos e sinais que dizem isso &amp;#233; tamanha que a &amp;quot;declara&amp;#231;&amp;#227;o formal&amp;quot; se torna absolutamente desnecess&amp;#225;ria. Costumo afirmar, exatamente por isso, que a orienta&amp;#231;&amp;#227;o sexual, ao menos a heterossexual, quase nunca &amp;#233; uma quest&amp;#227;o privada, mas p&amp;#250;blica: ver um homem e uma mulher na rua, salvo algumas exce&amp;#231;&amp;#245;es, como no caso de visualizarmos homens efeminados, naturalmente evoca para as pessoas a id&amp;#233;ia de que o &amp;quot;homem gosta de mulher&amp;quot;, e vice-versa. Esse automatismo somente &amp;#233; quebrado quando o gay ou a l&amp;#233;sbica se declara assim. E, afinal, o que &amp;#233; estar no arm&amp;#225;rio, sen&amp;#227;o apresentar-se publicamente como heterossexual, fazendo uso do ambiente que essa abund&amp;#226;ncia de s&amp;#237;mbolos propicia? Ningu&amp;#233;m poderia permanecer no arm&amp;#225;rio, pelo menos este arm&amp;#225;rio que conhecemos, se n&amp;#227;o existisse tal automatismo. &amp;#201; muito interessante recorrer a uma met&amp;#225;fora pela qual costumo ilustrar essa situa&amp;#231;&amp;#227;o: nossa sociedade &amp;#233; constitu&amp;#237;da como uma loja de sapatos que vende apenas um n&amp;#250;mero, o 40, por exemplo. Quem sentir&amp;#225; necessidade de ir at&amp;#233; o vendedor e reclamar que os sapatos est&amp;#227;o apertados e a loja tem de come&amp;#231;ar a vender outros n&amp;#250;meros: quem cal&amp;#231;a 40 ou quem cal&amp;#231;a 42? A resposta &amp;#233; &amp;#243;bvia, e, nessa met&amp;#225;fora, somos n&amp;#243;s, homossexuais (ou bissexuais), os que cal&amp;#231;amos 42. Os h&amp;#233;teros, que cal&amp;#231;am 40, est&amp;#227;o confort&amp;#225;veis: n&amp;#227;o somente porque os sapatos lhes servem, mas tamb&amp;#233;m porque a propaganda da loja, os cartazes, o an&amp;#250;ncio da revista e os vendedores j&amp;#225; est&amp;#227;o preparados para atend&amp;#234;-los com toda a variedade de modelos que possuem. Os h&amp;#233;teros n&amp;#227;o precisam &amp;quot;declarar&amp;quot; que s&amp;#227;o h&amp;#233;teros, porque cal&amp;#231;ar os sapatos j&amp;#225; &amp;#233; o bastante - a loja apenas espera que eles sirvam. Entretanto, &amp;#233; evidente que a propaganda, o an&amp;#250;ncio, os vendedores ressaltam continuamente que a loja vende o n&amp;#250;mero 40. Logo, pensar que os h&amp;#233;teros n&amp;#227;o afirmam sua sexualidade &amp;#233; ser, no m&amp;#237;nimo, inocente. &amp;#201; interessante, inclusive, ver como o racioc&amp;#237;nio que aqui apresento &amp;#233; capenga. Um homem h&amp;#233;tero apresentar uma mulher como sua namorada &amp;#233; tido como absolutamente normal e corrente. Por que um homem gay apresentar outro homem como seu namorado &amp;#233; &amp;quot;expor a privacidade desnecessariamente, porque ningu&amp;#233;m precisa saber o que fazemos entre quatro paredes&amp;quot;? Os dois pesos e as duas medidas ficam claros, sendo que, em ambos os casos, existe invariavelmente uma afirma&amp;#231;&amp;#227;o da identidade e da orienta&amp;#231;&amp;#227;o sexual que vem no pacote. A diferen&amp;#231;a &amp;#233; apenas que a primeira &amp;#233; aceita e a segunda n&amp;#227;o. Nesse aspecto, portanto, o que se esconde por tr&amp;#225;s do discurso da &amp;quot;privacidade homo&amp;quot; &amp;#233; simplesmente o preconceito (ou o autopreconceito), a dificuldade ou impossibilidade de se reconhecer a homossexualidade como leg&amp;#237;tima. Alias, n&amp;#227;o legitimar a homossexualidade &amp;#233; tamb&amp;#233;m uma forma curiosa de afirma&amp;#231;&amp;#227;o h&amp;#233;tero e, no que diz respeito &amp;#224; ala masculina, est&amp;#225; relacionada a algo que denomino nega&amp;#231;&amp;#227;o do corpo do homem. Defendo o conceito de que a masculinidade heterossexual &amp;#233; for temente calcada nessa nega&amp;#231;&amp;#227;o. A maneira com que ainda se educam os rapazes por a&amp;#237; leva o homem adulto a desprezar uma rela&amp;#231;&amp;#227;o mais &amp;#237;ntima e mais pr&amp;#243;xima com seu corpo e com os corpos de seus semelhantes - e isso implica em um desprezo da homossexualidade como ratifica&amp;#231;&amp;#227;o da condi&amp;#231;&amp;#227;o heterossexual. Vamos tornar essas liga&amp;#231;&amp;#245;es mais claras: no &amp;quot;meio&amp;quot; heterossexual masculino, qualquer coisa &amp;#233; motivo para se evocar, de forma depreciativa, a homossexualidade (ou, mais corretamente, o &amp;quot;homossexualismo&amp;quot;, posto que o foco nem sempre &amp;#233; a sexualidade global, mas t&amp;#227;o-somente o ato genital entre dois homens). Homens h&amp;#233;teros muitas vezes pensam mais em &amp;quot;veados&amp;quot; do que os pr&amp;#243;prios gays. Uma olhada mais &amp;quot;demorada&amp;quot;, um movimento mais &amp;quot;suspeito&amp;quot;, uma declara&amp;#231;&amp;#227;o &amp;quot;mal colocada&amp;quot; e pronto: l&amp;#225; est&amp;#225; o pessoal chamando o outro de &amp;quot;veado&amp;quot; ou fazendo alus&amp;#227;o a n&amp;#225;degas e similares. Uma das vantagens de ser homem, gay e assumido &amp;#233; exatamente ficar imune a essas brincadeiras. Algumas s&amp;#227;o mesmo engra&amp;#231;adas, e &amp;#233; claro que at&amp;#233; n&amp;#243;s, gays, brincamos com o que diz respeito ao sexo e &amp;#224; homossexualidade - e amamos falar de homem. A rela&amp;#231;&amp;#227;o, entretanto, &amp;#233; diferente, a come&amp;#231;ar pela intensidade. Ademais, em nosso caso, brincamos com algo que nos &amp;#233; pr&amp;#243;prio, o que nos nivela e refor&amp;#231;a identidades e pr&amp;#225;ticas, na medida em que todos fazem de fato aquilo que brincam fazer (ou a maior parte de tudo aquilo). No caso dos h&amp;#233;teros, por&amp;#233;m, a chave n&amp;#227;o &amp;#233; afirmativa, mas negativa. Brinca-se chamando o outro de &amp;quot;veado&amp;quot;, mas espera-se que este outro negue. Quanto mais bravo ele ficar (coisa que n&amp;#227;o existe propriamente entre n&amp;#243;s, gays), mais intensa e &amp;quot;gostosa&amp;quot; torna-se a brincadeira. E por que esse tipo de coisa se relaciona a uma nega&amp;#231;&amp;#227;o do corpo? Porque, social e culturalmente, homens h&amp;#233;teros, no aspecto mais geral, n&amp;#227;o podem se tocar, n&amp;#227;o podem achar o outro bonito, n&amp;#227;o podem se abra&amp;#231;ar intensamente e nem demonstrar carinho com mais fervor entre si - exceto em certas &amp;quot;ilhas&amp;quot;, como, por exemplo, o est&amp;#225;dio de futebol. De resto, tudo &amp;#233; jogado no &amp;quot;lago proibido&amp;quot; do &amp;quot;homossexualismo&amp;quot; - e quem se atreve a questionar paga o pre&amp;#231;o, ainda que, felizmente, a modernidade tenha trazido por a&amp;#237; um n&amp;#250;mero cada vez maior de homens h&amp;#233;teros corajosos, que, n&amp;#227;o raramente, integram o &amp;quot;S&amp;quot; da sigla GLS. De qualquer forma, em muitos casos, substitui-se a falta de rela&amp;#231;&amp;#227;o mais &amp;#237;ntima com o corpo masculino pelas brincadeiras. Elas espelham n&amp;#227;o apenas uma carga de desprezo pelo &amp;quot;homossexualismo&amp;quot; que uma outra rela&amp;#231;&amp;#227;o poderia desfazer, mas tamb&amp;#233;m uma reafirma&amp;#231;&amp;#227;o da heterossexualidade. Mais do que isso, elas tamb&amp;#233;m evidenciam um policiamento: homens h&amp;#233;teros, salvo os corajosos a que me referi, passam boa parte do tempo provando e/ou dizendo para os outros que n&amp;#227;o s&amp;#227;o gays, ainda que tudo seja mascarado por &amp;quot;inocentes&amp;quot; piadinhas. Dito isso, considero que eu, por meu temperamento, teria muita dificuldade, nesse aspecto, em ser h&amp;#233;tero. Considero uma vantagem ser gay no sentido de poder beijar e abra&amp;#231;ar meus amigos gays, sentar-me junto deles, deitar em seus colos. Isso, por si s&amp;#243;, nada tem de interesse sexual imediato, pois n&amp;#243;s, gays e assumidos, tamb&amp;#233;m o fazemos com as meninas. A diferen&amp;#231;a &amp;#233; que podemos aproveitar esse contato com ambos os corpos, o que nos ajuda a ter uma rela&amp;#231;&amp;#227;o mais saud&amp;#225;vel e at&amp;#233; mais plena com nossos pr&amp;#243;prios corpos. Nesse ponto, devo esclarecer que este artigo n&amp;#227;o &amp;#233; uma apologia aos gays: claro que alguns (ou muitos?) de n&amp;#243;s n&amp;#227;o t&amp;#234;m esse tipo de consci&amp;#234;ncia, e, al&amp;#233;m disso, percebo que o mesmo fen&amp;#244;meno se sucede &amp;#224;s mulheres, sejam h&amp;#233;teros, sejam l&amp;#233;sbicas. Apesar de a educa&amp;#231;&amp;#227;o dispensada a elas ter muito de rid&amp;#237;cula (que o digam as feministas), nesse ponto tem um bom efeito. Mulheres fazem coisas incr&amp;#237;veis juntas: v&amp;#227;o ao banheiro em dupla, mostram novas estrias e celulites umas &amp;#224;s outras, olham-se quando nuas, tocam-se, beijam-se e at&amp;#233; arriscam-se a sair de m&amp;#227;os dadas, mesmo que sejam apenas boas amigas e heterossexuais. N&amp;#227;o residiria justamente a&amp;#237; parte da &amp;quot;sensibilidade feminina&amp;quot;? No caso delas, fica ainda mais evidente que a quest&amp;#227;o que proponho n&amp;#227;o passa pelo contato com o objeto de desejo imediato. Em um vesti&amp;#225;rio masculino, por sua vez, quem n&amp;#227;o olhar pro ch&amp;#227;o ou dispensar mais de alguns poucos segundos ao corpo do outro corre riscos. Se as mulheres mostram estrias novas no peito para suas amigas, um homem h&amp;#233;tero &amp;#233; praticamente incapaz de mostrar o p&amp;#234;nis para um amigo, a fim de que ele opine sobre uma ferida, por exemplo. Se as mulheres n&amp;#227;o v&amp;#234;em raz&amp;#227;o para se diminu&amp;#237;rem depois de examinadas por um ginecologista, idas de um homem h&amp;#233;tero a um urologista j&amp;#225; despertam coment&amp;#225;rios jocosos - e que dir&amp;#225; um exame de toque retal, t&amp;#227;o invasivo quanto um papanicolau, mas bem mais &amp;quot;atacado&amp;quot; do que este &amp;#250;ltimo? Talvez por isso seja poss&amp;#237;vel dizer que, com certa margem de seguran&amp;#231;a e descontando aqueles que carecem de informa&amp;#231;&amp;#245;es b&amp;#225;sicas, mulheres de qualquer orienta&amp;#231;&amp;#227;o e gays, em m&amp;#233;dia, cuidam mais de seu corpo e t&amp;#234;m maior conhecimento sobre ele do que os homens h&amp;#233;teros, salvo algumas maravilhosas exce&amp;#231;&amp;#245;es. &amp;#201; uma pena que esses homens, presos em sua pr&amp;#243;pria masculinidade e t&amp;#227;o seguros de si na ponta da pir&amp;#226;mide s&amp;#243;cio-sexual, n&amp;#227;o percebam os males que a nega&amp;#231;&amp;#227;o de seu pr&amp;#243;prio corpo lhes causa. As brincadeiras porque um gay elogiou a beleza de um deles ou porque um amigo deu uma reboladinha &amp;quot;supeita&amp;quot; s&amp;#227;o apenas um sintoma. Sinal de que algo, no fundo, n&amp;#227;o vai bem na sexualidade - mesmo que n&amp;#227;o se perceba. Talvez seja correto, afinal, dizer que os homens h&amp;#233;teros tamb&amp;#233;m precisam romper com esse estado de coisas. Precisam sair do arm&amp;#225;rio. &lt;p&gt;&lt;hr&gt;Jo&amp;#227;o Marinho &amp;#233; jornalista e atualmente escreve para revistas e sites como free-lancer. Participa da equipe gestora do Arm&amp;#225;rio X nas &amp;#225;reas de not&amp;#237;cias, assessoria de imprensa e sexualidade. &amp;#201; tamb&amp;#233;m colaborador do nosso Guia Cultural (se&amp;#231;&amp;#227;o &amp;quot;Livros&amp;quot;) e respons&amp;#225;vel pela bibliografia de refer&amp;#234;ncia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-870978633432975103?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/870978633432975103/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=870978633432975103' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/870978633432975103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/870978633432975103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2010/06/o-armario-hetero-por-joao-marinho.html' title='O armário hétero - Por João Marinho'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-8250411698397997254</id><published>2010-06-12T21:28:00.003+01:00</published><updated>2010-08-02T06:01:19.770+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Numerologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Astrologia'/><title type='text'>COPA MUNDIAL DE FUTEBOL</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.ghiorzi.org/copas.htm"&gt;http://www.ghiorzi.org/copas.htm&lt;/a&gt;&lt;p&gt;Na esteira do festival de besteiras que assola o mundo da numerologia, os numer&amp;#243;logos de plant&amp;#227;o n&amp;#227;o perceberam outro &amp;quot;prato cheio&amp;quot; para suas profecias: na mesma linha de coincid&amp;#234;ncias das datas 1962/2002, 1970/1994, 1974/1990 e 1978/1986 (todas somam 3964 e todas repetem os mesmos campe&amp;#245;es da copa), a copa tem o Brasil como sede em 1950 e 2014 - soma 3964! &lt;p&gt;Nessa linha de racioc&amp;#237;nio, dar&amp;#225; Alemanha na cabe&amp;#231;a em 2010, como em 1954, Uruguai em 2014, como em 1950, e em 2018/2022 estaremos em plena Guerra Mundial como em 1946/1942. E, se ainda existirem gramados na Terra p&amp;#243;s-guerra, vai dar It&amp;#225;lia em 2026 e 2030, como em 1938 e 1934 e Uruguai novamente em 2034, &amp;#250;ltimo ano de Copa Mundial de Futebol, como em 1930, primeiro ano da Copa, fechando o terceiro v&amp;#233;rtice da pir&amp;#226;mide! E, a prevalecer o descortino dos numer&amp;#243;logos, Brasil campe&amp;#227;o mundial de futebol, NUNCA MAIS! O cetro de hexacampe&amp;#227;o ficar&amp;#225;, enfim, nas m&amp;#227;os da It&amp;#225;lia. &lt;p&gt;JABUZELA (JABULANI+VUVUZELA)&lt;br&gt;Jabulani = Apelido da bola adotada na &amp;#193;frica do Sul em 2010.&lt;br&gt;Vuvuzela = Nome daquelas cornetas azucrinantes da &amp;#193;frica do Sul.&lt;br&gt;Jabuzela = Sin&amp;#244;nimo de desastre. A mosca na sopa das sele&amp;#231;&amp;#245;es favoritas na Copa da &amp;#193;frica do Sul. Vai dar zebra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-8250411698397997254?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/8250411698397997254/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=8250411698397997254' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/8250411698397997254'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/8250411698397997254'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2010/06/copa-mundial-de-futebol.html' title='COPA MUNDIAL DE FUTEBOL'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-8097787702689150861</id><published>2010-06-08T16:53:00.001+01:00</published><updated>2010-06-12T21:32:08.495+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Piadas'/><title type='text'>Estudo de mercado à moda antiga</title><content type='html'>&lt;DIV&gt;&lt;FONT size=2 face=Arial&gt;Para um estudo de mercado eficaz não há nada como  consultar pessoas bem informadas!&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT size=2 face=Arial&gt;&lt;/FONT&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT size=2 face=Arial&gt;Sr. Padre, eu pequei. Fui seduzido por uma mulher  que se dá...&lt;BR&gt;- És tu, Carlitos?&lt;BR&gt;- Sim, Sr. Padre, sou eu.&lt;BR&gt;- E com quem  estiveste tu?&lt;BR&gt;- Padre, eu já disse o meu pecado, se ela quiser que confesse o  dela.&lt;BR&gt;- Repara, Carlitos, mais tarde ou mais cedo eu vou saber, assim é  melhor que mo digas agora. Foi a Isabel Fonseca???&lt;BR&gt;- Os meus lábios estão  selados.&lt;BR&gt;- A Maria Gomes???&lt;BR&gt;- Por mim, jamais o saberá...&lt;BR&gt;- Ah! A Maria  José???&lt;BR&gt;- Não direi nunca!!!&lt;BR&gt;- A Rosa do talho???&lt;BR&gt;- Padre, não  insista!!!&lt;BR&gt;- Então foi a Catarina da pastelaria, não???&lt;BR&gt;- Padre, isto não  faz sentido....&lt;BR&gt;O Padre rói as unhas desesperado e diz-lhe então:&lt;BR&gt;- És um  cabeça dura, Carlitos, mas no fundo do coração admiro a tua reserva. Vais rezar  vinte pais-nossos e dez avé-marias... Vai com Deus, meu filho....&lt;BR&gt;Carlitos  sai do confessionário e vai para os bancos da igreja. O seu amigo Pedrito  desliza para junto dele e sussurra-lhe:&lt;BR&gt;- E então??? Resultou???&lt;BR&gt;- Sim.  Tenho cinco nomes de gajas que dão baldas!!!!!&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-8097787702689150861?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/8097787702689150861/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=8097787702689150861' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/8097787702689150861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/8097787702689150861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2010/06/estudo-de-mercado-moda-antiga.html' title='Estudo de mercado à moda antiga'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-5934406405614845114</id><published>2010-06-01T20:47:00.000+01:00</published><updated>2010-06-01T20:45:42.442+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Homossexualidade'/><title type='text'>3º sexo - livro de Raquel Lito sobre homossexualidade</title><content type='html'>&lt;a href='http://wwwtadeu.com.sapo.pt/3osexo.zip'&gt;Faça aqui o download do livro em formato txt.&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;A HFBooks lançou no dia 19 de Fevereiro o livro "3º SEXO" da autoria da jornalista Raquel Lito.
&lt;br&gt;Este acontecimento público  contou, para além da autora Raquel Lito, com as presenças do actor Vítor de Sousa, do escritor Fernando Dacosta e do piloto Nicha Cabral, que dão, entre outras figuras públicas e não públicas,  o seu verdadeiro e inédito contributo com a sua história de vida, neste envolvente livro de testemunhos. 
&lt;br&gt;São 12 depoimentos marcantes. Uma antiga estudante de teologia que trabalhou em linhas eróticas. Uma militar que não consegue assumir-se no trabalho. Um marido com vida dupla. Uma humorista agredida pela namorada. 
&lt;br&gt;Algumas figuras públicas também falam pela primeira vez, sem tabus, da sua atracção pelo mesmo sexo: um actor, um escritor, um piloto de automóveis e um chef de cozinha. 
&lt;br&gt;Confissões surpreendentes e corajosas num País onde ainda não é fácil assumir plenamente a homossexualidade, apesar da recente aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo. 
&lt;br&gt;Licenciada em Comunicação Social no Instituto Superior de Ciências e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa, Raquel Lito,  a agora jornalista da revista "Sábado", com passagem pelas redacções do "Público", "Diário Económico", "Semanário", "24 Horas" e "Lusa", publica aos 32 anos a sua primeira obra literária. 
&lt;br&gt;"Várias pessoas entrevistadas para este livro lutaram para sobreviver. Lutaram para se defenderem de injustiças. De injúrias. De insultos. Da homofobia passiva e da homofobia agressiva. Da violência. Simbólica e física. Às vezes tiveram de travar a mais dura batalha: consigo mesmos." Do Prefácio. 
&lt;br&gt;Sem o pré-conceito do certo ou do errado. Sem tabus...sem culpa... 
&lt;br&gt;O 3º Sexo é apenas uma abordagem diferente àquilo que o ser humano procura...SER Feliz! 
&lt;br&gt;&lt;a href='http://qavalo.blogspot.com/p/6.html'&gt;Pode ler aqui o testemunho de Tadeu,&lt;/a&gt; um homem cego e homossexual que resolveu, de forma livre e espontânia dar também o seu contributo para este livro.  
&lt;br&gt;"Embora não esteja de acordo com o título, pois considero que os homossexuais são homens e mulheres que pertencem respectivamente aos sexos masculino e feminino como qualquer heterossexual, mas que têm o seu desejo sexual voltado para pessoas do mesmo sexo, considero que se trata de uma boa obra que vai permitir a muitos desmistificar crenças erradas acerca desta orientação sexual", diz Tadeu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-5934406405614845114?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/5934406405614845114/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=5934406405614845114' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/5934406405614845114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/5934406405614845114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2010/03/3osexo.html' title='3º sexo - livro de Raquel Lito sobre homossexualidade'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-3891717987567434692</id><published>2010-05-19T21:39:00.001+01:00</published><updated>2010-05-20T11:38:08.432+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><title type='text'>Nova letra do Hino Nacional</title><content type='html'>Her&amp;#243;is do mal&lt;br&gt;Pobre Povo&lt;br&gt;Na&amp;#231;&amp;#227;o doente&lt;br&gt;E mortal&lt;br&gt;Expulsai os tubar&amp;#245;es&lt;br&gt;Exploradores de Portugal&lt;br&gt;Entre as burlas&lt;br&gt;Sem vergonha&lt;br&gt;&amp;#211; P&amp;#225;tria&lt;br&gt;Cala-lhe a voz&lt;br&gt;Dessa corja t&amp;#227;o atroz&lt;br&gt;Que h&amp;#225;-de levar-te &amp;#224; mis&amp;#233;ria&lt;p&gt;P&amp;#39;ra rua,  p&amp;#39;ra rua&lt;br&gt;Quem te est&amp;#225; a aniquilar&lt;br&gt;P&amp;#39;ra rua, p&amp;#39;ra rua&lt;br&gt;Os que s&amp;#243; est&amp;#227;o a chular&lt;br&gt;Contra os burl&amp;#245;es&lt;br&gt;Lutar, lutar!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-3891717987567434692?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/3891717987567434692/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=3891717987567434692' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/3891717987567434692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/3891717987567434692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2010/05/nova-letra-do-hino-nacional.html' title='Nova letra do Hino Nacional'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-4624528386232040992</id><published>2010-05-19T09:48:00.002+01:00</published><updated>2010-05-20T11:42:27.084+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Divulgação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><title type='text'>INVERSÃO DE VALORES - CARTA DE UMA MÃE PARA OUTRA MÃE (ASSUNTO VERÍDICO)</title><content type='html'>*Carta enviada de uma m&amp;#227;e para outra m&amp;#227;e no Porto, ap&amp;#243;s um telejornal da RTP1:&lt;p&gt; &lt;br&gt;De m&amp;#227;e para m&amp;#227;e...&lt;p&gt;Cara Senhora, vi o seu en&amp;#233;rgico protesto diante das c&amp;#226;maras de televis&amp;#227;o contra a transfer&amp;#234;ncia do seu filho, presidi&amp;#225;rio, das depend&amp;#234;ncias da pris&amp;#227;o de Cust&amp;#243;ias para outra depend&amp;#234;ncia prisional em Lisboa.&lt;br&gt;Vi-a a queixar-se da dist&amp;#226;ncia que agora a separa do seu filho, das dificuldades e das despesas que vai passar a ter para o visitar, bem como de outros inconvenientes decorrentes dessa mesma transfer&amp;#234;ncia.&lt;br&gt;Vi tamb&amp;#233;m toda a cobertura que os jornalistas e rep&amp;#243;rteres deram a este facto, assim como vi que n&amp;#227;o s&amp;#243; voc&amp;#234;, mas tamb&amp;#233;m outras m&amp;#227;es na mesma situa&amp;#231;&amp;#227;o, contam com o apoio de Comiss&amp;#245;es, &amp;#211;rg&amp;#227;os e Entidades de Defesa de Direitos Humanos, etc... &lt;br&gt; &lt;br&gt;Eu tamb&amp;#233;m sou m&amp;#227;e e posso compreender o seu protesto. Quero com ele fazer coro, porque, como ver&amp;#225;, tamb&amp;#233;m &amp;#233; enorme a dist&amp;#226;ncia que me separa do meu filho.&lt;br&gt;A trabalhar e a ganhar pouco, tenho as mesmas dificuldades e despesas para o visitar.&lt;br&gt;Com muito sacrif&amp;#237;cio, s&amp;#243; o posso fazer aos domingos porque trabalho (inclusiv&amp;#233; aos s&amp;#225;bados) para auxiliar no sustento e educa&amp;#231;&amp;#227;o do resto da fam&amp;#237;lia. &lt;br&gt; &lt;br&gt;Se voc&amp;#234; ainda n&amp;#227;o percebeu, sou a m&amp;#227;e daquele jovem que o seu filho matou cruelmente num assalto a uma bomba de combust&amp;#237;vel, onde ele, meu filho, trabalhava durante a noite para pagar os estudos e ajudar a fam&amp;#237;lia. &lt;br&gt; &lt;br&gt;No pr&amp;#243;ximo domingo, enquando voc&amp;#234; estiver a abra&amp;#231;ar e beijar o seu filho, eu estarei a visitar o meu e a depositar algumas flores na sua humilde campa, num cemit&amp;#233;rio dos arredores... &lt;br&gt; &lt;br&gt;Ah! J&amp;#225; me ia esquecia: Pode ficar tranquila, que o Estado se encarregar&amp;#225; de tirar parte do meu magro sal&amp;#225;rio para custear o sustento do seu filho e, de novo, o colch&amp;#227;o que ele queimou, pela segunda vez, na cadeia onde se encontrava a cumprir pena, por ser um criminoso.&lt;br&gt;No cemit&amp;#233;rio, ou na minha casa, NUNCA apareceu nenhum representante dessas &amp;quot;Entidades&amp;quot; que tanto a confortam, para me dar uma s&amp;#243; palavra de conforto ou indicar-me quais &amp;quot;os meus direitos&amp;quot;. &lt;br&gt; &lt;br&gt;Para terminar, ainda como m&amp;#227;e, pe&amp;#231;o por favor:&lt;br&gt;Fa&amp;#231;am circular este manifesto! Talvez se consiga acabar com esta (falta de vergonha) invers&amp;#227;o de valores que assola Portugal e n&amp;#227;o s&amp;#243;... &lt;br&gt; &lt;br&gt;Direitos humanos s&amp;#243; deveriam ser para &amp;quot;humanos direitos&amp;quot; !!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-4624528386232040992?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/4624528386232040992/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=4624528386232040992' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/4624528386232040992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/4624528386232040992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2010/05/inversao-de-valores-carta-de-uma-mae.html' title='INVERSÃO DE VALORES - CARTA DE UMA MÃE PARA OUTRA MÃE (ASSUNTO VERÍDICO)'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-9173177533925916029</id><published>2010-05-13T23:35:00.002+01:00</published><updated>2010-05-16T13:41:25.854+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Visita do Papa a Portugal'/><title type='text'>Papa/Portugal: Ativistas sobre sida pedem reflexão sobre responsabilidade da Igreja na infeção de milhões]</title><content type='html'>Lisboa, 12 mai (lusa) - O GAT/Grupo Portugu&amp;#234;s de Ativistas sobre &lt;br&gt;Tratamentos de VIH/SIDA alertou hoje que as posi&amp;#231;&amp;#245;es da Igreja Cat&amp;#243;lica &lt;br&gt;sobre o uso do preservativo &amp;quot;imp&amp;#245;em que se reflita acerca da sua &lt;br&gt;responsabilidade na infe&amp;#231;&amp;#227;o pelo VIH de milh&amp;#245;es&amp;quot; de pessoas.&lt;p&gt;Em comunicado, o GAT considera previs&amp;#237;vel que o Papa Bento XVI, de &lt;br&gt;visita a Portugal at&amp;#233; sexta feira, &amp;quot;reafirme uma s&amp;#233;rie de opini&amp;#245;es da &lt;br&gt;hierarquia cat&amp;#243;lica que pretendem influenciar o modo como os cat&amp;#243;licos e &lt;br&gt;os n&amp;#227;o cat&amp;#243;licos portugueses vivem a sua vida sexual&amp;quot;.&lt;p&gt;Tendo em conta o recorrente posicionamento da Igreja Cat&amp;#243;lica sobre &lt;br&gt;quest&amp;#245;es como o VIH/SIDA, o uso de preservativos e a educa&amp;#231;&amp;#227;o sexual, o &lt;br&gt;GAT considera importante chamar a aten&amp;#231;&amp;#227;o que a epidemia da SIDA j&amp;#225; &lt;br&gt;provocou &amp;quot;mais de 40 milh&amp;#245;es de mortes&amp;quot;, numa altura em que a ONU estima &lt;br&gt;que, a n&amp;#237;vel global, um quarto das pessoas seropositivas sejam cat&amp;#243;licas.&lt;p&gt;A organiza&amp;#231;&amp;#227;o lembra que h&amp;#225; cerca de um ano, durante a sua visita ao &lt;br&gt;continente africano, Bento XVI rejeitou os preservativos como forma de &lt;br&gt;combate &amp;#224; epidemia da SIDA e que, apesar dos protestos internacionais e &lt;br&gt;da comunidade cient&amp;#237;fica, a Igreja Cat&amp;#243;lica nunca se retratou.&lt;p&gt;Para o GAT, com estas declara&amp;#231;&amp;#245;es, Bento XVI coloca-se ao n&amp;#237;vel dos que &lt;br&gt;&amp;quot;n&amp;#227;o defendem a vida&amp;quot; e contraria as posi&amp;#231;&amp;#245;es oficiais da Organiza&amp;#231;&amp;#227;o &lt;br&gt;Mundial de Sa&amp;#250;de e das ag&amp;#234;ncias das Na&amp;#231;&amp;#245;es Unidas que sustentam que &amp;quot;o &lt;br&gt;preservativo &amp;#233; um elemento crucial numa estrat&amp;#233;gia integrada, efetiva e &lt;br&gt;sustent&amp;#225;vel na preven&amp;#231;&amp;#227;o e tratamento do VIH&amp;quot;.&lt;p&gt;Lu&amp;#237;s Mend&amp;#227;o, presidente do GAT, frisou que &amp;quot;as declara&amp;#231;&amp;#245;es inaceit&amp;#225;veis &lt;br&gt;do Papa colocam em risco a vida de milh&amp;#245;es de cat&amp;#243;licos que ter&amp;#227;o de &lt;br&gt;viver no dilema de seguir as orienta&amp;#231;&amp;#245;es da igreja e tentar manter-se &lt;br&gt;n&amp;#227;o infetados&amp;quot;.&lt;p&gt;&amp;quot;Desde o in&amp;#237;cio da epidemia, a condena&amp;#231;&amp;#227;o do uso do preservativo por &lt;br&gt;Jo&amp;#227;o Paulo II e posteriormente por Bento XVI constituiu um enorme &lt;br&gt;obst&amp;#225;culo na luta contra a SIDA no mundo e, em especial, no continente &lt;br&gt;africano&amp;quot;, sublinha o GAT.&lt;p&gt;O GAT alega que as pol&amp;#237;ticas de preven&amp;#231;&amp;#227;o baseadas exclusivamente na &lt;br&gt;abstin&amp;#234;ncia e na fidelidade s&amp;#227;o &amp;quot;um fracasso&amp;quot;, porque a abstin&amp;#234;ncia &lt;br&gt;sexual &amp;quot;n&amp;#227;o &amp;#233; humanamente aceit&amp;#225;vel&amp;quot;.&lt;p&gt;A organiza&amp;#231;&amp;#227;o recorda que menos de 20 por cento da popula&amp;#231;&amp;#227;o mundial tem &lt;br&gt;acesso a preservativos apesar de a epidemia afetar quase 40 milh&amp;#245;es de &lt;br&gt;pessoas e continuar a expandir-se. O n&amp;#250;mero de novas infe&amp;#231;&amp;#245;es continua &lt;br&gt;superior ao n&amp;#250;mero de pessoas que iniciam tratamento.&lt;p&gt;&amp;quot;Esperamos que os cat&amp;#243;licos portugueses que n&amp;#227;o se reveem nessa posi&amp;#231;&amp;#227;o &lt;br&gt;da hierarquia cat&amp;#243;lica fa&amp;#231;am ouvir com for&amp;#231;a as suas vozes de &lt;br&gt;condena&amp;#231;&amp;#227;o&amp;quot;, conclui o respons&amp;#225;vel do GAT.&lt;p&gt;O GAT, fundado em 2001, &amp;#233; uma estrutura de ades&amp;#227;o individual e &lt;br&gt;coopera&amp;#231;&amp;#227;o entre pessoas de diferentes comunidades e organiza&amp;#231;&amp;#245;es, &lt;br&gt;afetadas pelo VIH. Trata-se de uma organiza&amp;#231;&amp;#227;o n&amp;#227;o governamental, sem &lt;br&gt;fins lucrativos.&lt;p&gt;O papa Bento XVI est&amp;#225; desde ter&amp;#231;a feira em Portugal, onde permanece at&amp;#233; &lt;br&gt;sexta feira com desloca&amp;#231;&amp;#245;es a Lisboa, Porto e F&amp;#225;tima.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-9173177533925916029?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/9173177533925916029/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=9173177533925916029' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/9173177533925916029'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/9173177533925916029'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2010/05/papaportugal-ativistas-sobre-sida-pedem.html' title='Papa/Portugal: Ativistas sobre sida pedem reflexão sobre responsabilidade da Igreja na infeção de milhões]'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-3225539532399199722</id><published>2010-05-13T13:32:00.000+01:00</published><updated>2010-05-16T13:42:28.533+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Visita do Papa a Portugal'/><title type='text'>NOTA DE IMPRENSA: Não Matarás!</title><content type='html'>O Cardeal Joseph Ratzinger, Papa Bento XVI, visita Portugal entre 11 e 14 de Maio, a convite da Presid&amp;#234;ncia da Rep&amp;#250;blica e da Confer&amp;#234;ncia Episcopal. &amp;#201; poss&amp;#237;vel que durante esse per&amp;#237;odo Bento XVI reafirme uma s&amp;#233;rie de opini&amp;#245;es da hierarquia cat&amp;#243;lica, que pretendem influenciar o modo como os cat&amp;#243;licos e os n&amp;#227;o cat&amp;#243;licos portugueses vivem a sua vida sexual. &lt;br&gt;Tendo em conta o recorrente posicionamento da Igreja Cat&amp;#243;lica em rela&amp;#231;&amp;#227;o a quest&amp;#245;es como o VIH/SIDA, o uso de preservativos e a educa&amp;#231;&amp;#227;o sexual - bem como a intensa difus&amp;#227;o dada a estas declara&amp;#231;&amp;#245;es -, o GAT, Grupo Portugu&amp;#234;s de Activistas sobre Tratamentos de VIH/SIDA, considera importante chamar a aten&amp;#231;&amp;#227;o para determinados factos relacionados com a epidemia da SIDA no mundo. &lt;br&gt;As posi&amp;#231;&amp;#245;es da Igreja Cat&amp;#243;lica sobre o uso do preservativo imp&amp;#245;em que se reflicta acerca da sua responsabilidade na infec&amp;#231;&amp;#227;o pelo VIH de milh&amp;#245;es de homens, mulheres e crian&amp;#231;as. De facto, a epidemia da SIDA j&amp;#225; provocou mais de 40 milh&amp;#245;es de mortes e a ONUSIDA estima que, a n&amp;#237;vel global, um quarto das pessoas seropositivas seja cat&amp;#243;lico. &lt;br&gt;H&amp;#225; cerca de um ano, durante a sua visita ao continente Africano, Bento XVI rejeitou os preservativos como forma de combate &amp;#224; epidemia da SIDA. Apesar dos protestos internacionais e da comunidade cient&amp;#237;fica, a Igreja Cat&amp;#243;lica nunca se retractou destas afirma&amp;#231;&amp;#245;es. &lt;br&gt;De facto, com estas declara&amp;#231;&amp;#245;es, Bento XVI coloca-se ao n&amp;#237;vel dos que n&amp;#227;o defendem a vida e contraria as posi&amp;#231;&amp;#245;es oficiais da Organiza&amp;#231;&amp;#227;o Mundial de Sa&amp;#250;de e das ag&amp;#234;ncias das Na&amp;#231;&amp;#245;es Unidas que, num documento divulgado no ano passado, afirmam que &amp;quot;o preservativo &amp;#233; um elemento crucial numa estrat&amp;#233;gia integrada, efectiva e sustent&amp;#225;vel na preven&amp;#231;&amp;#227;o e tratamento do VIH&amp;quot;. &lt;br&gt;Lu&amp;#237;s Mend&amp;#227;o, presidente do GAT, alertou que &amp;quot;as declara&amp;#231;&amp;#245;es inaceit&amp;#225;veis do Papa colocam em risco a vida de milh&amp;#245;es de cat&amp;#243;licos que ter&amp;#227;o de viver no dilema de seguir as orienta&amp;#231;&amp;#245;es da Igreja e tentar manter-se n&amp;#227;o infectados&amp;quot;.&lt;br&gt;Desde o in&amp;#237;cio da epidemia, a condena&amp;#231;&amp;#227;o do uso do preservativo por Jo&amp;#227;o Paulo II e posteriormente por Bento XVI constituiu um enorme obst&amp;#225;culo na luta contra a SIDA no mundo e, em especial, no continente Africano. &lt;br&gt;Essas declara&amp;#231;&amp;#245;es do Papa s&amp;#227;o ainda mais graves se tivermos em conta que em numerosos pa&amp;#237;ses em desenvolvimento a Igreja Cat&amp;#243;lica ocupa um lugar de destaque nos cuidados de sa&amp;#250;de; ou ainda, pelo facto de facilitar que as autoridades reduzam as suas politicas de preven&amp;#231;&amp;#227;o ou acesso aos preservativos em pa&amp;#237;ses ou contextos em que a Igreja Cat&amp;#243;lica est&amp;#225; presente. &lt;br&gt;Actualmente podemos considerar que as pol&amp;#237;ticas de preven&amp;#231;&amp;#227;o baseadas exclusivamente na abstin&amp;#234;ncia e na fidelidade s&amp;#227;o um fracasso, por um lado porque a abstin&amp;#234;ncia sexual n&amp;#227;o &amp;#233; humanamente aceit&amp;#225;vel, por outro porque n&amp;#227;o s&amp;#227;o sustent&amp;#225;veis a longo prazo. Estes programas, postos em pr&amp;#225;tica por influ&amp;#234;ncia da moral religiosa, desviaram os governos das verdadeiras pol&amp;#237;ticas de preven&amp;#231;&amp;#227;o. &lt;br&gt;Menos de 20% da popula&amp;#231;&amp;#227;o mundial tem acesso aos preservativos apesar da epidemia afectar quase 40 milh&amp;#245;es de pessoas e de continuar a expandir-se. O n&amp;#250;mero de novas infec&amp;#231;&amp;#245;es continua superior ao n&amp;#250;mero de pessoas que iniciam tratamento. &lt;br&gt;Apesar da compaix&amp;#227;o manifestada pela Igreja Cat&amp;#243;lica face &amp;#224;s pessoas seropositivas e do facto de esta afirmar que cuida de 25% dos doentes de todo o mundo, n&amp;#227;o podemos ignorar, ou melhor insistimos em afirmar, que as posi&amp;#231;&amp;#245;es sobre o uso do preservativo da hierarquia cat&amp;#243;lica contribuem para milh&amp;#245;es de novas infec&amp;#231;&amp;#245;es pelo VIH.&lt;br&gt;&amp;#171;Este div&amp;#243;rcio absoluto entre a realidade da sexualidade humana e as posi&amp;#231;&amp;#245;es dogm&amp;#225;ticas da Igreja Cat&amp;#243;lica demonstra uma insensibilidade que se aproxima da irresponsabilidade. Esperamos que os cat&amp;#243;licos portugueses que n&amp;#227;o se rev&amp;#234;em nessa posi&amp;#231;&amp;#227;o da hierarquia cat&amp;#243;lica fa&amp;#231;am ouvir com for&amp;#231;a as suas vozes de condena&amp;#231;&amp;#227;o&amp;#187;, frisou ainda o respons&amp;#225;vel do GAT. &lt;br&gt;A Direc&amp;#231;&amp;#227;o do GAT, 12 de Maio de 2010 &lt;br&gt; &lt;br&gt;Contacto para imprensa: Lu&amp;#237;s Mend&amp;#227;o - &lt;a href="mailto:luis@gatportugal.org"&gt;luis@gatportugal.org&lt;/a&gt; - 912 200 883&lt;br&gt;Sobre o GAT: &lt;br&gt;O GAT - Grupo Portugu&amp;#234;s de Activistas sobre Tratamentos de VIH/SIDA - Pedro Santos, fundado em 2001, &amp;#233; uma estrutura de ades&amp;#227;o individual e coopera&amp;#231;&amp;#227;o entre pessoas de diferentes comunidades e de diferentes organiza&amp;#231;&amp;#245;es, afectadas pelo VIH.&lt;br&gt;Trata-se de uma organiza&amp;#231;&amp;#227;o n&amp;#227;o governamental, sem fins lucrativos registada como IPSS com o n&amp;#186; 11/04 no Livro n 2&amp;#186; das Institui&amp;#231;&amp;#245;es com Fins de Sa&amp;#250;de, e sede em Lisboa.&lt;br&gt;&lt;a href="http://www.gatportugal.org"&gt;www.gatportugal.org&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-3225539532399199722?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/3225539532399199722/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=3225539532399199722' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/3225539532399199722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/3225539532399199722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2010/05/nota-de-imprensa-nao-mataras.html' title='NOTA DE IMPRENSA: Não Matarás!'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-8577474945301020395</id><published>2010-05-07T22:04:00.004+01:00</published><updated>2010-06-28T04:26:44.062+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Visita do Papa a Portugal'/><title type='text'>PETIÇÃO SOBRE A VISITA DO PAPA</title><content type='html'>Para quem quiser assinar e divulgar!&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.peticaopublica.com/?pi=CPL2010"&gt;http://www.peticaopublica.com/?pi=CPL2010&lt;/a&gt;&lt;p&gt;&lt;br&gt;Senhor Presidente da Rep&amp;#250;blica Portuguesa,&lt;p&gt;N&amp;#243;s, cidad&amp;#227;s e cidad&amp;#227;os da Rep&amp;#250;blica Portuguesa, motivados pelos valores da liberdade, da igualdade, da justi&amp;#231;a e da laicidade, manifestamos, atrav&amp;#233;s da presente carta, o nosso veemente protesto contra as condi&amp;#231;&amp;#245;es – oficialmente anunciadas – de que se revestir&amp;#225; a viagem a Portugal de Joseph Ratzinger, Papa da Igreja Cat&amp;#243;lica.&lt;p&gt;Embora reconhecendo que o Estado portugu&amp;#234;s mant&amp;#233;m rela&amp;#231;&amp;#245;es diplom&amp;#225;ticas com o Vaticano e que a religi&amp;#227;o cat&amp;#243;lica &amp;#233; a mais expressiva entre a popula&amp;#231;&amp;#227;o nacional, n&amp;#227;o podemos deixar de sublinhar que ao receber Joseph Ratzinger com honras de chefe de Estado ao mesmo tempo que como dirigente religioso, o Presidente da Rep&amp;#250;blica Portuguesa fomenta a confus&amp;#227;o entre a leg&amp;#237;tima exist&amp;#234;ncia de uma comunidade religiosa organizada, e o discut&amp;#237;vel reconhecimento oficial a essa confiss&amp;#227;o religiosa de prerrogativas estatais, confus&amp;#227;o que &amp;#233; por princ&amp;#237;pio contr&amp;#225;ria &amp;#224; laicidade.&lt;p&gt;Importa ter presente que o Vaticano &amp;#233; um regime teocr&amp;#225;tico arcaico que visa a defesa, propaganda e extens&amp;#227;o dos privil&amp;#233;gios temporais de uma religi&amp;#227;o, e que n&amp;#227;o re&amp;#250;ne, de resto, os requisitos habituais de popula&amp;#231;&amp;#227;o pr&amp;#243;pria e territ&amp;#243;rio para ser reconhecido como um Estado, e que a Santa S&amp;#233;, governo da Igreja Cat&amp;#243;lica e do &amp;#171;Estado&amp;#187; do Vaticano, n&amp;#227;o ratificou a Declara&amp;#231;&amp;#227;o Universal dos Direitos do Homem – n&amp;#227;o podendo portanto ser um membro de pleno direito da ONU – e n&amp;#227;o aceita nem a jurisdi&amp;#231;&amp;#227;o do Tribunal Penal Internacional nem do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, antes utilizando o seu estatuto de Observador Permanente na ONU para alinhar, frequentemente, ao lado de ditaduras e regimes fundamentalistas.&lt;p&gt;Desejamos deixar claro que, se em Portugal h&amp;#225; cat&amp;#243;licos dos quais uma frac&amp;#231;&amp;#227;o, mais ou menos importante, se regozijar&amp;#225; com a visita de Joseph Ratzinger, h&amp;#225; tamb&amp;#233;m cat&amp;#243;licos e n&amp;#227;o cat&amp;#243;licos para quem o car&amp;#225;cter oficial da visita papal, o seu financiamento p&amp;#250;blico e a toler&amp;#226;ncia de ponto concedida pelo Governo, s&amp;#227;o agress&amp;#245;es perpetradas contra os princ&amp;#237;pios de laicidade do poder pol&amp;#237;tico que a pr&amp;#243;pria Constitui&amp;#231;&amp;#227;o da Rep&amp;#250;blica Portuguesa institui.&lt;p&gt;Esta infrac&amp;#231;&amp;#227;o da laicidade a que est&amp;#227;o constitucionalmente vinculadas as autoridades republicanas torna-se ainda mais gritante e delet&amp;#233;ria quando consideramos que se celebra este ano o Centen&amp;#225;rio da Implanta&amp;#231;&amp;#227;o da Rep&amp;#250;blica, de cujo legado faz parte o princ&amp;#237;pio de clara separa&amp;#231;&amp;#227;o entre Estado e Igreja, contra o qual atentar&amp;#225; qualquer confus&amp;#227;o entre homenagens a um chefe de Estado e participa&amp;#231;&amp;#227;o oficial dos titulares de &amp;#243;rg&amp;#227;os de soberania em cerimoniais religiosos.&lt;p&gt;Declaramos tamb&amp;#233;m o nosso rep&amp;#250;dio pelas posi&amp;#231;&amp;#245;es veiculadas pelo Papa em mat&amp;#233;ria de liberdade de consci&amp;#234;ncia, igualdade entre homens e mulheres, auto-determina&amp;#231;&amp;#227;o sexual de adultos, e outras mat&amp;#233;rias pol&amp;#237;ticas.&lt;p&gt;Porque nos contamos entre esses cidad&amp;#227;os que entendem que a laicidade da pol&amp;#237;tica &amp;#233; condi&amp;#231;&amp;#227;o fundamental das liberdades e direitos democr&amp;#225;ticos em cuja defesa e extens&amp;#227;o est&amp;#227;o apostados, aqui deixamos o nosso protesto e declaramos a Vossa Excel&amp;#234;ncia o nosso prop&amp;#243;sito de o mantermos e alargarmos atrav&amp;#233;s de todos os meios de express&amp;#227;o e ac&amp;#231;&amp;#227;o ao nosso alcance enquanto cidad&amp;#227;os activos da Rep&amp;#250;blica Portuguesa.&lt;p&gt;Subscritores iniciais:&lt;br&gt;Alexandre Andrade, Andrea Peniche, Ant&amp;#243;nio Serzedelo, Carlos Esperan&amp;#231;a, Eug&amp;#233;nio de Oliveira, Francisco Carromeu, Jo&amp;#227;o Pedro Cachopo, Jo&amp;#227;o Tunes, Joana Amaral Dias, Joana Lopes, Jos&amp;#233; Rebelo, Ludwig Krippahl, Lu&amp;#237;s Grave Rodrigues, Lu&amp;#237;s Mateus, Luis Sousa, Maria Augusta Babo, Miguel Cardina, Miguel Duarte, Miguel Madeira, Miguel Serras Pereira, Onofre Varela, Palmira Silva, Pedro Viana, Porf&amp;#237;rio Silva, Ricardo Gaio Alves, Rui Tavares, J. Xavier de Basto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618570378719346602-8577474945301020395?l=qavalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.peticaopublica.com/?pi=CPL2010' title='PETIÇÃO SOBRE A VISITA DO PAPA'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qavalo.blogspot.com/feeds/8577474945301020395/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6618570378719346602&amp;postID=8577474945301020395' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/8577474945301020395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618570378719346602/posts/default/8577474945301020395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qavalo.blogspot.com/2010/05/peticao-sobre-visita-do-papa.html' title='PETIÇÃO SOBRE A VISITA DO PAPA'/><author><name>?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618570378719346602.post-5743723399941609506</id><published>2010-04-23T22:12:00.002+01:00</published><updated>2010-04-30T07:43:59.984+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>Fogo de Artifício</title><content type='html'>Pedro Nascimento&lt;p&gt;Seis meses depois, M&amp;#225;rio ainda continuava a sentir um certo prazer quando entrava no banco e via a placa na porta do seu gabinete: M&amp;#225;rio Santos, gerente. Apesar de se tratar da sucursal mais pequena das duas do banco para o qual trabalhava, aos 41 anos, M&amp;#225;rio podia-se considerar um homem bem sucedido e com um futuro brilhante pela frente. Entrou. Tinha uma figura pequena mas atraente no seu fato de bom corte, cinzento, que lhe dava um ar um tanto austero. Embora se vestisse sempre assim para trabalhar , nesse dia tinha um aspecto ainda mais formal do que o habitual porque ao meio dia ia ter uma reuni&amp;#227;o com os membros mais antigos do banco e um ou dois queriam apanh&amp;#225;-lo em falta. Ele n&amp;#227;o tinha sido o seu candidato preferido para o lugar, e tinham tend&amp;#234;ncia a menosprez&amp;#225;-lo por ainda continuar solteiro e sem constituir fam&amp;#237;lia . Al&amp;#233;m disso, tinha cometido outro crime grave: aparentar um ar demasiado jovem e ser demasiado inteligente e criativo. Durante as primeiras semanas, M&amp;#225;rio tinha tido que impor a sua vontade com firmeza, o que n&amp;#227;o agradara a algumas pessoas. Principalmente aos mais velhos que n&amp;#227;o viam com bons olhos serem comandados por algu&amp;#233;m &amp;quot;t&amp;#227;o novo&amp;quot;. Agora tinha menos problemas, mas tinha de andar com cuidado. A sua arma secreta eram uns &amp;#243;culos de arma&amp;#231;&amp;#227;o castanha e s&amp;#243;bria. A sua vis&amp;#227;o era perfeita e as lentes n&amp;#227;o eram graduadas, mas ele usava-os quando tinha que impressionar e mostrar um ar ainda mais s&amp;#233;rio e inteligente. Enquanto atravessava o ch&amp;#227;o de m&amp;#225;rmore a caminho do seu gabinete, olhou para o grupo de pessoas que esperavam para falar com ele. O primeiro da fila era um jovem completamente desfocado daquele ambiente e M&amp;#225;rio n&amp;#227;o conseguiu evitar ficar a olhar para ele. Era dif&amp;#237;cil ficar indiferente perante tanta beleza, sensualidade, e juventude. O rapaz usava cal&amp;#231;as de ganga justas, j&amp;#225; muito surradas e uma t-shirt justa azul escura que real&amp;#231;ava todos os tra&amp;#231;os do seu corpo bem constitu&amp;#237;do e definido. Tinha o cabelo escuro, liso levemente despenteado, e uns l&amp;#225;bios grossos, muito vermelhos em contraste com uma pele muito clara e aveludada. Mas o que mais atraiu M&amp;#225;rio, foi a exuberante juventude deste. O que ele n&amp;#227;o daria para ser assim jovem e atraente para sempre... M&amp;#225;rio abanou a cabe&amp;#231;a enquanto perguntava a si mesmo se aquele belo rapaz poderia ser igualmente gay? De qualquer maneira, havia qualquer coisa nele que mudou o ambiente cinzento do banco. Foi com esfor&amp;#231;o que voltou &amp;#224; realidade. Ao lado do rapaz estava o senhor Neves, um homem idoso que n&amp;#227;o deixava de olhar para o rel&amp;#243;gio. Depois, para horror de M&amp;#225;rio, estava a senhora Rosa, uma velhota vi&amp;#250;va que vivia de um subsidio que cada vez valia menos. A senhora Rosa era uma mulher de outra &amp;#233;poca que n&amp;#227;o percebia nada de dinheiro, mas que tinha uma f&amp;#233; cega em que M&amp;#225;rio lhe resolveria todos os seus problemas. A situa&amp;#231;&amp;#227;o devia ter piorado porque ao ver M&amp;#225;rio, a senhora agarrou-lhe no bra&amp;#231;o e come&amp;#231;ou a falar-lhe dos seus problemas. No mesmo instante, o senhor Neves interrompe-os. - caso n&amp;#227;o saiba, h&amp;#225; uma ordem de chegada. - Oh, meu Deus, desculpe - gaguejou a velhota, visivelmente perturbada. - desculpe, mas... - N&amp;#227;o suporto as pessoas que furam as bichas - anunciou o senhor Neves em voz alta e desagrad&amp;#225;vel. - N&amp;#227;o vejo ningu&amp;#233;m que tenha furado a bicha - observou o rapaz num tom calmo. - Disparates. O senhor viu o mesmo que eu e esta senhora saltou a vez dela. - N&amp;#227;o saltou nada - insistiu o rapaz - Eu sou o primeiro e ofereci-me para trocar de lugar com ela, est&amp;#225; a ver? - O rapaz levantou-se e sentou-se do outro lado do senhor Neves, ocupando o lugar que a senhora Rosa acabara de deixar vazio. - Agora, ela ficou com o meu lugar e eu com o dela e o senhor continua a ser o segundo, tal como era. N&amp;#227;o h&amp;#225; necessidade de fazer um esc&amp;#226;ndalo por uma coisa sem import&amp;#226;ncia. - Nesse instante sorriu para a velhota. -- N&amp;#227;o se preocupe, est&amp;#225; tudo bem. - Oh, obrigada, obrigada, Deus lhe pague disse ela muito agradecida. Depois voltou a pendurar-se no bra&amp;#231;o de M&amp;#225;rio e recome&amp;#231;ou a falar. - Desculpe, n&amp;#227;o queria entrar em saldo negativo e quando vi o encargo da conta... - A velhota quase chorava enquanto apertava cada vez mais o bra&amp;#231;o de M&amp;#225;rio. - Quando se entra em saldo negativo temos que cobrar o encargo - explicou M&amp;#225;rio gentilmente, - contudo, como a senhora &amp;#233; cliente &amp;#224; tantos anos, veremos o que podemos fazer... Ana, podes chegar aqui um momento, por favor? Uma jovem de cabelo louro quase platinado saiu detr&amp;#225;s do balc&amp;#227;o. - Senhora Rosa, a Ana vai resolver tudo agora mesmo. - Oh, muito obrigado - a velhota foi com Ana libertando finalmente o bra&amp;#231;o de M&amp;#225;rio. M&amp;#225;rio virou-se e descobriu o rapaz a olhar fixamente para ele com um sorriso que lhe real&amp;#231;ava os olhos do azul mais brilhante que M&amp;#225;rio tinha visto na vida. Sentiu um impulso arrebatador de lhe devolver o sorriso, mas conteve-se. - Vou ter de esperar muito tempo? - perguntou o senhor Neves num tom exigente. - J&amp;#225; pode entrar, senhor Neves - Disse-lhe M&amp;#225;rio, imperturb&amp;#225;vel. - Embora, como j&amp;#225; lhe expliquei na carta que lhe enviei, n&amp;#227;o posso fazer nada no seu caso. Passaram 15 minutos durante os quais o senhor Neves tentou for&amp;#231;&amp;#225;-lo a aumentar-lhe o cr&amp;#233;dito que lhe tinham dado, mesmo depois de ter ultrapassado o limite por sua culpa. O seu fracasso p&amp;#244;-lo ainda de pior humor. - Vou escrever para a sede e queixar-me de si - amea&amp;#231;ou o homem enquanto M&amp;#225;rio o acompanhava &amp;#224; porta. - Acho que &amp;#233; o melhor, fa&amp;#231;a isso - respondeu friamente. - Bom dia, senhor Neves. Depois, sorriu ao rapaz. - Vou atend&amp;#234;-lo j&amp;#225;. - N&amp;#227;o se preocupe n&amp;#227;o tenho pressa. Estou muito bem onde estou - disse-lhe sorridente. O rapaz apontou para a senhora Rosa que tinha voltado e se tinha sentado a seu lado. Agora, a velhota tinha uma express&amp;#227;o muito mais viva e alegre. M&amp;#225;rio fechou a porta do seu gabinete, mas ainda ouviu o senhor Neves dizer. - N&amp;#227;o pense que vai conseguir alguma coisa com esse gerente... - Talvez n&amp;#227;o - respondeu o rapaz, - mas a natureza n&amp;#227;o me &amp;#171;favoreceu&amp;#187; com a sua simpatia e o seu encanto! M&amp;#225;rio sorriu. Embora n&amp;#227;o soubesse o que o tinha levado ao banco, era ineg&amp;#225;vel que ele tinha alegrado aquele local. Antes de o mandar entrar no gabinete, fez um telefonema em resposta a uma nota que a sua secret&amp;#225;ria lhe tinha deixado em cima da mesa. - Queria falar com o senhor Pedro Reis, por favor...Pedro? Recebi a tua mensagem... Pedro Reis, era um m&amp;#233;dico com quem ele andava havia j&amp;#225; mais de 20 anos. Era recto, respeit&amp;#225;vel, amoroso, inteligente, culto, e muito trabalhador. O companheiro perfeito para a vida inteira. A sua voz ganhou subitamente um tom paternal e meigo ao ouvir a voz dele. - S&amp;#243; queria ver se o que combin&amp;#225;mos para hoje &amp;#224; noite se mant&amp;#234;m - disse Pedro. - Reservei uma mesa no teu restaurante preferido. - Sim. Mal posso esperar pela hora do jantar. Murmurou M&amp;#225;rio com do&amp;#231;ura. - Ent&amp;#227;o, vou buscar-te &amp;#224; sete. - Est&amp;#225; bem. - At&amp;#233; logo amorzinho. Amo-te muito. - Eu tamb&amp;#233;m te amo muito... M&amp;#225;rio gostava muito de Pedro mas a verdade &amp;#233; que eram cada vez mais raras as vezes em que eles tinham tempo para se encontrar . Como um m&amp;#233;dico bem sucedido Pedro era demasiado ocupado e, ainda por cima, andava ao mesmo tempo com outro... Pois, tinham uma rela&amp;#231;&amp;#227;o muito liberal. E M&amp;#225;rio sentia-se sempre demasiado s&amp;#243;. Por fim abriu a porta e sorriu para o jovem. - J&amp;#225; pode entrar. O rapaz levantou-se. Tinha uma figura muito jovem e esbelta. No gabinete de M&amp;#225;rio, sentou-se numa cadeira em frente da secret&amp;#225;ria e esticou as pernas at&amp;#233; ficar confort&amp;#225;vel. Era uma figura incongruente com a severidade do escrit&amp;#243;rio, mais pelo brilho dos seus olhos que pelo seu estilo informal. E foi esse brilho que mais cativou M&amp;#225;rio. - Aquele sujeito era insuport&amp;#225;vel. Costuma ter de aturar muitos clientes assim durante o dia? - Perguntou o rapaz olhando-o nos olhos ao mesmo tempo que sorria de uma forma encantadora. M&amp;#225;rio teve a sensa&amp;#231;&amp;#227;o de que o brilho do seu olhar iluminava o gabinete ao mesmo tempo que come&amp;#231;ava a despertar dentro dele emo&amp;#231;&amp;#245;es h&amp;#225; muito adormecidas. - Bom, diga-me ent&amp;#227;o o que &amp;#233; que eu posso fazer por si, por favor? - Perguntou M&amp;#225;rio com firmeza tentando quebrar o ambiente de intimidade que parecia amea&amp;#231;ar instalar-se entre os dois, enquanto abria caixa dos &amp;#243;culos para os p&amp;#244;r. - Preciso de duzentos contos... - E para o que &amp;#233; que precisa desse dinheiro? - Para comprar um computador. - Um computador? - Sim. Para me expandir no neg&amp;#243;cio. Trabalho com fogos de artif&amp;#237;cio. Quero comprar fogos de artif&amp;#237;cio melhores e fazer exibi&amp;#231;&amp;#245;es maiores e mais completas. Tenho muitas ideias em rela&amp;#231;&amp;#227;o a como melhorar o espect&amp;#225;culo, mas falta-me o dinheiro necess&amp;#225;rio. Com duzentos contos podia comprar um computador que me iria ajudar muito no meu trabalho. - H&amp;#225; quanto tempo &amp;#233; que trabalha nesse ramo? - H&amp;#225; seis meses. - Qual &amp;#233; o seu nome e morada? - Vivo numa roulotte. M&amp;#225;rio, deixou cair a caneta em cima da mesa da secret&amp;#225;ria e suspirou. -Lamento, mas se n&amp;#227;o possui uma morada fixa, n&amp;#227;o lhe podemos conceder um empr&amp;#233;stimo. - Mas eu tenho muitos clientes... - Lamento. - Repetiu M&amp;#225;rio com firmeza. - Mas eu ainda n&amp;#227;o lhe falei sobre o meu neg&amp;#243;cio. Veja. O rapaz tirou um &amp;#225;lbum de fotografias e abri-o em cima da secret&amp;#225;ria. Estava cheio de fotografias ampliadas de fogos de artif&amp;#237;cio, explodindo em cores brilhantes: rosas, azuis, vermelhos, verdes, amarelos e brancos. - Este &amp;#233; o meu trabalho - disse ele. - Contratam-me de todas as partes do pa&amp;#237;s. Uma roulotte &amp;#233; a maneira mais eficiente de viver e trabalhar neste neg&amp;#243;cio. - Tem algu&amp;#233;m que possa ser seu fiador? - Ningu&amp;#233;m a quem eu queira pedir. Quero fazer isto sozinho. - Est&amp;#225; a p&amp;#244;r-me tudo muito dif&amp;#237;cil... Tenho de meter estes dados no computador e com os resultados que tenho o computador desatava a rir. - Os computadores n&amp;#227;o riem - disse ele s&amp;#233;rio, - isso &amp;#233; o mal deles. As pessoas riem-se, cantam, choram e admiram-se nos meus espect&amp;#225;culos e depois v&amp;#227;o-se embora felizes. O que &amp;#233; que os computadores sabem disso? - Estou perfeitamente de acordo, mas preciso de qualquer coisa mais do que a sua imagina&amp;#231;&amp;#227;o. - Oh, sim, a imagina&amp;#231;&amp;#227;o... Que pecado! - Est&amp;#225; a fazer-me perder tempo... Isto &amp;#233; um banco, n&amp;#227;o somos a Santa Casa. Enfim, se n&amp;#227;o tem ningu&amp;#233;m para fiador, diga-me, quanto &amp;#233; que vale o material que tem? - Tenho uns novecentos contos em fogos de artif&amp;#237;cio neste momento, mas como esta noite vou utilizar a maioria, n&amp;#227;o vai restar muito. - O que &amp;#233; que h&amp;#225; na sua roulotte? Quanto &amp;#233; que ela pode valer? - Nada, comprei-a em terceira m&amp;#227;o. Est&amp;#225; sempre a estragar-se e passo a vida a arranj&amp;#225;-la. M&amp;#225;rio, desesperado, voltou a atirar a caneta para cima da mesa. - Acho dif&amp;#237;cil de acreditar que tenha tido a coragem de vir aqui pedir um empr&amp;#233;stimo... - disse M&amp;#225;rio sem conseguir controlar a agressividade que de repente se apoderara dele. - N&amp;#227;o est&amp;#225; a contar com o meu talento nem o meu trabalho, acha que isso n&amp;#227;o vale nada? - Infelizmente, n&amp;#227;o se pode representar com contas e n&amp;#250;meros. - E se n&amp;#227;o se pode representar com contas e n&amp;#250;meros &amp;#233; como se n&amp;#227;o existisse, n&amp;#227;o &amp;#233;? As pessoas como voc&amp;#234; d&amp;#227;o-me pena. - Alem de ser irrespons&amp;#225;vel, &amp;#233; impertinente. -D&amp;#225;-me pena porque n&amp;#227;o consegue levantar a cabe&amp;#231;a dos n&amp;#250;meros. - &amp;#201; um requisito do meu trabalho - respondeu M&amp;#225;rio num tom g&amp;#233;lido. - O senhor &amp;#233; demasiado jovem e bonito para se consumir entre quatro paredes com a sua secret&amp;#225;ria e o seu computador. M&amp;#225;rio ficou perplexo. Como &amp;#233; que ele poderia ter tanto a certeza da sua homossexualidade? Que atrevido! - A minha vida n&amp;#227;o lhe diz respeito, mas vou dizer-lhe uma coisa: baseia-se em valores morais e credibilidade, coisas de que o senhor nem parece ter ouvido falar. -Pelo contrario, ouvi falar disso at&amp;#233; demais... como se fosse a &amp;#250;nica coisa importante neste mundo. E fica tudo reduzido a qu&amp;#234;? &amp;#224; sua procura infinita de dinheiro? - deixe-me recordar-lhe, que o senhor veio aqui &amp;#224; procura de dinheiro. - Sim, &amp;#233; verdade mas s&amp;#243; para o transformar numa coisa maravilhosa. - Em fogo de artif&amp;#237;cio - disse M&amp;#225;rio com desd&amp;#233;m. - Por favor! - Uma exibi&amp;#231;&amp;#227;o de fogo de artif&amp;#237;cio pode ser uma obra de arte. - Como &amp;#233; que se atreve a comparar-se com um artista? - Sou mais artista do que o que pintou estes quadros que tem pendurados na parede. Sabia que os escolheram porque transmitem paz mental? Noutras palavras, o seu valor est&amp;#225; na sua neutralidade. A arte devia fazer gritar e chorar as pessoas, e, nesse sentido, sou um artista. - Bom, acho que isso &amp;#233; tudo o que ...- M&amp;#225;rio usou um tom de voz que indicava que dava por acabada a entrevista. - Posso faz&amp;#234;-lo ver o universo como nunca o viu - continuou ele, interrompendo-o - Posso mostrar-lhe todas as cores do arco &amp;#205;ris a chover-lhe de mil maneiras. Aposto que n&amp;#227;o h&amp;#225; cor na sua vida... - Sou empregado de um balc&amp;#227;o, n&amp;#227;o me pagam para por cor na minha vida . Respondeu M&amp;#225;rio seriamente. - E o seu cora&amp;#231;&amp;#227;o? - de repente, o rapaz olhou-o com um olhar ainda mais penetrante como se o quisesse atingir bem fundo. - N&amp;#227;o veio aqui para falar no meu cora&amp;#231;&amp;#227;o. - A quem &amp;#233; que pertence? - J&amp;#225; chega. Por favor, pe&amp;#231;o-lhe que se v&amp;#225; embora. - Se me for embora &amp;#233; porque falhei. - Falhou. Este banco n&amp;#227;o vai poder dar-lhe nenhum empr&amp;#233;stimo. - N&amp;#227;o estou a falar do meu empr&amp;#233;stimo, mas de si, de um rapaz fechado num buraco. Se o pudesse tirar deste buraco, podia mostrar-lhe maravilhas. M&amp;#225;rio sentia que tinha sido tra&amp;#237;do pelo seu pr&amp;#243;prio olhar. A express&amp;#227;o dele indicava-lhe que j&amp;#225; n&amp;#227;o estava a falar de fogo de artif&amp;#237;cio. - Maravilhas- repetiu ele com uma voz que, misteriosamente, se tinha suavizado. - Magia. Percebe alguma coisa de magia? - Eu... N&amp;#227;o. - N&amp;#227;o, claro que n&amp;#227;o. Para si s&amp;#243; h&amp;#225; uma vida, o aqui e agora. Mas o que &amp;#233; que me diz do outro mundo onde acontecem coisas maravilhosas? Se n&amp;#227;o entrar em contacto com esse mundo n&amp;#227;o vai saber nunca o que &amp;#233; realmente viver. O seu namorado, s&amp;#233;rio, o que usa gravata, ensinou-lhe o que &amp;#233; magia? De repente M&amp;#225;rio sentiu que o rapaz tinha raz&amp;#227;o. Tinha acabado de completar 41 anos, e a sensa&amp;#231;&amp;#227;o que tinha, era de haver desperdi&amp;#231;ado a maior parte da sua juventude... - J&amp;#225; chega - disse M&amp;#225;rio com firmeza. - Desculpe, mas n&amp;#227;o lhe posso dar o empr&amp;#233;stimo. - N&amp;#227;o decida ainda -disse ele sem prestar aten&amp;#231;&amp;#227;o &amp;#225;s palavras de M&amp;#225;rio. - Venha ver o meu espect&amp;#225;culo. &amp;#201; hoje &amp;#224; noite, como encerramento das festas daqui. Vejamos se a gloria do fogo de artif&amp;#237;cio n&amp;#227;o o fazem mudar de ideias. - Nada me vai fazer mudar de ideias- disse M&amp;#225;rio com algum desespero. - Bom, ent&amp;#227;o...at&amp;#233; logo &amp;#224; noite! Junto da porta despediram-se com um aperto de m&amp;#227;os. No mesmo instante M&amp;#225;rio sentiu como se tivesse recebido uma descarga el&amp;#233;ctrica. - Adeus, senhor Gil. Quando o rapaz se foi embora, M&amp;#225;rio respirou profundamente. Olhou &amp;#224; volta e, de repente, aquele gabinete parecia vazio demais, sem encanto....como uma pris&amp;#227;o. E era assim que ele se sentia tamb&amp;#233;m por dentro. Depois fechou os olhos e abanou a cabe&amp;#231;a para clarificar as ideias. A porta voltou a abrir-se e a senhora Rosa entrou. - S&amp;#243; vim para lhe agradecer - disse a velhota, - n&amp;#227;o queria incomod&amp;#225;-lo enquanto estava com aquele jovem t&amp;#227;o simp&amp;#225;tico e agrad&amp;#225;vel. - Uma pessoa estranh&amp;#237;ssima! - Retorqui-o M&amp;#225;rio sem conseguir controlar-se. - N&amp;#227;o sei o que t&amp;#234;m os jovens de hoje - disse a velhota. - J&amp;#225; n&amp;#227;o t&amp;#234;m ideais nem valores. Mas claro que felizmente existem algumas excep&amp;#231;&amp;#245;es..., emendou a velhota, olhando para ele. M&amp;#225;rio ficou satisfeito por, apesar da idade, ainda continuar a ser visto como se fosse um jovem... &amp;#193;s sete horas em ponto, Pedro foi busc&amp;#225;-lo a casa e foram no seu carro brilhante ao restaurante gay mais selecto e caro da pequena cidade. Uma vez ali, o empregado conduzi-os a uma das poucas mesas vazias que ficava junto a uma janela que dava para um pequeno jardim onde se podia admirar v&amp;#225;rias ac&amp;#225;cias em flor que lan&amp;#231;avam um perfume embriagante no ar. M&amp;#225;rio reparou discretamente nos outros pares de gays que se encontravam no restaurante e sentiu-se bem por estar ali rodeado por outras pessoas como ele e ao lado do homem que tanto amava. Naquela atmosfera familiar e na companhia de Pedro podia relaxar-se. Pedro tinha 38 anos mas tamb&amp;#233;m parecia ter bem menos idade. - Ser&amp;#225; que as obras da nossa casa de campo v&amp;#227;o finalmente ficar prontas, no final deste m&amp;#234;s?- Perguntou Pedro com preocupa&amp;#231;&amp;#227;o- - Espero bem que sim. Tamb&amp;#233;m j&amp;#225; estou farto de esperar. At&amp;#233; parece que aquilo n&amp;#227;o anda nada e o dinheiro que temos dispon&amp;#237;vel para a obra est&amp;#225; todo a desaparecer... - Estou ansioso para ter logo a nossa casinha pronta... - disse Pedro num tom doce e apaixonado. - Tamb&amp;#233;m eu, amorzinho - respondeu M&amp;#225;rio no mesmo tom apaixonado. - Desculpa mas infelizmente, n&amp;#227;o vou poder ficar mais tempo contigo depois de jantarmos - disse-lhe Pedro com alguma tristeza - mas combinei passar por casa de uma colega por causa de um trabalho muito importante, para o meu doutoramento. - Est&amp;#225; bem - disse M&amp;#225;rio conformado. J&amp;#225; estava habituado - eu aproveito e talvez v&amp;#225; dar uma olhada no fogo de artif&amp;#237;cio. - Sim, boa ideia faz isso. Eu posso levar-te l&amp;#225; e depois combinamos um local para eu te ir p&amp;#244;r em casa depois de me ter despachado.... J&amp;#225; passava das 9 horas quando sa&amp;#237;ram do restaurante. O trajecto de carro at&amp;#233; &amp;#224; feira s&amp;#243; demorou uns minutos. Quando Pedro parou o carro para o deixar, M&amp;#225;rio reparou numa roulotte que estava debaixo de uma &amp;#225;rvore. Num dos lados da roulotte lia-se: &amp;quot;O maravilhoso fogo de artif&amp;#237;cio do Gil&amp;quot;. Mas n&amp;#227;o havia rasto do seu dono. Saio do carro, depois de se ter despedido de Pedro e combinado naquele mesmo local por volta das 11,30 horas, e dirigiu-se &amp;#224; feira na expectativa de apreciar &amp;quot;as maravilhas do fogo de artif&amp;#237;cio&amp;quot; de que o rapaz tanto lhe falara. Naquela noite, uma estranha inquieta&amp;#231;&amp;#227;o tinha-se apoderado dele, empurrando-o a vaguear por entre as pessoas que enchiam o recinto da feira, quase sem se dar conta de que na verdade ansiava voltar a encontrar aquele rapaz maravilhoso que tanto o havia impressionado. - senhores e senhoras, o fogo de artif&amp;#237;cio vai come&amp;#231;ar nos campos adjacentes ao recinto... - a voz vinha de uns altifalantes. E pareceu-lhe ser a voz de Gil. M&amp;#225;rio chegou quando os primeiros foguetes explodiam deixando rastos de luzes douradas no c&amp;#233;u escuro. A multid&amp;#227;o olhava para o c&amp;#233;u e exclamava. M&amp;#225;rio viu o rapaz em cima de uma plataforma, a lan&amp;#231;ar os foguetes. As luzes e as sombras conferiam-lhe o aspecto de um mago. M&amp;#225;rio observou-o com fasc&amp;#237;nio. Ele acendia o fogo. Era m&amp;#225;gico. E, at&amp;#233; &amp;#224;quele momento, na vida de M&amp;#225;rio n&amp;#227;o tinha havido muita magia. O rapaz lan&amp;#231;ou tr&amp;#234;s foguetes, um depois do outro. Quando chegaram l&amp;#225; acima explodiram em nuvens de chuva dourada. As pessoas espantavam-se quando, separados, cada um voltou a explodir em luzes multicolores que ca&amp;#237;ram como chap&amp;#233;us de chuva. Mais foguetes a explodirem como flores no c&amp;#233;u negro. Cores incr&amp;#237;veis. N&amp;#227;o eram s&amp;#243; cores, mas tons de luzes. Luz Beleza... Havia arte mas tamb&amp;#233;m havia intelig&amp;#234;ncia. M&amp;#225;rio olhou &amp;#224; volta. Como o rapaz lhe tinha dito, todos olhavam para cima com olhos brilhantes e um sorriso nos l&amp;#225;bios. Os rostos das crian&amp;#231;as estavam maravilhados. E ent&amp;#227;o acabou. A &amp;#250;ltima luz extinguiu-se no c&amp;#233;u e a multid&amp;#227;o deu um suspiro em conjunto. De m&amp;#225; vontade, todos baixaram o olhar para a terra, de regresso aos problemas do quotidiano que, tinham esquecido por breves instantes. O rapaz saltou da plataforma e aterrou quase &amp;#224; frente de M&amp;#225;rio. Sorria. - Vieste. Eu sabia que vinhas. - Foi por acaso que... - Claro. E felizmente que h&amp;#225; acasos. Que seria da vida sem estas surpresas? - N&amp;#227;o sei - respondeu M&amp;#225;rio a devolver-lhe o sorriso. - Talvez, tenhas descoberto o segredo... Um mi&amp;#250;do de uns 16 anos aproximou-se. - Gil, deixa-me arrumar tudo, por favor - disse num tom urgente. - Est&amp;#225; bem, Lu&amp;#237;s. J&amp;#225; sabes onde est&amp;#225; o balde, faz isso bem. - Posso vir amanh&amp;#227; ajudar-te? - N&amp;#227;o - respondeu o rapaz com firmeza. - Amanh&amp;#227;, vais ao centro de emprego procurar um trabalho a s&amp;#233;rio. - Eu gosto deste - protestou Lu&amp;#237;s. - Vamos, vai trabalhar - disse-lhe o rapaz, sem desviar o olhar de M&amp;#225;rio um instante. O mi&amp;#250;do fez uma careta, mas foi-se embora. Em resposta &amp;#224; express&amp;#227;o interrogativa de M&amp;#225;rio. O rapaz disse: - O Lu&amp;#237;s &amp;#233; um puto daqui que n&amp;#227;o deixa de se colar a mim. N&amp;#227;o o posso contratar, mas deixo-o fazer algum trabalho de vez em quando. Agora, foi apanhar os foguetes que n&amp;#227;o explodiram; e mete-los em &amp;#225;gua para evitar problemas. Vem, vamos. O rapaz pegou-lhe no bra&amp;#231;o e come&amp;#231;ou a caminhar. - A onde vamos? - Beber um ch&amp;#225;, tenho a garganta seca. Parou em frente de uma carrinha que vendia ch&amp;#225; e o servia em copos de pl&amp;#225;stico. A M&amp;#225;rio soube-lhe melhor do que o vinho que bebera no restaurante. M&amp;#225;rio sentiu uma coisa muito estranha que ao principio n&amp;#227;o reconheceu. Era como um prazer imenso e radiante que come&amp;#231;ava no cora&amp;#231;&amp;#227;o e depois alastrava para as extremidades. Sentia-se vivo. N&amp;#227;o se lembrava de j&amp;#225; ter sentido algo parecido. Por fim, apercebeu-se que era felicidade pura e simples. E era por estar com aquele rapaz, com aquela criatura extraordin&amp;#225;ria que criava maravilhas, magia. Ent&amp;#227;o maravilhou-se consigo mesmo. O que &amp;#233; que tinha acontecido ao M&amp;#225;rio de sempre? O rapaz era s&amp;#243; algu&amp;#233;m que tinha feito uns truques inteligentes com p&amp;#243;lvora e ele n&amp;#227;o era uma pessoa f&amp;#225;cil de entusiasmar. Contudo, continuou a sentir-se feliz. - Gil, ora est&amp;#225;s aqui! - exclamou um homem que se aproximou deles. O rapaz fez as apresenta&amp;#231;&amp;#245;es. O homem em quest&amp;#227;o era um gay de meia idade, um bocado efeminado, e o respons&amp;#225;vel pela organiza&amp;#231;&amp;#227;o da feira. - O fogo foi muito bom - disse o homem. - O melhor que eu j&amp;#225; vi. Ficas contratado para o ano que vem. -Se ainda tiver o neg&amp;#243;cio - respondeu o rapaz. - Claro que sim, vais ter muito trabalho. Bom, pega no teu cheque e assina aqui. Quando o homem se foi embora, o rapaz surpreendeu M&amp;#225;rio a olha-lo com uma express&amp;#227;o duvidosa. - Juro-te que n&amp;#227;o tinha planeado que ele aparece-se aqui &amp;#224; tua frente- disse o rapaz com a m&amp;#227;o sobre o cora&amp;#231;&amp;#227;o. - Pois. N&amp;#227;o me surpreendia nada! Mas n&amp;#227;o me digas que aquilo de &amp;#171;se ainda tiver o neg&amp;#243;cio&amp;#187; n&amp;#227;o era para mim?! - Bom, se calhar, mas olha - o rapaz mostrou-lhe o cheque de 800 contos. - N&amp;#227;o &amp;#233; mau de todo, n&amp;#227;o &amp;#233;? - Desses 800 contos., quanto &amp;#233; que &amp;#233; o lucro e quanto &amp;#233; que vais gastar em material para o pr&amp;#243;ximo espect&amp;#225;culo? - Por favor, deixa de ser t&amp;#227;o pr&amp;#225;tico - pediu-lhe o rapaz - Deixa de ser pr&amp;#225;tico! E quer ele que o banco lhe empreste dinheiro! - brincou M&amp;#225;rio. - Bom, agora que j&amp;#225; viste, o que &amp;#233; que achaste? - Maravilhoso. E &amp;#233;s um artista, mas... O rapaz tocou-lhe nos l&amp;#225;bios para o calar, o que provocou em M&amp;#225;rio um ligeiro tremor. - Agora n&amp;#227;o, deixa o &amp;#171;mas&amp;#187; para depois. H&amp;#225; quanto tempo &amp;#233; que n&amp;#227;o vens a uma feira? - Oh... h&amp;#225; anos. - Nesse caso, vamos aproveitar. Sem lhe dar tempo para falar, pegou-lhe no bra&amp;#231;o e arrastou-o at&amp;#233; &amp;#224; &amp;#171;Serpente&amp;#187;. Num instante, M&amp;#225;rio viu-se sentado num carrinho enquanto algu&amp;#233;m lhes punha uma barra de metal &amp;#224; frente. - Est&amp;#225;s maluco - disse M&amp;#225;rio a rir- nunca andei nisto. - Mais uma raz&amp;#227;o para o fazeres agora - o rapaz pegou-lhe na m&amp;#227;o. Esquece que &amp;#233;s o gerente de uma sucursal bancaria por uma noite. Transforma-te numa pessoa normal e desfruta destes prazeres simples. De repente, para M&amp;#225;rio era &amp;#243;bvio que era assim que devia viver a vida. N&amp;#227;o podia imaginar como tinha conseguido viver tanto tempo sem compreender uma verdade t&amp;#227;o vital. Apertou as m&amp;#227;os do rapaz e lan&amp;#231;ou um grito surdo quando o carro se p&amp;#244;s em movimento. O percurso era circular, com duas subidas seguidas de duas descidas vertiginosas. Depois da primeira M&amp;#225;rio agarrou-se ao bra&amp;#231;o do rapaz. Depois, recuperado da surpresa, agarrou-se &amp;#224; barra de seguran&amp;#231;a. Mas n&amp;#227;o deixava de escorregar para baixo. - N&amp;#227;o te preocupes, eu seguro-te - o rapaz p&amp;#244;s-lhe um bra&amp;#231;o &amp;#224; volta enquanto agarrava na barra com outra m&amp;#227;o. M&amp;#225;rio devia sentir-se seguro, mas era a &amp;#250;ltima coisa que sentia. O mago emanava um poder carregado de electricidade que sentia em si pr&amp;#243;prio. Devia estar louco para ter concordado em sentar-se ali com ele. E se algum dos seus colegas ou clientes do banco o viam ali assim agarrado a um rapaz? Mas M&amp;#225;rio j&amp;#225; tinha perdido todo o controlo sobre si mesmo e n&amp;#227;o conseguia deixar de se sentir demasiado feliz e completamente despreocupado ao lado daquele rapaz maravilhoso. Quando finalmente a serpente parou, M&amp;#225;rio sentiu o bafo quente de Gil e, subitamente, julgou que este o ia beijar. Mas o rapaz ficou parado a olh&amp;#225;-lo nos olhos e as suas bocas estavam t&amp;#227;o perto uma da outra que M&amp;#225;rio sentiu que a boca de Gil esperava ansiosamente pela sua. E completamente hipnotizado por aqueles l&amp;#225;bios sensuais e vermelhos como morangos, M&amp;#225;rio n&amp;#227;o hesitou e beijou-os com sofreguid&amp;#227;o E ambos se entregaram um ao outro naquele beijo apaixonado... E foi como se o tempo tivesse parado nesse instante e o mundo &amp;#224; sua volta n&amp;#227;o tivesse mais import&amp;#226;ncia... Quando chegou a hora de ir ter ao local onde havia marcado com Pedro, despediu-se do rapaz depois de haverem combinado encontrar-se na noite seguinte em sua casa onde inevitavelmente iriam fazer amor. M&amp;#225;rio sentia-se completamente euf&amp;#243;rico e feliz com o que lhe tinha acontecido. Era &amp;#243;bvio que estava completamente apaixonado por aquele rapaz maravilhoso... Que horror! Logo ele. O director de um banco que tinha de manter uma imagem s&amp;#233;ria e respons&amp;#225;vel. Ir apaixonar-se logo por um m&amp;#225;gico, como se fosse um jovem adolescente... - O que &amp;#233; que te aconteceu? - perguntou-lhe Pedro desconfiado - deves ter conhecido algu&amp;#233;m...N&amp;#227;o me enganas. Conhe&amp;#231;o-te! - Sim. Conheci um rapaz maravilhoso e lindo que tem todo o tempo do mundo para mim. E em exclusivo - Respondeu-lhe M&amp;#225;rio com ironia. - Bem sabes que n&amp;#227;o tenho culpa. Est&amp;#225;s a ser injusto. Mas ainda bem que est&amp;#225;s feliz. Pedro estava t&amp;#227;o seguro em rela&amp;#231;&amp;#227;o ao amor de M&amp;#225;rio e na &amp;quot;rela&amp;#231;&amp;#227;o&amp;quot; que tinham, que encarou tudo como mais uma paixonite... Mas M&amp;#225;rio n&amp;#227;o estava t&amp;#227;o certo disso... M&amp;#225;rio acordou com a sensa&amp;#231;&amp;#227;o de que tinha vivido um sonho na noite anterior na feira com aquele rapaz maravilhoso. Mas tamb&amp;#233;m se sentia um bocado rid&amp;#237;culo por ter sucumbido t&amp;#227;o facilmente aos encantos do rapaz. Ele que j&amp;#225; passara dos 40... Deu um grunhido quando se lembrou da facilidade com que tinha arriscado beij&amp;#225;-lo em p&amp;#250;blico, na roda gigante. E n&amp;#227;o lhe podia ter sabido melhor aquele beijo. E durante aqueles momentos tinha-se entregado completamente, tal como um adolescente ao seu primeiro beijo... Aquele rapaz representava tudo o que ele mais reprovava e temia: instabilidade emocional. Que o conduziria inevitavelmente para a derrocada financeira. Pois, estava a atravessar uma boa face financeira e isso s&amp;#243; se devia ao facto de se entregar, quase, inteiramente ao seu trabalho no banco. Como poderia ele ser capaz de conciliar uma paix&amp;#227;o que amea&amp;#231;ava ser completamente avassaladora, com contas e n&amp;#250;meros? M&amp;#225;rio estava demasiado habituado a levar uma vida refinada e desafogada, para se conseguir imaginar a viver na dureza ao lado de um rapaz, que tinha menos dinheiro para gastar durante o m&amp;#234;s, do que ele costumava gastar em cosm&amp;#233;ticos, para continuar sempre com aquele aspecto t&amp;#227;o jovem... Mas receava que fosse tarde demais, pois a febre da paix&amp;#227;o j&amp;#225; se come&amp;#231;ava a apoderar dele e era f&amp;#225;cil de perceber, os estragos que esta iria causar na sua vida. Tantos anos tentando amadurecer emocionalmente, e construindo uma rela&amp;#231;&amp;#227;o madura e s&amp;#243;lida, para agora se deixar perder numa aventura irrespons&amp;#225;vel e perigosa. Mas talvez ainda estivesse a tempo de recuar... Enquanto conduzia para o trabalho, tomou v&amp;#225;rias decis&amp;#245;es. Aquilo n&amp;#227;o poderia continuar. Ia dar instru&amp;#231;&amp;#245;es aos empregados para que, quando Gil aparecesse no banco, n&amp;#227;o o incomodarem. Assim que entrou l&amp;#225; dentro, chamou a secret&amp;#225;ria ao seu gabinete. - Quero que tomes nota disto - disse com uma voz profissional - Se um tal Gil aparecer hoje de manh&amp;#227; para levantar um cheque da c&amp;#226;mara, por favor, certifica-te de que... M&amp;#225;rio parou e respirou profundamente. Enquanto lhe surgiam imagens de luzes coloridas no c&amp;#233;u, pessoas a rir, exclama&amp;#231;&amp;#245;es de admira&amp;#231;&amp;#227;o, os bra&amp;#231;os de Gil &amp;#224; volta do seu pesco&amp;#231;o... aquele beijo! - Sim? - perguntou a secret&amp;#225;ria, que o olhava fixamente. - Por favor, certifica-te de que... Me chamam para eu falar com ele. - &amp;#201; uma quantia importante? - 800 contos. A secret&amp;#225;ria franziu o sobrolho. - Por uma quantia assim, n&amp;#227;o costumas... - Ana por favor, faz o que te pedi. E diz a todos. - Sim, est&amp;#225; bem. M&amp;#225;rio tentou em v&amp;#227;o concentrar-se no trabalho. Chegou o meio dia, mas Gil n&amp;#227;o tinha dado sinal de vida. Decidiu comer uma sandes de queijo, que trouxera de casa, no seu gabinete, em vez de ir almo&amp;#231;ar. O tempo continuou a passar e o banco fechou como sempre &amp;#225;s 3. M&amp;#225;rio ficou a trabalhar mais uma hora, antes de dizer &amp;#224; sua secret&amp;#225;ria. - Tenho de me ir embora. Deixa esses papeis em cima da minha mesa, eu vejo-os amanh&amp;#227;. Quase correu at&amp;#233; ao carro e, pouco depois, ia a caminho do recinto da feira. Quando l&amp;#225; chegou, encontrou o local desolado. Os quiosques e as tendas tinham misteriosamente desaparecido e estavam a desmontar as atrac&amp;#231;&amp;#245;es. A roulotte, tamb&amp;#233;m j&amp;#225; n&amp;#227;o estava l&amp;#225;. De repente, sentiu-se evadido por uma enorme sensa&amp;#231;&amp;#227;o de amargura e solid&amp;#227;o. O mago tinha-se esfumado. Ficou com medo de n&amp;#227;o voltar a v&amp;#234;-lo. - Est&amp;#225;s &amp;#224; procura do Gil? M&amp;#225;rio sobressaltou-se. Virou a cabe&amp;#231;a e viu um homem de idade avan&amp;#231;ada, dono da carrinha de ch&amp;#225;. - Sim. Ele disse-me onde ia, mas esqueci-me de apontar e... - o seu atrapalhamento parecia t&amp;#237;pico de um adolescente. - O Gil foi lan&amp;#231;ar uns foguetes na festa de anivers&amp;#225;rio do filho de um senhor que esteve aqui, hoje de manh&amp;#227;... - N&amp;#227;o me sabe indicar onde fica esse local? O velhote franziu o sobrolho enquanto M&amp;#225;rio continha a respira&amp;#231;&amp;#227;o. - Acho que ele falou na Rua dos Amores. Que fica em Vila Alegre... A Vila Alegre ficava perto dali, M&amp;#225;rio decidiu p&amp;#244;r-se imediatamente a caminho. Por fim avistou a Rua dos Amores. Era uma rua ampla e ladeada de &amp;#225;rvores frondosas ao longo dos passeios. As habita&amp;#231;&amp;#245;es eram constitu&amp;#237;das de pequenas vivendas, e estavam todas rodeadas de pequenos jardins muito bem tratados. E pintadas de cores vivas e alegres. E como estava calor, a maior parte delas tinham as janelas abertas, por onde se podia contemplar a alegria e o riso das pessoas. M&amp;#225;rio reparou que o interior das casas parecia muito confort&amp;#225;vel e bonito. N&amp;#227;o restavam d&amp;#250;vidas de que o nome da vila fazia todo o sentido. Era realmente um bairro muito &amp;quot;alegre&amp;quot;. Ele n&amp;#227;o p&amp;#244;de deixar de se imaginar a viver ali com... o Gil. Mas, de repente, sentiu-se culpado por ter estes pensamentos quando se lembrou de Pedro. Percorreu a rua devagar, olhando para um lado e para outro, completamente fascinado com o ambiente calmo e amig&amp;#225;vel que se podia sentir ali. E quase n&amp;#227;o via a carrinha do Gil que estava estacionada ao lado da garagem da casa que procurava. Mal o avistou, n&amp;#227;o conseguiu evitar desatar a correr em sua direc&amp;#231;&amp;#227;o. Quase lhe sa&amp;#237;a o cora&amp;#231;&amp;#227;o pela boca, quando avistou por fim Gil sentado dentro da carrinha a conferir uns papeis. - Ainda bem que te encontro. Um velhote da feira disse-me que tinhas vindo para aqui. - Esperei por ti at&amp;#233; &amp;#225;s 5 - respondeu o rapaz encantado e feliz por o ter ali na sua frente. - de repente surgiu-me este trabalho. E como pensei que j&amp;#225; n&amp;#227;o vinhas... - Desculpa, mas n&amp;#227;o me consegui despachar mais cedo... Tive um dia muito atribulado no banco - Desculpou-se. - Eu sei. E nem percebo como &amp;#233;s capaz de aguentar aquela rotina todos os dias. - Que rem&amp;#233;dio! Suspirou M&amp;#225;rio com resigna&amp;#231;&amp;#227;o. - Podes ir l&amp;#225; amanh&amp;#227; para falarmos melhor sobre o teu empr&amp;#233;stimo... - Pensei que n&amp;#227;o me ias dar nenhum empr&amp;#233;stimo? - disse num tom ir&amp;#243;nico. - Pois, mas depois do que vi ontem &amp;#224; noite, mudei de opini&amp;#227;o. - Entra - Pediu Gil, a retirar-se para o interior da roulotte. Dentro da roulotte, encontrou um espa&amp;#231;o habit&amp;#225;vel, apesar de bastante reduzido, cheio de caixas que tinham foguetes, cabos, ganchos e todas as ferramentas da profiss&amp;#227;o. Contudo, estava muito mais arrumado do que M&amp;#225;rio esperava. N&amp;#227;o faltava sequer alguns objectos decorativos sobre os pequenos m&amp;#243;veis de madeira, nem umas prateleiras cheias de livros. E olhando em pormenor, M&amp;#225;rio pode descobrir alguns t&amp;#237;tulos bastante sugestivos, como &amp;quot;Querelhe&amp;quot; de jean Genet, &amp;quot;Um belo quarto vazio&amp;quot; de Edmundo White, ou &amp;quot;n&amp;#227;o digas a ningu&amp;#233;m&amp;quot;, de Jaime Byly. Assim como uma data de revistas gays estrangeiras dentro de uma caixa de papel&amp;#227;o, arrumada por debaixo da cama, e ainda um n&amp;#250;mero da Super G, atirados sobre o assento forrado com tecido xadrez, deixando bem claro o seu interesse pela leitura. O que agradou imenso a M&amp;#225;rio, j&amp;#225; que ele tamb&amp;#233;m adorava quase tudo o que era papel impresso. Mas, o que mais chamava a aten&amp;#231;&amp;#227;o, era um p&amp;#243;ster promocional da Super G, onde se podia ler &amp;quot;Gays que (tamb&amp;#233;m) funcionem &amp;#224; frente, procuram-se &amp;quot;. E M&amp;#225;rio n&amp;#227;o pode evitar um sorriso, e perguntou-se, se Gil, apesar do seu ar imaculadamente m&amp;#225;sculo, tamb&amp;#233;m funcionaria devidamente na parte da frente... Mas desejava-o com tanta intensidade que nesse instante essa quest&amp;#227;o lhe pareceu perfeitamente irrelevante... Naquele momento, sentiu que seria bem capaz de trocar todo o conforto do seu espa&amp;#231;oso e confort&amp;#225;vel apartamento num dos melhores bairros da cidade, para viver, para sempre, ali ao lado de Gil. Na verdade, era isso, aquilo que ele mais desejava naquele instante. - Deixa-me olhar para ti - o rapaz p&amp;#244;s-lhe as m&amp;#227;os nos ombros. - Est&amp;#225;s bem? - Claro que sim, porque &amp;#233; que n&amp;#227;o havia de estar bem? - Pela maneira como desapareceste ontem &amp;#224; noite... Deixaste-me preocupado... O teu namorado n&amp;#227;o ficou chateado por teres ficado comigo at&amp;#233; t&amp;#227;o tarde? - N&amp;#227;o. Mas deixemos o meu namorado fora disto - respondeu com rispidez. - &amp;#201; melhor, - concordou - falemos ent&amp;#227;o de n&amp;#243;s. M&amp;#225;rio afastou os olhos, n&amp;#227;o queria que Gil notasse o prazer e a satisfa&amp;#231;&amp;#227;o que sentia, por estar ali com ele. Gil p&amp;#244;s &amp;#225;gua ao lume e arranjou-lhe um lugar no sof&amp;#225;. A atmosfera era acolhedora e dom&amp;#233;stica. Muito diferente da extravagancia da noite anterior. O rapaz acabava de servir o ch&amp;#225;, quando bateram &amp;#224; porta da roulotte. Logo a seguir, a porta abriu-se e um homem p&amp;#244;s cabe&amp;#231;a l&amp;#225; para dentro. - Gil, ainda bem que j&amp;#225; chegaste. - Boa noite, senhor Lu&amp;#237;s - saudou o rapaz. O senhor Lu&amp;#237;s tinha um olhar devorador e indiscreto, que se cravou imediatamente em M&amp;#225;rio, enquanto falava. - N&amp;#227;o me tinhas dito que ias trazer o teu namorado para ajudar. J&amp;#225; combin&amp;#225;mos o pre&amp;#231;o, n&amp;#227;o te vou pagar mais - disse o homem em tom de brincadeira. - E eu tamb&amp;#233;m n&amp;#227;o lhe vou pedir mais, senhor Lu&amp;#237;s, conhe&amp;#231;o bem a sua fama de sovina...- retorquiu Gil a rir. - Ainda bem que est&amp;#225; tudo certo. Venham, vou-lhes mostrar onde podem colocar as vossas coisas. M&amp;#225;rio ia come&amp;#231;ar a explicar-lhe que n&amp;#227;o estava ali para ajudar Gil, mas o homem tinha j&amp;#225; dado meia volta e estava a chamar outro indiv&amp;#237;duo que entretanto aparecera espreitando da janela do andar de cima. - Este &amp;#233; o bairro gay mais t&amp;#237;pico da cidade. Eles vivem juntos com o filho de um deles como uma verdadeira fam&amp;#237;lia - segredou-lhe Gil, enquanto carregava uma das caixas para fora da roulotte. - Pois, j&amp;#225; tinha ouvido falar deste bairro, mas ainda n&amp;#227;o sabia que &amp;#233;ramos namorados - disse-lhe M&amp;#225;rio com ironia, tentando manter um ar s&amp;#233;rio. - E se eu te pedir namoro agora mesmo, aceitas? - Aceito - respondeu M&amp;#225;rio, olhando-o bem nos olhos - mas s&amp;#243; com uma condi&amp;#231;&amp;#227;o... Tens de me retribuir o beijo que te dei ontem na feira. Gil, pousou imediatamente a caixa no ch&amp;#227;o, aproximou-se de M&amp;#225;rio, puxou-o para si, e beijou-lhe demoradamente a boca ainda com maior ardor e paix&amp;#227;o do que da primeira vez... Quando o rapaz acabou de o beijar, M&amp;#225;rio parecia paralisado, e Gil teve de o abanar para o acordar. - Agora vamos - pediu o rapaz - n&amp;#227;o tenho a noite toda. Quando tudo ficou pronto, Gil ligou um cabo el&amp;#233;ctrico onde colocou os foguetes, separando-os com intervalos de um metro. Dentro de casa, a festa j&amp;#225; tinha come&amp;#231;ado. E l&amp;#225; fora, ficara completamente escuro. O rapaz tirou uma lanterna grande, deu-a a M&amp;#225;rio e pediu-lhe que segura-se nela. M&amp;#225;rio ficou a olhar para ele. O rapaz estava de c&amp;#243;coras, com a cabe&amp;#231;a baixa, concentrado no que estava a fazer. Com surpresa, M&amp;#225;rio percebeu que se estava a divertir. - J&amp;#225; podem come&amp;#231;ar a lan&amp;#231;ar o fogo de artif&amp;#237;cio - anunciou o homem. Na noite anterior, quando M&amp;#225;rio viu o espect&amp;#225;culo de Gil, tinha ficado encantado, mas desta vez a experi&amp;#234;ncia foi diferente. Correu daqui para ali enquanto o rapaz gritava ordens. Gil n&amp;#227;o estava a ser desagrad&amp;#225;vel de preposito, mas era simplesmente um artista. Provavelmente, pensou M&amp;#225;rio, Miguel Angelo tamb&amp;#233;m tinha sido um pouco brusco enquanto pintava a capela Sistina. - Agarra nisto - grita Gil - agora, vai l&amp;#225; atras e liga o interruptor quando eu te disser. Raios partam, preciso de mais foguetes. H&amp;#225; uma caixa em cima da mesa, traz-ma. - O qu&amp;#234;? - Traz-ma, despacha-te. - Sim, senhor! M&amp;#225;rio correu para a carrinha, encontrou a caixa e voltou com ela a correr como se a sua vida dependesse disso. Durante um segundo, perguntou a si mesmo que raio estava ali a fazer. A &amp;#250;nica coisa que sabia era que nunca na vida se tinha divertido tanto. O fim foi uma s&amp;#233;rie de foguetes. M&amp;#225;rio tapou os ouvidos. Sobre a luz intermitente, o rapaz sorriu enquanto carregava nos interruptores aqui e acol&amp;#225; fazendo com que o c&amp;#233;u explodisse num ru&amp;#237;do ensurdecedor. De repente, o silencio. O &amp;#250;ltimo foguete tinha-se apagado. Os espectadores esfregaram os olhos. Houve muitos aplausos e murm&amp;#250;rios de espanto e deslumbramento. Os pares de namorados sorriam felizes uns para os outros e apertavam-se ainda mais, beijando-se apaixonados, enquanto as crian&amp;#231;as saltitavam euf&amp;#243;ricas e felizes por entre a multid&amp;#227;o. M&amp;#225;rio sentiu uma emo&amp;#231;&amp;#227;o e uma alegria completamente trasbordante que lhe deu uma vontade enorme de correr na direc&amp;#231;&amp;#227;o de Gil e cobri-lo de beijos e de abra&amp;#231;os Mas mais uma vez se lembrou de Pedro e voltou a sentir-se culpado... Depois escutou o senhor Lu&amp;#237;s dizer a Gil: - parab&amp;#233;ns, fizeste um &amp;#243;ptimo trabalho. N&amp;#227;
